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Por que Você Não Quer Mais Ir À Igreja? - Uma História Sobre o Verdadeiro Sentido do Amor de Deus (Cód: 2650785)

Jacobsen,Wayne

Arqueiro

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Por que Você Não Quer Mais Ir À Igreja? - Uma História Sobre o Verdadeiro Sentido do Amor de Deus

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Descrição

Depois de toda uma vida dedicando-se à Igreja e ao caminho que sempre lhe pareceu o certo, Jake Colsen está diante de uma dolorosa dúvida: como é possível ser cristão há tanto tempo e, ainda assim, se sentir tão vazio? Mas o amor divino está sempre a postos para transformar vidas. Observando uma multidão numa praça, Jake depara com João, um homem que fala de Jesus como se o tivesse conhecido e que percebe a realidade de uma forma que desafia a visão tradicional de religião.
Com a ajuda do novo amigo, Jake irá reavaliar os conceitos e crenças que norteavam seu caminho. Levar uma vida cristã significa ter os comportamentos aprovados pelo grupo religioso a que pertencemos?

Características

Peso 0.44 Kg
Produto sob encomenda Sim
Editora Arqueiro
I.S.B.N. 9788599296479
Altura 23.00 cm
Largura 16.00 cm
Profundidade 1.00 cm
Número de Páginas 208
Idioma Português
Tradutor Costa, André
Cód. Barras 9788599296479
Número da edição 1
País de Origem Brasil
AutorJacobsen,Wayne

Leia um trecho

Naquele momento ele era a última pessoa que eu gostaria de ver. Meu dia já tinha sido suficientemente ruim e agora com certeza ia ficar pior. Mas lá estava ele. Um pouco antes entrara no refeitório, indo direto à geladeira para pegar um suco de frutas. Pensei em me esconder debaixo da mesa, mas logo me dei conta de que estava velho demais para isso. Talvez ele não me visse naquele canto nos fundos. Olhei para baixo e escondi o rosto com as mãos. Pelas frestas dos dedos pude ver que ele se virou, recostou-se no balcão e ficou bebendo seu suco enquanto examinava o salão. Aí, ao perceber que não estava só, olhou para mim e, demonstrando surpresa, partiu em minha direção. Por que aqui? Por que logo esta noite? Tinha sido de longe o pior dia de uma batalha longa e atormentada. Desde as três da tarde, quando a asma fizera a primeira tentativa de sufocar Andrea, nossa filha de 12 anos, estávamos em vigília, lutando por sua vida. Corremos logo com ela para o hospital, acompanhando, angustiados, seu esforço para respirar, e ficamos assistindo à luta dos médicos e enfermeiras contra a doença. Admito que não sei lidar bem com isso, apesar de toda a prática que tenho acumulado. Minha mulher e eu vimos testemunhando o sofrimento de nossa filha desde seu nascimento, sem saber quando uma crise súbita, com risco de morte, poderá nos mandar às pressas para o hospital. Vê-la sofrer me deixa com muita raiva. Por mais que nós e tantas outras pessoas rezemos por ela, a asma só piora. Finalmente a medicação fez efeito e ela começou a respirar melhor. Minha mulher foi para casa tentar dormir um pouco e tranqüilizar seus pais, que tinham ficado com nossa outra filha. Eu passei a noite ao lado de Andrea. Quando ela afinal adormeceu, vim até o refeitório em busca de algo para beber e de um lugar tranqüilo para ler. Estava me sentindo elétrico demais para dormir. Aliviado por encontrar o lugar deserto, pedi uma xícara de café e me sentei nas sombras de um canto mais afastado. Estava tão revoltado que mal conseguia pensar direito. O que foi que eu fiz de tão errado para minha filha precisar sofrer tanto? Por que Deus ignora meus pedidos desesperados para que ela fique curada? Alguns pais se queixam de ter que bancar o motorista para os filhos. Mas eu sequer sei se Andrea vai sobreviver ao próximo ataque de asma e me preocupa pensar que os esteróides com que ela vem sendo tratada acabem retardando seu crescimento. E agora, bem no meio dessa raiva em que eu me deixava afundar, ele vinha se intrometer no meu santuário privativo. Enquanto caminhava em direção à minha mesa, eu sinceramente cheguei a pensar em lhe dar um murro na boca caso ele ousasse abri-la. Mas no fundo eu sabia que não era capaz de fazer isso. Minha violência é só interna, não se mostra do lado de fora, onde possa ser vista. Jamais conheci alguém mais decepcionante do que o João. Fiquei excitadíssimo na primeira vez em que nos encontramos, porque achei que nunca tinha encontrado alguém mais sábio. Mas ele só me causou aborrecimentos. Desde que surgiu na minha vida, perdi o emprego com que sonhara durante tantos anos, fui afastado da igreja que tinha ajudado a fundar havia 15 anos e até meu casamento entrou numa turbulência que nunca acontecera antes. Para que se entenda quanto me sinto frustrado, será preciso retroceder até o dia em que vi João pela primeira vez. Por mais incrível que tenha sido o começo, não se compara a tudo o que veio depois.