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Um Herói Para Wondla - Série Wondla - Vol. 2 (Cód: 4914711)

DiTerlizzi, Tony

Intrinseca

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Um Herói Para Wondla - Série Wondla - Vol. 2

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Descrição

Eva Nove está a bordo de uma aeronave, cruzando o planeta Orbana rumo à cidade humana de Nova Ática. Ela tem certeza de que esse é o modo perfeito de começar uma nova vida ao lado de Andrílio, seu amigo caeruleano — em especial após a perda trágica de Mater, a robô que cuidava da menina desde seu nascimento. Contudo, como muitas outras coisas em Orbona, as aparências enganam. No novo lar, Eva não apenas encontra pessoas — esse foi o sonho que guiou sua busca desde o início —, mas também descobre os segredos dos Santuários e o passado de seu mundo. E quando dúvidas vêm à tona, ela se pergunta se ter ido para Nova Ática foi uma decisão acertada.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Intrinseca
Cód. Barras 9788580573527
Altura 23.00 cm
I.S.B.N. 9788580573527
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Tradutor Renata Pettengill
Número da edição 1
Ano da edição 2013
Idioma Português
Número de Páginas 368
Peso 0.37 Kg
Largura 16.00 cm
AutorDiTerlizzi, Tony

Leia um trecho

Eva Nove viu um gira-barbatana bater os três pares de asas e juntar- se ao bando. Os pássaros alienígenas gorjearam, criando um coro de outro mundo enquanto planavam acima dos prédios e construções remanescentes que um dia fi zeram parte da cidade de Nova York e agora se encontravam erodidos pelo tempo e descoloridos pelo sol. A leste, acima da linha do horizonte, o sol matinal iluminava imensas nuvens brancas que pairavam sobre as ruínas antigas. Eva percorreu o labirinto serpenteante de paredes desmoronadas e vigas de aço enferrujadas, e parou em frente a uma coluna isolada coberta de gigantescos liquens folhosos. Pegou da bolsa a garrafa vazia e tirou a tampa. Então, arrancou da coluna uma enorme folha corrugada e começou a enrolá-la. Torceu e retorceu a folha até extrair algumas gotas de água. Sério? Só isso?, pensou Eva enquanto a água pingava no fundo da garrafa. Vai demorar uma eternidade. Eu devia ter guardado os tabletes de hidratação. Ela deu um suspiro e arrancou outra folha. Caminhando pelas avenidas antigas de um mundo devastado, Eva parou à entrada escancarada e sombria de um túnel de acesso a uma biblioteca havia muito esquecida. Uma centelha de memória lhe trouxe à mente o urso-d’água gigante, Otto, cavando aquele túnel como um cachorro de estimação tamanho família. Eva fechou os olhos. Embora ele estivesse distante dali com sua manada, ela sabia que o fiel companheiro se sentia tranquilo e satisfeito. Eva possuía uma ligação com Otto. Parecia ser a única capaz de ler a mente do animal. Não sabia explicar como conseguia fazer aquilo. Ela apenas sentia. Eva abriu os olhos e observou o horizonte desértico, a perder de vista, além das ruínas. — Estou feliz por você, Otto — sussurrou ela. — Também vou me juntar à minha manada. Sorridente, a menina continuou andando até o acampamento. Na sombra de um arco de aço corroído, um alienígena esguio e azul estava sentado com as pernas arqueadas para trás. O cæruleano Andrílio Kitt parecia organizar o conteúdo espalhado de um alforje que pendia de um planador estacionado, cujas asas eram semelhantes às de uma gaivota. — Você tinha razão, Andri — disse Eva, aproximando-se do amigo, e sacudiu a garrafa quase cheia. — Coletei uma quantidade razoável de água. Mas machuquei os dedos da mão boa por causa de todo aquele torce e retorce. Andrílio ergueu o olhar para Eva e, em seguida, retomou sua tarefa. — Seus ferimentos estarão curados em breve — falou ele com a voz suave e rouca. — E não se preocupe com sua mão. Você ficará mais forte e tudo será mais fácil. — Ele desafivelou o segundo alforje e começou a vasculhá-lo. — Mas logo precisaremos procurar alguma comida para o café da manhã. — Comida, hein? Imagino que você não se interesse por essas aqui, não é? Eva tirou da bolsa uma fruta-vox e sorriu. Andrílio parou o que fazia, com uma expressão de surpresa genuína em seu rosto peludo. — Oih-ah! Fruta-vox! Aqui? Muito bem, Eva Nove. Muito bem. — Ele levantou a mão de dedos grossos, e Eva arremessou-lhe uma das frutas. — Pois é — respondeu Eva. — Encontrei essas crescendo no que parecia ser uma estação de transporte subterrâneo. Peguei o máximo que consegui carregar. Ela abriu a bolsa abarrotada com a fruta exótica. — Que grande achado. Agora venha aqui. — Andrílio deu batidinhas no chão a seu lado. — Veja o que encontrei. Eva ajoelhou-se perto de Andrílio e despejou água na garrafa vazia do amigo. Em seguida, após beber um gole da própria garrafa, a menina arrepiou-se toda ao olhar para a coleção de espólios. Assim como o planador, aqueles itens um dia tinham pertencido ao caçador dorceano Feraptor. Seus objetos haviam sido separados em montinhos e dispostos no colchonete de Andrílio. — Já disse que acho estranho mexer nas coisas dele — falou Eva, guardando a garrafa na bolsa. — Não quero nada daquele monstro. O semblante predatório de Feraptor permanecia na memória de Eva. Parte dela ainda temia que o caçador fosse pular das sombras e capturá-la de novo. Andrílio bebeu um gole da água e assentiu. Em seguida pegou um pequeno dispositivo de madeira com vários botões. — Sim, sim, Eva, mas nunca se sabe do que vamos precisar. Como isto aqui. E entregou a ela o dispositivo. — Ai, eu desisto — desabafou a menina, olhando para o objeto sem demonstrar o menor interesse. — O que é isto? — Um Chamador de Pássaros Variável. É só girar os botões para atrair qualquer espécie de pássaro. Andrílio girou um dos botões maiores, produzindo o gorjeio familiar ao do gira-barbatana. — Está bem... Mas por que eu chamaria outros gira-barbatanas? Já há muitos deles aqui, não acha? Ela devolveu o chamador de pássaros para Andrílio. — Talvez — respondeu ele em tom prudente, guardando o objeto no bolso. — Mas, por outro lado, pode ser muito útil no futuro. Eva ficou se perguntando se haveria gira-barbatanas pelos quatro cantos de Orbona. — Está bem. Mas de que outros objetos de Feraptor nós realmente precisamos? Andrílio passou a mão por cima dos montinhos de acessórios bizarros e abriu uma bolsa. Vários transcodificadores de voz saíram rolando. — O que acha desses aqui? — Andrílio pegou uma das geringonças esféricas. — Descubra se nosso visitante está disposto a utilizá- lo. Tenho certeza de que ele se sentiria mais à vontade se entendesse o que falo. E rolou o transcodificador até Eva. — Certo, você tem razão... como sempre. — Eva levantou-se e ergueu uma fruta-vox. — Também vou ver se ele quer experimentar um pouco da comida local. Eva atravessou uma planície desértica de cascalhos esparsos e chegou a um trecho arenoso. Lá estava uma nave arredondada sob trens de pouso robustos. O sol já alto no céu permitiu a Eva ver que a pintura original da nave era um quadriculado brilhante preto com dourado, mas os anos de negligência haviam custado caro. Uma carapaça de metal corroído era visível sob trechos de tinta velha descascando, o que fazia a nave parecer um inseto gigante trocando de pele. Ao longo das muitas fileiras de pequenos propulsores de flutuação que circundavam a nave, fuligens e manchas provenientes do escapamento marcavam a região inferior da lataria oxidada. Ao lado de um dos faróis, sob a janela da cabine de comando, lia-se um nome pintado em letras estilizadas: Biju. Abaixo, havia fileiras de adesivos na forma de humanos. Enquanto Eva contava os adesivos, tentando imaginar o que representavam, a rampa de acesso na barriga da nave se abriu com um chiado. Eva teve um vislumbre de seu reflexo no vidro de um dos faróis antes de en - trar. A menina que via refletida ali tinha aparência suja e desgre - nhada. Endireitando-se, Eva puxou e esticou a túnica amarrotada na tentativa de ajeitá-la. Para alisá-la ainda mais, passou a mão enfaixada na frente da roupa, mas tudo o que conseguiu foi espalhar a poeira que havia se entranhado em cada dobra do tecido. Desviando o foco de seu traje, Eva desfez uma das tranças compridas que prendiam o ca belo no alto, afastado do pescoço. Uma vez soltas, as madeixas louro -escuras cascatearam pelos ombros. Eva passou os dedos na cabeleira, tentando arrumá-la, mas seus esforços foram em vão. A nuca já suava, abafada pelos cachos grossos. — Eca! — disse Eva, soltando um suspiro de frustração. — Ah, deixa para lá. Ela fez um novo coque no cabelo e prendeu-o bem firme com uma trança. Ao se aproximar da rampa de acesso à nave, Eva escutou uma batida de música eletrônica vinda de dentro. A menina parou no início da rampa e gritou: — Bom dia, Hailey. Você está com fome? Olááááááá! A música não parou, tampouco houve resposta. Eva gritou de novo. Por fim, andou na ponta dos pés rampa acima e espiou o compartimento de carga da nave todo entulhado. Foi recebida pelo odor característico de óleo lubrificante. Era um cheiro familiar a Eva, o de sua antiga casa, de seu Santuário, o que tinha um efeito tranquilizador, de certa forma. O aroma de máquinas. Máquinas feitas para pessoas. Máquinas como aquela nave, que a levaria para uma cidade cheia de gente. A sensação era de que, depois de tanto tempo procurando e fugindo, seu sonho — seu WondLa — havia se realizado. Aquela imagem quase destruída de uma menininha, um robô e um adulto dera a Eva esperanças de que haveria outros iguais a ela: humanos, só esperando para serem encontrados. Mas sua busca se deu em terrenos que não eram como a Terra sobre a qual tanto aprendera. Eram lugares infestados de tocaieiros-do-areal monstruo sos, árvores devoradoras de pássaros e rainhas alienígenas malévolas. Justamente quando havia perdido toda e qualquer esperança na existência de outros humanos no mundo, uma nave viera do céu. Uma nave pilotada por um garoto chamado Hailey... Na noite anterior, Hailey disse a Eva e a Andrílio que tinha ido até ali a fim de levá-los para a cidade humana. A fim de levar Eva para casa. O jovem piloto lhes explicou que a nave precisaria recarregar as baterias por uma noite e ofereceu acomodações para repousarem na cabine da nave. Apesar dos apelos de Eva para ficarem a bordo, Andrílio preferiu dormir ao ar livre. Eva argumentou que tinha muitas perguntas a fazer, mas a verdade é que estava mesmo curiosa e animada para passar algum tempo na companhia do primeiro humano que conhecia em seus doze anos de vida.

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