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Poder Absoluto (Cód: 4694808)

Baldacci, David

Arqueiro

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Descrição

Luther Whitney está prestes a cometer o último roubo de sua vida. Ele pretende passar a aposentadoria em alguma praia distante. Mas seus planos vão por água abaixo quando a dona da casa invadida por ele aparece de repente, acompanhada do amante – o presidente dos Estados Unidos.



Escondido, Luther vê o romance entre Christy Sullivan e Alan Richmond esquentar muito, a ponto de virar uma briga séria. Quando ela ameaça matar o amante com um abridor de cartas, os agentes da guarda presidencial imediatamente entram em ação.



De repente Luther passa de ladrão a única testemunha de um crime, diante de uma mulher morta e de uma verdade devastadora, em que ninguém jamais vai acreditar: o presidente é um assassino.



Quando as investigações começam – com o misterioso interesse e apoio do Serviço Secreto –, as suspeitas logo recaem sobre Luther. Mas ele também tem um aliado: Jack Graham, um amigo de longa data, ex-namorado de sua filha, que se arrepende amargamente de ter trocado a defensoria pública pela roda endinheirada do direito corporativo.



Um ladrão escrupuloso, um advogado obstinado, um detetive que não aceita nenhum caso sem solução e um grupo de pessoas dispostas a qualquer coisa pelo poder. Tudo isso faz de Poder absoluto um livro alucinante, que tornou David Baldacci um dos maiores autores de suspense do mundo.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Arqueiro
Cód. Barras 9788580411201
Altura 23.00 cm
I.S.B.N. 9788580411201
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Tradutor Haroldo Netto
Número da edição 1
Ano da edição 2013
Idioma Português
Número de Páginas 384
Peso 0.48 Kg
Largura 16.00 cm
AutorBaldacci, David

Leia um trecho

1
Ele segurava frouxamente o volante enquanto o carro, com as luzes apagadas, diminuía a velocidade aos poucos, até parar. Umas últimas pedrinhas de cascalho se desprenderam dos pneus e então o silêncio o envolveu. Levou um instante para se ajustar ao ambiente. Em seguida pegou os óculos de visão noturna, que, apesar de muito velhos, ainda funcionavam bem. Lentamente, a casa entrou em foco. Ele mudou de posição no banco, tranquilo e confiante. Havia uma bolsa de tecido no assento do carona. O interior do veículo era desbotado, porém limpo. O carro era roubado. E de um lugar bastante improvável. Havia um par de palmeiras em miniatura pendurado no espelho retrovisor. Ele deu um sorriso melancólico ao olhar para elas. Em breve poderia ir para a terra das palmeiras. Mar calmo, de água azul e transparente, manhãs longas e céu cor de salmão ao pôr do sol. Já era hora de se aposentar. Embora houvesse dito isso a si mesmo muitas vezes, agora tinha certeza. Com 66 anos, Luther Whitney tinha direito a receber o Seguro Social e possuía uma carteirinha da Associação Americana de Aposentados. Nessa idade, a maioria dos homens já havia estabelecido uma segunda carreira como avô, criando em tempo parcial os filhos de seus filhos, descansando as juntas doloridas em poltronas reclináveis e terminando de entupir as artérias com o lixo acumulado a vida toda. Mas Luther tinha apenas uma carreira, que envolvia arrombar e entrar nas casas ou locais de trabalho de outras pessoas, geralmente à noite, como agora, e levar suas posses – tudo que pudesse carregar. Embora evidentemente do lado errado da lei, ele jamais havia disparado uma arma ou empunhado uma faca por raiva ou por medo, a não ser na ocasião em que lutara numa guerra extremamente confusa, travada na divisa entre as Coreias do Norte e do Sul. E os únicos socos que trocara tinham sido em bares, em legítima defesa, quando a cerveja tornava os homens muito mais corajosos do que deveriam ser. Mas Luther tinha um critério para escolher seus alvos: só roubava daqueles que podiam arcar com o prejuízo. Não se considerava diferente das pessoas que frequentemente engambelam os ricos, persuadindo-os a comprar coisas de que não precisam. Boa parte de seus mais de 60 anos havia sido passada em diversos presídios de segurança média – e depois máxima – na Costa Leste. Como blocos de granito pendurados em seu pescoço, ele carregava três condenações, em três estados diferentes. Anos que tinham sido tirados de sua vida. Um tempo importante. Mas agora não podia fazer nada para mudar isso. Refinara tanto seus talentos que se permitia ter grandes esperanças de que não seria condenado pela quarta vez. Não havia absolutamente nada de misterioso com relação a outro fracasso: pegaria vinte anos. E, na sua idade, isso seria o mesmo que perpétua. Também poderiam fritá-lo na cadeira elétrica, que era o modo como a Virgínia lidava com gente particularmente ruim. Os cidadãos daquele estado eram, de modo geral, tementes a Deus, e a religião prega que é “olho por olho”. A Virgínia mandou para o corredor da morte mais criminosos do que todos os outros estados, com exceção de dois: Texas e Flórida. Mas não por simples roubo; até mesmo o bom povo da Virgínia tem seus limites. Mesmo com todo esse risco, ele não conseguia tirar os olhos da casa – mansão, podia-se dizer. Ela o fascinava já havia alguns meses. Esta noite a fascinação terminaria. Middleton, Virgínia. Quarenta e cinco minutos de carro a oeste de Washington, D.C. Região de imensas casas, carrões e cavalos cujos preços poderiam alimentar, por um ano inteiro, todos os moradores de um prédio no centro da cidade. As propriedades nesta área se estendem por terrenos enormes, suficientemente esplendorosas para que tenham seu próprio nome. A descarga de adrenalina que acompanhava cada trabalho era única. Ele imaginava que era mais ou menos isso que um goleiro sentia enquanto esperava um pênalti ser cobrado. A multidão de pé, cinquenta mil pares de olhos voltados para um único ser humano, parecendo que todo o ar do mundo foi sugado. Luther vasculhou demoradamente a área com os olhos argutos. De vez em quando um vaga-lume piscava para ele. Fora isso, estava sozinho. Ouviu por um instante o canto das cigarras, mas depois o som acabou ficando em segundo plano, tornando-se onipresente como devia ser para todas as pessoas que moravam havia muito tempo naquela área. Avançou com o carro um pouco mais pela rua asfaltada e retornou por uma estradinha de terra, bem pequena, que terminava em meio a umas árvores grossas. Seu cabelo grisalho estava coberto por um gorro de esqui preto. O rosto curtido fora pintado com creme de camuflagem, fazendo com que seus olhos verdes e calmos parecessem flutuar acima de uma mandíbula de carvão. Seu corpo magro estava rígido como sempre fora. Tudo nele lembrava o soldado do Exército que tinha sido um dia. Luther saltou do carro. Agachando-se atrás de uma árvore, examinou o alvo. Coppers, como muitas outras propriedades rurais que de fato não eram fazendas ou estábulos, tinha um grande portão de ferro batido montado em duas colunas de tijolinhos, mas não havia cerca. O terreno era acessível pela estrada ou pelo mato próximo. Luther entrou pelo mato. Levou dois minutos para chegar à beira da plantação de milho junto à casa. O dono obviamente não tinha necessidade de cultivar seu próprio alimento, mas parecia levar a sério o papel de proprietário de terras. Luther não tinha do que se queixar, pois o milharal lhe proporcionava uma trilha escondida quase até a porta da frente. Esperou alguns instantes e então desapareceu na escuridão em meio aos pés de milho. Quase não havia pedras ou detritos no terreno e seus tênis não fizeram barulho, o que era importante, pois qualquer ruído seria facilmente ouvido. Manteve os olhos fixos à frente; os pés, após muita prática, escolhiam cuidadosamente o caminho pelas fileiras estreitas da plantação, compensando de modo automático a ligeira irregularidade do solo. Após o debilitante calor do verão abafado, o ar da noite estava frio, mas não o bastante para que a respiração se condensasse e pudesse ser vista a distância por olhos inquietos ou insones. Ao longo do mês anterior, Luther havia cronometrado aquela operação diversas vezes, sempre se detendo na beira do milharal antes de avançar pelo terreno e entrar na terra de ninguém. Cada detalhe havia sido elaborado e revisto centenas de vezes em sua cabeça, até que um roteiro preciso – com movimento, espera e mais movimento – estivesse gravado em sua mente. Ao chegar à orla da plantação, agachou-se e deu mais uma olhada em torno. Não precisava se apressar. Não havia cães com que se preocupar, o que era ótimo. Um homem, independentemente de quão jovem e ágil seja, é incapaz de correr mais que um cão; mas é o barulho que esses animais fazem que paralise caras como Luther. Tampouco havia um sistema de segurança no terreno, provavelmente por causa dos incontáveis alarmes falsos que seriam disparados por cervos, esquilos e guaxinins vagando pela área. No entanto, em pouco tempo Luther precisaria enfrentar um sistema defensivo altamente sofisticado, e teria apenas 33 segundos para desarmá-lo – contando os dez que levaria para remover o painel de controle. A patrulha da segurança particular passara trinta minutos antes. Os arremedos de policiais deveriam variar sua rotina, trocando de setores de vigilância de meia em meia hora. Mas, após um mês de observações, Luther não tivera dificuldade de identificar um padrão. Tinha pelo menos três horas antes que passassem de novo. Não precisaria de tanto tempo assim. Estava escuro como breu e arbustos grossos, essenciais para os ladrões, se agarravam à entrada de tijolos como o casulo de uma lagarta num galho de árvore. Ele verificou cada janela da casa: todas escuras e silenciosas. Dois dias antes tinha visto uma caravana transportando os ocupantes da casa para o sul, e fizera um inventário cuidadoso de todos. A propriedade mais próxima ficava a uns três quilômetros de distância. Respirou fundo. Planejara tudo, mas a verdade é que, nesse ramo, não se pode controlar todas as coisas. Afrouxou as tiras da mochila, deslizou para fora do milharal e atravessou o terreno a passos largos e suaves. Em dez segundos estava diante da porta de entrada, de madeira maciça, reforçada por uma moldura de aço e dotada de um sistema de tranca que, por sua resistência à força, estava no topo do ranking de equipamentos de segurança. Nada disso preocupava Luther. Tirou do bolso do casaco uma cópia da chave da porta e a enfiou na fechadura, mas não a girou. Aguçou os ouvidos por mais alguns segundos. Tirou a mochila e trocou de sapatos para não deixar marcas de lama. Preparou a parafusadeira elétrica; com ela exporia, dez vezes mais depressa do que manualmente, o circuito que precisava desarmar. O equipamento que retirou da mochila em seguida pesava exatamente 170 gramas, era um pouco maior que uma calculadora e o melhor investimento que já fizera na vida. O pequeno aparelho, que Luther apelidara de Wit, o ajudara nos três últimos serviços sem nenhum problema. Os cinco dígitos do código de segurança da casa já tinham sido fornecidos a Luther e programados em seu aparelho. Ele ainda não sabia a sequência correta, mas esse obstáculo teria que ser vencido por seu pequeno companheiro feito de metal, fios e microchip, ou então um guincho estridente ecoaria das quatro sirenes instaladas nos cantos da fortaleza de 900 metros quadrados que estava prestes a invadir. Logo depois, o computador que enfrentaria em poucos momentos enviaria um alerta para a polícia. A casa também contava com janelas e piso sensíveis à pressão, além de portas à prova de arrombamento. É claro que nada disso teria importância se o Wit acertasse a sequência do código do alarme. Luther deu uma olhada na chave que estava na porta e, com um movimento experiente, pendurou o Wit no cinto, deixando-o pender ao lado do corpo.

Avaliações

Avaliação geral: 4

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Felipe recomendou este produto.
04/02/2014

História envolvente

Uma história envolvente com bastante ação. Recomendo!
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