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Um Modelo para a Morte - Os Suburbanos - O Paraíso dos Crentes (Cód: 2611311)

Borges, Jorge Luis; Bioy,Adolfo Casares

Globo Editora

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Descrição

Um modelo para a morte / Os suburbanos / O paraíso dos crentes, de Jorge Luís Borges & Adolfo Bioy Casares (240 pp.), não foi, na verdade, escrito por Borges ou Bioy Casares, mas por B. Suárez Lynch, um discípulo de H. Bustos Domecq. Como, porém, Bustos Domecq é na verdade Borges e Casares, neste livro eles são discípulos de si mesmos. Como seria de esperar, o belo, complexo e sofisticado jogo de xadrez e de espelhos que é a obra de Borges, ao se fundir e confundir com o humor cerebral de Casares, gera desdobramentos que são, de um lado, sérias questões de modernidade literária (envolvendo autoria, paródia, citação, invenção, gênero etc.), e de outro, puro deleite inteligente - como aliás haveria de ser em histórias policiais, que é afinal do que se trata. A competente tradução é de Maria Paula Gurgel Pinheiro, e o esclarecedor e instigante prefácio, de Júlio Pimentel Pinto.

É portanto o prefácio que assim sintetiza: 'Tal qual Bustos Domecq, o texto de Suárez Lynch associa investigação rigorosa com sátira ininterrupta, exageros racionais com saídas ilógicas, discursos bem articulados e ações planejadas com comentários aleatórios e reações espontâneas. Por trás desse jogo de contrastes (um duplo equivalente à duplicidade de autoria), a mesma valorização da oralidade que caracterizava os textos do mestre. [...] Recolheram o policial da periferia da literatura canonizada e o elevaram; os recursos para tanto foram vários: a valorização de seus aspectos formais, a introdução de reflexões filosóficas, a entonação satírica e a determinação de um lugar privilegiado para o leitor'. Deleite inteligente, dissemos.

Um modelo para a morte é então um desdobramento (em mais de um sentido) da obra de Bustos Domecq, incluindo o gênero, que se poderia chamar de conto policial enxadrístico (desde que se lembre do antigo aforismo segundo o qual o xadrez é muita ciência para ser um mero jogo, e muito jogo para ser somente ciência), e também os principais personagens, como o barbeiro-prisioneiro-detetive-por-dedução Don Isidro Parodi.

Os suburbanos e O paraíso dos crentes, por sua vez, dão mais uma volta no parafuso moderno, partindo do gênero mais cinematográfico da literatura, o policial, para voltar ao próprio cinema: pois não se trata de contos, e sim de dois roteiros. Ou talvez não. Pois como reconhece o próprio Bioy Casares em seus diários, eles nada entendiam de roteiros. Eventualmente, um deles, o primeiro, foi de fato filmado (Los orilleros, direção Ricardo Luna, 1975, 90 min). Mas isto não passa de uma casualidade ou de uma ironia borgeana. Pois estes são roteiros cinematográficos policiais escritos para serem lidos como os contos policiais que, comumente, parecem ter sido escritos para virarem roteiros...

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Globo Editora
Cód. Barras 9788525046017
Altura 21.00 cm
I.S.B.N. 9788525046017
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Número da edição 1
Ano da edição 2008
Idioma Português
País de Origem Brasil
Número de Páginas 240
Peso 0.44 Kg
Largura 14.00 cm
AutorBorges, Jorge Luis; Bioy,Adolfo Casares

Leia um trecho

- O senhor é nativo? - sussurrou, com ávida timidez, Marcelo N. Frogman, aliás Coliqueo Frogman, aliás Cachorro Molhado Frogman, aliás Atkinson Frogman, redator, impressor e distribuidor em domicílio do boletim mensal El Malón. Escolheu o canto noroeste da cela 273, sentou-se de cócoras e tirou dos fundos das bombachas um pedaço de cana-de-açúcar e o chupou babosamente. Parodi o olhou sem alegria: o intruso era loiro, .ácido, pequeno, calvo, sardento, enrugado, fétido e sorridente. - Nesse caso - prosseguiu Frogman -, apelarei à minha inveterada franqueza. Vou lhe confessar que eu não agüento os estrangeiros, sem excluir os catalães. É claro que por ora estou escondidinho na sombra, e até nesses artigos de combate em que dou a cara para bater sem fazer fita, troco agilmente de pseudônimo, passando de Coliqueo a Pincén e de Catriel a Calfucurá. Confino-me nos limites da mais estrita prudência, mas no dia em que a falange vier abaixo, vou ficar mais contente que um gordinho na gangorra, só para você ficar sabendo. Tornei pública esta decisão dentro das quatro paredes da sede central da A. A. A. - a Associação Aborigenista Argentina, o senhor sabe - onde nós, os índios, costumamos nos reunir a portas fechadas para tramar a independência da América. (Um modelo para a morte)

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