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Presente do Mar (Cód: 2838737)

Lindbergh,Anne Morrow

Sextante / Gmt

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Descrição

Neste clássico lúcido e lírico, best-seller desde sua publicação original, em 1955, o pensamento da aclamada escritora e pioneira da aviação Anne Morrow Lindbergh se desenvolve a partir de impressões colhidas à beira-mar, numa ilha - longe de pessoas, coisas, deveres e obrigações. Na solitude de seu retiro, Anne reflete sobre a essência humana e demonstra imensa sensibilidade ao tratar de temas profundos e ainda hoje atuais, como envelhecimento, amor, casamento, paz, solidão, despojamento e felicidade.
Buscando inspiração nas conchas da praia, que se transformam em metáfora das diversas etapas da vida e dos relacionamentos, ela nos fala sobre a necessidade de às vezes estar sozinho para se encontrar, de se fortalecer para só depois se doar, de ser inteiro quando o mundo nos exige multiplicidade. Partindo da sua perspectiva feminina, Anne constrói uma obra universal que ecoa os anseios de homens e mulheres em busca da própria identidade e de um ritmo de vida menos acelerado. Com sua prosa poética, cadenciada como o balé das vagas do mar, este livro oferece, mais do que paz e conforto, força de sustentação num mundo carente de calmarias.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Sextante / Gmt
Cód. Barras 9788575425138
Altura 21.00 cm
I.S.B.N. 9788575425138
Profundidade 0.00 cm
Acabamento Brochura
Número da edição 1
Ano da edição 2009
Idioma Português
Número de Páginas 125
Peso 0.44 Kg
Largura 14.00 cm
AutorLindbergh,Anne Morrow

Leia um trecho

A praia A praia não é um lugar para se trabalhar, ler, escrever ou pensar. Deveríamos nos lembrar disso dos anos anteriores. Muito quente, muito úmida, muito amena para qualquer disciplina intelectual ou altos voos espirituais. Mas nunca aprendemos. Cheios de esperança, levamos nossa sacola de palha desbotada repleta de livros, papéis, longas cartas não respondidas, lápis bem apontados, listas e boas intenções. Os livros permanecem fechados, as pontas dos lápis se quebram e os blocos continuam com as folhas limpas como um céu claro, sem nuvens. Nenhuma leitura, nenhum escrito, nenhum pensamento– pelo menos no começo. A princípio, o corpo cansado toma conta por completo. Como se estivéssemos a bordo de um navio, caímos numa apatia profunda. Rebelamo-nos contra nossa própria mente, contra todas as decisões inadiáveis, voltando aos ritmos primitivos da beira-mar. As ondas altas na praia, o vento nos pinheiros, o lento bater de asas das garças do outro lado das dunas – tudo isso abafa o ritmo frenético da cidade, com seus compromissos de hora marcada e suas obrigações. Ficamos como que enfeitiçados pelas ondas, pelo vento, pelas garças. Soltamos o corpo, nos espreguiçamos na areia. É como se nos tornássemos a própria areia, amortecidos pelo mar. Expostos, abertos, vazios como a praia, deixamos que as marés apaguem nossas marcas passadas. De repente, numa manhã qualquer da segunda semana, a mente desperta, renasce para a vida outra vez. Não no sentido “urbano”, mas no sentido “marinho”. Ela começa então a flutuar, a se mexer, a fazer movimentos suaves e negligentes como as ondas preguiçosas que se quebram na praia. Nunca se sabe que possíveis tesouros essas ondas inconscientes vão lançar à areia branca e suave do consciente. Talvez uma pedra redonda de formato perfeito ou uma concha rara do fundo do mar; talvez uma concha-pera, uma concha-lua ou até mesmo um argonauta. Mas esses tesouros não devem ser procurados, muito menos desenterrados. Nada de escavar o fundo do mar. Isso frustraria nosso objetivo. O mar não recompensa os que são por demais ansiosos, ávidos ou impacientes. Escavar tesouros mostra não só impaciência e avidez, mas também falta de fé. Paciência, paciência e paciência é oque nos ensina o mar. Paciência e fé. Precisamos nos deitar vazios, abertos e sem exigências, como a praia – esperando por um presente do mar.

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