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Um Brasileiro na China - O Globo Livros (Cód: 1852788)

Scofield Jr.,Gilberto

Nova Fronteira

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Um Brasileiro na China - O Globo Livros

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Descrição

'Quando o diretor de redação de O Globo, Rodolfo Fernandes, me convidou para ser o correspondente do jornal em Pequim, na China, ainda no início de 2004, eu já vislumbrava um pouco os possíveis transtornos que deveriam viver jornalistas
estrangeiros num país cujo governo ainda não gosta muito de dar satisfações de seus atos a ninguém (talvez apenas ao Partido Comunista da China) e tampouco vê com bons olhos jornalistas de modo geral (imaginem jornalistas estrangeiros).
Chegando em Pequim, em meados de 2004, pude perceber que meus medos não deveriam ser bem esses. Ou melhor, não apenas esses. E que a China, esse (ainda) desconhecido país de história milenar, é um lugar de que se aprende a gostar, mas
que parece surpreender a cada dia (ainda que se ache que se viu o sufi ciente e que nada, a tal altura, pode fazer o seu queixo cair). Para o bem e para o mal'.

Características

Peso 0.44 Kg
Produto sob encomenda Sim
Editora Nova Fronteira
I.S.B.N. 9788500020605
Altura 23.00 cm
Largura 15.50 cm
Profundidade 0.00 cm
Idioma Português
Acabamento Brochura
Cód. Barras 9788500020605
País de Origem Brasil
AutorScofield Jr.,Gilberto

Leia um trecho

Apresentação Quando o diretor de redação de O Globo, Rodolfo Fernandes, me convidou para ser o correspondente do jornal em Pequim, na China, ainda no início de 2004, eu já vislumbrava um pouco os possíveis transtornos que deveriam viver jornalistas estrangeiros num país cujo governo ainda não gosta muito de dar satisfações de seus atos a ninguém (talvez apenas ao Partido Comunista da China) e tampouco vê com bons olhos jornalistas de modo geral (imaginem jornalistas estrangeiros). Chegando em Pequim, em meados de 2004, pude perceber que meus medos não deveriam ser bem esses. Ou melhor, não apenas esses. E que a China, esse (ainda) desconhecido país de história milenar, é um lugar de que se aprende a gostar, mas que parece surpreender a cada dia (ainda que se ache que se viu o sufi ciente e que nada, a tal altura, pode fazer o seu queixo cair). Para o bem e para o mal. Logo na chegada, dei graças por não sofrer de agorafobia, ou medo de lugares públicos. A China é um mar de gente que se orienta numa espécie de caos organizado. Coisa de profi ssional. Numa roda de conversa, um estrangeiro do tipo rico-explorador-de-rincões contou uma história: a China era o único lugar do mundo que ele havia visitado em que nunca fi cou só. Estava lá ele armando sua barraca em pleno deserto de Taklimakan (ou Gobe, não lembro bem), todo prosa por fi nalmente sentir o silêncio das areias desérticas, quando, de uma hora para outra, aparece uma cabeça de chinês dentro da barraca perguntando que diabos era aquilo e o que ele fazia ali. A China transforma em clichê vazio aquela história de "país de contrastes" que tanto ouvimos sobre o Brasil. Bobagem. Contraste é a batalha de titãs entre, de um lado, 137 milhões de internautas chineses (quase um Brasil) e, de outro, o governo de Pequim e seus trinta mil censores tentando controlar o que as pessoas vêem e ouvem na rede. Tarefa de maluco? Pode ser. Mas um país que se diz de socialismo de mercado já deveria saber que, pelas regras do mercado, informação é moeda. E valiosa. Capaz de... digamos, derrubar governos. Então vemos que a China é hoje de um liberalismo crescente quando o tema é economia, e de um autoritarismo absoluto quando o assunto muda para política ou direitos individuais. Ao mesmo tempo, oitocentos milhões (60% da população) moram no campo e a maioria nunca ouviu sequer falar em internet. Contraste é isso. Mas todo mundo tem casa, comida, hospital e educação, correto? Não é bem assim. Nunca vou esquecer a primeira vez que minha empregada me contou a fortuna que gastou com consulta, exames e remédios num hospital... público! À primeira vista, o visitante que chega à China tende a acreditar que o comunismo faliu com a queda dos regimes ditos de esquerda, mas o fato é que o comunismo chinês não faliu. Modernizou-se. Ou se transformou em algo que eu ainda não percebi direito no que vai dar. Mas tenho minhas pistas e algumas delas a gente vai compartilhar neste livro. Não há a pretensão de explicar um país de cinco mil anos de história. Tratase de um livro de crônicas, um olhar brasileiro (e obviamente pessoal, ainda que viciadamente acostumado a ouvir o outro lado da moeda) sobre um país que fi ca literalmente do outro lado do planeta. Um país que, num resumo muito grosseiro e superfi cial, repete, com seu crescimento acelerado e seu viés autoritário, o Brasil das décadas de 1960 e 1970, o do milagre nos anos de chumbo da ditadura militar. Socialmente e do ponto de vista comportamental, por conta da internet, de milhões de celulares, iPods, mp3 players, além de centenas de canais de TV aberta e a cabo, o país oscila entre a mentalidade da década de 1950 ("Mulher divorciada? Que horror! Gay na família? Que horror! Discutir sexo em casa? Que horror!) e a da década atual, com todos os seus questionamentos sobre sexo na adolescência, com a hipervalorização do consumo, da aparência e da celebridade e com a preocupação com o futuro na velhice. Quando procurava um apartamento para alugar em Pequim, dei de cara com um proprietário que resume as contradições da China de hoje. Dono de vários apartamentos em Pequim e bem relacionado com o Partido Comunista, o chinês mora num condomínio fechado de classe média alta, em um apartamento cuja decoração pode ser resumida pela expressão "quanto mais espalhafatoso e modernoso, melhor". Na mesa de centro, revistas de moda, comportamento e decoração. Prestes a assinar o contrato do apartamento de dois quartos, ele pergunta, a mim e a meu companheiro, Rodrigo: Apresentação "Mas por que vocês, dois rapazes, querem fazer de um dos cômodos um escritório, se cada um pode dormir num quarto?" "Porque preferimos dormir juntos na cama de casal. O outro quarto será um escritório com um sofá-cama para recebermos visitas", respondemos. O chinês empalideceu, e a fi cha, parece, caiu. Na mesma hora, ele disse que concordaria em alugar o apartamento para nós apenas se concordássemos em adicionar uma cláusula ao contrato permitindo que ele, dono do apartamento e vizinho de andar no prédio, aparecesse de surpresa e vistoriasse o lugar na hora que fosse, sem aviso prévio, quando quisesse. "Afi nal", disse ele, "não sei se vocês podem estar riscando as paredes do imóvel." E, como manda a boa e velha mão invisível do mercado, saímos de cena e alugamos outro apartamento, de um proprietário chinês que não apenas não queria saber o que faríamos no lugar como foi logo pedindo dois meses de aluguel adiantado. Como todo bom comunista-capitalista. Boa leitura.