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Stonehenge (Cód: 2606699)

Cornwell, Bernard

Record

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Descrição

Uma combinação perfeita: um dos escritores ingleses mais bem-sucedidos no Brasil escreve sobre um dos mais conhecidos e enigmáticos mistérios do planeta.
Como explicar Stonehenge, um enigma tão complexo quanto as pirâmides do Egito? Qual era a finalidade desse círculo de pedras? Todos os anos, milhares de turistas seguem até a planície de Salisbury para tentar entender o grande mistério. Teria o monumento sido erguido pelos gregos? Ou se trata de um templo construído pelos druidas celtas? Bernard Cornwell recria a época da construção do monumento em uma emocionante disputa entre três irmãos pelo poder de sua tribo.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Record
Cód. Barras 9788501079855
Altura 21.00 cm
I.S.B.N. 9788501079855
Profundidade 1.00 cm
Tradutor Alves Calado
Ano da edição 2008
Idioma Português
País de Origem Brasil
Número de Páginas 504
Peso 0.44 Kg
Largura 14.00 cm
AutorCornwell, Bernard

Leia um trecho

1 Os deuses falam por sinais. Pode ser uma folha caindo no verão, o grito de um animal agonizante ou a ondulação do vento na água calma. Pode ser fumaça perto do chão, um rasgo nas nuvens ou o vôo de um pássaro. Mas, naquele dia, os deuses mandaram uma tempestade. Foi uma grande tempestade, uma tempestade que seria lembrada, mas as pessoas não deram o nome daquela tempestade ao ano. Em vez disso, o chamaram de o Ano em que o Estranho Chegou. Porque um estranho chegou a Ratharryn no dia da tempestade. Era um dia de verão, o mesmo dia em que Saban quase foi assassinado por seu meio-irmão. Naquele dia os deuses não estavam falando. Estavam gritando. Saban, como todas as crianças, ficava nu durante o verão. Era seis anos mais novo que seu meio-irmão, Lengar, e como ainda não havia enfrentando os ritos de passagem para a vida adulta, não tinha cicatrizes tribais nem marcas de matança. Mas faltava apenas um ano para sua prova, e o pai dos dois havia instruído Lengar a levar Saban à floresta para lhe ensinar onde os cervos machos podiam ser encontrados, onde os javalis selvagens espreitavam e onde os lobos tinham seus covis. Lengar havia se ressentido dessa tarefa e por isso, em vez de ensinar o irmão, arrastou Saban por matagais de espinheiros, de modo que a pele bronzeada do garoto estava sangrando. - Você nunca vai virar homem - zombou Lengar. Sensatamente, Saban ficou quieto. Lengar era homem havia cinco anos e tinha as cicatrizes azuis da tribo no peito e as marcas de caçador e guerreiro nos braços. Carregava um arco longo feito de teixo, com pontas de chifre e corda de tendões, polido com banha de porco. Sua túnica era de pele de lobo e o cabelo comprido e preto estava trançado e preso com uma tira de pele de raposa. Era alto, tinha rosto fino e era reconhecido como um dos grandes caçadores da tribo. Seu nome significava "Olhos de Lobo", porque seu olhar tinha um tom amarelado. No nascimento recebera outro nome, mas, como muitos da tribo, havia tomado um nome novo ao se tornar homem. Saban também era alto e tinha cabelos compridos. Seu nome significava "o Favorecido", o que muitos na tribo achavam adequado porque, mesmo com meros 12 verões, Saban prometia ser bonito. Era forte e ágil, trabalhava duro e sorria com freqüência. Lengar raramente sorria. - Ele tem uma nuvem no rosto - diziam as mulheres, mas não para que Lengar escutasse, porque ele provavelmente seria o próximo chefe da tribo. Lengar e Saban eram filhos de Hengall, e Hengall era chefe do povo de Ratharryn. Durante todo aquele longo dia Lengar fez Saban atravessar a floresta. Não encontraram nenhum cervo, nem javalis, nem lobos, nem auroques e nem ursos. Só andaram. À tarde chegaram à borda do terreno elevado e viram que toda a terra a oeste estava sombreada por uma massa de nuvens pretas. Raios saltavam, empalidecendo a nuvem escura, retorciam-se em direção à floresta distante e deixavam o céu queimado. Lengar se agachou, uma das mãos no arco polido, e olhou a tempestade se aproximando. Deveria ter começado a voltar para casa, mas queria preocupar Saban, por isso fingiu que não se incomodava com a ameaça do deus da tempestade. Foi enquanto olhavam a Montava um pequeno cavalo pardo, branco de suor. A sela era um cobertor de lã dobrado e as rédeas eram cordas de fibra de urtiga trançadas, mas ele praticamente não precisava delas, pois estava ferido e parecia exausto, deixando o pequeno animal escolher o caminho que subia a trilha pela escarpa íngreme. A cabeça do estranho estava tombada e seus calcanhares quase encostavam no chão. Usava uma capa de lã tingida de azul e em sua mão direita havia um arco, enquanto do ombro esquerdo pendia uma aljava de couro cheia de flechas com penas de gaivotas e corvos. A barba curta era preta, e as cicatrizes tribais nas bochechas eram cinzentas. Lengar sibilou para Saban ficar quieto, depois acompanhou o estranho em direção ao leste. Lengar estava com uma flecha na corda do arco, mas o estranho não se virou nem uma só vez para ver se estava sendo seguido, e Lengar ficou contente em manter a flecha pousada na corda. Saban perguntou a si mesmo se o cavaleiro estaria vivo, pois parecia um morto tombado inerte sobre o cavalo. O estranho era um Forasteiro. Até Saban sabia disso, porque só o Povo de Fora montava os pequenos cavalos peludos e tinha cicatrizes cinzentas no rosto. O Povo de Fora era inimigo, mas, mesmo assim, Lengar não disparou a flecha. Apenas seguiu o cavaleiro, e Saban acompanhou Lengar, até que finalmente o Forasteiro chegou perto das árvores onde cresciam as samambaias. Ali, o estranho parou o cavalo e levantou a cabeça para olhar a terra que subia suavemente, enquanto Lengar e Saban se agachavam sem ser vistos, atrás dele. O estranho viu as samambaias e, mais além - onde o solo era fino sobre a base de calcário -, pastagens. Havia montes funerários espalhados pelas colinas baixas das pastagens. Porcos fuçavam nas samambaias enquanto o gado branco comia o capim. O sol ainda brilhava onde ele estava. O estranho ficou um bom tempo na orla da floresta, procurando inimigos, mas não viu nenhum. Ao norte, muito longe, havia campos de trigo cercados de espinheiros, sobre os quais as primeiras nuvens - a guarda avançada da tempestade - perseguiam suas sombras, mas à frente dele tudo estava ensolarado. Existia vida adiante, escuridão atrás, e o pequeno cavalo, sem ser contido, subitamente saltou para as samambaias. O cavaleiro se deixou levar. O cavalo subiu a encosta suave até os montes funerários. Lengar e Saban esperaram até que o estranho tivesse desaparecido no horizonte para segui-lo e quando chegaram à crista do morro, agacharam-se na vala de uma sepultura e viram que o cavaleiro havia parado junto ao Templo Antigo. Um rugido de trovão soou e outro sopro de vento achatou o capim onde o gado pastava. O estranho deslizou de cima do animal, atravessou a vala coberta de mato do Templo Antigo e desapareceu nos arbustos de aveleiras que cresciam muito densos dentro do círculo sagrado. Saban achou que o homem estaria procurando abrigo. Mas Lengar estava atrás do Forasteiro, e Lengar não era dado à misericórdia. O cavalo abandonado, com medo do trovão e do gado, trotou em direção à floresta, a oeste. Lengar esperou até que o animal tivesse voltado para as árvores, depois se levantou da vala e correu até as aveleiras, para onde o estranho havia ido. Saban o seguiu, indo para onde nunca havia estado em seus 12 anos.

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