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Os Mistérios da Coroa (Cód: 4088076)

Bilyeau, Nancy

Arqueiro

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Os Mistérios da Coroa

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Descrição

No século XVI, a Inglaterra vive tempos turbulentos: em 1534, o rei Henrique VIII rompe com o Vaticano e funda a Igreja da Inglaterra, dando início a uma série de conflitos religiosos.

Ao fugir do claustro e deixar para trás sua pacata vida religiosa, a noviça dominicana Joanna Stafford, uma mulher que jurou servir a Deus, se vê arrastada para uma sórdida rede de mentiras, intrigas políticas e traições cujo objetivo é usurpar o trono inglês.

Entre a devoção e o pecado, ela vai precisar se submeter às ordens do astuto bispo de Winchester, um homem traiçoeiro que tem sede de poder. Para garantir que seu pai continue vivo, a noviça aceitará ser espiã no priorado em que fez votos, onde está escondida uma coroa tão poderosa que pode pôr fim à Reforma Protestante na Inglaterra.

O bispo conhece todas as lendas a respeito da relíquia, inclusive a de que estaria amaldiçoada, mas mesmo assim ele deseja usá-la, pois acredita que seus poderes místicos lhe ajudarão a destruir seus inimigos e a governar o país.

Armada com determinação e coragem, Joanna confronta os traumas do próprio passado enquanto tenta concluir sua missão. Mas, quando ocorre um terrível assassinato, ela descobre que o priorado em que vive não é mais um lugar seguro.

Ela resolve, então, deixar novamente a clausura e procurar a coroa em outros lugares. Acompanhada do jovem frade Edmund, Joanna visita castelos suntuosos e locais sagrados, como Stonehenge e a Abadia de Malmesbury, em busca da relíquia e de salvação para si mesma, sua família e o modo de vida sagrado de sua ordem religiosa.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Arqueiro
Cód. Barras 9788580410822
Altura 23.00 cm
I.S.B.N. 9788580410822
Profundidade 1.00 cm
Tradutor Fernanda Abreu
Número da edição 1
Ano da edição 2012
Idioma Português
Número de Páginas 384
Peso 0.48 Kg
Largura 16.00 cm
AutorBilyeau, Nancy

Leia um trecho

Parte I - Londres, 25 de maio de 1537 Quando uma execução na fogueira é anunciada, as tabernas de Smithfield encomendam barris extras de cerveja, mas quando a pessoa a ser executada é uma mulher – e ainda por cima pertencente à nobreza –, a bebida chega em carroças lotadas. Eu iria andar em uma dessas carroças na sexta-feira de Pentecostes, no ano do reinado do rei Henrique VIII, para rezar pela alma de Lady Margaret Bulmer, a traidora condenada. Pude ouvir o chamado do carroceiro enquanto seguia para a Cheapside Street, apertando na mão o mapa de Londres que, duas noites antes, eu copiara em segredo de um livro. Agora que eu tinha chegado a uma rua grande e calçada com pedras, conseguia andar mais depressa, mas minhas pernas latejavam. Havia passado a manhã inteira caminhando com dificuldade na lama. – Smithfield! Está indo para Smithfield? A voz soava alegre, como se o destino ao qual se referia fosse uma feira do Dia de São Jorge. Logo à frente, diante de um curtume, vi quem tinha gritado: um homem grandalhão que açoitava o lombo de quatro cavalos atrelados a uma grande carroça. Meias dúzias de cabeças espiavam por cima da borda. – Espere! – gritei o mais alto possível. – Eu quero ir para Smithfield! O carroceiro se virou e seus olhos vasculharam a multidão. Acenei, e seu rosto se iluminou com um sorriso caloroso. Conforme eu me aproximava, minha barriga se contraía. Eu tinha prometido não falar com ninguém naquele dia, nem pedir ajuda. O risco de ser descoberta era enorme. Mas Smithfield ficava a norte e a oeste de Londres, fora dos limites da cidade, e ainda faltava muito para chegar lá. Quando me aproximei, o carroceiro me olhou de cima a baixo e seu sorriso desapareceu. Eu estava usando uma pesada túnica de lã, a única que consegui para a viagem. Era feita para o mais rigoroso dos invernos, não para a primavera, muito menos para um dia em que a névoa mantinha o clima abafado. A bainha amarfanhada da túnica estava encharcada de lama. Mas pelo menos eu me sentia grata por ninguém conseguir ver, através do tecido grosso, minha combinação molhada de suor. Mas eu sabia que não eram apenas as roupas desarrumadas que estavam fazendo o carroceiro pensar duas vezes. Muitas pessoas achavam minha aparência estranha. Meus cabelos são negros como ônix polido e meus olhos são castanhos, salpicados de verde. Minha pele morena não fica vermelha em julho, nem pálida em dezembro. Minha pele é como a de minha mãe espanhola, mas não tenho seus traços delicados. O meu rosto puxou ao do meu pai, que era inglês: testa larga, malares saltados, queixo marcado. É como se a incompatibilidade do casamento dos meus pais travasse uma batalha no meu rosto, bem à vista de todos. Em uma terra de moças rosadas e brancas, eu me destaco feito um corvo. Houve um tempo em que isso me incomodava, mas agora, aos 26 anos, eu já não me preocupava com coisas tão bobas. – Um xelim pela viagem, moça – disse o carroceiro. – Pague e vamos indo. Seu pedido me pegou de surpresa, embora eu devesse estar preparada para a cobrança. – Estou sem moedas – gaguejei. O carroceiro soltou uma risada que foi como um latido. – Você acha que eu faço isso por diversão? Escute aqui, moça, me restou pouca cerveja... – Ele deu um soco no barril de madeira atrás de si. –… e tenho que ganhar o suficiente para pagar pela carroça. – Por trás do barril, eu podia ver seus passageiros espichando o pescoço para me olhar. – Espere – falei, levando a mão à bolsinha de pano dentro do bolso que eu havia costurado na parte interna da roupa. Agitando os dedos lá dentro, encontrei um anel fino. Não queria dar a ele nada de mais valioso. Tinha subornos importantes pela frente. Estendi o anel. – Isto aqui serve? Em um segundo, a cara feia do carroceiro se transformou em uma expressão de deleite, e o anel de ouro de minha falecida mãe sumiu na palma suja da sua mão. Ao subir na traseira da carroça, pude distinguir pena e desprezo no rosto dos outros viajantes. Meu anel devia valer bem mais do que o percurso. Encontrei um monte de palha limpa em um canto, sentei-me e baixei os olhos, tentando evitar os olhares curiosos, enquanto a carroça retomava seu curso. Senti um cotovelo me cutucar nas costelas. Uma mulher corpulenta escorregou para mais perto de mim. Era uma senhora de meia-idade, a única outra pessoa do sexo feminino naquela carroça. Sorrindo, ela me estendeu um pedaço de pão. Eu não comia nada desde a ceia da véspera. Em geral apreciava a sensação de fome, o fato de dominar minha carne mortal e fraca, mas aquela missão exigia certo vigor. Peguei o pão com um meneio agradecido da cabeça. Um bocado de comida e um gole de cerveja aguada do cantil de madeira da mulher fortaleceram meu corpo entorpecido. Eu me recostei em uma lateral da carroça. Passamos por um pequeno mercado que parecia não vender outra coisa que não especiarias e ervas. Agora que havia parado de chover, os vendedores retiravam as mantas que mantinham secas suas bancadas estreitas. O odor de uma rica mistura de borragem, sálvia, tomilho, alecrim, salsa e cebolinha se espalhou pelo ar e se dissipou depois que passamos. Os cheiros da cidade voltaram a predominar. Avistei uma fila de construções de quatro andares, mais prósperas do que quaisquer outras que eu já vira antes. A placa de um ourives pendia em uma esquina. Um rapaz sentado à minha frente abriu um sorriso e disse, em voz alta, para a carroça inteira escutar: – Estamos gratos ao rei por queimar uma bela jovem em Smithfield. A última pessoa a morrer na fogueira foi um falsário velho e feio. Um bolo de pão mastigado me subiu pela garganta e cobri a boca com a mão. – Mas ela é bonita mesmo? – perguntou alguém. Um homem já idoso, de olhos azuis leitosos, enrolava com o dedo um pelo comprido que brotava do meio de seu queixo. – Eu conheço uma pessoa que já viu Lady Bulmer em carne e osso, e ela é bonita, sim – disse ele devagar. – Mais do que a rainha. – Que rainha? – gritou um dos homens. – Todas as três – respondeu outro. Uma risada nervosa percorreu a carroça. Era crime zombar dos casamentos do rei, que se divorciara da primeira esposa e executara a segunda para dar lugar à terceira. Muita gente já tinha perdido mãos e orelhas por causa disso. O velho torceu o pelo do queixo com mais força. – Lady Bulmer deve ter ofendido muito o rei para ele mandar queimá-la em praça pública diante dos plebeus, em vez de mandar decapitá-la perto da torre ou de enforcá-la em Tyburn. – Eles trouxeram para Londres todos os nobres e fidalgos, todos os seguidores de Robert Aske – disse o rapaz. – Para receber a justiça do rei. Ela vai ser apenas a primeira a ser executada. Minha respiração se acelerou. O que aqueles londrinos iriam dizer o queriam fazer comigo se soubessem quem eu era e de onde vinha? Uma coisa era certa: eu jamais chegaria a Smithfield. Busquei em minhas preces algo para me fortalecer. Senhor meu Deus, ajudai-me a ser obediente sem reservas, pobre sem servilidade e casta sem exceção. – Essa tal de Margaret Bulmer é uma rebelde imunda! – gritou a mulher que tinha dividido o pão comigo. – Uma papista do norte que conspirou para derrubar nosso rei. Humilde sem fingimento, alegre sem esbórnia, séria sem afetação, ativa sem frivolidade, submissa sem amargura, verdadeira sem duplicidade. Com voz branda, o velho disse: – No norte, as pessoas deram a vida pelas tradições. Queriam proteger os monastérios. Todos soltaram exclamações de desprezo. – Aqueles monges gordos ficam escondendo potes de ouro enquanto os pobres morrem de fome do lado de fora dos seus muros. – Ouvi falar em uma freira que pariu o bastardo de um padre. – As freiras são todas putas. Ou então aleijadas... ou estúpidas, desprezadas pelas famílias. Ouvi um ruído rascante. Foi minha própria risada, uma risada amarga, sem alegria – e que ninguém escutou, pois nesse mesmo instante ouviu-se um grito do lado de fora da carroça. Uma criança de rua passou correndo, tão depressa que ultrapassou nossos cavalos. Um olhar de pânico por cima do ombro revelou que não era um menino, mas sim uma menina de rosto encardido, com os cabelos cortados curtos. Um punhado de terra voou pelo ar e atingiu seu ombro. – Ai! – gritou ela. – Seus cachorros! Dois meninos grandes apareceram junto à lateral da carroça e riram. Iriam alcançá-la dali a um minuto. Os homens em cima da carroça atiçaram a perseguição. A menina saiu correndo pela rua em direção às lojas. Outra garota acenou do vão de uma porta. – Por aqui! – gritou. A moleca entrou a toda, e a porta se fechou atrás das duas. Os meninos chegaram segundos depois e começaram a esmurrar a porta, mas estava trancada. Fechei os olhos. Era outra menina quem corria. Aos 8 anos, sem ar, com a barriga doendo, eu corria por um caminho cercado por altas sebes de teixo, em busca de uma saída. Podia ouvir pessoas chamando meu nome, mas não conseguia vê-las.

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