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Tensão (Cód: 8664166)

Gail McHugh

Arqueiro

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Saraiva MegaStore Shopping Eldorado Av. Rebouças, 3970 - 1º piso - Pinheiros CEP: 05402-600 - São Paulo - SP

Descrição

Após a morte da mãe, a vida de Emily Cooper vira de cabeça para baixo. Ela precisa de um novo começo, e Dillon Parker, seu namorado, a convence a se mudar para mais perto dele a fim de passarem mais tempo juntos.
Em Nova York, Emily arranja um emprego temporário como garçonete em um restaurante no centro de Manhattan. Ao sair para fazer uma entrega logo no primeiro dia de trabalho, ela esbarra em Gavin Blake, um empresário sexy e bem-sucedido. Assim que seus olhares se encontram, há uma tensão no ar, mas nenhum dos dois consegue entender ou explicar essa forte conexão. Atormentada, Emily tenta não pensar muito naquele desconhecido que mexeu tanto com ela.
Porém, ela descobre que Dillon e Gavin são amigos e que terá de conviver com ele muito mais do que poderia ter imaginado. Perdida em sentimentos confusos, Emily sente o desejo por Gavin crescer e se tornar mais ardente a cada vez que se encontram. Será que os dois vão resistir à tensão ou se entregar a essa paixão, apesar de todas as consequências?

Características

Editora Arqueiro
Cód. Barras 9788580413731
Altura 23.00 cm
I.S.B.N. 9788580413731
Profundidade 1.60 cm
Acabamento Brochura
Número da edição 1
Ano da edição 2015
Idioma Português
Número de Páginas 336
Peso 0.35 Kg
Largura 16.00 cm
AutorGail McHugh

Avaliações

Avaliação geral: 4.5

Você está revisando: Tensão

Lu recomendou este produto.
13/03/2016

Muito bom.

O livro é ótimo, o cara é muito doce...e a continuação também, muito boa!! REcomendo.
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Ana recomendou este produto.
11/12/2015

Livro perfeito

Um dos melhores. Li os dois em menos de uma semana, estória totalmente envolvente do início ao fim, super recomendo!
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Eliane recomendou este produto.
16/06/2015

Bom

O livro é muito bom, porém não termina ... tem a continuação e na Saraiva não havia para vender quando comprei o primeiro, então a leitura torna-se frustante... o segundo livro "Pulsação" estou tentando comprá-lo ainda para ver o final, e ainda - na descrição não diz que tem continuação!
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andrea recomendou este produto.
02/03/2015

maravilhoso

Prende voce do começo ao fi,. Uma leitura deliciosa. Recomendo e ansiosa pela continuação
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Leia um trecho

Capítulo 1 - Encontros acidentais Ela calculou que o vôo de Colorado a Nova York duraria três horas e quarenta e cinco minutos, e depois desse tempo sua vida mudaria para sempre – mais até do que já havia mudado. Agarrando as laterais do assento com as palmas das mãos suadas, Emily Cooper fechou os olhos enquanto as turbinas se preparavam para a decolagem. Nunca tinha sido fã de viajar de avião; na verdade, morria de medo. Apesar disso, se lembrava de momentos em que a tortura de estar a 30 mil pés de altura tinha valido a pena: quando saiu de casa para ir para a faculdade; a fuga para uma ilha tropical; ou uma visita à sua adorada família. No entanto, esta viagem não lhe dava a menor alegria, apenas sensações de perda e tristeza. Olhando para ela, estava um dos motivos pelos quais ainda acordava todos os dias: seu namorado, Dillon. Percebia que ele estava ciente da expressão dela, que reunia toda a incerteza do que se encontrava adiante. Segurando a mão de Emily, Dillon inclinou o corpo para a frente e afastou uma mecha de cabelo do rosto dela. – Vai ficar tudo bem, Em – sussurrou. – Antes que você perceba, a gente já vai estar em terra outra vez. Ela se obrigou a dar um sorriso e se virou, hesitante, olhando enquanto as montanhas cobertas de neve iam desaparecendo abaixo das nuvens. O coração apertou-se ainda mais dentro do peito ao se despedir do único lar que conhecera. Encostou a cabeça na janela e permitiu que a mente vagasse pelos últimos meses. Ao final de outubro, no último ano de faculdade, recebera um telefonema. Até aquele momento, a vida lhe parecera... boa. Dillon havia entrado em seu mundo no mês anterior, as notas estavam como deveriam e sua colega de quarto, Olivia Martin, se revelara uma das melhores amigas que teria. Ao atender o telefone naquele dia, Emily jamais poderia esperar aquela notícia. “Os exames chegaram, Emily”, dissera Lisa, sua irmã mais velha. “Mamãe está com câncer de mama em estágio quatro.” Após aquelas últimas palavras, a vida de Emily nunca mais seria a mesma. Nem de longe. Seu porto seguro, a mulher que mais adorava e o único dos pais que conhecera, tinha menos de três meses de vida. As longas viagens de fim de semana da Universidade de Ohio até o Colorado para ajudar a mãe em seus últimos meses tornaram-se corriqueiras para Emily. Assistia à mãe definhar, indo da alma forte e arrebatadora que um dia havia sido à mulher frágil e irreconhecível na qual se transformara antes de morrer. Com uma turbulência súbita agitando seus nervos, Emily agarrou a mão de Dillon e o olhou. Ele lhe ofereceu um sorriso breve e meneou a cabeça, basicamente para lhe assegurar de que estava tudo bem. Deitando a cabeça no ombro cálido dele, Emily começou a pensar no papel que Dillon havia desempenhado naquilo tudo: os incontáveis voos entre Nova York e Colorado para estar ao lado dela, os lindos presentes que enviara para desviar seus pensamentos da loucura que consumia sua vida, os telefonemas tarde da noite para se certificar de que ela estava bem. E até mesmo as providências em relação ao enterro, os conselhos sobre a venda da casa onde Emily tinha passado a infância e, por fim, os arranjos para que ela se mudasse para Nova York. Era por tudo aquilo que o adorava. Enquanto o avião aterrissava no aeroporto LaGuardia, em Nova York, Dillon observava a mão de Emily, segurando a sua com tanta força que os nós dos dedos estavam brancos. Ele deu uma risadinha discreta e inclinou o corpo para beijá-la. – Viu só? Não foi tão ruim assim – falou, acariciando a bochecha dela. – Agora você é oficialmente uma nova-iorquina, gata. Depois de circularem pelo aeroporto durante o que pareceu uma eternidade, Dillon chamou um táxi e eles se dirigiram ao apartamento que Emily ia dividir com Olivia. Esse era um assunto delicado para Dillon. Quando conversou com Emily sobre a mudança, ele esperava que fossem morar juntos. Mas ela achou melhor, pelo menos por ora, ficar com Olivia. Atravessar o país inteiro já era uma situação um tanto complicada, e ela não queria acrescentar ainda mais pressão à coisa toda. Embora amasse Dillon – e ela certamente o amava com fervor –, uma vozinha em sua cabeça a mandava esperar. Morar junto era algo que viria um pouco mais tarde. Ele acabara aceitando, mas não sem antes brigar um bocado. Ao chegar a seu novo lar, Emily saltou do táxi. Foi logo atingida pela paisagem e pelos sons da cidade. Alarmes de carros aos berros, freadas bruscas e sirenes gemendo assaltavam o ar. Gente falando e gritando, seus passos avançando pesadamente pelas calçadas de concreto apinhadas, o fluxo frenético de veículos quase colados uns nos outros, um mar de táxis amarelos; aquilo era diferente de tudo o que ela já tinha visto ou ouvido. O vapor que escapava dos bueiros lembrava fantasmas flutuando do asfalto quente. A paisagem vasta coberta de árvores e os lagos límpidos do Colorado tinham sido substituídos por aço e concreto, barulhos estridentes e um trânsito caótico. Definitivamente, teria que se acostumar a isso. Respirando fundo, Emily seguiu Dillon para dentro do prédio. O porteiro inclinou o boné e chamou Olivia pelo interfone, avisando-lhe que haviam chegado. Subiram ao décimo quinto andar, gratos pela existência do elevador. Ao entrarem no apartamento, Olivia deixou escapar um gritinho. Correu em direção a eles e abraçou Emily. – Estou tão feliz por você estar aqui! – exclamou a amiga. – Como foi o voo? – Resisti sem precisar de drogas ou de bebidas alcoólicas – Emily sorriu. – Então eu diria que foi tudo bem. – Em ficou bem. – Dillon se aproximou e passou o braço pela cintura de Emily. – De qualquer forma, eu não deixaria que nada acontecesse a ela. Revirando os olhos castanhos, Olivia cruzou os braços. – Claro, porque você seria capaz de impedir a queda de um avião, Dillon. Ele olhou sério para Olivia e colocou as malas de Emily no chão. – É isso mesmo, Oliver Twist. Sou a porra do Super-Homem, lembre-se disso. Emily deixou escapar um suspiro. – Já faz um tempo que não encontro vocês dois juntos. Tinha esquecido quanto se curtem. Olivia deu um sorrisinho afetado e pegou a mão de Emily. – Vamos, deixe eu lhe mostrar a casa. – Puxando a amiga recém-chegada pelo corredor, Olivia se virou para Dillon: – Seja útil e desfaça as malas dela ou algo assim, Babaca-Mor. Ignorando Olivia, Dillon afundou no sofá e ligou a televisão. – Meu Deus, Olivia – disse Emily, rindo e a seguindo bem de perto. – De onde é que você tira esses apelidos? – Pfft. – Olivia acenou, dispensando o comentário. – Ele facilita muito. – Bem, já vi que os dois vão me levar à loucura. – Não posso prometer nada, mas vou fazer o possível para me controlar, amiga. Enquanto Olivia fazia um belo passeio com ela pela casa, Emily viu que o apartamento elegante e moderno tinha dois quartos e dois banheiros. Mesmo sendo modesta em tamanho, a cozinha tinha armários brancos antigos, bancadas de granito e eletrodomésticos em aço inoxidável. Uma janela imensa na sala dava para a Columbus Avenue, uma região nobre do Upper West Side de Nova York. O apartamento era lindo, de tirar o fôlego e, sem Olivia, Emily jamais teria sido capaz de bancá-lo – pelo menos não sem a ajuda de Dillon. Embora Olivia trabalhasse e se sustentasse, era de uma família abastada, então dinheiro nunca tinha sido problema. Mas mesmo tendo crescido na região rica de North Shore, em Long Island, Olivia e o irmão, Trevor, eram duas das pessoas mais pé-no-chão que Emily conhecia. Depois de ajudar Emily a se instalar, Dillon foi embora, mas não sem avisar que voltaria mais tarde, à noitinha. Pegando uma garrafa de vinho e duas taças, Olivia arrastou Emily até o sofá. Jogando os cabelos louros claríssimos para o lado, sorriu com um misto de doçura e amargor. – Sei que você passou por um monte de coisas, mas estou muito feliz que esteja aqui. O sorriso de Emily foi correspondente ao de Olivia. Suas emoções se dividiam entre a tristeza das circunstâncias que a levaram a Nova York e a felicidade pelo grande avanço em seu relacionamento com Dillon mudando-se para lá – mesmo que não estivesse morando com ele. Bebeu um gole do vinho e apoiou os pés no pufe. – Também estou feliz, amiga. Olivia a fitou, curiosa. – O Babaca continuou infernizando você por vir morar aqui? – Não, não infernizou mais, não – respondeu ela –, mas quer que eu me mude para algum lugar com ele até o final do verão. – Bem, pode avisar ao Dillon que a briga é comigo. – Olivia bufou. Balançando a cabeça, Emily riu da declaração da amiga. – Estou falando sério, Em. Ele precisa lhe dar um pouco de espaço. – Não se preocupe. Por um bom tempo não vou arredar os pés daqui. – Emily varreu o apartamento com os olhos, até que eles se detiveram em uma pilha de caixas de mudança num canto. – Não estou nem um pouco ansiosa para encarar aquilo ali. – Ela meneou a cabeça para seus pertences empacotados. – Amanhã não vou precisar trabalhar – avisou Olivia, servindo-se da segunda taça de vinho. – Aí podemos cuidar disso. Por enquanto, vamos só relaxar um pouco. Nas horas que se seguiram, foi exatamente o que fizeram: relaxaram. Não falaram de câncer. Não falaram de morte. Não falaram das expectativas da vida. Eram só duas amigas tomando uma garrafa de vinho no apartamento que dividiam enquanto uma delas iniciava uma nova fase de sua vida. Duas semanas depois, Emily se viu parada diante de um restaurante italiano em Midtown. Empurrou a porta do local, seu novo emprego de verão. Examinou o ambiente em busca do homem que a contratara alguns dias antes: Antonio D’Dinato, um nova-iorquino nato, de vinte e tantos anos. – Aí está você, Emily. – Antonio sorriu ao se aproximar. – Pronta para seu primeiro dia? Sorrindo, ela olhou bem para os cabelos dele, castanho-escuros, na altura dos ombros. – Pronta como nunca. – Um pouco assustador para uma menina do interior do Colorado, mas estou certo de que você vai se adaptar perfeitamente. Ela o seguiu até a cozinha, onde foi apresentada aos chefs de partie. Todos sorriram de maneira amigável, mas Emily sabia, por ter sido garçonete durante a faculdade, que aquela simpatia toda em breve chegaria ao fim. Logo estariam berrando com ela para vir pegar os pedidos na janela e sem dúvida seus rostos estariam menos joviais. Emily começou a vestir o avental preto enquanto Antonio lhe indicava uma garçonete da sua idade. Com um sorriso, Emily avaliou os cabelos da outra garçonete. Eram um arco-íris de todas as cores imagináveis, intercalados com mechas de louro platinado. – Oi, eu sou a Emily. – Ela sorriu ao se aproximar da outra. – Antonio disse que vou acompanhar você hoje. A garota retribuiu o sorriso e lhe entregou um bloquinho de pedidos e uma caneta. – Então você é a nova gata do pedaço? Eu sou a Fallon; é um prazer conhecê-la. – É isso, a nova gata. É um prazer conhecer você, também. – Bem, não se preocupe com nada. Acho que comecei a trabalhar aqui assim que saí da barriga da minha mãe. – Ela arregalou os olhos cinzentos brincalhões. – Eu lhe mostro o básico e, antes que perceba, você já vai estar correndo por aí de olhos vendados. – Por mim tudo bem. – Emily riu. – Ouvi dizer que você é do Colorado... – Isso mesmo. De Fort Collins, na verdade. – Você toma café? – perguntou Fallon, oferecendo-lhe uma xícara. – É um dos meus vícios, na verdade. – Emily aceitou. – Obrigada. Você sempre morou em Nova York? – Nasci e cresci aqui. – Fallon sentou-se ao balcão, sinalizando para que Emily se juntasse a ela. – Ainda é cedo. A loucura começa daqui a mais ou menos uma hora. Emily sentou-se ao lado de Fallon e bebericou o café. Olhou ao redor, para o salão, observando os ajudantes de garçom que arrumavam as mesas. Antonio conversava com eles num idioma que Emily imaginava ser espanhol. A voz dele se alterava, ansiosa, enquanto gesticulava para as ruas de Nova York. – E então, o que a fez atravessar o país até a cidade que nunca dorme? – perguntou Fallon. – Você é atriz ou modelo? Qual dos dois? – Nenhum dos dois – respondeu ela, tentando ignorar a dor em seu peito. Ainda parecia que tinham jogado sal na ferida recente. – Minha... é... Minha mãe faleceu em janeiro. Não tive mais nenhum bom motivo para ficar por lá depois que ela morreu. A expressão de Fallon se abrandou. – Sinto muito. A morte com certeza é uma merda. Meu pai morreu de infarto há alguns anos, então sei como você se sente. – Fallon deixou escapar um suspiro e desviou o olhar por um instante. – Não importa a idade, a raça ou a nossa situação econômica, a morte sempre nos pega em algum momento. Emily considerou o comentário sábio para a idade dela, mas, por outro lado, sabia que a morte tinha o poder de fazer as pessoas enxergarem a vida de forma bem diferente. – É verdade. Sinto muito pelo seu pai. – Obrigada. Não tem um dia no qual eu não pense nele. – Fallon fez uma pausa. – E o seu pai? Veio para cá com você? Mais um assunto delicado, mas assuntos delicados haviam se tornado abundantes e inevitáveis. – Não. Não tenho nenhum contato com ele ou com a família dele desde que tinha 5 anos. Na verdade, nem me lembro do meu pai. – Só dou bola fora com você, hein? – brincou Fallon. – Desculpe. Será que é melhor eu perguntar sobre cachorrinhos ou algo assim? Balançando a cabeça, Emily sorriu. – Não se preocupe. Está tudo bem. Não tenho cachorrinhos, então isso seria um beco sem saída. – Nem eu. São fofos, mas não lido muito bem com a ideia de cagarem a casa toda. – Fallon riu e prendeu os cabelos num rabo de cavalo. – E então... O que fez você vir para Nova York? Tem outros parentes aqui? – Aqui, não. Tenho uma irmã mais velha na Califórnia. – Emily bebericou um gole do café. – Mas meu namorado, Dillon, mora aqui. Começamos a namorar no meu último ano de faculdade. Fallon sorriu. – Namoradinhos de faculdade, é? – Não, na verdade ele já estava morando aqui quando a gente se conheceu. O irmão da minha colega de quarto foi visitá-la num fim de semana e o Dillon foi junto. – Não é impressionante... como os caminhos das pessoas se cruzam? – Fallon fitou os olhos de Emily. – Quer dizer, se o seu Dillon não tivesse fei-to a viagem com o irmão de sua colega de quarto, vocês dois nunca teriam se conhecido. A vida é superesquisita. Emily percebeu que tinha gostado de Fallon de cara. – Concordo plenamente. O destino e os caminhos se apresentam para a gente. É como se tudo fosse um quebra-cabeça enorme que, no final das contas, acaba se encaixando. – É isso aí. – Fallon sorriu. – E o que você estudou na faculdade? – Pedagogia. Já comecei a mandar meu currículo por aí na esperança de arrumar alguma coisa para o outono. Fallon franziu a testa, o piercing do lábio brilhando sob a luz. – Então vai nos abandonar no fim do verão? – Que nada! Depois disso provavelmente vou trabalhar meio expediente. – Legal. – Ela se levantou, o corpo alto e esguio assomando o de Emily como uma torre. – E aí, gosta de sair, tipo clubbing? Emily franziu a testa. – Clubbing? – É, clubbing– respondeu Fallon, requebrando os quadris. – Ah, está falando de dançar?! – Emily riu. – Claro, em Colorado eu saía, mas ainda não fiz nada do tipo aqui. – Maneiro. Adoro apresentar novatos à cena clubber. – Bem, estou dentro se você quiser me levar. É só falar quando. – Pode deixar. Estou saindo com um cara que tem uns 40 anos e ele me coloca para dentro das boates mais incríveis de Nova York, e de graça. Emily assentiu e bebericou o café. – O sexo é só um bônus – acrescentou Fallon. Emily quase engasgou. – Ah, claro, isso definitivamente seria um bônus. – Pois é, foi o que pensei. – Ela sorriu. – Muito bem, novata, vamos nessa. Emily passou o dia seguindo Fallon. Ela lhe mostrou como usar o computador e a apresentou a alguns dos clientes cativos do restaurante. Variavam de tipos ricos de terno e gravata ao cidadão comum, operário de obra. As coisas se agitaram por volta do meio-dia, e um dos garçons telefonou para avisar que estava doente, então Emily serviu algumas mesas sozinha. Mesmo sem conhecer o cardápio e sentindo-se insegura em relação ao sistema do computador, sobreviveu sem grande dificuldade. Ao final do turno, Fallon tagarelava para Emily, fazendo comentários sobre clientes que davam as melhores gorjetas e até sobre quais garçons eram os mais competitivos. Em geral, considerando que era seu primeiro dia, Emily achou que tinha se saído bem Quando estava indo embora do restaurante, Antonio a parou, segurando uma caixa para entrega. – Emily, meu entregador pediu demissão – disse, com os olhos cheios de preocupação. – Por acaso você está indo em direção ao Edifício Chrysler? – Não, mas fica a poucas quadras daqui, não fica? – Isso, na Lexington com a 42. – Precisa que eu leve isso até lá? – perguntou Emily, apontando para a caixa. – Preciso, por favor. Emily deu de ombros. – Sem problema. Vou a pé e de lá pego um táxi para casa. – Muito obrigado. – Ele lhe entregou a caixa, suspirando de alívio. – Vou acrescentar uma coisinha a mais ao seu salário na semana que vem. – Não precisa, Antonio. Eu gosto mesmo de visitar os pontos turísticos. – Não, eu insisto. Vemos você amanhã, Caipirinha. Rindo, Emily balançou a cabeça, admirada com o novo apelido. Deu meia-volta sobre os saltos arredondados dos sapatos de garçonete e saiu rumo ao ar quente e úmido. O mês de junho em Nova York era, sem dúvida, mais quente do que no Colorado. Ela foi abrindo caminho pela cidade, os olhos arregalados, ainda admirada por estar morando ali. O ar estava denso com o alvoroço do trânsito e com o aroma que escapava dos carrinhos dos ambulantes vendendo comida. Estava se acostumando a Nova York mais depressa do que imaginara. Do metrô que vibrava sob seus pés ao desfile de rostos tão diversificados, tudo na cidade a impressionava. Era uma grande sobrecarga sensorial. Três curtos quarteirões depois, e um bocado suada, ela chegou ao destino. Embora o pai tivesse lhe contado histórias sobre amor à primeira vista, até aquela tarde fatídica, Gavin Blake tinha acreditado que isso não passava de um mito. A atenção dele estava concentrada na loura do balcão de informações, mas seus olhos se fixaram em Emily no instante em que ela entrou. Ele notou o modo como ela sorriu para o segurança. Sua beleza o atingiu em cheio, de imediato. Porém, mais do que isso, sentiu-se atraído por ela como se houvesse uma corda amarrada à sua cintura e ela estivesse na outra extremidade, puxando-o. Piscando duas vezes, ele balançou a cabeça diante daquela conexão magnética. – Senhorita, posso ajudá-la com alguma coisa? – perguntou-lhe o segurança. – Oi, vim fazer uma entrega – respondeu Emily, olhando para o recibo. – Sexagésimo segundo andar. Antes que o segurança pudesse responder, Gavin gritou do outro lado do saguão: – Eu posso subir com ela, Larry. A recepcionista, que chamara a atenção de Gavin antes da entrada de Emily, fez um beicinho. O olhar de Emily se voltou para o local de onde vinha a voz. Ela perdeu o fôlego quando viu o homem alto e arrasadoramente lindo que caminhava em sua direção. Sentiu-se meio sem equilíbrio. Os olhos percorreram os cabelos muito negros, bem curtos e penteados em discreto desalinho. Os traços, tão bem esculpidos, eram de tirar o fôlego; a boca parecia ter sido entalhada com grande esmero por um escultor de enorme talento. Os olhos varreram depressa o corpo que parecia ser musculoso escondido sob o terno cinza de três peças. Tentando se mostrar pouco afetada por aquele pedaço de mau caminho, ela voltou as atenções para o segurança gorducho. – Tem certeza, Sr. Blake? Eu posso levá-la até lá. – Tenho certeza, sim, Larry. Eu já ia subir, mesmo. – Gavin se virou para Emily. – Deixe-me ajudá-la com isso. – Ele fez um gesto para a caixa. A voz era quente como conhaque e fez o estômago de Emily se alvoroçar. Ela tentou encontrar as palavras. – Está tudo bem, sério. Eu consigo segurar. – Eu insisto. – Gavin sorriu. – Além do mais, é uma velha mania de escoteiro. Ela podia esquecer os olhos azuis penetrantes ou o charme que emanava de cada poro; bastava o sorriso cheio de covinhas para convencer Emily, instantaneamente, de que era só ele mandar e inúmeras mulheres tiravam a roupa. Todos os dias. Com relutância, ela lhe entregou a caixa e tentou se mostrar impassível. – Certo, muito bem, já que é assim, você acaba de ganhar seu distintivo pela boa ação. – Ora, muito obrigado. Já faz um bom tempo que não ganho um. – Ele riu. Girando com um movimento muito lento, Gavin a conduziu aos elevadores. Emily o seguiu e vislumbrou a própria imagem nas portas de alumínio escovado. Sabia que estava horrível, suada e com cara de quem está voltando do trabalho, e a única coisa que queria era sair correndo quando as portas se abrissem. – Depois de você – disse Gavin, com um sorriso. Enquanto Emily entrava, os olhos de Gavin devoravam os cabelos castanho-avermelhados sedosos que chegavam à cintura dela. Nunca fora fã de mulheres que usavam rabo de cavalo – muito menos quando a mulher em questão parecia recém-saída de uma guerra de comida –, mas naquele momento ela era a criatura mais magnífica que ele já vira. Entre o rosto em formato de coração, o corpinho mignon e o perfume que flutuava entre eles, Gavin estava com sérias dificuldades para respirar. Com um passo à frente, tentou ignorar a consciência excessiva da presença dela – mas era inútil. – Pelo visto substituíram Armando – sugeriu ele, apertando o botão do sexagésimo segundo andar. Emily tentou não se mostrar inquieta quando seu olhar encontrou o de que ela se desse conta de quão lindo ele era de fato. Uma força potente num espaço pequeno e confinado. Ela entreabriu os lábios para acalmar a respiração acelerada. – Armando? – É, Armando. – Gavin deu um sorriso afetado, baixando os olhos em direção à caixa de comida. – Da Bella Lucina. Meu escritório pede comida de lá quase toda semana. É Armando que faz as entregas. – Ah, sim. Mas não sou a nova entregadora. Quero dizer, eu trabalho lá. Bem, isso é óbvio, já que estou usando o uniforme e é evidente que sou uma garota e não um cara. – Emily estremeceu diante da certeza de que soava como uma perfeita imbecil. Respirando fundo, começou de novo: Sou garçonete lá. Meu chefe me pediu para fazer esta entrega quando estivesse indo para casa porque o entregador se demitiu. – Ela começou a ficar vermelha e quis cair dura bem ali. Literalmente. Cair. Dura. – Eu juro que sei articular frases completas. – Dia longo no trabalho? Eu me solidarizo com você. – Gavin riu baixinho e avaliou o rosto dela. Emily tinha os olhos mais verdes que ele já vira e uma pintinha minúscula perfeitamente posicionada logo acima do lábio. Ela sorriu. – É, foi um dia muito longo no trabalho. A campainha do elevador soou no trigésimo nono andar. As portas se abriram e uma mulher entrou. Era tão alta quanto Gavin, em seus saltos agulha pretos, terno branco e cabelos acaju presos num coque. – Ora, como vai, Sr. Blake? – cumprimentou ela, a voz rouca, enquanto apertava o botão do quadragésimo segundo andar. Ela abriu um sorriso sedutor assim que se inclinou em direção ao ouvido de Gavin. – Espero que possamos continuar de onde paramos na última vez em que o vi. Gavin deu um passo atrás, sem grande cerimônia, o rosto ganhando uma expressão indiferente. Limitou-se a assentir. A mulher sorriu e se virou para encarar as portas do elevador. Gavin olhou outra vez para Emily, envergonhado por seu casinho de uma noite entrar no elevador de forma tão inesperada. – E então... Você trabalha no Bella Lucina há muito tempo? – Não, hoje foi meu primeiro dia. – Emprego novo. Isso pode ser estressante – disse Gavin. – Espero que tenha corrido tudo bem. – Correu, sim, obrigada. Quando as portas se abriram, a mulher saiu e se virou para Gavin: – Me liga. Ele assentiu brevemente e ela se afastou. As portas se fecharam, deixando-o a sós com Emily outra vez. – Ela não é minha namorada, caso você esteja se perguntando. Emily o encarou, divertindo-se com aquela observação. – E quem disse que eu estava? A reação inesperada, combativa e sexy, causou arrepios em Gavin. Ele deu de ombros, como quem não quer nada, tentando decifrá-la. – E quem disse que você não estava? – Você não me conhece bem o bastante para supor nada do que eu poderia estar pensando – zombou ela, uma risada escapando dos lábios. – Nisso você tem razão. – Gavin abriu um sorriso presunçoso e deu um passo à frente para ficar mais perto dela. – Mas tenho de admitir que gostaria de conhecê-la melhor. Que ótimo! Ele não só era gostoso, com aquele terno elegante e caro. Era convencido também. Emily piscou para ver se acordava de seu quase torpor, tentando ignorar quanto o perfume dele era sedutor. – Não posso. Sinto muito. – Ela prendeu uma mecha de cabelo atrás da orelha. Antes que Gavin tivesse chance de reagir, as portas do elevador se abriram no sexagésimo segundo andar. – Eu fico aqui. – Emily se virou para pegar a caixa. – E agradeço por carregá-la para mim. – Sem problema, eu também fico aqui. – Trabalha neste andar? – perguntou Emily, obviamente confusa. Sem querer dizer a ela que era o dono da empresa sediada naquele andar, Gavin optou por uma meia-verdade: – Pois é. Sou o culpado pelo pedido. Os olhos de Emily passearam pelos lábios deliciosos dele. – Então quando entrei você já sabia que eu vinha para este andar? – Eu tinha uns minutinhos. Estava aguardando por você lá embaixo, na portaria. Na verdade, eu estava lá na portaria esperando o Armando, mas em vez dele fui agraciado pela linda mulher diante de mim. Aí resolvi ser cavalheiro e ajudá-la com a caixa. – Ele saiu do elevador com passos fortes e graciosos. – Gostaria de me acompanhar no jantar? Tem mais do que o suficiente aqui para você. – Eu... Eu não posso. Sinto muito – respondeu Emily, apertando o botão para a portaria. – Espere! – Gavin inclinou o corpo para dentro do elevador, segurando a porta aberta. Tinha forçado a barra e estava se sentindo um babaca, mas tentou recuperar a pose da melhor forma possível. – Fui grosseiro e lamento por isso; minha mãe me deu uma educação melhor do que essa. – Passou a mão pelos cabelos, nervoso. – Eu adoraria levá-la para jantar um dia desses. Sei que um escritório não é um cenário nada romântico. É que eu trabalho muito. Mas, como falei, adoraria sair com você uma noite dessas. Antes que Emily pudesse responder, uma graciosa mulher de cabelos castanhos falou de detrás de uma mesa: – Sr. Blake, o senhor tem uma ligação na linha dois. Sorrindo, ele se virou para encarar a mulher. – Por favor, anote o recado para mim, Natalie. Com os dedos trêmulos, Emily se apressou em apertar o botão para fechar a porta, que se fechou por completo antes que Gavin pudesse se virar. Encostada na parede, agarrou a balaustrada de latão tentando se recompor. O efeito que o estranho exercera sobre ela era enervante. Balançou a cabeça, arrependida por ter concordado em fazer aquela entrega. Ainda assim, conseguiu deixar o prédio e ir para casa. – Ele era tão bonito assim? – perguntou Olivia, sentada à mesa da cozinha. Emily pôs um dos dedos nos lábios. – Pelo amor de Deus, Olivia! Fala baixo. Dillon está no meu quarto. – Os olhos voaram até a porta e se voltaram para Olivia. – Era, era bonito assim. De tirar o fôlego de tão lindo. De fazer você arrancar a roupa para ele devorá-la viva de tão lindo. Um colírio de tão lindo. Olivia riu e rapidamente cobriu a boca. – Ele me parece muito gostoso – sussurrou. Emily fez que sim com a cabeça e riu. – Acho que você precisa roubar o lugar do entregador em vez de ser garçonete. – Não sei, não. Foi só a reação mais esquisita que já tive a alguém. E estou morrendo de vergonha por ter me comportado assim. Uma criança da pré-escola teria se saído melhor. Com um sorriso maroto, Olivia bebericou um gole de vinho, os olhos castanhos brilhando. – Quem sabe você não tem uma ótima noite de sexo com o Cuzão se pensar no Sr. Alto, Moreno, Gostoso e Bonitão? Emily deu um tapinha de leve no braço da amiga. – Pare. Para mim, já chega de pensar no Sr. Alto, Moreno, Gostoso e Bonitão. – Emily soltou o rabo de cavalo. – Além do mais, amo o Dillon. O Sr. Alto, Moreno, Gostoso e Bonitão vai ser um mimo para alguma outra mulher, pode acreditar. – Está bem, está bem. – Olivia riu baixinho. – Mas pelo menos você sabe que tem um reserva. Antes que Emily pudesse continuar a discutir sobre seu recém descoberto colírio, Dillon entrou vestindo seu melhor terno e gravata. Na mesma hora Emily esqueceu o estranho sexy, os olhos se banqueteando nos cabelos louro-escuros úmidos e no belo rosto do namorado. Aquele era todo o colírio de que precisava. – Pensei que a gente fosse ficar por aqui esta noite... – comentou Emily, se aproximando de Dillon e passando os braços ao redor de sua cintura. – Aluguei um filme. Ele pousou os braços nos ombros dela. Era fácil fazer aquilo, já que era bem mais alto do que Emily. – Vou jantar com um cliente em potencial. – Foi à geladeira e pegou uma garrafa de água. – Foi uma ligação inesperada. A gente assiste ao filme outra noite. Emily franziu as sobrancelhas diante da indiferença do namorado. – Quantos jantares inesperados você consegue ter em uma semana? Depois de deixar escapar um suspiro audível, Olivia se pôs de pé e deixou o cômodo. Dillon suspirou. – Você sabe que isso faz parte da minha rotina, Emily. Sou corretor da bolsa. Preciso levar clientes para jantar de vez em quando para conseguir a conta. – Eu entendo, Dillon. Entendo mesmo. – Emily entrou na cozinha e pressionou o corpo ao dele. – Mas estou aqui há menos de um mês e sou sempre deixada de lado quando você tem essas reuniões. – Ela deu um puxão brincalhão na gravata dele. – A gente se via mais quando eu estava no Colorado. Dillon deu um passo para trás, semicerrando os olhos castanhos. – Você está parecendo uma universitária patricinha chorona. – Ele girou a tampinha da garrafa de água e bebeu um gole. – Relaxa. Não devo voltar muito tarde. Uma ruga surgiu na testa dela. – Uma patricinha chorona? O que isso quer dizer? Por que você voltou aqui para tomar banho então? – Recebi a ligação depoisque cheguei. – Talvez você precise dormir na sua casa esta noite. – Ela desamarrou o avental e o atirou em cima da mesa. – Você tem saído para jantar com seus clientespelo menos cinco noites por semana. Dillon a encarou e elevou a voz: – O que está tentando insinuar, Emily? Acha que estou mentindo para você? – Não tenho a menor ideia. Só achei que você seria um pouquinho mais presente do que tem sido – respondeu ela, passando a mão pelos cabelos. – Quem sabe me ajudando a me adaptar? Depois de tomar mais um gole da água, ele inclinou a cabeça para o lado. – Eu a trouxe para cá com a minha grana. O que mais você quer? – Isso foi golpe baixo, Dillon. – Ela bufou, semicerrando os olhos verdes. – Eu não lhe pedi nada. Eu poderia muito bem ter ficado no Colorado e a gente podia ter continuado um relacionamento à distância. Dillon deu um passo à frente, ergueu a mão e acariciou o rosto de Emily. – Não poderia, não. Você me ama e precisava estar aqui depois de tudo que aconteceu. – Ele deslizou o polegar pelo queixo dela. – E eu também a amo e preciso de você aqui. Agora pare de bobagem e me deixe sair para cuidar desse cliente. Volto mais tarde, está bem? Analisando e reavaliando a situação às pressas, Emily ficou nas pontas dos pés e pressionou os lábios nos dele. Dillon aceitou o beijo e deixou escapar um gemido. Cerrando os punhos em meio aos cabelos dela, ele a puxou, encostando-a em seu peito. Emily falou de encontro à boca de Dillon: – Está certo. Faça o que tem que fazer. Nos vemos mais tarde. – Então não vou ter que voltar para o meu apartamento? – Ele sorriu grudado aos lábios dela. – Se você insistir, de verdade, acho que posso dormir na minha casa. – Pare de bancar o engraçadinho, Dillon. Estarei à sua espera. – Prometo que você vai ter minha atenção exclusiva. Dillon entrelaçou os dedos aos dela e Emily o acompanhou até a porta. Depois de lhe dar um último beijo, ela o observou sair. Quando a porta foi fechada com um baque, Olivia retornou do quarto. Afundando no sofá, deu um tapinha no assento ao seu lado. – Muito bem, desembuche. O que está acontecendo? – Ele só está parecendo muito distante, sabe? – respondeu Emily, sentando-se ao lado da amiga. – Olha, você sabe que eu não suporto o Dillon. – Olivia fez uma pausa e bateu o dedinho no próprio queixo. – Na verdade, eu o odeio. – Emily revirou os olhos e Olivia riu. – Mas em defesa dele, e só porque meu irmão e ele trabalham no mesmo escritório, eles realmente têm de cuidar de contas em potencial. – Certo, mas por acaso Trevor sai cinco noites por semana por causa disso? – Não, mas acho que o Dilluído é um corretor mais agressivo. Considerando que é um babaca, isso não me surpreende. – Muito bem, amiga, já chega de esculhambar ele – disse Emily, balançando a cabeça. Olivia riu e Emily refletiu sobre as palavras da amiga. – Talvez eu esteja exagerando. Não sei. Acho que meu cérebro está entrando em curto nessa de tentar me adaptar à morte da minha mãe e à mudança. Olivia colocou uma das mãos no ombro de Emily, os olhos se abrandando com compaixão. – É muita coisa para absorver de uma vez só. Não imagino como seria passar por isso. – Olivia a puxou e lhe deu um abraço apertado. – Você é uma mulher forte, vai se sair bem. Eu sei que vai. – Obrigada, Olivia, sério. Não sei o que teria feito sem você. Fui abençoada em tê-la como colega de quarto na faculdade e agora estou morando aqui com você. Sinceramente, vou ficar lhe devendo essa para sempre. Olivia riu. – Agora você pegou pesado no dramalhão. – Ela se levantou e pegou o filme que Emily havia alugado. Depois de colocá-lo no aparelho de DVD, se acomodou de volta no sofá. – Hoje é a noite das meninas.
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