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Todo Dia É Segunda-Feira (Cód: 7383418)

José Mariano Beltrame

Sextante / Gmt

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Descrição

José Mariano Beltrame podia ser apenas mais uma presença efêmera na cadeira da Segurança Pública no Rio de Janeiro, afinal nenhum dos seus antecessores durou mais que três anos no cargo. José Mariano podia nunca ter se tornado o secretário Beltrame. Podia ter continuado na Polícia Federal, dedicando a vida a investigar complexos casos de tráfico internacional de drogas pelos quatro cantos do Brasil. Podia nunca ter saído de Santa Maria. Mas ele estava trabalhando na Polícia Federal no Rio de Janeiro em 2006, quando a segurança pública passava por mais uma crise sem precedentes. Isso mudaria de forma radical a sua história e a da cidade em que escolheu morar. Beltrame aceitou o desafio de assumir a Secretaria de Segurança e se tornou o mais conhecido – e duradouro – secretário de um estado marcado pela violência. Neste livro, ele divide experiências e angústias, revela bastidores dos momentos mais tensos no cargo e faz um relato minucioso da reunião que antecedeu a ocupação do Complexo do Alemão, em 2010. Além disso, fala sobre o nascimento das Unidades de Polícia Pacificadora, as UPPs, que acabaram ficando conhecidas até mesmo fora do Brasil. A primeira delas, em 2008, surgiu da certeza de que era necessário desestabilizar o tráfico em seu próprio território. Uma decisão aparentemente simples, cuja implementação nunca tinha dado certo. O livro traz as duras batalhas de Beltrame e de sua equipe no combate ao tráfico e às milícias. Relata diversos momentos de ocupações e de como a polícia teve de ser adaptada e aprimorada ao longo do processo. Por outro lado, não se furta a comentar assuntos mais sensíveis, como o futuro das ocupações nas favelas e as críticas à repressão nas recentes manifestações. Ao contar sua história, José Mariano se revela um homem de caráter ímpar, com um comprometimento raro com a causa pública, algo a que os brasileiros estão muito pouco acostumados.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Sextante / Gmt
Cód. Barras 9788543100401
Altura 23.00 cm
I.S.B.N. 9788543100401
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Número da edição 1
Ano da edição 2014
Idioma Português
Número de Páginas 208
Peso 0.23 Kg
Largura 16.00 cm
AutorJosé Mariano Beltrame

Leia um trecho

De tudo o que vivi nestes anos na Secretaria de Segurança, nada foi tão marcante quanto os episódios desencadeados a partir do dia 25 de novembro de 2010, que culminaram no dia 28. Talvez, para o cidadão comum, a esta altura, as retomadas da Vila Cruzeiro e do Complexo do Alemão sejam apenas peças da história recente. Mas para os milhares de servidores públicos envolvidos na operação, aquele momento expressava o próprio sentido de existência da polícia. Uma profissão marcada pela crítica, pelas demandas infinitas, pelo desarranjo de políticas equivocadas e, no caso particular do Rio de Janeiro, pelo assustador poder de fogo dos traficantes escondidos nos morros. O imponderável nos fez desaguar naquele fim de semana numa situação de tudo ou nada para o secretário de Segurança, para o governo do Rio, para a sociedade fluminense e, até pela proporção que tomou, para a afirmação do Brasil perante o mundo. A chegada à Vila Cruzeiro provocou uma fuga em massa de bandidos para o Complexo do Alemão, com tudo transmitido ao vivo e a cores pela televisão. Um choque de realidade difícil de en16 tender e de encarar, sobretudo para o carioca de bem que começava a ter esperanças no projeto das Unidades de Polícia Pacificadora, as UPPs. Intuitivamente, eu e minha equipe interpretávamos toda aquela expectativa em torno do Alemão como algo muito especial, diferente das outras centenas de operações que havíamos planejado e executado. Em uma única cartada, era ganhar ou colocar a perder as fichas acumuladas em anos de trabalho. Após a fuga de bandidos da Vila Cruzeiro, no dia 25, caímos numa caótica rotina de avaliação de recursos, construção de cenários e análise de feedback dos policiais em campo. Precisávamos dimensionar nossos limites e a repercussão na sociedade. Foram dois dias de reuniões, nos quais se juntaram à cúpula da Secretaria os chefes das polícias do Rio e os representantes das forças federais – um somatório de recursos, uma coalizão pouco comum pela rapidez da adesão e pela agilidade nas soluções. Tudo indicava que algo inédito estava para acontecer no Rio de Janeiro. Entre os dias 26 e 27 discutimos diversas estratégias e formas de redução de danos. Uma enxurrada de informações, impossíveis de serem devidamente processadas a tempo. Pode parecer estranho, mas em inteligência policial o excesso às vezes é tão prejudicial quanto a ausência de dados. Ainda assim, no domingo, dia 28, com carta branca do governador Sérgio Cabral, nós entrávamos no Complexo do Alemão e, para surpresa geral, sem disparar um tiro. É praticamente impossível recuperar todos os detalhes dos bastidores daqueles momentos decisivos. Mas à época concordei com a ideia de gravar algumas horas dessas reuniões. Entendo que a transcrição de determinados pormenores vá contextualizar o acon17 tecido e, em especial, reconhecer o profissionalismo e a capacidade de trabalho das pessoas que participaram ativamente das decisões. Três anos já se passaram: uma eternidade dentro do caldeirão que é a segurança pública do Rio. Alguns seguem fazendo o mesmo trabalho, outros se aposentaram e outros, por motivos diversos, ocupam novos postos. Sou grato a todos eles. Uma das virtudes do grupo que se mantém comigo desde 2007 é a de ter construído um ambiente de extrema confiança. O que é reservado se mantém reservado. Eu mesmo tenho apenas conhecimento dos originais dessa gravação e só uma pessoa guarda esse material. O cenário das gravações é o meu gabinete, onde revirávamos mapas que mostravam as diferentes entradas e os entraves do Complexo. Havíamos entrado no Alemão – não para ocupar – em 2007. Mais de mil homens, 19 mortos e uma eterna polêmica sobre violência policial. Naquela época, por cautela, a polícia só operava nas franjas dos morros; não fazia uma verdadeira incursão na área havia sete anos, segundo relato dos próprios agentes. A passividade transformara as favelas da região em verdadeiros bunkers, quase impenetráveis. Eu tinha consciência de que a segunda entrada no Complexo durante a minha gestão devia ser definitiva. Na maior parte do tempo, escutei o que os responsáveis pelo setor operacional tinham a dizer e a sugerir. Ao assistir aos vídeos, as imagens lembram aqueles filmes antigos, com generais planejando uma batalha. Na realidade, tratava-se do nosso maior desafio, a retomada da central do crime no Rio. Olhando para trás, me pergunto se hoje eu teria a mesma coragem e ousadia.

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