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Uma Longa Jornada (Cód: 4974786)

Sparks, Nicholas

Arqueiro

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Cartão Saraiva

Descrição

Aos 91 anos, com problemas de saúde e sozinho no mundo, Ira Levinson sofre um terrível acidente de carro. Enquanto luta para se manter consciente, a imagem de Ruth, sua amada esposa que morreu há nove anos, surge diante dele.


Mesmo sabendo que é impossível que ela esteja ali, Ira se agarra a isso e relembra diversos momentos de sua longa vida em comum: o dia em que se conheceram, o casamento, o amor dela pela arte, os dias sombrios da Segunda Guerra Mundial e seus efeitos sobre eles e suas famílias.


Perto dali, Sophia Danko, uma jovem estudante de história da arte, acompanha a melhor amiga a um rodeio. Lá, é assediada pelo ex-namorado e acaba sendo salva por Luke Collins, o caubói que acabou de vencer a competição.

Ele e Sophia começam a conversar e logo percebem como é fácil estarem juntos. Luke é completamente diferente dos rapazes privilegiados da faculdade.
Ele não mede esforços para ajudar a mãe e salvar a fazenda da família. Aos poucos, Sophia começa a descobrir um novo mundo e percebe que Luke talvez tenha o poder de reescrever o futuro que ela havia planejado. Isso se o terrível segredo que ele guarda não puser tudo a perder.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Arqueiro
Cód. Barras 9788580411959
Altura 23.00 cm
I.S.B.N. 9788580411959
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Tradutor Maria Clara De Biase
Número da edição 1
Ano da edição 2013
Idioma Português
Número de Páginas 368
Peso 0.43 Kg
Largura 16.00 cm
AutorSparks, Nicholas

Leia um trecho

1
Início de fevereiro, 2011
Ira

Às vezes acho que sou o último da minha espécie. Meu nome é Ira Levinson. Sou sulista e judeu, e me orgulho de ter sido chamado de ambas as coisas em uma ocasião ou outra. Além disso, sou velho. Nasci em 1920, ano em que o álcool foi proibido e as mulheres conquistaram o direito de votar. Muitas vezes me perguntei se esse foi o motivo de minha vida ter sido como foi. Afinal, nunca bebi e a mulher com quem me casei ficou na fila para votar em Roosevelt assim que teve idade para isso. Dessa forma é fácil imaginar que o ano do meu nascimento de algum modo foi determinante. Meu pai teria zombado desse pensamento. Ele acreditava em regras. “Ira”, dizia-me quando eu era novo e trabalhava com ele em sua loja de roupas e artigos masculinos, “deixe-me lhe dizer o que você nunca deve fazer”, e então dizia. Chamava isso de suas Regras para a Vida. Cresci ouvindo as regras do meu pai para quase tudo. Algumas delas eram de natureza moral, baseadas nos ensinamentos do Talmude – e provavelmente as mesmas que a maioria dos pais ensinava aos filhos. Aprendi, por exemplo, que nunca deveria mentir ou roubar, mas meu pai – que era judeu não praticante, como ele mesmo se descrevia na época – costumava focar mais nas coisas práticas. Nunca saia na chuva sem chapéu. Nunca toque em uma boca de fogão, porque, mesmo que seja improvável, ainda pode estar quente. Fui alertado a nunca contar meu dinheiro em público nem comprar jóias de um homem na rua, por mais que parecesse um ótimo negócio. E esses nunca não tinham fim, mas, apesar de sua natureza aleatória, eu seguia quase todas as regras, talvez porque nunca tivesse querido desapontar meu pai. A voz dele até hoje me segue por toda parte. Do mesmo modo, meu pai me dizia com frequência o que eu deveria fazer. Ele esperava honestidade e integridade em todos os aspectos da vida, mas também me disse para abrir portas para mulheres e crianças, dar apertos de mãos firmes, lembrar os nomes das pessoas e sempre dar ao cliente um pouco mais do que ele esperava. Acabei percebendo que suas regras não eram apenas a base de uma filosofia que lhe servira bem, mas diziam tudo sobre quem ele era. Como meu pai acreditava em honestidade e integridade, achava que os outros também acreditavam. Tinha fé na decência humana e presumia que os outros eram como ele. Acreditava que a maioria das pessoas, quando lhes era dada a chance, fazia o certo, mesmo que isso fosse difícil, e acreditava que o bem sempre vencia o mal. Mas não era ingênuo. “Confie nas pessoas”, dizia, “até que elas lhe dêem motivo para não confiar. E depois nunca mais fique de costas para elas.” Mais do que qualquer outra pessoa, meu pai moldou o homem que sou hoje. Mas a guerra o mudou. Ou melhor, o Holocausto o mudou. Não alterou sua inteligência – meu pai era capaz de fazer as palavras cruzadas do The New York Timesem menos de dez minutos –, mas abalou suas crenças em relação às pessoas. O mundo que achava que conhecia não fazia mais sentido e ele começou a mudar. A essa altura, estava no fim da casa dos 50 e, depois de me tornar sócio de seu negócio, passava pouco tempo na loja. Tornou-se judeu em tempo integral. Começou a frequentar com regularidade a sinagoga junto de minha mãe – falarei sobre ela mais tarde – e a apoiar financeiramente muitas causas judias. Recusava-se a trabalhar aos sábados. Acompanhou com interesse as notícias sobre a criação do Estado de Israel – e a subsequente guerra entre árabes e israelenses – e começou a ir a Jerusalém pelo menos uma vez por ano, como se procurasse algo que nunca soubera que tinha perdido. Quando meu pai envelheceu, comecei a me preocupar com aquelas viagens ao exterior, mas ele me garantiu que era capaz de cuidar de si mesmo. E de fato cuidou durante muitos anos. Apesar da idade avançada, sua mente continuava aguçada como sempre, mas o corpo, infelizmente, não se adaptou tão bem. Ele teve um ataque cardíaco aos 90 anos e, embora tivesse se recuperado, sete meses depois um acidente vascular cerebral enfraqueceu muito o lado direito do seu corpo. Mesmo assim, insistiu em cuidar de si mesmo. Recusou-se a ir para uma clínica de repouso, mas usava um andador para se locomover e continuou a dirigir, apesar das minhas súplicas para que não renovasse a habilitação. “Isso é perigoso”, eu lhe dizia, mas ele apenas dava de ombros. “O que posso fazer?”, respondia ele. “Como vou para a loja?” Meu pai morreu um mês antes de completar 101 anos, com a habilitação ainda dentro da carteira e palavras cruzadas completas na mesa de cabeceira. Teve uma vida longa e interessante e ultimamente tenho pensado muito nele. Acho que isso faz sentido, porque sempre segui seus passos. Segui suas Regras para a Vida todas as manhãs ao abrir a loja e no modo como lidei com as pessoas. Lembrei-me de nomes, dei mais do que era esperado e até hoje levo meu chapéu quando acho que há chance de chover. Como meu pai, tive um ataque cardíaco e agora uso um andador. E, embora nunca tenha gostado de palavras cruzadas, minha mente parece aguçada como sempre. Da mesma forma que meu pai, fui teimoso demais para abrir mão da minha habilitação. Pensando bem, isso provavelmente foi um erro. Se tivesse aberto, não estaria nesta situação: meu carro fora da estrada, no meio de um barranco íngreme, com o capô amassado pelo impacto com uma árvore. E não estaria fantasiando sobre alguém aparecer com uma garrafa térmica cheia de café, um cobertor e uma daquelas liteiras que carregavam os faraós de um lugar para outro. Porque esse é o único jeito de eu sair daqui vivo. Estou encrencado. Do outro lado do pára-brisa quebrado, a neve continua a cair, confusa e desorientadora. Minha cabeça está sangrando e a vertigem vem em ondas; tenho quase certeza de que fraturei o braço direito. A clavícula também. Mesmo de casaco, sinto tanto frio que estou tremendo. Seria mentira dizer que não estou com medo. Não quero morrer e graças aos meus pais – minha mãe viveu até os 96 anos – sempre achei que minha genética me permitiria ficar ainda mais velho do que já sou. Até alguns meses atrás, acreditava que ainda me restavam uns bons seis anos. Bem, talvez não bons. Não é assim que funciona na minha idade. Venho me desintegrando há algum tempo – coração, articulações, rins e partes do meu corpo começaram a falhar –, mas recentemente algo mais se somou a isso. Tumores em meus pulmões, disse o médico. Câncer. Agora meu tempo é contado em meses, não anos... Mesmo assim ainda não estou pronto para morrer. Não hoje. Há algo que preciso fazer algo que fiz todos os anos desde 1956. Uma grande tradição está chegando ao fim e, mais do que tudo, eu queria uma última chance de me despedir. Ainda assim, é estranho o que um homem pensa quando acha que a morte é iminente. Uma coisa de que tenho certeza é que, se meu tempo acabou eu preferiria não partir assim – com o corpo tremendo, dentes postiços batendo, até que enfim meu coração inevitavelmente parasse de pulsar. Sei o que acontece quando as pessoas morrem – na minha idade, já perdi as contas de a quantos funerais fui. Se pudesse escolher, preferiria partir dormindo, em casa, em uma cama confortável. As pessoas que morrem assim parecem bem no velório e foi por isso que decidi tentar ir para o banco traseiro, caso sinta o Grande Ceifador batendo em meu ombro. A última coisa que quero é que alguém me encontre aqui, congelado, sentado no banco, como uma bizarra escultura de gelo. Como tirariam meu corpo daqui? Do modo como estou espremido atrás do volante, seria como tentar tirar um piano do banheiro. Posso imaginar alguns bombeiros quebrando o gelo e me sacudindo para a frente e para trás, dizendo coisas como “Gire a cabeça para cá, Steve” ou “Mova os braços do velho para lá, Joe” enquanto tentam tirar meu corpo congelado do carro. Sacudindo, socando, empurrando e puxando até eu, com um último e grande solavanco, cair no chão. Não, obrigado. Ainda tenho meu orgulho. Portanto, como disse, se chegar a esse ponto farei o possível para ir até o banco traseiro e apenas fechar os olhos. Assim poderão me tirar com mais facilidade. Mas talvez não seja necessário. Talvez alguém veja as marcas dos pneus na estrada, as que levam diretamente ao barranco. Talvez alguém pare e grite para baixo, acenda uma lanterna e veja que há um carro aqui. Não é impossível. Está nevando e as pessoas dirigem mais devagar. Sem dúvida alguém vai me encontrar. Eles têm que me encontrar. Certo?

Avaliações

Avaliação geral: 5

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Marlene recomendou este produto.
24/07/2016

MARAVILHOSO...

NÃO TEM COMO NÃO AMAR O LIVRO HISTÓRIA LINDA ,PERFEITA...
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Amanda recomendou este produto.
30/03/2015

Fantástico!

Uma história maravilhosamente linda e com final emocionante! Sem dúvidas é um dos melhores livros que já li. Lindo demais!
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BarbaraPereira recomendou este produto.
04/06/2014

O melhor livro que já li..

Impossivel comentar algo sobre o livro, é muito perfeito, chorei demais.
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Maria recomendou este produto.
04/02/2014

melhor livro de todos

Esse é de fato o melhor livro que ja li na vida! Conquista o leitor desde as primeiras paginas e termina com um final surpreendente tipicamente "Nicholas Sparks" recomendo demais! Com certeza a melhor obra ja publicada e a melhor escrita pelo autor!
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Carlinha recomendou este produto.
04/12/2013

Livro Maravilhoso!

Ganhei de presente e li em uma semana! A história é muito linda, emocionante, chorei horroressssssss. Vale a pena!
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