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Sujeito Oculto e Demais Graças do Amor (Cód: 2606710)

Pinsky,Luciana

Record

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Descrição

Jussara envia, anonimamente, o manuscrito de seu livro para Francisco. Eles começam a trocar e-mails e cartas, até ele descobrir sua identidade. A partir daí, começam uma intensa relação, mediada pela ficção dentro da ficção, e que mostra de forma realista o dia-a-dia de dois jovens sofisticados, capazes de interpretar seus sentimentos e de pensar sobre suas vidas.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Record
Cód. Barras 9788501082466
Altura 21.00 cm
I.S.B.N. 9788501082466
Profundidade 1.00 cm
Ano da edição 2008
Idioma Português
País de Origem Brasil
Número de Páginas 96
Peso 0.44 Kg
Largura 14.00 cm
AutorPinsky,Luciana

Leia um trecho

Agora 15/01/2007 Ontem eu a vi andando na rua. Não era você, claro, mas na minha fantasia deve ter sido você aos 15 anos. Deve ter sido você um pouco antes de eu conhecê-la, eu via tudo lá. Moça de atitude, querendo atravessar a rua enfrentando tantos carros. Nada era ameaçador. Cabelo comprido, aos cachos, lindamente desarrumado, calça jeans, evidente, cadernos na mão, óculos (você sempre gostou tanto de óculos, que na minha visão, você usava óculos) e aquele cheiro que eu só pressentia. Sabia que era você pelo jeito, pela força. Aos 15 anos forjamos quem somos. Meninas ainda mais que meninos, lembro-me tão moleque ainda nessa idade. Aos 15 anos, em meio ao caos da adolescência, ao pânico do crescimento, aos amores confusos, aos sentimentos antagônicos, ao início de uma personalidade própria, à escolha do que fará pelo resto da vida ou à ilusão de escolhas definitivas. Até ali, nenhuma escolha necessária, seguir o fluxo (ou reclamar dele) era suficiente. Dali em diante você tem de mostrar quem é, descobrir quem é, ser. Aquela menina na esquina esperando o sinal abrir, impaciente, era você antes de eu conhecê-la, momentos antes de você entrar no colégio e moldar para sempre sua vida. E remodelar a minha. Capítulo 1 Ontem São Paulo, janeiro 2005. Caro Francisco, Pessoa inteligente que é, queria que lesse esses três contos que deixo neste envelope. Por favor, dê sua opinião. Meu e-mail é ola@tudobem.com e para mim é muito importante um retorno seu. Prefiro o anonimato, não por timidez, mas por querer que sua avaliação seja feita exclusivamente com base nos textos, sem nenhuma associação comigo. Abraço e no aguardo, Eu Caro Francisco, Teria você recebido um envelope que chegou à sua casa? Terá lido meus textos de ficção? Não teve tempo? Ou leu e não gostou? A mim não me importa crítica negativa, mas suas impressões seriam de grande valia. Por favor, escreva-me. Eu 20/03/05 .......... 22/03/05 Caro "Eu", Li sim. Estava na sala de casa quando vi o envelope entrando e, curioso, fui até a porta ver se encontrava o remetente, mas nada. Depois entendi o motivo do mistério e acho interessante. Li os três. Como deve saber, não sou especializado em literatura. Leio por prazer, quando posso, o que posso, como posso. Não sistematizo, não tenho a pretensão de explicar meus gostos, quais gostos podemos explicar? Sou, sim, um leitor que aprecia literatura, mas sem método. Respondo o que pergunta: o que achei? Você escreve bem, seu texto é fluente, moderno, intrigante. Mas sem mistério, sem paixão, sem detalhes. Sinto como se quisesse falar demais em espaço de menos. Como se estivesse entre crônica e conto, uma indefinição quase tão imperdoável quanto não saber se torce para Corinthians ou São Paulo. Acho que eu esperava temas menos amplos do que "relações humanas", "separação" etc. Esperava uma história "banal", de um momento em uma relação, quase como um instantâneo, uma foto. Como disse algumas linhas acima sou apenas um mero leitor, que, por sinal, se entrega mais ao romance e à novela do que a pequenos textos. Talvez seja vício de classe, visto que acadêmico tem uma atração irresistível a uma nota de rodapé, a frases extensas e bibliografias vitaminadas, talvez seja só um gosto pessoal mesmo. .......... 26/03/05 Caríssimo Francisco, Agradeço o belo soco no estômago. Veja, não é uma ironia. Você foi o primeiro retorno "anônimo" que eu tive de um texto meu. Anônimo ao contrário, é verdade (eu o conheço, mas você não sabe quem sou), mas funciona bem. Nunca pensei se escrevia conto ou crônica. Sei lá o que escrevo. Escrevo. Escrevo porque tenho de escrever do mesmo jeito que, imagino, você dá aula, pesquisa, faz mestrado, doutorado (aliás, soube que defendeu há pouco, parabéns). O que ainda não sei é: será que os outros precisam ler? Ou: será que querem? Segue aqui um texto que, penso, atende mais ao seu pedido por temas "pequenos". Veja o que acha. E uma pergunta: passou sua curiosidade por saber quem sou? Ele não usa óculos Sete da noite de sexta-feira. Encontro um homem alto, magro, simpático. Conversamos. Ele me conta que gosta de MPB e eu falo para ele que sou fanática por Gil. Rimos. Nove da noite. A conversa esquenta. Sentamos para bebericar um vinho. Sinto uma boa tontura, aquela sensação de flutuar sem sair do chão. De saber que não estou voando, mas sentir como se estivesse pairando pelo lugar. Vendo todo mundo feliz, conversando, comendo, bebendo, sorrindo. E ele sorri para mim. Seus óculos me chamam atenção. Cobrem o suficiente do rosto para deixá-lo com ar austero. Mas permitem que eu veja as suas feições. Não tão másculas como eu prefiro, mas com um ar gracioso, indeciso e um quê de intelectual. Por que, afinal, achamos que óculos e intelectual tem alguma coisa a ver? É uma associação totalmente equivocada de que quem lê muito logo precisará de óculos. Isso é uma tremenda bobagem porque televisão e computador acabam com a retina muito antes do que letras impressas. A questão segue no imaginário do povo. Meia-noite. Um leve torpor pelo corpo. O vinho deixa um gosto bom na boca e minha cabeça está prestes a rodar. Ainda não o faz, porém. Estou consciente. Sei quem sou, onde estou e todas essas baboseiras. Sinto-me mais livre, leve e solta. E o moço à frente sorri. Sorri como vem sorrindo nas últimas horas. Toca meu braço, enlaça-me pela cintura, faz charme. Gosto. Sensação de paquera tão distante de tudo. Estou bem, feliz, calma. O que será do resto da noite? Não sei. Vou pagar para ver. Meia-noite e dez. Meu Deus, o que ele está fazendo? Encara-me de forma insinuante, resolve olhar-me nos olhos. Para isso tira o obstáculo. Seu lindo par de óculos. O sorriso deixou de ser encantador, a boca me parece um tanto torta. Os olhos, esbugalhados, perdem subitamente qualquer mistério. Na boca cai uma gota de suor. Ele enxuga a testa. E eu vou embora. Por que ele fez isso comigo? Abraço, E. .......... 30/03/05 Eu pretendia começar esse e-mail dizendo que você se entregou e assinou a primeira letra do seu nome: "E" de "Eduardo". Um rapaz tímido que sentava lá atrás na minha aula, quase não falava, mas caprichava nos trabalhos. No entanto, me dei conta que esse "E" deve ser de "Eu", seu pseudônimo nada charmoso. E que seu novo texto, ao contrário dos outros, assexuados, dá-me certeza que você é uma mulher. Portanto, Eduardo descartado. De início sim, claro que queria saber quem você era. Gosto, porém, de ler textos de alguém secreto que, ainda por cima, conhece-me, e sabe até que sou doutor. Agora respondo: sim, sim, sim, gostei muito desse texto. Era isso, vejo uma ficção, uma verdade, vejo você, enfim, mesmo sem saber quem é. E não importa quem seja. É a obra, e não você, que precisa de uma cara, uma alma. Não parece mais uma desculpa para colocar algumas idéias. Agora é um texto de alguém que quer contar uma história, que quer surpreender e que não quer escrever para chegar logo na tal da "moral da história", aquela bobagem que só funciona em conto de fadas, se tanto. Revele-me, se quiser, sua identidade. Se não quiser, tudo bem. Desde que continue a me enviar seus filhotes. Francisco .......... 4/04/2005 Enfim, Francisco, você adivinhou que sou mulher. Ainda bem. Já estava cansada de procurar palavras que não denunciassem isso. Sou, sim, uma moça. E se o conheço não é da sala de aula da faculdade, pode descartar todo esse povo. E, pronto, não vou mais dar dicas porque você está ficando esperto e daqui a pouco esquece que é meu leitor anônimo e perde a graça. Este é o meu mais recente e tenho certeza que vai provocar iras. Veja se você será um dos que me condenarão à fogueira: A marvada Sou uma mulher bem-resolvida, boa profissional, repleta de amigos. Uma balzaquiana moderna, não pareço nada com aquelas senhoras de 30 anos do passado. Gosto de sair, rir alto, me divertir e, claro, beber uma pinguinha, porque noite sem álcool é como feira sem fruta. Impensável. Estava eu em uma boate cogitando pedir outra caipirinha quando aquele moço se aproximou segurando dois copos. Minha pouca sobriedade me alertava que ali tinha treta. Na dúvida, dei uma olhada de cima a baixo no rapaz. - Minha princesa, trouxe mais uma para você. Isso de princesa é mesmo brega, porém era tarde, o jovem parecia impetuoso e eu estava com sede. - Eita, que não dei essa liberdade a você. Mas a caipirinha daqui é boa, passe para cá. Música alta, não dava para conversar muito. O rapaz dançava bem e conforme o líquido baixava no meu copo ele ia ficando mais interessante. Tão interessante que aceitei sua companhia até o carro, até em casa, até o dia seguinte. Ele, um pouco apressado, dormiu um sono intranqüilo. Logo descobri o motivo. - Preciso avisar a mãe do meu sumiço. - Você ainda mora com ela? - perguntei, com ar de reprovação. Ao mesmo tempo que falava, olhava mais detidamente minha companhia. Agora na luz. Agora com café em vez da boa pinga. Se à noite ele me parecera "jovemente" impulsivo, pela manhã eu só conseguia observar as espinhas no seu rosto sem nem indício de barba. - Pois é, agora que o meu irmão de 22 anos casou, só sobrou o caçulinha em casa e ela fica assustada quando não durmo lá. Sabe? Que nem naquele samba antigo do trem da Mooca, Brás, Jaçanã, Tatuapé, um bairro desses daí. Eu só conseguia pensar naquela professora nos Estados Unidos que foi presa por namorar um aluno. Não queria ser condenada por atentado ao pudor, sedução de menores ou o equivalente. Melhor saber logo o tamanho do meu enrosco: - Pera lá, então você não tem 25 anos como me disse ontem? - Um pouquinho menos na verdade: 18. Mas faço 19 no mês que vem. E agora? Pulo na privada, entro para um convento ou livro-me da marvada de vez? Bom, pelo menos ele é maior de idade, um alívio. Lembrei que a tal professora americana saiu da cadeia direto para o altar para legalizar a paixão bandida. Quem sabe os dois não foram feitos um para o outro, pensei enquanto observava a violência carinhosa que o garoto colocava em cada mordida naquele sanduíche que eu lhe oferecera. Seus dentes arrancavam nacos consideráveis do pão como se alcançassem semelhante graça pela primeira vez. Fiquei quase comovida com a cena. Isso que dá os homens da minha idade ganharem barriga, perderem cabelo e continuarem se comportando como adolescentes. Moleque por moleque, melhor um que tenha empolgação de criança que vislumbra brigadeiro em festa de aniversário. E qual o problema se o menino de vez em quando ainda leva pito da mãe pelas notas ruins no boletim escolar? .......... 10/04/2005 Não, menina, não a coloco na fogueira. Queria era colocá-la na minha sala e conversar assim, frente a frente, essa coisa de literatura.Entendo que possa causar ira, pois seu texto reúne uma ironia perigosa (e qual não é?) com certa dor; mas aposto que é a sensualidade das descrições - justamente o que mais me encanta - que incomoda. Li o anterior doido para ser o tal de óculos e agora me senti o próprio menino de 18 anos, ainda que os 18 estejam tão distantes... E a vontade de encontrar a autora cresce. Você dirá ou não quem é? Vamos ver... não foi minha aluna na faculdade. Tem uma letra que me lembra vagamente alguém de tanto tempo, gosta de frases milimétricas. Não, não pode ser, pois quem eu pensei não mora em São Paulo, mas em Maceió. Ou será que voltou? Sujeito_Oculto.indd 17 6/1/2009 12:08:28 18 30/04/2005 Pronto, seu chato, você descobriu. Agora vou ter de arranjar outro leitor anônimo e nunca mais falar com você... Brincadeira. Voltei de Maceió há meses. O mercado lá estava difícil e tive de abandonar aquele mar verde, o mais lindo das capitais nordestinas. Só de lembrar já sinto falta de pisar na areia todos os dias, de comer tapioca e de nunca usar casaco ou sofrer no trânsito. Por outro lado, se lá estivesse, não poderia ter deixado meus textos para você... Aliás, não achei que lembraria da minha mudança. Temos nos falado tão pouco nos últimos anos. Pensar que quando eu o conheci era uma adolescente e agora... Agora sou balzaca. Eis um novo texto, esse dos mais urbanos. O que acha? Quero privacidade Estou apavorada. E tudo começou com uma simples conversa em uma festa. De repente ele entrou na sala, olhou para mim e disse "Te conheço". Eu nunca o havia visto antes, mas como não sou muito boa fisionomista, poderia estar enganada. Perguntei "De onde? Não estou bem lembrada…" - Você não é a Cuca Prado? - Sou. - Então… Você é amiga da Lídia Souza, prima do Rubens Alencar que é vizinho do Pedro Lins, não é? - Bom, disso tudo que você falou só sei que sou amiga da Lídia. - Gosta de comida japonesa? Já morou em Curitiba? Namorou o Beto Sool e se preparou para a São Silvestre, mas uma lesão de última hora te impediu de realizar seu sonho? - Meu Deus, como você sabe a minha vida toda? - Ah, sei lá, um comentário aqui, outro lá, e fiquei sabendo disso daí. Bom, sei de outras coisas também, mas não convém a um cavalheiro comentar em público, não é? - Vixi, o que você pode saber de tão secreto assim? - Você torce pelo São Caetano, não é? Mas só começou no ano passado, pois tinha uma preferência pelo Santos. - E qual é o problema? - Os torcedores do Santos vão te achar uma vira-casaca. Ok. Quer algo mais forte? Sei também que você queria namorar o Henrique Dois, mas ele te deu um fora de uma forma chata e você ficou uma semana sem comer direito. Pois bem, isso pode parecer brincadeira, mas aconteceu comigo. Dá para acreditar? Eu nunca tinha visto aquele homem na vida e ele sabia de coisas que eu já tinha - algumas a muito custo - esquecido. Fiquei tão apavorada que desapareci daquele mundo. Nunca mais falei com a Lídia, pois aquela linha de informação só poderia estar passando por ela, apesar de eu não saber como ela poderia conhecer tão bem minha vida. Também resolvi dar um tempo das baladas fortes e minha noite mais emocionante se resumia a cineminha e jantar. Só. Depois de um mês, a desconfiança passou e julguei ter exagerado. O que de tão grave ele poderia saber? Foram só fofocas feitas ao longo da vida para uma pessoa com uma memória extraordinária para informações inúteis. Eu não deixaria de dançar por medo de encontrar o bisbilhoteiro. Baixei a guarda e fui para uma festa de um amigo de uma amiga de um colega de trabalho. Não deu cinco minutos, o fantasma apareceu e veio falar comigo. Parecia aliviado. - E aí, gostou de Homem Aranha e Cidade de Deus? Aquele restaurante italiano que você foi outro dia tem uma lasanha ótima, não é? Eu também gosto de ir lá aos domingos. - Como é que você sabe de tudo isso? Está me seguindo por acaso? - Ah, o pessoal comenta, né? Olha, só vou lhe dar um conselho de amigo. O motel Le Jardin é péssimo. Da próxima vez que for sair com dois homens ao mesmo tempo, vá ao Del Rey. É bem mais reservado. Beijo, Jussara .......... 2/05/2005 Querida Jussara, Abandonar Pajuçara para ficar com Tietê não deve ser das trocas mais animadoras. Mas se valeu para escrever o conto paulistano, então ótimo. Escritor bom é escritor que sofre, que o comprovem os românticos que morreram na faixa dos 20 anos. Brincadeira, menina, você não tem alma apenas, você tem vida. Isso dá para sentir em cada palavra da deliciosa crônica. Voltando a Maceió... seu nome foi escolhido para que você fosse para lá, sua sábia mãe deve ter pensado nisso. De qualquer forma, agora que seu segredo foi revelado, por que não marcamos um almoço? Quanto tempo faz que não a vejo? Quatro, cinco anos? Não a imagino balzaca, mas isso não deve ter mudado muito sua vida. Quinze anos é uma idade boa apenas quando se tem 15 anos, lembre-se. E nem sempre...

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