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Puros (Cód: 4080140)

Baggott,Julianna

Intrinseca

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Descrição

Pressia pouco se lembra das Explosões ou de sua vida no Antes. Deitada no armário de dormir, nos fundos de uma antiga barbearia em ruínas onde se esconde com o avô, ela pensa em tudo o que foi perdido — como um mundo com parques incríveis, cinemas, festas de aniversário, pais e mães foi reduzido a somente cinzas e poeira, cicatrizes, queimaduras, corpos mutilados e fundidos. Agora, em uma época em que todos os jovens são obrigados a se entregar às milícias para, com sorte, serem treinados ou, se tiverem azar, abatidos, Pressia não pode mais fingir que ainda é uma criança. Sua única saída é fugir.
Houve, porém, quem escapasse ileso do Apocalipse. Esses são os Puros, mantidos a salvo das cinzas pelo Domo, que protege seus corpos saudáveis e superiores. Partridge é um desses privilegiados, mas não se sente assim. Filho de um dos homens mais influentes do Domo, ele, assim como Pressia, pensa nas perdas. Talvez porque sua própria família se desfez: o pai é emocionalmente distante, o irmão cometeu o suicídio e a mãe não conseguiu chegar ao abrigo do Domo. Ou talvez seja a claustrofobia, a sensação de que o Domo se transformou em uma prisão de regras extremamente rígidas. Quando uma frase dita sem querer dá a entender que sua mãe pode estar viva, ele arrisca tudo e sai à sua procura.
Dois universos opostos se chocam quando Pressia e Partridge se encontram. Porém, eles logo percebem que para alcançarem o que desejam — e continuar vivos — precisarão unir suas forças.

Características

Peso 0.56 Kg
Produto sob encomenda Sim
Editora Intrinseca
I.S.B.N. 9788580572322
Altura 23.00 cm
Largura 16.00 cm
Profundidade 1.00 cm
Idioma Português
Acabamento Brochura
Tradutor Flávia Souto Maior
Cód. Barras 9788580572322
País de Origem Brasil
AutorBaggott,Julianna

Leia um trecho

Prólogo Um zunido permanecia no ar mais ou menos uma semana após as Explosões; era difícil precisar o tempo. O céu estava carregado com massas de nuvens escuras, e o ar, turvo com cinza e poeira. Nunca soubemos se foi um avião ou outro tipo de aeronave, pois o céu estava muito fechado. Mas talvez eu tenha visto uma superfície metálica, o brilho opaco da parte de baixo de um casco mergulhando por um instante e desaparecendo em seguida. Também ainda não conseguíamos ver o Domo. Agora resplandecente na colina, ele era apenas um vislumbre fraco ao longe. Parecia pairar sobre a Terra, esférico, pendendo iluminado, solto. O zunido foi algum tipo de missão aérea, e ficamos imaginando se mais bombas viriam. Mas por quê? Tudo havia desaparecido, fora aniquilado ou consumido pelo fogo; a chuva negra formou poças escuras. Alguns beberam a água e morreram. Nossas cicatrizes estavam recentes, nossas feridas e deformidades, em carne viva. Os sobreviventes mancavam e se arrastavam, numa procissão fúnebre, na esperança de encontrar um lugar que tivesse sido poupado. Nós desistimos. Fomos negligentes. Não buscamos abrigo. Talvez alguns estives-sem torcendo para que aquilo fosse algum tipo de iniciativa de socorro. Talvez eu também. Aqueles que ainda conseguiam, se ergueram nos escombros. Eu não consegui — havia perdido parte da perna direita, do joelho para baixo, a mão estava cheia de bolhas por usar um cano como bengala. Você, Pressia, tinha apenas sete anos, era pequena para a idade, e ainda sentia as dores da ferida aberta no pulso e das queimaduras que marcavam seu rosto. Mas você foi rápida. Subiu nos escombros para chegar mais perto do som, atraída por sua imponência e por vir do céu.Foi aí que o ar tomou forma, uma nuvem de movimento inconstante e agitado… um céu de asas peculiares, sem corpo. Tiras de papel. Elas tocaram a terra, assentando ao seu redor como gigantes flocos de neve, do tipo que as crianças faziam com papel dobrado e colavam nas janelas das salas de aula, mas já enegrecidas pela cinza e pelo vento. Você pegou uma tira, assim como as outras pessoas que conseguiram, até que todas se esgotaram. Você me entregou o papel e eu li em voz alta.
Sabemos que vocês estão aqui, nossos irmãos e irmãs. Um dia sairemos do Domo e nos juntaremos a vocês em paz. Por enquanto, observamos de longe, com benevolência.

Como Deus, sussurrei, eles estão nos observando como o olho benevolente de Deus. Eu não era a única pessoa que pensava isso. Alguns ficaram admirados. Outros, enfurecidos. Nós todos ainda estávamos atordoados, confusos. Será que pediriam a alguns de nós que entrassem pelos portões do Domo? Será que nos aceitariam? Anos se passariam. Eles nos esqueceriam. Mas, a princípio, as tiras de papel tornaram-se preciosas — uma unidade monetária. Não durou. O sofrimento era muito grande. Depois que li o papel, dobrei-o e disse: — Vou guardar isto para você, está bem? Não sei se você me entendeu. Ainda estava distante e muda, tão inexpressiva e de olhos tão arregalados quanto sua boneca. Em vez de assentir com a própria cabeça, balançou a dela — agora, parte de você para sempre. Quando os olhos dela piscavam, você piscava. Foi assim por muito tempo.