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Os Crimes Abc - Col. L&pm Pocket (Cód: 2849083)

Christie, Agatha

L&PM

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Descrição

Há um serial killer à solta, matando suas vítimas em ordem alfabética. A única pista que a polícia tem é um macabro cartão de visitas que o assassino deixa em cada cena do crime: um guia ferroviário aberto na cidade onde a morte acontece.
A Inglaterra inteira está em pânico com a sucessão de crimes – A: Alice Ascher, em Andover; B: Betty Barnard, em Bexhill; C: Sir Carmichael Clarke, em Churston – e o assassino vai ficando mais confiante a cada morte. Seu único erro é pôr à prova o orgulho de Hercule Poirot, um erro que pode ser mortal.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora L&PM
Cód. Barras 9788525419378
Altura 21.00 cm
I.S.B.N. 9788525419378
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Ano da edição 2009
Idioma Português
País de Origem Brasil
Número de Páginas 256
Peso 0.44 Kg
Largura 14.00 cm
AutorChristie, Agatha

Leia um trecho

CAPÍTULO 1 A CARTA Foi em junho de 1935 que voltei da minha fazenda na América do Sul para uma temporada de cerca de seis meses. Havia sido um período difícil por lá. Como todo mundo, havíamos sofrido com a depressão mundial. Eu tinha várias questões a tratar na Inglaterra que só acreditava poderem ser bem-sucedidas com um toque pessoal. Minha mulher ficou para administrar a propriedade. Não preciso dizer que uma das primeiras coisas que fiz ao chegar à Inglaterra foi procurar por meu velho amigo, Hercule Poirot. Eu o encontrei instalado num dos mais novos tipos de apartamentos de Londres. Acusei-o (e ele admitiu o fato) de ter escolhido aquele edifício específico por conta de sua aparência e das proporções estritamente geométricas. – Mas, sim, meu amigo, o prédio tem uma agradável simetria, você não acha? Respondi que achava que talvez fosse muito quadrado e, aludindo a uma velha piada, perguntei se conseguiam fazer galinhas botarem ovos quadrados naquele galinheiro supermoderno. Poirot riu, animado. – Ah, você lembra disso? Ah! Não... a ciência ainda não fez as galinhas se conformarem aos gostos modernos, elas ainda põem ovos de cores e tamanhos diferentes! Examinei meu velho amigo com um olhar carinhoso. Ele parecia maravilhosamente bem – nem um dia mais velho do que na última vez que o vira. – Você está com uma aparência ótima, Poirot – eu disse. – Não envelheceu nada. Na verdade, se fosse possível, eu diria que você está menos grisalho do que na última vez em que nos vimos. Poirot se iluminou. – E por que isso não é possível? É bem verdade. – Você está querendo dizer que seus cabelos estão ficando mais escuros em vez de mais grisalhos? – Exatamente. – Mas isso é certamente uma impossibilidade científica! – De modo algum. – Mas é extraordinário. Parece contrariar a natureza. – Como sempre, Hastings, você tem a mente bela e confiante. Os anos não mudam isso em você! Percebe um fato e cita a solução no mesmo fôlego sem perceber que está fazendo isso! Fiquei olhando para ele, intrigado. Sem dizer uma palavra, foi até o quarto e voltou trazendo uma garrafa, que passou para mim. Peguei a garrafa, ainda sem compreender. O rótulo dizia: Revivit. Para devolver a cor natural dos cabelos. Revivit não é uma tintura. Em cinco tons: cinza, pinhão, ocre, castanho, preto. – Poirot – gritei. – Você pintou os cabelos! – Ah, chega a compreensão! – Então é por isso que os seus cabelos parecem tão mais escuros do que da última vez em que estive aqui. – Exatamente. – Minha nossa – eu disse, me recuperando do choque. – Imagino que da próxima vez em que vier vou encontrá-lo usando bigode postiço... ou você já está usando agora? Poirot recuou. O bigode sempre foi seu ponto sensível. Era incomumente orgulhoso dele. Minhas palavras o atingiram em cheio. – Não, não, de fato, mon ami. Esse dia, peço ao bom Deus, ainda está distante. Um bigode postiço! Quel horreur! Puxou o bigode com força para me assegurar de que era verdadeiro. – Bom, ainda está muito abundante – eu disse. – N’est ce pas? Nunca, em toda Londres, vi um bigode que se igualasse ao meu. “Um bom trabalho também”, pensei. Mas por nada no mundo iria ferir os sentimentos de Poirot dizendo tal coisa. Em vez disso, perguntei se ele ainda praticava seu ofício de vez em quando. – Sei que você se aposentou há anos – eu disse. – C’est vrai. Para cultivar abobrinhas! E não demora ocorre um assassinato... e eu mando as abobrinhas para o inferno. Desde então, e sei muito bem o que você vai dizer, sou como a prima-dona que está definitivamente fazendo a apresentação de despedida! E essa apresentação de despedida se repete um número indefinido de vezes! Dei risada. – Na verdade, tem sido precisamente assim. Toda vez eu digo: é o fim. Mas, não, surge outra coisa! E vou admitir, meu amigo, que não gosto nem um pouco da aposentadoria. Se as pequenas células cinzentas não são exercitadas, enferrujam. – Entendo – respondi. – Você as exercita com moderação. – Exatamente. Sou criterioso. Para Hercule Poirot, hoje em dia, apenas a nata do crime. – E tem havido muita nata? – Pas mal. Há não muito tempo, escapei por pouco. – De um fracasso? – Não, não. – Poirot parecia chocado. – Mas eu... eu, Hercule Poirot, quase fui exterminado. Assoviei. – Um assassino ousado! – Menos ousado do que descuidado – disse Poirot. – Precisamente isso... descuidado. Mas não vamos falar sobre isso. Sabe, Hastings, de várias maneiras, penso em você como meu mascote. – É mesmo? – perguntei. – De que maneiras? Poirot não me respondeu diretamente. Continuou falando: – Assim que soube que você estava vindo, disse a mim mesmo: algo irá acontecer. Assim como antigamente, iremos caçar juntos, nós dois. Mas se for mesmo isso, não deve ser algo comum. Deve ser algo – agitou as mãos com excitação – “algo recherché... delicado... fine...” – Deu todo o sabor à última e intraduzível palavra. – Palavra de honra, Poirot, parece que você está pedindo um jantar no Ritz – eu disse. – Considerando que não se pode encomendar um crime? É bem verdade. – Ele suspirou. – Mas acredito em sorte... em destino, como queira. É seu destino estar ao meu lado e evitar que eu cometa o erro imperdoável. – O que você chama de erro imperdoável? – Ignorar o óbvio. Revirei a afirmação mentalmente sem compreender muito bem. – Bom – eu disse em seguida, com um sorriso –, este supercrime já aconteceu? – Pas encore. Pelo menos... quer dizer... Fez uma pausa. A testa franzida de perplexidade enquanto as mãos arrumavam automaticamente alguns objetos que eu inadvertidamente havia tirado do lugar. – Não tenho certeza – ele disse, devagar. Havia algo tão esquisito em seu tom que olhei para ele com ar surpreso. O cenho permanecia franzido. De repente, com um breve e decisivo assentir de cabeça, atravessou a sala até uma mesa perto da janela. Não preciso dizer que o conteúdo estava perfeitamente etiquetado e organizado em escaninhos de forma que Poirot imediatamente pousou a mão sobre o papel que estava procurando. Caminhou lentamente até mim, com uma correspondência aberta na mão. Deu uma lida por alto e passou- a para mim. – Veja, mon ami – disse ele. – O que você me diz disso? Peguei o papel com interesse. Era uma carta escrita em papel de carta branco e grosso com letras impressas: Sr. Hercule Poirot, O senhor aprecia resolver mistérios que são difíceis demais para os nossos pobres policiais britânicos tapados, não é? Vamos ver, sr. Brilhante Poirot, o quanto o senhor consegue ser brilhante. Talvez considere este osso duro demais de roer. Atenção a Andover, no dia 21 deste mês. Sinceramente etc., ABC. Olhei para o envelope. Também era impresso. – Carimbado no WC1 – disse Poirot, enquanto eu desviava a atenção para o carimbo dos correios. – E então, qual a sua opinião? Encolhi os ombros e devolvi a carta a ele. – Algum louco ou coisa parecida, suponho. – É tudo o que você tem a dizer? – Bom... não lhe parece um louco? – Sim, meu amigo, parece. 16 Seu tom era preocupado. Olhei para ele com curiosidade. – Você leva isso muito a sério, Poirot. – Um louco deve ser levado a sério, mon ami. Um louco é algo muito perigoso. – Sim, é claro, é verdade... Não havia considerado essa questão. Mas o que quero dizer é que parece mais um tipo de trote meio estúpido. Quem sabe algum festeiro idiota que havia bebido além da conta? – Comment? Bebido além da conta? Sem pagar? – Nada... só uma figura de linguagem. Quis dizer alguém que estivesse torto. Não, puxa vida, alguém que tenha bebido demais. – Merci, Hastings... a expressão “torto” eu conheço. Como você mesmo diz, pode não haver nada além disso nessa história... – Mas você acha que há algo mais? – perguntei, afetado pela insatisfação no tom de voz dele. Poirot sacudiu a cabeça com desconfiança, mas não disse nada. – O que você fez a respeito? – questionei. – O que se pode fazer? Mostrei a carta a Japp. A opinião dele é igual à sua: um trote idiota, foi a expressão que ele usou. Eles recebem esse tipo de coisa todos os dias na Scotland Yard. Eu também já recebi algumas... – Mas você está levando esta a sério? Poirot respondeu lentamente. – Tem alguma coisa a respeito dessa carta, Hastings, que não me agrada... O tom dele me impressionou. – Você acha que... o quê? Sacudiu a cabeça, pegou a carta e a pôs novamente em cima da mesa. – Se realmente a está levando a sério, não pode fazer alguma coisa? – perguntei. 17 – O homem de ação, como sempre! Mas o que se há de fazer? A polícia do condado viu a carta, mas também não a levou a sério. Ela não tem qualquer impressão digital. Não há pistas locais quanto ao possível autor. – Na verdade, tudo o que se tem é o seu instinto? – Não é instinto, Hastings. Instinto não é uma boa palavra. É o meu conhecimento, a minha experiência, que me diz que há algo de errado com esta carta... Gesticulou, sem conseguir encontrar as palavras corretas, e voltou a sacudir a cabeça. – Posso estar fazendo uma tempestade em copo d’água. De qualquer forma, não há nada a fazer além de esperar. – Bom, dia 21 é sexta-feira. Se algum imenso assalto espetacular acontecer perto de Andover, então... – Ah, e isso seria um consolo...! – Um consolo? – encarei-o. O uso da palavra me pareceu absolutamente extraordinário. – Um assalto pode ser uma emoção, mas dificilmente será um consolo! – protestei. Poirot sacudiu a cabeça com força. – Você está equivocado, meu amigo. Não entendeu o que eu quis dizer. Um assalto seria um alívio, já que iria desocupar a minha mente do temor de outra coisa. – De quê? – De assassinato – disse Hercule Poirot.

Avaliações

Avaliação geral: 5

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Beatriz Almeida recomendou este produto.
04/09/2015

O mistério que envolve os crimes ABC

Uma história fascinante, que a cada capítulo há uma curiosidade intrigante sobre o que irá vir a diante, e um final inesperado. Aconselho para quem busque uma história com suspenses, com casos que te fazem o tempo tempo racionar e buscar em sua consciência revelações para os casos, os crimes ABC.
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