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Roland Barthes - O Ofício de Escrever (Cód: 2635108)

Marty,Eric

Difel

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Descrição

Espécie de memória de uma amizade, celebração - e conturbações - de duas vidas que se cruzaram, Roland Barthes, o ofício de escrever é um rico depoimento literário que pretende restituir parte das atitudes, dos gestos e das ideias de Barthes, sobretudo seu perfil e seu olhar. Uma reflexão sobre as relações que podem unir o escritor e aquele que (ainda) não escreve ou que se apresenta na forma de discípulo.

Após quase 30 anos de sua morte, Roland Barthes permanece vivo nos debates literários, nos currículos e nas referências bibliográficas de cursos de literatura, linguística, ciências humanas e sociais. Sua obra é considerada cada vez mais contemporânea e pertinente.

O relato do encontro do jovem discípulo com o mestre é seguido por uma meditação sobre a obra e sua minuciosa investigação.

O livro projeta o pensador francês a três leituras diferentes: 'Memória de uma amizade', relato autobiográfico que conta o transcorrer cotidiano de seus últimos anos; 'A obra', que recorre a toda sua produção textual e crítica de forma singular; 'Sobre Fragmentos de um discurso amoroso', textos críticos que pretendem decifrar a estratégia subterrânea do livro mais conhecido do autor através dos motivos obsessivos da Imagem e do Não-Querer-Possuir.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Difel
Cód. Barras 9788574320953
Altura 21.00 cm
I.S.B.N. 9788574320953
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Número da edição 1
Ano da edição 2009
Idioma Português
País de Origem Brasil
Número de Páginas 384
Peso 0.44 Kg
Largura 14.00 cm
AutorMarty,Eric

Leia um trecho

"Tentei nesse trabalho de memória não minimizar o que poderia existir de ingenuidade em mim, e que aliás não era apenas a ingenuidade da minha juventude, mas a de uma época, que, também ela, era jovem." (p. 16) "Estamos um dia no bar de Pont-Royal, estranhamente deserto. Um homem de uns cinqüenta anos, típico subautor Gallimard, terno azul, rosto avermelhado e um pouco bêbado se aproxima, arranca uma toalha de mesa e pede a Barthes um autógrafo. Barthes assina, e então o outro começa a gritar sem parar: 'Eu tenho uma porcaria de Roland Barthes...' Levanto e lhe dou um tapa e, com a ajuda do barman, o coloco para fora. Enquanto isso Barthes fica afundado num sofá de couro do bar. Vou aos poucos entendendo o que é a notoriedade. Num outro dia, estamos num concerto numa igreja. No programa, Quinteto para clarineta de Brahms, em seguida dois quartetos extraordinariamente belos. No entreato, um casal idoso se vira e faz elogios a Barthes num tom pomposo e antiquado. Nós ficamos como dois meninos na primeira comunhão." (p. 102) "Para Barthes, o discurso amoroso estaria do lado da autenticidade (ele exprime perfeitamente o ser do qual é fenômeno), enquanto a narrativa estaria do lado da facticidade: facticidade no sentido comum, mas também no sentido fenomenológico, que a define como sendo da ordem da contingência. A facticidade da narrativa de amor se explica pela sua natureza narrativa. Toda narrativa é uma seqüência de fatos tomados em sua forma de contingência (o herói precisa de um nome, precisa ser moreno, louro ou ruivo, morar na cidade ou no campo etc.)." (p. 276)

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