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Totens (Cód: 4069409)

Medeiros,Sergio

Iluminuras

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Descrição

Uma das coisas que sempre me chamaram a atenção no trabalho de Sérgio Medeiros é o seu quase absoluto desinteresse por uma paisagem humana, por uma paisagem composta apenas pelo homem. Basta ver qualquer um de seus livros de poemas-anotados-como-ficção ou qualquer um de seus ensaios. Um dia, distraidamente, perguntei a ele sobre essa questão. Respondeu rápido que ainda não havia pensado muito bem sobre isso, mas que fazia sentido o meu comentário. Depois, elaborou ainda duas ou três anotações de conversa e demos por encerrado o assunto. Agora, este 'Totens' reúne dois de seus trabalhos mais recentes, ainda inéditos, Enrique Flor e Os eleto esquis. E totem como uma intimidade às avessas, extra-humana e exposta [ainda que proibida]. Tudo a ver com aquela conversa.
O primeiro, personagem desdobrado ao infinito da música [estamos diante de um livro que não termina, não tem fim, mas que continua], que vem de um Portugal famigerado, mas retirado antes e depois do Ulisses de James Joyce, como um “organista compositor nos Trópicos”, me parece ser o abismo construído por ele para adentrar essa paisagem devastada, a dos homens, sem perder de vista, principalmente, um nó problemático que pode ser lido em todo o seu trabalho: o sex appeal vegetal. São anotações que armam um pequeno tratado ao contrário sobre o casamento do homem e da arte com a mudez da natureza; é também uma tentativa de tocar mais de perto a alma da mata virgem tropical numa espécie de etnografia torta. Enrique Flor faz parte dessa insuficiência civilizada que, ao chegar aos trópicos, tira a roupa e se refestela com a linha livre de ser quase árvore, quase animal, quase um diabo, quase nada e quase tudo ao mesmo tempo.
O segundo, composto de uma coletividade, os eleto esquis, que são uma espécie de pequenos seres encardidos de mundo, muito preocupados em ver e dar notícia do que veem, metidos numa simbiose de vida sazonal com o homem. Esses pequenos seres são, de fato, o bafo quente do verão de um Brasil central que arde e provoca um sem número de miragens: não se sabe onde começam os eleto esquis nem onde terminam os homens e vice-versa, exatamente como o BAFO. E aí a cartografia lendária e ficcional desses seres desfaz qualquer ideia de percurso para tocar o profundo de um país que não se vê; logo, que não se lê; o que interessa é tocar as zonas de superfície onde se desnudam toda moral e todo tabu.
Por essas e outras é que esses dois livros de Sérgio Medeiros, agora reunidos sob este elo de adoção – 'Totens' –, não são uma visão nem uma reiteração da natureza, nem poema, nem narrativa, mas outra coisa, algo como uma interdição de palavra e silêncio nessa paisagem devastada de todos nós, algo como um canto de pássaro na música de Olivier Messiaen, um de seus compositores favoritos. O outro é John Cage.

Características

Peso 0.31 Kg
Produto sob encomenda Não
Editora Iluminuras
I.S.B.N. 9788573213690
Altura 19.00 cm
Largura 13.50 cm
Profundidade 1.50 cm
Número de Páginas 184
Idioma Português
Acabamento Brochura
Cód. Barras 9788573213690
Número da edição 1
Ano da edição 2012
AutorMedeiros,Sergio