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Um Caso Perdido - Hopeless (Cód: 7396974)

Colleen Hoover

Galera Record

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Descrição

Sky cataloga garotos como sabores de sorvete. Alguns são baunilha, outros um pouco mais ousados. Mas nenhum a empolga. Em seu último ano de escola, conhece Dean Holder, um rapaz com uma reputação capaz de rivalizar com a dela. Em um único encontro, ele conseguiu amedrontá-la e cativá-la. E algo nele faz com que memórias de seu passado conturbado comecem a voltar, mesmo depois de todo o trabalho que teve para enterrá-las. Mas o misterioso Holder também tem sua parcela de segredos e quando eles são revelados, a vida de Sky muda drasticamente.

Características

Editora Galera Record
Cód. Barras 9788501403940
Altura 21.00 cm
I.S.B.N. 9788501403940
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Tradutor Priscila Catão
Número da edição 1
Ano da edição 2014
Idioma Português
Número de Páginas 384
Peso 0.46 Kg
Largura 14.00 cm
AutorColleen Hoover

Avaliações

Avaliação geral: 4.9

Você está revisando: Um Caso Perdido - Hopeless

ana recomendou este produto.
18/04/2016

MARAVILHOSSO!!!

Este é o melhor livro que ja li. É uma linda e surpreendente historia de amor....lindo
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Jeane recomendou este produto.
05/04/2016

ótimo

De uma história até normal na adolescência, para uma grande lição de moral, que faz querer com que nós leitores vivam cada momento !
Parabéns para Colleen Hoover, que sou enfatizar cada parte dessa maravilhosa história !
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ingrid recomendou este produto.
29/03/2016

incrivel

não esperava nada de um livro ya porem me surpreendeu mesmo e acabou se tornando meu livro favorito.
a autora escreve bem e seu final é inacreditável.
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Laura recomendou este produto.
02/02/2016

Maravilhoso

Linda história, muito emocionante!!! Daquelas que vc sente o coração apertar de tanto amor.
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Andressa recomendou este produto.
04/12/2015

❤️❤️

Melhor livro da vida
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NAO EMPRESTO LIVROS.COM.BR recomendou este produto.
03/12/2015

MUITO BOM

Um Caso Perdido é um Drama New Adult, intenso que te faz perder as horas na leitura. Resenha em: www.naoemprestolivros.com.br
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Aline recomendou este produto.
02/06/2015

Sem palavras

Experiencias e expectativas maravilhosa recomento pois é uma livro que entramos de cabeça......
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ju recomendou este produto.
26/04/2015

Excelente

Simplesmente maravilhoso, passei fds lendo, não conseguia parar.
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Natalia recomendou este produto.
04/07/2014

Autora Maravilhosa

Ainda não li este livro, mas estou super ansiosa para lê-lo.
Tive o prazer de ler outros três livros da autora e me encantei pela escrita e pelos assuntos que são abordados, ela totalmente me surpreendeu. Não espero nada menus deste livro, quem puder ler os outros livros, leia.
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Gabrielle recomendou este produto.
04/07/2014

Excelente.

Simplesmente um caso perdido mais perfeito de todos. O único livro que me fez ficar com um gostinho de quero mais. Parabéns a autora, pois foi o primeiro livro que de fato consegui terminar de ler em menos de uma semana.
MAGNIFICO. =)
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Aline recomendou este produto.
04/07/2014

OMG! PERFEITO

Estou sem palavras! É simplesmente incrível! É lindo, envolvente... A história é ótima, e a mensagem é ainda mais linda!
AMEI! Entrou para os favoritos!
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MARCIA13 recomendou este produto.
04/06/2014

Adorei

Esse livro me surpreendeu, gostei muito da narrativa, lindo demais!!!
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Janaína recomendou este produto.
04/05/2014

Muito Satisfeita!!

Meu acabei de ler esse livro, e estou sem palavras para falar do conteúdo. Só tenho a disser para quem for ler que ele é MARAVILHOSA e muito polemico também, mas a destreza
que levou o assunto adiante mostrou como a autora é dedicada a passar o que realmente deseja. este livro é simplesmente perfeito!!
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Leia um trecho

7 Domingo, 28 de outubro de 2012 19h29 Levanto e olho para a cama, prendendo a respiração com medo dos sons que estão surgindo do fundo de minha garganta. Não vou chorar. Não vou chorar. Ajoelhando-me lentamente, apoio as mãos na beirada da cama e passo os dedos nas estrelas amarelas espalhadas pelo azul-escuro do edredom. Fico encarando as estrelas até começarem a desfocar por causa das lágrimas que embaçam minha visão. Aperto os olhos e afundo a cabeça na cama, agarrando o cobertor. Meus ombros começam a tremer enquanto os soluços que tentava conter irrompem de mim violentamente. Com um movimento rápido, eu me levanto, grito e arranco o cobertor da cama, jogando-o do outro lado do quarto. Cerro os punhos e olho ao redor freneticamente, procurando mais alguma outra coisa para atirar. Pego os travesseiros da cama e os arremesso no reflexo do espelho, na garota que não conheço mais. Fico observando a menina do espelho me encarar de volta, soluçando de forma patética. A fraqueza de suas lágrimas me deixa furiosa. Começamos a correr uma em direção à outra até nossos punhos colidirem no vidro, quebrando o espelho. Vejo-a se desfazer em um milhão de pedacinhos brilhantes sobre o carpete. Agarro as bordas da cômoda e a empurro para o lado, soltando outro grito que estava preso há muito tempo. Após o móvel cair, abro uma das gavetas e arremesso o conteúdo pelo quarto, rodopiando, jogando e chutando tudo o que encontro pela frente. Agarro as cortinas azuis e as puxo até o suporte quebrar e estas caírem ao meu redor. Estendo o braço para as caixas empilhadas no canto do quarto e, sem nem saber o que tem dentro delas, pego a que está no topo e a lanço na parede com tanta força quanto meu corpo de 1,60m consegue reunir. — Odeio você! — grito. — Odeio você, odeio você, odeio você! Estou jogando tudo o que encontro pela frente em cima de tudo o que está na minha frente. Toda vez que abro a boca para gritar, sinto o gosto de sal das lágrimas que me escorrem pelas bochechas. De repente, os braços de Holder me seguram por trás e me prendem com tamanha firmeza que fico imobilizada. Eu me balanço, me viro e grito mais ainda até parar de pensar no que estou fazendo. Passo a reagir apenas. — Pare — diz ele calmamente em meu ouvido, sem querer me soltar. Escuto o que ele diz, mas finjo que não ouvi. Ou simplesmente não me importo. Continuo me debatendo em seus braços, que me apertam mais. — Não encoste em mim! — grito o mais alto que posso, arranhando-lhe os braços. Mas Holder não liga para isso. Não encoste em mim. Por favor, por favor, por favor. A pequena voz ecoa na minha cabeça, e imediatamente amoleço o corpo em seu abraço. Fico mais fraca conforme minhas lágrimas se fortalecem e me consomem. Eu me transformo num mero recipiente para as lágrimas que não param de cair. Sou fraca e estou deixando ele vencer. O aperto de Holder fica mais fraco, e ele põe as mãos nos meus ombros. Em seguida, me vira para ele. Não consigo nem sequer encará-lo. Eu me derreto em seu peito de tanta exaustão e frustração, agarrando sua camisa enquanto soluço, a bochecha encostada em seu coração. Sua mão toca a parte de trás de minha cabeça, e ele leva a boca até meu ouvido. — Sky. — A voz dele está calma, inabalada. — Você precisa sair daqui. Agora. Sábado, 25 de agosto de 2012 23h50 Dois meses antes... Gostaria de pensar que a maioria das decisões que tomei nesses meus 17 anos foi inteligente. Espero que a inteligência seja medida proporcionalmente e que minhas poucas decisões idiotas pesem menos que as inteligentes. Se for mesmo assim, amanhã vou precisar tomar várias decisões boas, pois deixar Grayson entrar escondido pela janela do meu quarto três vezes nesse mês pende bastante a balança para o lado das idiotices. No entanto, só é possível medir a estupidez de uma decisão com o tempo... então pelo jeito terei de esperar para ver se serei descoberta antes de julgar qualquer coisa. Apesar do que está parecendo, não sou uma vagabunda. A não ser, é claro, que o conceito de vagabunda se baseie no fato de que fico com várias pessoas, mesmo que não me sinta atraída por nenhuma. Considerando isso, é até possível argumentar. — Vá logo — articula ele com os lábios, por trás da janela fechada, nitidamente irritado com minha lerdeza. Destravo a janela e a deslizo para cima da forma mais silenciosa possível. Karen pode até ser uma mãe não muito convencional, mas, em relação a garotos entrarem escondidos pela janela do quarto à meia-noite, é a típica mãe repressora. — Silêncio — sussurro. Grayson ergue o corpo, joga uma perna por cima do beiral e entra no quarto. O fato de as janelas deste lado da casa estarem a 1 metro do chão ajuda bastante; é quase como se eu tivesse minha própria porta. E, na verdade, Six e eu provavelmente usamos mais as janelas que as portas para ir de uma casa à outra. Karen já está tão acostumada com isso que nem sequer comenta mais o fato de minha janela ficar aberta a maior parte do tempo. Antes de fechar a cortina, olho para a janela do quarto de Six. Ela acena para mim com uma das mãos enquanto puxa o braço de Jaxon, que também está entrando no quarto dela, com a outra. Assim que ele entra, põe a cabeça para fora da janela. — Me encontre em sua caminhonete daqui a uma hora — sussurra ele bem alto para Grayson, e depois fecha a janela e puxa as cortinas de Six. Six e eu somos grudadas desde que ela se mudou para a casa ao lado quatro anos atrás. As janelas de nossos quartos são adjacentes, o que é extremamente conveniente. No início, as coisas eram bem inocentes. Quando tínhamos 14 anos, eu entrava escondida no quarto dela à noite, roubávamos sorvete do freezer e assistíamos a filmes. Com 15 anos, começamos a convidar garotos para entrarem escondidos em nossos quartos, tomar sorvete e ver filmes com a gente. Aos 16 anos, os garotos passaram a importar mais que filmes e sorvete. Agora, aos 17, só nos damos o trabalho de sair de nossos respectivos quartos depois que os garotos vão embora. É então que o sorvete e os filmes voltam a ser mais importantes. Six troca de namorado com a mesma frequência com que troco os sabores do sorvete. O sabor do mês para ela é Jaxon. O meu é Rocky Road. Grayson e Jaxon são melhores amigos e foi por isso que eu e Grayson começamos a ficar. Quando o sabor do mês de Six tem um melhor amigo, ela tenta empurrá-lo sutilmente para mim. E Grayson é o maior gato. Tem um corpo incrível, cabelo perfeitamente desleixado, olhos escuros penetrantes... tudo nesse nível. A maioria das garotas que conheço se sentiria privilegiada só de estar no mesmo cômodo que ele. Pena que eu não ache isso. Fecho as cortinas e, ao me virar, vejo que Grayson está a centímetros de meu rosto, pronto para começar. Ele toca minhas bochechas e abre seu sorriso arranca-calcinha. — Oi, linda. Antes que eu possa responder, seus lábios cumprimentam os meus com um beijo molhado. E continua me beijando enquanto tira os sapatos, que ele descalça sem dificuldade alguma enquanto vamos em direção à minha cama, ainda com as bocas coladas. A facilidade com que ele faz as duas coisas simultaneamente é impressionante e perturbadora. Sem pressa, ele me acomoda na cama. — Sua porta está trancada? — Vá conferir — digo. Ele me dá um beijo rápido nos lábios antes de saltar da cama para ver se a porta está mesmo trancada. Já estou com Karen há treze anos e jamais fiquei de castigo; não quero dar motivos para ela começar a fazer isso agora. Daqui a algumas semanas vou fazer 18 anos, mas duvido que ela mude a forma de me educar, não enquanto eu continuar morando na casa dela. Não que a forma como tenta me educar seja algo ruim. É apenas... bem contraditória. Ela sempre foi rígida comigo. Nunca tivemos internet, celulares, nem mesmo televisão, porque ela acredita que a tecnologia é a origem de todos os males do mundo. No entanto, é extremamente leniente com outras coisas. Me deixa sair com Six sempre que quero e, contanto que eu avise onde estou, a hora em que chego em casa não importa. Mas jamais abusei muito dessa regra, então talvez tenha hora para chegar em casa e só não saiba disso ainda. Ela não liga se solto um palavrão, apesar de eu raramente fazer isso. Às vezes, até me deixa beber vinho no jantar. Conversa comigo como se eu fosse mais uma amiga que uma filha (apesar de ter me adotado 13 anos atrás) e, de alguma maneira, consegue fazer com que eu seja (quase) totalmente sincera sobre tudo o que acontece na minha vida. Não existe meio-termo com ela. Ou é extremamente leniente ou extremamente rígida. É uma liberal conservadora. Ou uma conservadora liberal. Seja lá o que for, é difícil entendê-la, e foi por isso que desisti há anos. O único assunto que já nos fez discutir foi o ensino público. Estudei em casa a vida inteira (o ensino público é outra origem de todos os males do mundo) e venho implorando para frequentar um colégio desde que Six pôs essa ideia em minha cabeça. Tenho me candidatado para algumas universidades e acho que minhas chances aumentariam se pudesse acrescentar algumas atividades extracurriculares nas inscrições. Depois de meses de súplicas, minhas e de Six, Karen finalmente cedeu e deixou que eu me matriculasse para o último ano. Eu poderia conseguir os créditos de que preciso para completar meu programa de ensino domiciliar em apenas alguns meses, mas uma pequena parte de mim sempre quis a vida de uma adolescente normal. Claro que se eu soubesse que Six começaria um intercâmbio na mesma semana em que compartilharíamos nosso primeiro dia de aula juntas, eu nunca levaria a sério a ideia de estudar num colégio. No entanto, sou imperdoavelmente teimosa e prefiro enfiar um garfo na parte carnuda da mão do que dizer a Karen que mudei de ideia. Tentei evitar o pensamento de que não vou ter Six comigo este ano. Sei o quanto ela queria o intercâmbio, mas meu lado egoísta estava torcendo para que não desse certo. Fico apavorada só de pensar em passar por aquelas portas sem ela. Contudo, sei que nossa separação é inevitável e que, mais cedo ou mais tarde, vou ser obrigada a fazer parte do mundo real onde existem outras pessoas além de Six e Karen. Minha falta de acesso ao mundo real foi totalmente substituída por livros, e não deve ser muito saudável viver na terra dos finais felizes. Ler também me ensinou sobre os horrores (possivelmente exagerados) do ensino médio, dos primeiros dias de aula, das panelinhas, das garotas malvadas. E, segundo Six, já tenho uma certa reputação só por ser amiga dela, o que não ajuda em nada. Six não tem um passado muito comportado, e, pelo visto, alguns dos garotos com quem fiquei não costumam manter segredo. Juntando as duas coisas, imagino que meu primeiro dia de aula vai ser bem interessante. Não que eu me importe com isso. Não me matriculei para fazer amizades nem para impressionar ninguém, então, contanto que minha reputação injustificada não interfira no meu objetivo principal, tudo vai ficar bem. Assim espero. Grayson volta para a cama após verificar que a porta está trancada e abre um sorriso sedutor para mim. — Que tal um pequeno strip-tease? Ele balança os quadris e levanta um pouco a camisa, deixando à mostra o abdômen sarado. Estou começando a perceber que ele mostra o abdômen sempre que pode. Grayson é basicamente o típico bad boy egocêntrico. Rio quando ele gira a camisa acima da cabeça e a joga em mim. Ele desliza o corpo em cima do meu mais uma vez e põe a mão na minha nuca, ajustando minha boca de novo. Faz pouco mais de um mês que Grayson entrou escondido no meu quarto pela primeira vez, e na mesma hora ele deixou claro que não queria nenhum relacionamento sério. E eu deixei claro que não queria nenhum relacionamento sério com ele, então nos demos bem desde o início. Claro que ele é uma das únicas pessoas que conheço no colégio, então me preocupo que isso talvez estrague essa coisa boa que está rolando entre nós — que é absolutamente nada. Ele está aqui há menos de três minutos e já colocou a mão por dentro da minha camisa. Acho que ficou bem claro que ele não está aqui pelo meu papo interessante. Seus lábios desgrudam dos meus e chegam até meu pescoço, então aproveito o intervalo para inalar profundamente e tentar sentir alguma coisa mais uma vez. Qualquer coisa. Fixo o olhar no teto, nas estrelas de plástico que brilham no escuro, percebendo vagamente os lábios que se aproximam dos meus seios. São setenta e seis. As estrelas, quero dizer. Sei disso porque nas últimas semanas tive tempo de sobra para contá-las durante esses momentos desagradáveis. Eu, deitada, imperceptivelmente indiferente enquanto Grayson explora meu rosto, pescoço e, às vezes, meus seios, com lábios curiosos e excitados demais. Se não estou curtindo, por que deixo ele fazer isso? Jamais senti alguma ligação emocional com os garotos com quem fico. Ou melhor dizendo, com os garotos que ficam comigo. Infelizmente é algo bem unilateral. Apenas um garoto chegou perto de provocar alguma reação física ou emocional em mim, mas no fim das contas acabou sendo apenas uma ilusão autoinduzida. O nome dele era Matt, e saímos juntos por menos de um mês, até suas idiossincrasias começarem a me irritar. Por exemplo, ele só tomava água de garrafa com um canudo. E suas narinas se expandiam quando ele se aproximava para me beijar. E o fato de ele ter dito que me amava somente três semanas após decidirmos namorar. Pois é. A última descoberta foi uma maravilha. Tchauzinho, Matty. Six e eu já analisamos minha falta de reações físicas com garotos muitas vezes. Por um tempo, ela desconfiou que eu devia ser lésbica. Quando tínhamos 16 anos, após um beijo muito breve e constrangedor para “testar” essa teoria, chegamos à conclusão de que não era esse o caso. Não é que eu não goste de ficar com garotos. Gosto, sim — caso contrário, não ficaria com eles. Mas não gosto disso pelos mesmos motivos das outras garotas. Nunca fiquei caidinha por ninguém. Ninguém jamais me fez sentir frio na barriga. Na verdade, desconheço totalmente essa sensação de ficar encantada por alguém. A verdadeira razão pela qual gosto de ficar com garotos é a seguinte: me sinto completa e confortavelmente entorpecida. São em situações como esta em que estou agora com Grayson que gosto de desligar a mente. Ela se desliga por completo, e gosto disso. Meus olhos estão focados nas 17 estrelas no quadrante direito superior da constelação no teto. De repente, volto bruscamente à realidade. As mãos de Grayson se aventuraram além do que deixei no passado; rapidamente percebo que ele desabotoou minha calça jeans e que seus dedos estão na borda de algodão da minha calcinha. — Não, Grayson — sussurro, empurrando sua mão. Ele retira a mão, geme e depois pressiona a testa no meu travesseiro. — Qual é, Sky. — Ele está respirando forte em meu pescoço e apoia o peso no braço direito, olhando para mim, tentando me conquistar com seu sorriso. Já mencionei que sou imune ao sorriso arranca-calcinha dele? — Por quanto tempo vai ficar fazendo isso? — Ele desliza a mão pela minha barriga e aproxima as pontas dos dedos da minha calça mais uma vez. Fico horrorizada. — Isso o quê? — Tento sair de baixo dele. Ele ergue o corpo, se apoiando nas mãos, e olha para mim como se eu fosse totalmente sem noção. — Essa história de pagar de “santinha”. Já não aguento mais, Sky. Vamos fazer isso de uma vez por todas. O que me faz voltar a pensar que, ao contrário do que dizem por aí, não sou uma vagabunda. Nunca transei com nenhum dos garotos com quem fiquei, nem mesmo com Grayson, que está fazendo bico na minha frente neste exato momento. Sei que não reagir sexualmente poderia facilitar e me fazer transar com pessoas aleatórias. No entanto, também sei que é exatamente por isso que não devo transar. Sei que, no instante em que fizer isso, os boatos vão deixar de ser apenas boatos. Tudo vai passar a ser verdade. E a última coisa que quero é que as fofocas sobre mim se concretizem. Acho que posso creditar meus quase 18 anos de virgindade puramente à teimosia. Pela primeira vez nesses dez minutos em que ele está aqui, percebo o cheiro de álcool. — Você está bêbado. Empurro seu peito. — Eu disse para você não aparecer mais aqui bêbado. Ele sai de cima de mim, e eu me levanto para abotoar a calça e ajeitar a camisa. Fico aliviada por ele estar bêbado. Estou mais do que querendo que vá embora. Ele se senta na beirada da minha cama, agarra minha cintura e me puxa para perto. Em seguida, põe o braço ao meu redor e encosta a cabeça na minha barriga. — Desculpe-me — diz ele. — É que eu quero tanto você que acho que não vou aguentar mais vir aqui se não puder tê-la toda para mim. — Ele abaixa as mãos e encosta na minha bunda, depois pressiona os lábios na pele entre minha calça e minha camisa. — Então não venha mais aqui. — Reviro os olhos e me afasto dele. Em seguida, vou até a janela. Quando abro a cortina, vejo Jaxon saindo do quarto de Six. De alguma maneira, nós duas conseguimos condensar as visitas de uma hora para dez minutos. Olho para Six, e ela me lança um olhar de “hora de escolher um sabor novo”. Ela sai pela janela logo depois de Jaxon e se aproxima de mim. — Grayson também está bêbado? Confirmo com a cabeça. — Terceiro strike. — Eu me viro e olho para Grayson, que está deitado na cama, sem perceber que já passou da hora de ir embora. Vou até a cama e pego sua camisa, arremessando-a no rosto dele. — Se manda — digo. Ele olha para mim e ergue a sobrancelha. Quando vê que estou falando sério, sai da cama de má vontade e calça os sapatos fazendo bico, como se fosse um menininho de 4 anos. Eu me afasto para que ele possa sair. Six espera Grayson sair pela janela e depois sobe por ela enquanto um dos garotos murmura a palavra “vagabas”. Já dentro do quarto, Six revira os olhos, vira-se e põe a cabeça do lado de fora. — Engraçado, nós somos vagabas porque vocês não comeram ninguém. Canalhas. Ela fecha a janela e vai até a cama, deixando-se cair no colchão e cruzando as mãos atrás da cabeça. — E mais um já era. Acho graça, mas minha risada é interrompida por uma forte batida na porta do quarto. Destranco-a na mesma hora e dou um passo para o lado para que Karen entre. Seus instintos maternais não me desapontam. Ela olha freneticamente ao redor do quarto até avistar Six na cama. — Droga — diz ela, virando-se para ficar de frente para mim. Ela põe a mão nos quadris e franze a testa. — Jurava que tinha escutado algum garoto aqui dentro. Vou até a cama e tento disfarçar o pânico total que se espalha pelo meu corpo. — E está desapontada porque... — Às vezes não entendo mesmo as reações dela. Como já disse... é contraditório. — Você vai fazer 18 anos daqui a um mês. O tempo que tenho para deixá-la de castigo pela primeira vez está se esgotando. Precisa começar a aprontar um pouco mais, menina. Suspiro aliviada ao perceber que ela só está brincando. Quase me sinto culpada por ela não suspeitar de que a filha estava sendo apalpada cinco minutos antes neste mesmo quarto. Meu coração bate tão forte no peito que fico com medo de que possa escutar. — Karen? — diz Six atrás da gente. — Se serve de consolo, dois caras bonitinhos estavam se agarrando com a gente ainda agora, mas nós os expulsamos logo antes de você chegar porque eles estavam bêbados. Fico boquiaberta e me viro para lançar a Six um olhar que eu espero ser capaz de lhe dizer que o sarcasmo não tem muita graça quando o que se diz é verdade. Mas Karen ri. — Bem, talvez amanhã à noite vocês arranjem uns gatinhos sóbrios. Não preciso mais me preocupar com a possibilidade de Karen escutar meu coração, pois ele parou de vez. — Gatinhos sóbrios, é? Acho que posso providenciar isso — diz Six, piscando para mim. — Você vai dormir aqui? — pergunta Karen a Six ao voltar para a porta. Six dá de ombros. — Acho que hoje vamos ficar lá em casa. É a última semana que tenho para curtir minha própria cama pelos próximos seis meses. Além disso, tem Channing Tatum na minha tele visão. Olho para Karen e vejo que vai começar. — Não, mãe. — Começo a me aproximar dela, mas vejo seus olhos ficando lacrimosos. — Não, não, não. — Quando a alcanço, já é tarde demais. Ela está aos prantos. Se tem uma coisa que não suporto é gente chorando. Não porque fico emotiva, mas porque me irrita. E é constrangedor. — Só mais um — diz ela, correndo para Six. Ela já a abraçou umas dez vezes hoje. Quase acho que ela está mais triste que eu por Six ir embora daqui a alguns dias. Six atende ao pedido de um décimo primeiro abraço e pisca para mim por cima do ombro de Karen. Praticamente tenho de separar as duas à força, para que Karen saia do meu quarto. Ela anda até a porta e se vira mais uma vez. — Espero que você conheça um italiano bem gato — diz ela para Six. — Espero que eu conheça mais que um — comenta Six impassível. Quando a porta se fecha após Karen sair, me viro, pulo na cama e dou um murro no braço de Six. — Você é uma vaca — digo. — Não foi engraçado. Achei que ela havia acreditado. Ela ri, segura minha mão e se levanta. — Vamos. Tem Rocky Road lá em casa. Ela não precisa pedir duas vezes.
Um Caso Perdido - Hopeless (Cód: 7396974) Um Caso Perdido - Hopeless (Cód: 7396974)
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