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Ontem Não Te VI em Babilónia (Cód: 2602841)

Antunes, António Lobo

Alfaguara / Objetiva

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Descrição

Em 'Ontem não te vi em Babilônia', Lobo Antunes cria um quebra-cabeça fascinante, que aos poucos se revela aos olhos do leitor.
É madrugada e, conforme a noite avança até as primeiras horas da manhã, os personagens deste livro magnífico - décimo oitavo na carreira de António Lobo Antunes - rolam insones na cama, assombrados por memórias dolorosas de perda, traição e morte. Suas lembranças se entrelaçam umas às outras, criando uma impressionante trama de múltiplas vozes.
Ana Emília não se esquece da morte da filha, um suicídio quando contava apenas 15 anos. Alice, ex-enfermeira de um hospital de província, casada com um homem calado e truculento, repassa acontecimentos difíceis da infância. E Osvaldo, seu marido, acordado no quarto ao lado, se recorda inicialmente da mãe, que morreu quando ele ainda era criança, e, com o passar das horas, lembra eventos mais recentes, que ligam intimamente os personagens.
Antes de se aposentar, Osvaldo era um policial que torturava e matava 'inimigos da Igreja e do Estado'. Suas ações, muitas vezes descomedidas, acabaram por selar o destino de todos os que, durante essa noite, são atormentados pela memória. Em 'Ontem Não Te Vi Em Babilônia', Lobo Antunes cria um quebra-cabeça fascinante, que aos poucos se revela aos olhos do leitor.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Alfaguara / Objetiva
Cód. Barras 9788560281602
Altura 21.00 cm
I.S.B.N. 9788560281602
Profundidade 1.00 cm
Ano da edição 2008
Idioma Português
País de Origem Brasil
Número de Páginas 440
Peso 0.44 Kg
Largura 14.00 cm
AutorAntunes, António Lobo

Leia um trecho

Chegava sempre antes da sineta quando ia buscar a minha filha e tirando a madrinha da aluna cega a cochichar cumprimentos em tom de desculpa sem que eu a entendesse (de tão exagerada na infelicidade dava vontade de gritar — Afaste-se de mim não me aborreça) não havia ninguém ao portão de modo que o recreio vazio excepto uma árvore de que nunca soube o nome com as folhas demasiado pequenas para o tronco e se calhar composta de várias árvores diferentes (as mãos do meu pai minúsculas no fi m de braços enormes, se calhar composto de vários homens diferentes) o escorrega a que faltavam tábuas com o letreiro Não Usar e a porta e as janelas trancadas, derivado à impressão que ninguém lá dentro compreendi a madrinha da aluna cega, disse-lhe sem palavras — Não é exagerada perdão e como deixei de ter fi lha cessei de respirar, não só a porta e as janelas trancadas, compartimentos desertos, poeira, o edifício da escola afi nal abandonado e velho, a madrinha da aluna cega aproximou-se carregando cheiros antigos e nisto que alívio a sineta (— Pieguice minha és exagerada sim) a sacudir as folhas da árvore (ou os braços do meu pai) os dedos cessaram de atormentar o fecho da mala e o coração diminuiu nas costelas, os pulmões graças a Deus respiram, estou aqui, quantas vezes ao acordar me surpreendia que os móveis fossem os mesmos da véspera e recebia-os com desconfi ança, não acreditava neles, por ter dormido era outra e no entanto os móveis obrigavam-me às recordações de um corpo a que não queria voltar, que desilusão esta camilha, esta cadeira, eu, cochichar à madrinha da aluna cega o que me cochichava a mim, pedir desculpa sem que me liguem e a porta e as janelas abertas, a professora nas escadas, as primeiras crianças, pais (não o meu pai) ao portão comigo, não o meu pai que não lhe sobrava tempo. — Não te mexas que me dás nervos a conversar com o empregado ou a falar ao telefone na secretária do jornal cheia de cartas, retratos, ganharia muito dinheiro você pai (não acredito) não finja que não alcança o que lhe digo. — Pões-me nervoso tu morreu há uma data de anos, passa da meia-noite (— Tardíssimo filha) e não fi nja que não alcança o que lhe digo, meia-noite nesta vivendinha do Pragal, daqui a pouco sons húmidos de foca no primeiro andar e a senhora. — Pões-me nervosa tu era o meu pai que eu punha nervoso apesar de calada (— Ainda aí estás que mania) a senhora o meu nome. — Ana Emília a chapinhar no colchão e os rebentos do arbusto de groselha ao comprido do muro, a sineta da escola acelerava o tempo, as folhas da árvore a pularem sílabas muito depressa. — Ana Emília na porta a aluna cega, a minha fi lha, as gémeas e a ruiva gorda que era preciso empurrar na ginástica, a empregada da limpeza destrancava as janelas e nem compartimentos desertos nem poeira, nenhum defunto todo direito de gravata branca a espiar-me, somente mapas, carteiras, restos de números a giz, a testa do meu pai um lençol de cama por fazer.

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