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Pandemônio (Cód: 4879045)

Oliver, Lauren

Intrinseca

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Descrição

— E qual era seu nome? — pergunto, e Graúna para de repente, de costas para mim. — Antes de você vir para a Selva — insisto.

Por um momento ela permanece parada. Mas então se vira.

— É melhor se acostumar logo — diz, com uma intensidade contida. — Tudo o que você era, a vida que tinha, as pessoas que conhecia… adeus.— Ela balança a cabeça e completa, com um pouco mais de firmeza: — Não existe o antes. Só existem o agora e o que vem depois.

Duas realidades, duas Lenas, diferentes ameaças. Antes e agora. Dividida entre o passado — Alex, a luta pela sobrevivência na Selva — e o presente, no qual crescem as sementes de uma violenta revolução, Lena terá que lutar contra um sistema cada vez mais repressor, sem, porém, se transformar em um zumbi: modo como os Inválidos se referem aos curados. Não importa o quanto o governo tema as emoções: pouco a pouco a sociedade se incendeia pelas faíscas da revolta, vindas de todos os lugares... inclusive de dentro.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Intrinseca
Cód. Barras 9788580573138
Altura 23.00 cm
I.S.B.N. 9788580573138
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Tradutor Regiane Winarski
Número da edição 1
Ano da edição 2013
Idioma Português
Número de Páginas 304
Peso 0.34 Kg
Largura 16.00 cm
AutorOliver, Lauren

Avaliações

Avaliação geral: 5

Você está revisando: Pandemônio

Christiane recomendou este produto.
04/01/2014

maravilhoso

Livro é otimo, historia envolvente e da aquele gostinho de quero mais... nao vejo a hora do proximo...
Esse comentário foi útil para você? Sim (5) / Não (2)

Leia um trecho

Agora

Alex e eu estamos deitados em um cobertor no quintal do número 37 da rua Brooks. As árvores parecem maiores e mais escuras que de costume. As folhas estão quase pretas, tão entrelaçadas que encobrem o céu.
— Acho que não foi um bom dia para um piquenique — diz Alex, e só então percebo que, é claro, não foi mesmo: não comemos nada da comida que trouxemos.
Aos nossos pés, no cobertor, tem uma cesta cheia de frutas quase estragadas, cobertas por formiguinhas pretas.
— Por que não? — pergunto.
Estamos olhando para a teia de folhas lá em cima, compacta como uma parede. — Porque está nevando.
Alex ri, e mais uma vez percebo que ele tem razão: está nevando, grandes flocos cinzentos girando à nossa volta. Também está muito frio. Minha respiração forma nuvens no ar, e colo meu corpo no dele, tentando me aquecer.
— Alex, me dê seu braço — digo, mas ele não responde. Tento me encaixar no espaço entre seu braço e o peito, mas o corpo dele está rígido, não mexe. — Alex — insisto.
— Ei, estou com frio. — Estou com frio — repete ele mecanicamente, mal movendo os lábios.
A boca está azulada e rachada. Ele fita as folhas sem piscar.
— Olhe para mim — peço, mas ele não vira a cabeça, não pisca não se mexe. Uma histeria começa a surgir dentro de mim, uma voz aguda que diz tem algo errado, algo errado, e eu me sentamos e colocamos a mão no peito dele, frio como gelo. — Alex — digo, e depois solto um grito breve: — Alex!
— Lena Morgan Jones!
Desperto de repente, em meio a um coro de risadinhas abafadas. A Sra. Fierstein, professora de biologia do terceiro ano no Quincy Edwards, um colégio para meninas situado no Brooklyn, Setor 5, Distrito 17, está me encarando. É a terceira vez que durmo na aula dela esta semana.
— Já que você parece achar a Criação da Ordem Natural tão exaustiva — diz ela —, que tal um passeio à sala do diretor, para despertar?
— Não! — disparo, mais alto do que pretendia, e provoco uma nova onda de risadinhas entre as garotas. Vim estudar no Edwards após as férias de inverno, há pouco mais de dois meses apenas, e já fui eleita a Esquisita Número Um. As pessoas me evitam como se eu tivesse alguma doença: como se eu tivesse a doença. Se elas soubessem…
— Este é seu último aviso, Srta. Jones — adverte a Sra. Fierstein. — Está me entendendo?
— Não vai se repetir. — Tento parecer obediente e arrependida. Procuro afastar a lembrança do pesadelo, os pensamentos sobre Alex, sobre Hana e sobre meu antigo colégio, fora, fora, fora, como Graúna me ensinou a fazer. Aquela vida de antes morreu.
A Sra. Fierstein me encara uma última vez (para me intimidar, suponho) e se vira novamente para o quadro, retomando a aula sobre a energia divina dos elétrons. A Lena antiga teria pavor de uma professora como Fierstein.
Ela é velha, má e parece ter nascido do cruzamento de um sapo com um pit bull. É uma daquelas pessoas que fazem a cura parecer redundante: não dá para imaginar que ela algum dia fosse capaz de amar, mesmo sem a intervenção. Mas a Lena de antes também morreu.
Eu a enterrei. Deixei-a do outro lado de uma cerca, atrás de uma parede de fumaça e chamas.