Frete Grátis
  • Google Plus

Pela Luz Dos Olhos Seus (Cód: 5525256)

Janine Boissard

Arqueiro

Ooops! Este produto não está mais a venda.
Mas não se preocupe, temos uma versão atualizada para você.

Ooopss! Este produto está fora de linha, mas temos outras opções para você.
Veja nossas sugestões abaixo!

R$ 34,90
Cartão Saraiva R$ 33,16 (-5%) em até 1x no cartão

Crédito:
Boleto:
Cartão Saraiva:

Total: R$0,00

Em até 1x sem juros de R$ 0,00


Pela Luz Dos Olhos Seus

R$34,90

Quer comprar em uma loja física? Veja a disponibilidade deste produto
?

Entregas internacionais: Consulte prazos e valores de entrega para regiões fora do Brasil na página do Carrinho.

ou receba na loja com frete grátis

X
Formas de envio Custo Entrega estimada

* Válido para compras efetuadas em dias úteis até às 15:00, horário de Brasília, com cartão de crédito e aprovadas na primeira tentativa.

X Consulte as lojas participantes

Saraiva MegaStore Shopping Eldorado Av. Rebouças, 3970 - 1º piso - Pinheiros CEP: 05402-600 - São Paulo - SP

Descrição

Laura Vincent cresceu entre o mar e as macieiras da Normandia. Passou a adolescência à sombra da irmã mais velha. Agathe – a bela – era admirada e disputada por todos os garotos da cidade; Laura – a pequena – passava as noites em casa, lendo romances. Mas o destino preparou uma surpresa para Laura. Trabalhando como assessora de imprensa de músicos, ela recebe, no dia seguinte ao seu aniversário de 26 anos, a visita do agente de um dos tenores mais famosos do mundo. Ela é requisitada para ser guia dele e seu chefe não deixa margem para discussão. Rico e bem-sucedido, Claudio Roman viaja pelo mundo emocionando plateias com sua voz. Fã de banquetes, bebedeiras e belas mulheres, ele parece ter tudo o que quer, porém seu comportamento esconde a amargura de nunca poder interpretar Alfredo, em La Traviata, por causa de um ataque criminoso que lhe custou a visão. Laura está preparada para lidar com um homem difícil e arrogante, mas, assim que ouve Claudio cantar pela primeira vez, ele toca seu coração. Aos poucos, mais do que sua guia, ela se torna também a confidente das noites sombrias de angústia. Como ela nunca lhe pede nada em troca de seu apoio, Claudio promete lhe dar qualquer coisa. No momento certo, ela cobra a promessa: quer que o cantor se submeta a um transplante de córnea capaz de lhe restituir a visão de um dos olhos. Apaixonada e convencida de que Claudio não precisará mais dela quando voltar a enxergar, Laura vai embora sem se despedir e sem dar a ele a oportunidade de vê-la. Será que Claudio saberá lidar com essa decisão? Ou ele vai enfim perceber que sempre lhe faltou o alimento mais essencial à vida: o amor?

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Arqueiro
Cód. Barras 9788580412109
Altura 23.00 cm
I.S.B.N. 9788580412109
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Tradutor André Telles
Número da edição 1
Ano da edição 2013
Idioma Português
Número de Páginas 224
Peso 0.26 Kg
Largura 16.00 cm
AutorJanine Boissard

Leia um trecho

A bela era eu! Tinha 8 anos, cabelos castanhos compridos, cílios grandes sobre olhos verdes – não, “amarelos”, zombava Agathe, minha irmã mais velha. Dentes proeminentes, o que seria fácil de consertar com um aparelho, e a pele morena, que me protegia dos raios de sol. Ah! Eu era a cara do meu pai, um tipo mediterrâneo com uma remota ascendência de espanhóis. Agathe, por sua vez, puxara a mamãe, garota do Norte, loura de olhos azuis, esguia e fina como só ela. Pão branco, pão preto. Não são farinha do mesmo saco, brincavam carinhosamente as pessoas ao nos verem lado a lado. Vale dizer que papai era padeiro. Vivíamos entre o mar e as macieiras, na Normandia, numa aldeia de setecentos habitantes – número que triplicava na temporada turística, pois ficava pertinho de Deauville. Com as tempestades que às vezes nos roubavam um marinheiro, as ressacas, um ou outro deslizamento de penhasco, os amores do carteiro, os da Sra. Pointeau por incontáveis gatos e cães que um dia a devorariam, nunca nos entediávamos em Villedoye. Todo mundo se conhecia e... A padaria não é, para todo cristão que se preze, a parada obrigatória de todos os dias? Cresci, invejada pelas colegas, em meio ao aroma quente da massa de pão, das tortas, dos croissants e dos bolinhos, e tão habituada a eles que nem lhes dava mais atenção. Todas as manhãs, um ônibus levava Agathe e eu ao colégio. Em breve seria o liceu e, se continuássemos os estudos, a universidade, em Caen. Mamãe já nos via professoras primárias, profissão ideal quando a pessoa tem filhos, proporcionando um emprego seguro e, graças aos horários e às férias, o tempo de dedicar-se a seus afazeres como bem lhe aprouver. Claro, na Normandia chovia muito, mas nós gostávamos disso, pois combinava com a região. Tenho 13 anos e estamos no verão. Agathe foi à praia com amigos, mas preferi ficar lendo na cama. Na cozinha, mamãe conversa com Jeannette, uma das minhas incontáveis tias. Riem ao falar da minha irmã, que não sabe o que fazer com tantos pretendentes, como os grandalhões que vieram pegá-la em três carros para tomar banho de mar em Deauville. – E todos queriam levá-la, você viu? Mais um pouco e saíam no tapa. Está aí uma para quem você não terá dificuldade em arranjar casamento – observa minha tia. – Não somos nós que os arranjamos mais, elas se viram muito bem sozinhas – diz sensatamente minha mãe. Aguço os ouvidos, pois o assunto me interessa. – Isso não deixa a pequena chateada? – pergunta Jeannette, baixinho. A pequena sou eu. As pessoas nos diferenciam assim. O que poderia estar incomodando a pequena? – Você que pensa – responde a mamãe. – Elas se adoram. E não se esqueça de que Laura é a melhor na escola. É verdade. Lá sou maravilhosa, e é Agathe que vira a pequena, até mesmo minúscula, no dia em que trazemos os boletins para assinar. A propósito, ela repetiu de ano. Agora estou apenas uma série atrás dela. Eu: “Excelente aluna, séria, talentosa, parabéns!” Ela: “Poderia se sair melhor” em todas as disciplinas, menos educação física, pois ela adora ficar de short para que admirem seu corpo. Agathe e estudo não combinam. Ela prefere sonhar, enrolando no dedo um de seus compridos cachos louros. E no dia do boletim, eu é que tenho de consolá-la. – Tem razão – concorda Jeannette. – Pelo menos a pequena brilha. De certa maneira, é uma compensação. E depois, eu não disse que Laura era feia. Não é de se jogar fora. É que quando a gente compara... O barulho da cadeira sendo empurrada com brusquidão indica tempestade no ar. Mamãe retruca, furiosa: – Mas por que vocês ficam comparando? Por acaso comparam o lírio com a flor silvestre? Pois saiba que eu acho ótimo ter duas filhas tão diferentes. Comparar. Até aquele momento eu não pensara muito nisso. Aos 13 anos, todo mundo lhe dirá a mesma coisa, é a idade da transformação, quando a mocinha apenas se insinua e ainda não podemos prever o resultado final. O importante, nessa fase, é ter um bom ambiente em casa, uma irmã com quem conspirar e amigas. Eu tinha tudo isso; na verdade, tinha até mais amigas do que Agathe, que era metida e não sabia guardar segredos. Quando ela voltou da praia e tomou sua chuveirada, espalhando areia para todo lado, com a porta aberta para ser admirada, fiquei comparando. Agathe: 1,68 metro, magra, mas cheinha onde era preciso. Pele branca, olhos azuis, cabelos sempre mais louros graças aos xampus de camomila. Trigo suave, trigo de primavera. A pequena: 1,53 metro; mas nada estava perdido, afinal as meninas crescem até a primeira menstruação, podendo inclusive ganhar 2 centímetros depois. Olhos verdes salpicados de amarelo, bronzeado tórrido ao primeiro beijo do sol. “Dá vontade de apertar”, resumia papai, mergulhando nas minhas bochechas. Farinha de centeio, pão preto. A bela era Agathe. Mas o que é mesmo a beleza? De onde vinha a diferença? Nas palavras da família, eu tinha olhos magníficos, meu nariz era retilíneo, e meus dentes, impecáveis depois do aparelho. Quanto aos cabelos, eram dez vezes mais volumosos que a palha dourada de Agathe. – Sua irmã chama atenção! – exclamara um dia um colega. Pois bem, eu não chamava. Era por isso que, em Deauville, quando passeávamos pelo deque, ainda que eu fosse a mais bronzeada e fizesse o possível para me fazer notar, os garotos se viravam para ela e assobiavam. Era por essa razão que eles queriam levá-la a todos os lugares – à boate, ao cinema, ao boliche, ao baile – usando o carro dos pais para desfilar em sua companhia. E, finalmente, talvez fosse também um pouco por esse motivo que eu preferia ficar lendo na cama em vez de assistir aos seus truques para fazê-los pagar as bebidas para ela, enquanto as minhas eu tinha que pagar do meu próprio bolso. Não havia motivo algum para fazer um escarcéu. Aliás, a tia Jeannette dissera que eu não era de se jogar fora, e até ficava um pouco melhor quando me esforçava para sorrir diante do espelho e meus olhos “amarelos” cintilavam. E, em Villedoye, havia uns verdadeiros dragões: Babet com sua bunda caída, a pobre Joséphine-lábio-leporino e Irene, cujos olhos nenhum médico conseguira colocar no lugar. Entre na dança, veja como se dança. Pule, dance, beije quem você quiser. No que se referia ao “quem você quiser”, era mais fácil na canção do que na prática. Sem dúvida foi por causa da comparação entre o lírio e a flor silvestre que resolvi chamar atenção à minha maneira. Não fiz o curso normal, consegui um diploma de inglês e, graças à minha preferência pela leitura, me formei em letras com louvor. Em seguida, deixei o mar e fui me instalar em Paris, onde trabalho com música e danço com os grandes.

Avaliações

Avaliação geral: 4

Você está revisando: Pela Luz Dos Olhos Seus

Rosânia recomendou este produto.
04/06/2014

Maravilhosó!!!!!!!

Muito interessante esse romance, mostra a compacidade de amor de ser por outro e que a beleza está nos olhos de cada um! Adorei o livro. Gostaria de conhecer mais livros dessa autora.
Esse comentário foi útil para você? Sim (1) / Não (0)
GIOVANA recomendou este produto.
04/04/2014

BOM

GOSTEI DA HISTÓRIA, MAS ACHEI QUE DEIXOU UM POUCO A DESEJAR......
Esse comentário foi útil para você? Sim (0) / Não (0)
Rita40 recomendou este produto.
04/03/2014

Aceitável

A história é bonitinha, mas, meio fraquinha. Sem grandes emoções.
Esse comentário foi útil para você? Sim (0) / Não (0)
Jaqueline recomendou este produto.
04/02/2014

Linda historia!!

A historia é linda!! Você começa a ler e não quer parar mais. Fiquei vários dias lembrando do livro!!
Esse comentário foi útil para você? Sim (4) / Não (0)