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Rasif - Mar que Arrebenta (Cód: 2590486)

Freire,Marcelino

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Descrição

Um homem leva um travesti para casa depois de uma noitada. Um menino quer ser poeta, mas o sonho do pai é que ele se torne jogador de futebol. Uma balconista apaixonada por um cliente e que faz de tudo para conseguir um final feliz. E tantas outras histórias. Marcelino Freire retoma em Rasif sua prosa lírica, oral, onírica, por vezes satírica e sarcástica. São contos para ler em voz alta, no qual fala dos excluídos com graça, dos desvalidos deixando um riso irônico como recordação.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Record
Cód. Barras 9788501072528
Altura 21.00 cm
I.S.B.N. 8501072524
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Número da edição 1
Ano da edição 2008
Idioma Português
País de Origem Brasil
Número de Páginas 136
Peso 0.44 Kg
Largura 14.00 cm
AutorFreire,Marcelino

Leia um trecho

EXPLOSÕES Nos círculos literários, nas rodas de samba, são comuns os comentários sobre a importância de Marcelino Freire como agitador cultural, sobre os eventos que promove, os autores que divulga. E, algumas vezes, quase se esquece dele próprio como autor, de seus contos, personagens e frases. Quase... Eu, vira e mexe, me lembro de seus livros anteriores: uma bicha nostálgica aqui, uma criança abandonada lá, um casal de múmias e um bando de filhos-da-puta “cuspindo chute para todo lado”. E é a persistência desses personagens e frases que prova, de fato: Marcelino é um autor que permanece. E precisa ser lido agora, neste volume, em voz alta, como ele faz tão bem. Sua paixão por sons e palavras é o que torna a sua prosa tão próxima da poesia, do teatro (e que a faz tão difícil de ser traduzida para outras línguas, diriam os preguiçosos). Mas não podemos deixar de lado seu talento como contador de histórias, seu olhar agudo para os miseráveis, para os abençoados. Neste Rasif – Mar que arrebenta temos os terroristas inflamados, o homem-bomba e uma nova bicha nostálgica (vide o conto-canto que fecha o livro, intitulado “O futuro que me espera”). Temos o travesti em silêncio, o poeta sem pai, o Papai Noel ameaçado. Histórias que lidam com finais dos tempos particulares, com o apocalipse dos dias atuais, a guerra cotidiana — tudo sublinhado e sublimado por uma beleza lírica, onírica, melancólica e, por vezes, divertida, com um humor satírico e sarcástico. São narrativas de amor cruel e de ódio apaixonado. Prosa para detonar barreiras e alargar fronteiras. “Amor é a mordida de um cachorro pitbull”, é o pentelho deixado numa roupa suja, é tiro no coração. E por aí vamos. Com essas frases e sentimentos, me peguei revivendo, logo depois da leitura, os contos de Rasif. Contos para serem guardados com cuidado, arquivados. Porque, mais cedo ou mais tarde, eles explodem novamente em nossa cabeça. Coroando ainda mais a edição, estão as gravuras de Manu Maltez, outro artista de belezas estranhas, incomuns equilíbrios. Marcelino Freire precisa ser lido agora — mais uma vez e neste instante — em voz alta. Deixe o samba para outra hora. Penetre nessas novas rodas. Como ele bem diz, numa frase que já eterniza este livro: “tudo em mim é bailarino”. Santiago Nazarian PARA IEMANJÁ Oferenda não é essa perna de sofá. Essa marca de pneu. Esse óleo. Esse breu. Peixes entulhados. Assassinados. Minha Rainha. Não são oferenda essas latas e caixas. Esses restos de navio. Baleias encalhadas. Pingüins tupiniquins. Mortos e afins. Minha Rainha. Não fui eu quem lançou ao mar essas garrafas de Coca. Essas flores de bosta. Não mijei na tua praia. Juro que não fui eu. Minha Rainha. Oferenda não são os crioulos da Guiné. Os negros de Cuba. Na luta. Cruzando a nado. Caçados e fisgados. Náufragos. Minha Rainha. Não são para o teu altar essas lanchas e iates. Esses transatlânticos. Submarinos de guerra. Ilhas de Ozônio. Minha Rainha. Oferenda não é essa maré de merda. Esse tempo doente. Deriva e degelo. Neste dia dois de fevereiro. Peço perdão. Minha Rainha. Se a minha esperança é um grão de sal. Espuma de sabão. Nenhuma terra à vista. Neste oceano de medo. Nada. Minha Rainha.

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