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Percursos Filológicos - Nas Trilhas das Línguas Românicas (Cód: 2634254)

Silva,Denize Elena Garcia da

Cânone

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Descrição

Resultado de larga experiência em cursos de graduação e também de uma madura trajetória de pesquisa, este livro estabelece um diálogo profícuo entre dois tipos de saber - o filológico e o linguístico. Reflete, assim, novo interesse pela dimensão histórica dos estudos linguísticos, que busca recuperar o equilíbrio entre as abordagens sincrônica e diacrônica no estudo das línguas, as quais precisam ser defendidas como complementares. Abordando questões que interessam diretamente à história das línguas, a autora propõe caminhos de reflexão que transitam pelas questões fonéticas e fonológicas, passam pelas questões lexicais, em sua dimensão estrutural e semântica, chegando ao nível discursivo, em que se considera a força das determinações sociais na linguagem. Pela abordagem didática e pela objetividade na discussão de assuntos cruciais para a compreensão do fenômeno da variedade e da mudança linguística, este livro se constitui como bibliografia fundamental para estudantes de Letras, professores e pesquisadores da área, bem como para todos que se interessam pela linguística românica.

Características

Produto sob encomenda Não
Editora Cânone
Cód. Barras 9788587635594
Altura 23.00 cm
I.S.B.N. 858763559X
Profundidade 0.00 cm
Acabamento Brochura
Número da edição 1
Ano da edição 2009
Idioma Português
País de Origem Brasil
Número de Páginas 168
Peso 0.36 Kg
Largura 16.00 cm
AutorSilva,Denize Elena Garcia da

Leia um trecho

PREFÁCIO Vale, aqui, uma referência inicial a um trecho da fábula Revolta das palavras de Adair Pimentel Palácio em que, numa assembléia convocada pela língua portuguesa, dada a reclamação das xenófobas palavras de origem latina, a estrangeira xícara reclama sua vernaculania lusitana. Disse xícara "ser uma náuatle pura, mas não sabia bem se do México ou da América Central (palavras não conhecem fronteiras). Disse que vivia bem em seu rincão natal, quando um espanhol dela usou e abusou. O mesmo fizeram muitos de seus compatriotas que por ela se apaixonaram. Então, ela saiu de casa para viver com os espanhóis. Mas esses latinos volúveis logo se cansaram de sua beleza. Como estava longe de casa, ela entrou pela porta do Brasil, onde foi muito bem recebida, e assim foi ficando por aqui. Lembrou até que causou confusão na Academia Brasileira de Letras, quando discutiram sua grafia x ou ch." Foi seguida pelos argumentos, todos válidos e bem-sucedidos, de futebol (para tristeza de ludopédio) e doutros estrangeirismos que queriam forma, função e sentido portugueses. Língua portuguesa não teve outra saída e concedeu vernaculania a todos, ignorando a bronca dos latinos legítimos. Na tentativa de dar cabo à complexidade de toda a questão, língua portuguesa "nomeou a lingüística por interventora." Nomearia também a filologia para dar conta de assuntos que, por motivos teórico-metodológicos, cabem a essa disciplina. Na esteira da nomeação, diplomaria o livro da Professora Denize Elena Garcia da Silva para lidar com a filologia românica e, por conseguinte, a portuguesa. A filologia me permite dizer que há quinhentos anos atrás faria um preffaço ou um prefaceo. Se tornasse a mais quinhentos, um praefatio. Mas, como sou falante do português contemporâneo, um prefácio é o que farei. É, para mim, tarefa muito honrada, neste caso, prefaciar e bendizer o bem-feito. Os dicionários registram que, conforme sua etimologia latina, filólogo (philologus) corresponde a uma pessoa letrada, douta, erudita, enquanto a grega (philólogos) equivale àquele que é amigo da palavra, da linguagem, considerando, no caso grego, que se trata de uma composição dos elementos phílos (amigo), e lógos (linguagem; palavra). Por qualquer uma dessas vias (latina ou grega), aparentemente sendas desconfortáveis pela estreitura provocada em razão da senilidade do termo, as acepções se fazem confortáveis ou frouxas, aplicáveis - parece - a um sem número de lidadores da linguagem ou da palavra. Não é bem assim! Há que se desconsiderar o flagrante paradoxo, sugerido quando confrontamos a largueza do sentido com a estreiteza do caminho greco-latino, apenas em raros momentos. Por isso mesmo, gratos instantes duráveis. Percursos filológicos: nas trilhas das línguas românicas é um desses instantes que se tornam bens culturais infreqüentes. Vindo de quem veio, e pelo tempo de cultivo, não lhe cabe o qualitativo inesperado. Previsto estava que sua autora, a Professora Denize Elena, nos presentearia com esta obra enxuta, porém densa. Não estou levantando nenhuma suspeita de contradição. Faço referência ao tamanho material, diga-se na medida perfeita, em comparação aos manuais de filologia ou de lingüística românica existentes. Contudo, em relação ao tamanho conteúdo, é tão completo quanto ou mais do que os ditos. A obra está composta de duas partes e dez capítulos abrangendo aspectos externos ou sócio-históricos e internos das línguas românicas, com menções até a não românica inglesa, e considera fenômenos além dos da modalidade escrita. Dessa maneira, vai ao longe da práxis dura da disciplina filológica que tem apenas no texto escrito seu objeto por excelência. É a partir do escrito que, conforme esse núcleo rígido, são desenvolvidas as chamadas funções da atividade do filólogo: a substantiva (restituição e fixação do texto literário à sua forma genuína: objetivo da crítica textual); a adjetiva (determinação de autoria, datação e avaliação estética do texto restituído); e a transcendente (reconstituição da vida sociocultural da época do texto fixado). A Professora Denize dá conta de tudo isso. Para tanto, reúne sua experiência de sala de aula e pesquisa, espelhando, assim, o papel do docente-investigador universitário e, por conseqüência, das universidades que só funcionam de verdade - não saindo de sua lira - se estiverem balizadas na tríade que as sustenta, e que deveria ser desejada e perseguida por toda instituição que se diga ou pretenda ser de ensino superior. Refiro-me à tríade: ensino, pesquisa e extensão. Parabéns, Professora, e obrigado pela reflexão! São Paulo, 01 de julho de 2008 Manoel Mourivaldo Santiago Almeida (USP)

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