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Uma História do Mundo - Como Se Formou A Primeira Cidade, Como Nasceu o Primeiro... (Cód: 4259122)

Coimbra, David

L&PM

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Descrição

Você já parou para pensar por que o homem abandonou centenas de milhares de anos de vida nômade e decidiu se fixar num único lugar na Terra? Por que as pessoas se juntam em cidades? Por que o homem moderno vive como vive, com suas crenças, medos e culpas? Uma história do mundo foi escrito para responder a essas e a outras tantas perguntas.

David Coimbra elaborou um instigante panorama sobre a constituição da humanidade – fruto de quarenta anos de leituras e pesquisas – que permite saborear a História sob um ângulo diferente. Começando com os primeiros vestígios da vida humana na Terra e viajando entre os patriarcas hebreus e os povos do Oriente Médio, o autor dá um salto no tempo para Napoleão e os grandes arqueólogos da História – passando com engenhosidade e um toque de humor por Homero, Megan Fox e Dilma Rousseff – e retornando para o Antigo Egito, onde grande parte da consciência do homem ocidental foi urdida.

Características

Peso 0.38 Kg
Produto sob encomenda Não
Editora L&PM
I.S.B.N. 9788525427144
Altura 21.00 cm
Largura 14.00 cm
Profundidade 1.70 cm
Número de Páginas 272
Acabamento Brochura
Cód. Barras 9788525427144
Ano da edição 2012
AutorCoimbra, David

Leia um trecho

1. Neandertal, o solteiro feliz

 Mas como foi que derrotamos os neandertais? Trata-se de profundo mistério. Eles tinham tudo para nos vencer. Nós, que digo, somos os sapiens sapiens, os “homens duplamente sábios”. Verdade que fomos nós mesmos que nos pespegamos esse nome, mas, enfim, talvez seja merecido. Afinal, só nós sobramos dentre todas as espécies de homos: os pitecos, os erectus, os habilis e tantos mais. Logo, se o critério for a evolução de resultados, somos mesmo duplamente sábios. Só que bater os pitecos, os habilis e os erectus foram fáceis. Alguns deles se erguiam a pouco mais de metro de altura, a maioria possuía cerebrozinhos deste tamanho e, o principal, nenhum deles desenvolveu a mais eficiente de todas as ferramentas humanas: a linguagem. Mas com os neandertais era diferente. Com os neandertais, o osso era mais duro e o arroz era mais solto. Um neandertal. Imagine um vindo em sua direção: não muito alto, mas também não se podia dizer que fosse um Romário: 1 metro e 65, em média. Forte, retaco e compacto como um buldogue, uns 100 ou 120 quilos de músculos poderosos envolvendo ossos sólidos. Feito um Mike Tyson, só que mais largo e mais baixo. E de pele leitosa – peles claras absorvem melhor os raios de sol, providencial para quem vive em lugares frios como a Alemanha, onde foi descoberto o primeiro esqueleto neandertal, mas um problema se você precisa viver a vida praiana sob uma canícula de 40°C em Copacabana e não tem sempre à mão o protetor solar fator 60. Esse neandertal que avança com resolução ameaçadora para você, ele talvez leve à mão um instrumento cortante, um machado de pedra ou uma lança de sua própria lavra – ele é engenhoso, ele constrói. E o mais relevante: alguns cientistas especulam que o neandertal sabia falar. No entanto, mesmo munido de todos esses equipamentos, o neandertal sumiu. Por 70 ou 80 mil anos, conviveu conosco – os outros homos já haviam se evanescido na poeira dos milênios. Éramos nós e eles, ninguém mais. Importante: o neandertal não foi nosso antepassado. Ele era, simplesmente, diferente. Tratava-se de outro tipo de homem, que não foi absorvido, que não se mesclou ao homem moderno; que foi extinto. Isso é de fato intrigante. O gênero humano existe há bem 3 milhões de anos, ou mais. Mas aqueles antigos hominídeos foram se extinguindo, como se extinguiram os dinossauros, os pterodátilos e o pássaro dodô. O que pode levar à conclusão de que a extinção de algumas espécies é um processo natural da evolução. Será que devemos tentar mesmo preservá-las? Não tenho certeza a respeito de todas. De algumas, sim. O bacalhau. Dizem que o bacalhau está desaparecendo das águas geladas do Mar do Norte, na branca Noruega. Não quero viver num mundo sem bacalhau. Não quero me contentar com filezinho de cação salgado em vez do bacalhau à Gomes de Sá. Seja como for, suponho que algumas espécies tinham mesmo de se retirar do planeta. Como seria o mundo hoje, se todos os tipos de homem tivessem sobrevivido? Como seria a nossa convivência com homúnculos de um metro de altura que mal conseguissem articular uma frase? Seriam por nós considerados humanos? Haveria possibilidade de nos cruzarmos com eles? Com o neandertal isso pode ter ocorrido. Alguns cientistas desconfiam que haja traços de neandertal em certas pessoas do século XXI. Quer dizer: pode ter havido relação amorosa entre um neandertal e uma sapiens sapiens. O contrário, um sapiens sapiens pegar uma neandertal, duvido que ocorresse. Um sapiens sapiens, delgado, algo quebradiço, não se agradaria de uma mulher tão mais vigorosa do que ele. E ela tampouco se sentiria atraída por aquele ser frágil, menos másculo do que ela. Mas um neandertal encantar uma sapiens sapiens, isso é totalmente lógico. Conheço muitas mulheres que adorariam se repoltrear com um neandertal de bom tamanho. Imagine o drama. Os pais da sapiens sapiens não aceitando a relação, dizendo que o neandertal não era homem para ela. O filho dessa união sendo discriminado na caverna. Realmente, acredito nessa possibilidade. Deve haver descendentes de neandertais por aí. Suspeito de um antigo zagueiro do Guarany de Bagé e do pai de uma ex-namorada minha. De qualquer maneira, direta ou indiretamente, seja pela guerra, seja pela consumpção de recursos vitais, nós, sapiens sapiens, exterminamos os neandertais. Há mais ou menos 280 ou 290 séculos que não se tem notícia do neandertal, o que é um zapt-zupt em termos de tempo biológico. Como conseguimos? Se não foi a força física, se não foi a inteligência superior, se não foi a habilidade da fala, se nada disso nos auxiliou a derrotar os neandertais, o que nos deu tal vantagem?