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Um Ano na Provence (Cód: 4911861)

Mayle, Peter

Sextante / Gmt

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Descrição

Vencedor do prêmio Melhor Livro de Viagem do British Book Awards, Um ano na Provence é uma das mais divertidas, adoradas e bem-sucedidas obras do gênero já publicadas.

Quem não gostaria de largar tudo e recomeçar a vida num dos lugares mais charmosos do mundo? Peter Mayle e sua mulher fizeram o que, para a maioria de nós, continua sendo apenas um sonho quando resolveram morar numa casa rural no sul da França.

Em seu primeiro ano na Provence, Peter, um ex-publicitário inglês, realizou um registro mês a mês de sua ambientação à nova realidade e de suas incríveis descobertas e surpresas. A começar pela gastronomia e pela paisagem, passando pelos hábitos interioranos dos franceses e as diferenças culturais, tudo é contado em detalhes, com descrições deslumbrantes e um humor refinado e irresistível.

Saboreie os comentários sobre os pastis, os azeites e a comida; encante-se com a humildade dos cozinheiros anônimos capazes de superar grandes chefs parisienses; divirta-se com as implicâncias de um vizinho belicoso que faz de tudo para expulsar os turistas; alegre-se com as pitorescas corridas de cabras; e espante-se com a força do perturbador vento mistral, que arranca telhas e destrói encanamentos.

Livros de receitas e guias da região costumam nos seduzir com refeições fartas, coloridas e apetitosas, plantações de lavanda, belíssimos vinhedos e céus azuis. Mas nada como conhecer o relato em primeira mão de quem deixou a cidade grande para se entregar à experiência de desfrutar tudo isso, num local onde o tempo é governado pelas estações, não pelos dias.

Todos os prazeres rústicos da vida provençal estão reunidos neste retrato fascinante, misto de caderno de viagens, crônica e romance – obra que deve ser degustada como o melhor dos vinhos.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Sextante / Gmt
Cód. Barras 9788575429402
Altura 21.00 cm
I.S.B.N. 9788575429402
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Tradutor Waldéa Barcellos
Número da edição 1
Ano da edição 2013
Idioma Português
Número de Páginas 240
Peso 0.28 Kg
Largura 14.00 cm
AutorMayle, Peter

Leia um trecho

Janeiro

O ano começou com um almoço. Apesar de toda a alegria forçada e dos beijos e brindes à meia--noite, sempre achamos a véspera de ano-novo uma ocasião deprimente, com seus excessos de última hora e suas resoluções predestinadas ao fracasso. Por isso, quando soubemos que ali no povoado de Lacoste, a alguns quilômetros de distância, o proprietário do Le Simiane estava oferecendo à sua clientèleum almoço de seis pratos, acompanhado de champanhe rosé, esse nos pareceu um modo mais prazeroso de iniciar os doze meses seguintes. O pequeno restaurante de paredes de pedra estava lotado já às 12h30. Encontravam-se ali algumas barrigas de se tirar o chapéu: famílias inteiras com a forma física resultante da dedicação de duas ou três horas à mesa todos os dias; os olhos baixos e a conversa deixada para depois, no cumprimento do ritual preferido dos franceses. O dono do restaurante, homem que, não se sabe como, tinha aperfeiçoado a arte de adejar, apesar de seu tamanho respeitável, trajava um smoking de veludo e gravata-borboleta. Seu bigode, alisado com brilhantina, vibrava com entusiasmo enquanto ele descrevia, enlevado, o menu: foie gras, musse de lagosta, carne en croûte, saladas servidas com azeite extra virgem, queijos selecionados pessoalmente, sobremesas de uma leveza inacreditável, digestifs. Era uma ária gastronômica que ele interpretava a cada mesa, beijando com tanta frequência a ponta dos dedos que deve ter ferido os lábios. Quando o último “bon appétit” foi pronunciado, um quase silêncio amistoso tomou conta do restaurante à medida que a refeição recebia a merecida atenção. Enquanto comíamos, minha mulher e eu recordávamos outros dias de ano-novo, em sua maio-ria passados na Inglaterra, debaixo de um manto impenetrável de nuvens. Era difícil associar ao dia 1º de janeiro o sol e o céu de um azul intenso; mas, como todos não paravam de nos dizer, isso era perfeitamente normal. Afinal de contas, estávamos na Provence. Estivéramos ali muitas vezes como turistas, loucos por nossa cota anual de duas ou três semanas de calor de verdade e luz forte. Quando íamos embora, entristecidos e com o nariz descascando, prometíamos a nós mesmos que um dia iríamos morar ali. Falávamos sobre isso durante os prolongados invernos cinzentos e os verões verdes, cheios de umidade. Com a obsessão de um viciado, olhávamos fotografias de vinhedos e feiras de povoados. Tínhamos o sonho de acordar com o sol entrando pela janela do quarto. E agora, de certo modo para nossa própria surpresa, ali estávamos. Nosso comprometimento era total. Tínhamos comprado uma casa, feito aulas de francês, nos despedido, despachado nossas duas cadelas e nos tornado estrangeiros. No final, tudo acontecera bem depressa – quase por impulso – por conta da casa. Nós a vimos em uma tarde e antes do jantar já estávamos morando nela em pensamento. Ela se situava acima da estrada rural que liga os dois povoados medievais montanhosos de Ménerbes e Bonnieux, ao final de uma trilha de terra batida, em meio a cerejeiras e videiras. Era um, mas, ou casa rural, construído com pedras da região, que por conta de duzentos anos de exposição ao vento e ao sol tinha adquirido uma cor desbotada entre o caramelo e o cinza-claro. Sua existência teve início no século XVIII com apenas um aposento. E, no estilo imprevisível das construções agrícolas, a casa tinha se ampliado para dar abrigo a filhos, avós, cabras e equipamentos até se tornar uma construção de três andares assimétricos. Tudo nela era sólido. A escada em espiral que ia desde a adega de vinhos até o andar mais alto era feita de pesadas lajes de pedra. As paredes, algumas com 1 metro de espessura, foram construídas para não deixar entrar o vento mistral, que, ao que dizem, pode arrancar as orelhas de um burro. Anexo aos fundos da casa ficava um pátio murado e, depois dele, uma piscina de pedra branca descorada. Havia três poços, árvores que já proporcionavam boa sombra e esguios ciprestes verdes, cercas vivas de alecrim e uma gigantesca amendoeira. Ao sol da tarde, com as venezianas de madeira semicerradas como pálpebras sonolentas, ela era irresistível. Além disso, estava protegida dos horrores do desenvolvimento imobiliário. Os franceses têm uma queda por construir jolies villas onde quer que o código de edificações permita, e às vezes onde ele não permite, especialmente em áreas rurais até então belas e intocadas. Tínhamos visto essa epidemia medonha em torno da antiga cidadezinha de Apt: caixas feitas daquele tipo especial de cimento cor-de-rosa lívido que permanece lívido, por mais que seja atacado pelas condições climáticas. Pouquíssimas áreas rurais da França estão a salvo, a não ser que tenham sido oficialmente tombadas, e uma das grandes vantagens dessa casa era sua localização dentro de um parque nacional, sagrado para o patrimônio francês, ao qual as betoneiras não tinham acesso. As montanhas Lubéron começam a subir imediatamente atrás da casa até atingir seu ponto mais elevado a mais de mil metros de altura; e seus contrafortes acidentados se estendem por mais de 60 quilômetros de leste a oeste. Cedros, pinheiros e carvalhos mantêm a paisagem perpetuamente verde e fornecem abrigo para javalis, coelhos e aves de caça. Flores silvestres, tomilho, lavandas e cogumelos crescem entre as rochas e à sombra das árvores; do cume, num dia claro, veem-se de um lado os Baixos Alpes e do outro o Mediterrâneo. Durante a maior parte do ano pode-se caminhar por oito ou nove horas sem que se aviste um carro ou um ser humano sequer. O maciço Lubéron é uma extensão de nosso quintal dos fundos com 100 mil hectares, um paraíso para os cães e uma barricada permanente contra ataques surpresa por parte de vizinhos inesperados.

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R$ 26,20
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