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Livro Digital

POLICIA REAL E POLICIA IDEAL (Cód: 7003327)

ROMILDO ARAUJO MACHADO

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POLICIA REAL E POLICIA IDEAL

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Descrição

PREFÁCIO DO AUTOR

Permitam parafrasear Machado de Assis: eu não sou propriamente um autor-policial, mas um policial-autor. Tradicionalmente os romances policiais inverossímeis, escritos por estranhos ao universo do crime, sempre se engendram em torno de investigações mirabolantes para chegar a um autor de um crime. Geralmente homicídio. A receita é a mesma: um crime inicia o romance; um policial dedicado o investiga; após muito suspense o policial elucida o crime; ao autor do crime, cadeia ou cemitério. Fórmula de sucesso, pois o ser humano tem ânsia pela justiça, verdade e pelo conhecimento.
Entretanto a polícia transcende a mera investigação. Além de juntar provas e apontar o infrator à justiça, a polícia civil tem de administrar e vigiar detidos sem recursos. Tem eternos problemas de estrutura e administração. Também não tem sintonia com a Magistratura e nem com o Ministério Público que muitas vezes querem subjugá-la. A segurança pública do país funciona de forma isolada e sem coordenação. As polícias civis e militares dos estados também trabalham de forma isolada e, muitas vezes, se vêm como rivais.
A polícia é criticada simplesmente pelo fato de ser polícia. Nos saudosos bancos das faculdades de direito por que passamos, falavam: a polícia judiciária é mero órgão auxiliar, o inquérito policial é mera peça informativa, dispensável, de valor relativo;...
Grifo dos “mestres”. Estes, via de regra, são advogados, promotores e juízes. Assim nosso trabalho policial é discriminado pelos nossos professores e juristas, que enchem a boca para dar ênfase a adjetivos como mero, dispensável, relativo, auxiliar, informativo, entre outros.
O sistema ideal de segurança pública seria integrado com a justiça, entre os diferentes estados e diferentes polícias, com unidade de informações e gestão, baseado no respeito e na qualificação do profissional da segurança pública. Este ideal ainda está longe. A desconsideração política e jurídica da segurança pública elevou os índices de crimes e levou policiais corruptos ao crime organizado.
A obra de ficção visa uma reflexão destas variáveis e sonha com uma implantação de um sistema político que valorize os bons policiais e puna os ruins. Rumo a uma polícia ideal. Além de poder ser objeto de estudo para pensadores da segurança pública. Não há estudiosos e nem especialistas de outras áreas nas delegacias, tão carente de estudos. Não há sequer estagiários, quiçá pelo preconceito generalizado.
O livro, no plano real, permeia a vida do delegado Ari (Aristóteles) e seus conflitos com o “delegado” Platão, autoridades diversas e instituições. Entretanto tal livro tem pretensão idealista, por isto descrições físicas são propositadamente evitadas. Instituições abstratas e alguns aspectos psicológicos foram descritos para contextualizar ações dos personagens. No plano das ideias, o livro mostra os dois pensamentos que movem o mundo e tem a ousadia de tentar sintetizar o pensamento humano e aproximar ciência, religião, filosofia e arte.
Quanto à forma, tem a pretensão de aproximá-la do conteúdo. A polícia incomoda. Diante de um crime, um acidente de trânsito, de um assalto, de um local de crime, a polícia deve ser direta, curta e grossa. Arrogante até. Deve agir com rigor para se impor diante de um conflito e apaziguá-lo. Depois de dominada a situação, pode relaxar, ater a detalhes, tomar um cafezinho, distribuir simpatias e até paquerar uma mulher bonita.
Da mesma maneira, os capítulos procuram incomodar e são iniciados de forma direta, curta e grossa, como a polícia num conflito ou em uma abordagem. Como se cada capítulo fosse uma abordagem policial diante de um crime, acidente ou rebelião de presos. Expõe o assunto com frases nominais, diretas e curtas, com uso de exclamações e sem adjetivos. A linguagem direta parece um tiro. Como a própria polícia. Seca e com economia de adjetivos. Destarte o plano da forma procura reproduzir a polícia no plano do conteúdo.
O vocabulário procura evitar a tecnicidade para não haver hermetismo e excluir leigos. Porém não tem como fugir de um mínimo de palavras técnicas que o autor tentou minimizar para leigos e neófitos, com um rol de significados posteriores a cada capítulo e uma humilde síntese do direito no final do livro.
Num patamar mais profundo, este autor advoga que uma administração melhor da polícia, da justiça, da economia e política nos levará a soluções da vida do ser em pequena escala. Solução em grande escala, teríamos com revolução moral e espiritual com as respostas das questões existências. Como as religiões não apresentam respostas racionais, tal encargo fica com a Filosofia e sua filha Metafísica. Tal tese foi defendida propositadamente no capítulo central da obra.
O livro nasceu do artigo “Policia Real e Polícia Ideal” publicado no jornal (ainda físico) do Sindicato dos Delegados da Bahia, em 2007. Vejam o artigo que vos orientará na ideia da obra de ficção.
Belo Horizonte, 12 fevereiro de 2014.

Romildo Araújo Machado
Delegado aposentado
Advogado

Características

Produto sob encomenda Sim
Marca publique-se!
Cód. Barras 9999070033272
Início da Venda 15/02/2014
Territorialidade Internacional
Formato Livro Digital Epub
Idioma 332
Código do Formato Epub
Peso 0.00 Kg
AutorROMILDO ARAUJO MACHADO

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