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Pedir, Agradecer, Admirar - As Três Orações Essenciais (Cód: 7381149)

Lamott, Anne

Sextante / Gmt

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Descrição

Neste livro, Anne Lamott fala sobre a necessidade de entrar em contato com um poder superior para enfrentar o dia a dia e levar a vida adiante. Mas não faz isso em tom professoral. Pelo contrário. Lamott é mundialmente conhecida por sua maneira descontraída de abordar assuntos profundos. Com um texto divertido e honesto, ela mostra que orar não é pronunciar palavras prontas, e sim deixar o coração falar. Mesmo que tudo o que ele tenha a dizer seja: “Deus, não sei se você existe, mas, se existir, por favor, me ajude.” Em Pedir, Agradecer, Admirar, ela analisa cada uma das formas de oração e nos ajuda a lidar melhor com as dificuldades cotidianas. Suas palavras transformadoras e sua visão peculiar da espiritualidade abrem nossa mente para um entendimento maior do que significa aceitar e abraçar a dor, a beleza e os mistérios da vida.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Sextante / Gmt
Cód. Barras 9788543100814
Altura 21.00 cm
I.S.B.N. 9788543100814
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Número da edição 1
Ano da edição 2014
Idioma Português
Número de Páginas 112
Peso 0.13 Kg
Largura 14.00 cm
AutorLamott, Anne

Leia um trecho

Eu não sei muita coisa sobre Deus e orações, mas, nos últimos 25 anos, passei a acreditar que existe alguma forma de simplificar as nossas preces. Talvez você esteja se perguntando o que eu quero dizer quando uso a palavra .oração. Certamente não é o mesmo que os pregadores que aparecem na televisão querem dizer. Não é algo para ser exibido. A oração é particular, mesmo quando oramos junto com outras pessoas. É a comunicação do nosso coração com algo que ultrapassa o entendimento. Digamos que seja a comunicação do coração com Deus. Ou, se você achar esse conceito absurdo, podemos dizer que é uma comunicação com o Bem, com uma força que está além da nossa compreensão, mas que em nossa dor, nas nossas súplicas e no nosso alívio não precisamos definir nem ter provas de que o contato foi estabelecido. Pode ser o que os gregos chamavam de Realmente Real, aquilo que repousa lá dentro de nós, encoberto pelo véu de nossos valores, princípios, convicções e sofrimentos. Ou um grito que vem do seu eu mais profundo e é dirigido à Vida ou ao Amor, com letras maiúsculas. Não tem a menor importância o nome que damos a essa força. Cada um usa o nome que deseja. Houve um tempo em que eu chamava Deus de Fil, porque um amigo me deu uma pulseira em que mandou gravar “Fil 4:4-7”, já que a minha passagem favorita da Bíblia está no capítulo 4 da carta aos Filipenses. Eu gostava muito de chamá-lo assim. Vamos então simplesmente afirmar que a oração é a comunicação do nosso coração com o Grande Mistério, com a Bondade ou, melhor ainda, com a estimulante energia do Amor. Com algo inimaginavelmente grande e que está além de nós. Se quisermos, podemos dizer apenas “Deus”. Conheço alguns pais que, na hora de dormir, repetem com os filhos essa terrível oração: “Agora eu me deito para dormir. Peço a Deus para guardar minha alma. Se eu morrer antes de acordar...” Fiquei chocadíssima quando ouvi isso pela primeira vez. Que coisa horrível uma criança de 7 anos pensar que pode morrer enquanto dorme! Provavelmente a oração que mais repetimos é: “Deus, me ajude!”. Ela é excelente, pois parte do mais profundo desamparo, num momento em que nos abrimos para aceitar nossa impotência e nos entregar à proteção divina. Às vezes, num momento de grande euforia, eu olho o céu azul ou a noite estrelada e exclamo: “Obrigada, meu Deus, por tanta beleza, obrigada pelo meu lindo neto, por essa cerejeira em flor!” Há outros momentos em que podemos nos sentir tão injustiçados com o que está acontecendo que somos capazes de gritar ou sussurrar para nós mesmos: “Deus, eu te odeio.” Por incrível que pareça, isso também é uma oração, porque é um reconhecimento da existência de Deus e uma expressão muito sincera de um sentimento. Cada pessoa se sente e se expressa de um modo particular quando ora. Algumas entram em estado de profunda meditação, buscando esse contato em seu interior. Outras se manifestam com espontaneidade em seus pedidos, agradecimentos e expressões de dor, raiva, desolação ou louvor. Mas a oração em si é um pressuposto de que, de alguma maneira, acreditamos que somos convidados a um relacionamento com alguém que nos ouve quando nos dirigimos a ele, seja em voz alta ou em silêncio. Podemos orar pedindo coisas (“Meu Deus, me ajude a comprar uma casa”); por pessoas (“Por favor, cure o câncer do meu amigo”); para ter uma vida feliz, ser tolerantes com nossos defeitos ou complacentes com os dos que nos cercam. E até mesmo entoar: “Meu Deus, eu sei que já pedi muito, mas, por favor, me ajude a sair dessa depressão.” Podemos dizer qualquer coisa a Deus. Tudo é oração. A prece pode ser movimento, quietude ou energia – ou as três coisas ao mesmo tempo. Ela começa quando paramos de repente, quando nos sentimos pressionados, quando estamos confusos, quando ficamos tão fartos de estar sempre cansados e doentes que nos rendemos, ou pelo menos desistimos de lutar, e finalmente caminhamos, nos jogamos ou nos arrastamos em direção a algo. Ou talvez no momento em que, por um milagre, abrimos levemente as mãos e nos soltamos. Orar é conversar com alguém em busca de união, mesmo que estejamos amargurados, loucos ou derrotados (na verdade, essas são, provavelmente, as melhores condições possíveis para se orar). A prece é o reconhecimento de que, apesar de todos os nossos atos passados, alguém nos ama tal como somos. E uma das melhores maneiras de mudar é expondo claramente todas as nossas dores e aflições. De qualquer forma, estamos fazendo contato com alguma coisa invisível, muito maior do que somos capazes de imaginar. É algo que podemos ousar chamar de inteligência divina ou energia do amor. A oração somos nós, seres humanos, meramente existindo, estendendo a mão para algo que tem a ver com o eterno, com vitalidade, inteligência, bondade, mesmo quando nos sentimos totalmente exaustos e céticos. Deus sabe lidar com a honestidade, e a oração conduz a uma conversa franca. Acredito que, quando você fala a verdade, aproxima- se de Deus. Se você diz a Ele “Estou tão exausto e deprimido que mal consigo explicar, e nesse momento não sinto qualquer amor por Você; quero distância de Você”, essas podem ser as palavras mais sinceras que já saíram de sua boca. Se você me contasse que disse a Deus .“Não tem mais jeito, e eu não tenho a mínima certeza de que Você existe, mas estou precisando muito de ajuda”, eu ficaria profundamente emocionada e orgulhosa pela sua coragem de ser verdadeiro. Isso me daria vontade de ser sua amiga. Portanto, a oração é o nosso eu verdadeiro tentando comunicar-se com o Real, com a Verdade, com a Luz. Somos nós querendo ser ouvidos na esperança de sermos descobertos pela luz e pelo calor neste mundo, e não pela escuridão e pelo frio. A luz nos revela para nós mesmos, o que nem sempre é bom, caso estejamos metidos em grandes confusões e problemas, que provavelmente nós causamos. Mas, tal como os girassóis, nós também nos viramos em direção à luz. Ela aquece e, na maioria das vezes, atrai. E nela podemos ver além de nossos modestos sentidos, podemos enxergar tudo o que está muito além de nós e também no lugar mais profundo de nosso ser. Tudo isso é difícil de expressar, pois é real, é enorme, ultrapassa o mistério. Rumi afirmou que todas as palavras são como dedos apontando para a Lua, mas nós achamos que as palavras são a Lua. No entanto, por causa da luz do amor, da energia e do movimento que nos levaram a orar, pequeninas partes dessa realidade mais profunda tornam-se perceptíveis, e é com elas que teremos que contar. Minhas três orações essenciais são variações de Pedir, Agradecer e Admirar. Isso é tudo de que eu preciso, além do silêncio, da dor e da pausa, para que eu possa parar, fechar os olhos e voltar-me para o meu interior.

Avaliações

Avaliação geral: 5

Você está revisando: Pedir, Agradecer, Admirar - As Três Orações Essenciais

maluzinha recomendou este produto.
04/04/2014

excelente

muito bom adorei
Esse comentário foi útil para você? Sim (1) / Não (0)
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