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Política Externa - Diplomacia, Relações Internacionais e Jornalismo Depois do Wikileaks (Cód: 3425033)

Editora Paz e Terra

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Artigos
- Vazamentos, sigilo, diplomacia: a propósito do significado do WikiLeaks


Celso Lafer
O fenômeno WikiLeaks é um precedente que, facilitado pela Revolução Digital, propiciou um tipo de risco que precariza a plenitude da atividade de informar, negociar e representar da função diplomática. Para o autor, 'nem os seres humanos na sua individualidade singular, nem a atividade diplomática institucionalizada suportam, com facilidade, a instantaneidade diária das luzes da plena transparência'. A 'garimpagem da boa informação é a marca distintiva da qualidade diplomática de um serviço exterior'. A amplitude desta atividade de garimpagem deve ser discreta e o seu resultado, transmitido por telegramas diplomáticos – que hoje são e-mails –, comporta, para ser eficaz e atingir as Chancelarias, uma certa liberdade

- WikiLeaks nas Relações Internacionais

Matias Spektor
Para o autor, são fatores contextuais que explicam a relevância do WikiLeaks, entre eles, o fato de que os vazamentos chegaram ao público ao mesmo tempo em que a luta pela memória e legitimidade da intervenção americana no Iraque chegava a seu ponto mais alto. O artigo analisa os principais argumentos contrários ao trabalho do website (viola a lei e mina as bases da diplomacia norte-americana) e os principais argumentos favoráveis (tem potencial para alargar o debate público, mobilizar novas redes políticas, promover formas de governo mais democráticas e transparentes, e globalizar a sociedade civil).




- Westphalia x Wikileaks, um nó a ser desatado

Pedro Luiz Rodrigues
O artigo trata do debate global sobre os vazamentos pelo WikiLeaks. Nos polos extremos da discussão, os defensores intransigentes da transparência. De outro lado, os que pregam a sacralidade da razão de Estado. Para o autor, os Estados democráticos não encontrarão em suas respectivas opiniões públicas internas uma posição impeditiva da definição de novas regras do jogo para a questão da transparência. Nesses países, avanços poderão ocorrer, como legislações mais flexíveis para liberar material confidencial, ou mais rígidas para casos extremos de sua violação.

- WikiLeaks, jornalismo e diplomacia

William Waack
Representa o WikiLeaks um perigo para a diplomacia ou altera a relação entre jornalistas e diplomatas profissionais? De maneira alguma. A relação entre fonte e profissional de comunicação continua a mesma. A qualidade da análise e da interpretação depende muito mais da capacidade de ligar pontos e de um forte quadro de referências do que de segredinhos que um dia possam vir a público. E, finalmente, admitir os fatos não necessariamente muda alguma coisa. Diplomacia e jornalismo não mudarão depois do WikiLeaks. Por outro lado, é uma ingenuidade acreditar que os governos devem desempenhar suas atividades sob total transparência.




- Cuba 2011: nova era, novos desafios

Julia E. Sweig e Michael J. Bustamante
Infelizmente, os EUA não estão sabendo aproveitar as janelas de oportunidades que se abrem em Cuba com as reformas promovidas pelo governo. Com os republicanos agora no controle da Câmara, e com o aumento do poder de fogo dos legisladores cubano-americanos que defendem a manutenção do embargo alcançado nas eleições de meio de mandato, não haverá mudanças rápidas na política externa norte-americana. A Espanha, o Brasil e instituições internas que vêm assumindo posturas cada vez mais afirmativas, como a Igreja Católica, verão crescer, ao longo dos próximos anos, não apenas sua influência, mas também seu fã-clube na sociedade cubana.




- A Conferência de Cancún e a luta internacional contra a mudança do clima

Luiz Alberto Figueiredo Machado
Na COP-16 foram alcançados notáveis progressos: definiu-se, pela primeira vez, um objetivo global de manter-se o aumento de temperatura média à superfície da Terra abaixo de 2 graus centígrados. A redução de emissõesoriundas de desmatamento e degradação florestal, a conservação e o aumento de estoques de carbono florestal, e o manejo sustentável de florestas (REDD+) tiveram seus princípios e salvaguardas definidos. Na vertente financeira, foi criado o Fundo Verde para o Clima. Na área de cooperação em tecnologias limpas, estabeleceu-se um Mecanismo Tecnológico. Quanto ao Protocolo de Quioto, foi possível renovar o mandato da negociação para 2011, com vistas à Conferência de Durban.


+ O novo mapa eleitoral latino-americano em 2010 pragmatismo, moderação e opções de centro
Daniel Zovatto O artigo analisa os resultados de 13 eleições realizadas na América Latina em 2010, entre as quais, quatro presidenciais – no Chile, na Costa Rica, na Colômbia e no Brasil. De 2009 a 2012, todos os países na região, exceto o Paraguai e Cuba terão trocado de presidentes em processos eleitorais (no Paraguai isso acontecerá em 2013). As eleições de 2009 mostraram uma tendência para a esquerda na política latino-americana. Já as eleições de 2010, que ocorreram num contexto econômico favorável, revelaram continuidade e um giro para o centro, com os triunfos de Sebastián Pi no Chile, de Juan Manuel Santos na Colômbia e de Laura Chinchilla na Costa Rica. Porém, no Brasil, Dilma Rousseff, herdeira de Lula e candidata do partido de esquerda, o PT, venceu o segundo turno das eleições em 31 de outubro passado

- O Irã na América Latina

Elodie Brun
A aproximação do Irã com a América Latina, nos últimos anos, é sem precedentes. As relações atuais dependem de motivos bastante diversos e que variam segundo os casos: políticos contestadores, ambições globais, objetivo de cooperação, interesses econômicos. A relação irano-latino-americana permanece, no entanto, um caso de relações Sul-Sul muito específico, já que intensamente influenciada e impulsionada por orientações políticas dos governos na América Latina. Essa dependência em relação à vontade política torna os laços ainda mais frágeis, à mercê das alternâncias políticas. As declarações da presidente brasileira Dilma Rousseff e as reações iranianas quase imediatas são prova dessa precariedade.




- As relações econômicas Brasil-EUA

Diego Zancan Bonomo
O artigo apresenta argumentos que projetam, para este e o próximo ano, perspectivas mais favoráveis para as relações econômicas Brasil-EUA. Com forte perfil econômico, o 'núcleo duro' do novo governo brasileiro poderá demonstrar maior disposição para tanto, como parece ser o caso no que diz respeito à atração de investimentos para as áreas de energia e infraestrutura. Nos EUA, a perda da maioria na Câmara dos Representantes para os republicanos, após as eleições legislativas de 2010, impedirá que a Administração Obama dê seguimento à sua agenda de reformas domésticas, em parte já cumprida em 2009 e 2010. Embora aparente ser uma derrota para Obama, esse resultado abre oportunidade para que haja certo 'destravamento' da agenda de política externa dos EUA e da agenda de política comercial.


+ A Amazônia e o interesse nacional
Virgilio Viana A Amazônia é um dos principais ativos estratégicos do país no século 21, mas, segundo o autor, 'estamos presos a velhos paradigmas do século passado'. Isso tem impedido ao Brasil um posicionamento mais sofisticado e estratégico nos diversos fóruns onde se formatam os instrumentos de regramento internacional. O artigo sustenta que é preciso revisitar os pressupostos e paradigmas que serviram de base para a formulação da política externa brasileira em relação à Amazônia. O autor analisa a tese da ameaça à soberania nacional e declara que mais grave do que a ameaça internacional sobre a Amazônia é o quase total desconhecimento das lideranças nacionais e da sociedade brasileira sobre aquela região




- China e Índia: protagonistas de um mundo em transformação

Roberto Teixeira da Costa
O enfraquecimento dos EUA como potência líder na economia global, as dificuldades da União Europeia em consolidar-se como peso político e a perda de importância relativa do Japão provocam uma nova situação no tabuleiro do poder mundial. Além disso, há o enfraquecimento do dólar como moeda de referência, e surgem China e Índia como grandes protagonistas no cenário econômico, financeiro e político mundial, bem como alguns países emergentes, particularmente Brasil, África do Sul e México. Nesse novo contexto, os países africanos, especialmente os da região subsaariana, passaram a ser procurados por serem supridores de matérias-primas e de outras necessidades desses novos protagonistas do cenário mundial.


+ Fim de jogo no Estreito de Taiwan?
Amaury Porto de Oliveira A partir da assinatura de um acordo-quadro de cooperação econômica, em junho de 2010, entre delegações da República Popular da China (RPC) e da República da China, o autor diz que esse passo pode ser visto, com algum otimismo, como o início da etapa que levará à solução final da Questão de Taiwan. A assinatura do acordo marcou o fim de dois anos de negociações entre a chinesa Associação para as Relações através do Estreito de Taiwan (ARATS, na sigla inglesa) e a taiwanesa Fundação para Intercâmbios no Estreito (SEF). O autor traça um panorama histórico do relacionamento entre a China continental e Taiwan. 'Diante do crescente peso mundial da RPC, buscar uma composição com o colosso impõe-se como uma tendência forte aos governantes de Taiwan', avalia.





Entrevista

- Valenzuela comenta o hemisfério e as relações Brasil-EUA
O secretário-assistente de Estado dos EUA para o Hemisfério Ocidental, Arturo Valenzuela, afirma em entrevista exclusiva a esta Revista, que mudanças nas relações de seu país com Cuba ainda 'levarão tempo' e dependem 'que o governo cubano tome providências reais quanto ao respeito aos direitos básicos de seu povo'. Valenzuela define metas muito modestas para a relação dos EUA com a Venezuela: 'manter relações funcionais e comunicativas'.




Passagens

- Saraiva Guerreiro (1918-2011) e a diplomacia da democracia e da paz, soberania e desenvolvimento
Ronaldo Mota Sardenberg O falecimento do ex-chanceler Ramiro Saraiva Guerreiro, em 19 de janeiro, evoca o papel importante que ele teve na formulação da política externa brasileira no período de seis anos em que governou o Brasil o general João Baptista Figueiredo. O autor menciona, entre as qualidades do ministro, honestidade, lucidez e originalidade intelectual, bem como a notável franqueza de suas explicações da política externa e a criatividade de sua ação diplomática concreta. Entre as mais importantes realizações específicas da gestão Guerreiro, citam-se a solução para a controvertida questão de Itaipu e a construção de uma relação desimpedida e profícua com a Argentina, o desbloqueio das relações com Moçambique e Angola, a materialização das relações com a China Popular, a execução da política externa independente e a promoção das relações Norte-Sul e Sul-Sul.




- Richard Holbrooke (1941-2010), um diplomata maior do que a vida
Luiz Felipe Lampreia As guerras em que os EUA se envolveram nos últimos 40 anos tiveram a participação do diplomata americano Richard Holbrooke. Começou, em 1962, no Vietnã, onde serviu em diversas funções. Foi o mediador entre sérvios,bósnios e croatas que se empenharam, nos anos 1990, numa guerra fratricida de impensável selvageria. Tinha sido forte candidato a secretário de Estado, mas perdera no último momento para Madeleine Albright. E quando esperava que tivesse chegado sua vez de comandar o Departamento de Estado, Hillary Clinton foi a escolhida. O governo de Barack Obama deu-lhe, em recompensa a seus anos de combate diplomático, a tarefa de operar a mais árdua de todas as missões: pacificar o Afeganistão e o Paquistão


+ Carlos Andrés Pérez (1921-2010), de líder regional ao impeachment
Rafael Duarte Villa Carlos Andrés Pérez, ou simplesmente CAP, como era conhecido na política venezuelana, faleceu em 25 de dezembro de 2010, aos 88 anos na cidade de Miami, deixando um legado que oscila entre a admiração e o mais absoluto descrédito. Para a história política existiram dois CAP: o dos glamourosos anos 1970, aquele do seu primeiro mandato, e o outro do desprestigiado CAP, dos anos 1990, que nem foi capaz de finalizar seu segundo mandato. CAP carrega a triste marca de ser o primeiro presidente da história política venezuelana a ter recebido um impeachment, em 1993. Quem tem a oportunidade de observar as fotos dos últimos dias de vida de Carlos Andrés Pérez, e desconhece a história política da Venezuela, nunca poderá imaginar que aquela figura decrépita e apagada alguma vez foi, em algum momento, a figura mais influente da política latino-americana.

 


-Os desafios do governo de Juan Manuel Santos

Rogelio Núñez Juan
Manuel Santos foi eleito presidente da Colômbia em junho passado. O 'santismo', apesar de ser herdeiro direto do 'uribismo', supõe uma nova etapa, com novos objetivos e formas de governar diferentes em relação ao antecessor Álvaro Uribe. Juan Manuel Santos tem, entre outros, dois desafios que já o pressionam no poder: diferenciar-se e tornar-se independente de Uribe e melhorar as relações com os vizinhos da Colômbia, especialmente com o presidente venezuelano Hugo Chávez. A prioridade de Santos será desbloquear o comércio bilateral para estimular a economia colombiana. Nos próximos quatro anos provavelmente se verão choques entre Santos e Uribe, pois é difícil que este se mantenha quieto durante a administração de seu sucessor. Cedo ou tarde as opiniões de ambos sobre a política colombiana se diferenciarão umas das outras.


Documentos

+ Discurso de posse como Ministro de Estado das Relações Exteriores do Brasil
Antonio de Aguiar Patriota Brasília, 2 de janeiro de 2011



+ Joaquim Nabuco e as fronteiras do Brasil
Rubens Ricupero Conferência proferida na Academia Brasileira de Letras como parte do ciclo em memória dos cem anos da morte de Joaquim Nabuco. Rio de Janeiro, 7 de dezembro de 2010.



+ Gilberto Dupas, 1943-2009
Tullo Vigevani Conferência proferida no seminário sobre Os estudos das relações internacionais na obra de Gilberto Dupas, na sala do conselho universitário da reitoria da Unesp. São Paulo, 1o de outubro de 2009.

Livros


- Azeredo da Silveira, um depoimento

Matias Spektor (org.)
Geraldo Holanda Cavalcanti




- Além do feijão com arroz
Maílson da Nóbrega (com Louise Z. Sottomaior e Josué Leonel)

Carlos Eduardo Lins da Silva




- Os arquitetos da política externa norte-americana

Reginaldo Mattar Nasser
Maria Helena Tachinardi




- Ditadura e repressão. O autoritarismo e o estado de direito no Brasil, no Chile e na Argentina

Anthony W. Pereira



- International Financial Institutions & International Law

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Paz E Terra
Cód. Barras 9788577531608
Altura 21.00 cm
I.S.B.N. 9788577531608
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Detalhe Vol. 19, n. 4, mar/Abr/Mai 2011
Idioma Português
Número de Páginas 214
Peso 0.25 Kg
Largura 14.00 cm
AutorEditora Paz e Terra

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