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A Divina Sabedoria Dos Mestres - o Transformador Poder de Cura Das Memórias de Vidas Passadas (Cód: 9257576)

Weiss, Brian

Sextante / Gmt

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Descrição

Brian Weiss é autor de Muitas vidas, muitos mestres e já vendeu mais de 1,6 milhão de livros no Brasil.
Neste livro, Dr. Brian Weiss descreve a sabedoria espiritual e nossa jornada desde antes do nascimento até a morte e depois dela. O que pode nos ajudar e o que pode nos atrapalhar. O que pode nos abrir portas e o que pode fechá-las. O que ele aprendeu em seus reencontros com os Mestres.
O maior objetivo de nossas vidas é atingir o conhecimento íntimo de que somos almas imortais, trazidas a esta grande escola chamada Terra para aprender lições sobre amor, compaixão, paciência, equilíbrio e harmonia, não violência, fé e confiança, relações amorosas e assim por diante. O aprendizado dessas lições é a única esperança para a humanidade.
Essa não é uma tarefa fácil. Tornar-se iluminado e feliz requer um trabalho árduo. A compreensão plena é um processo contínuo e gradual, uma corrente, um fluxo que não se interrompe mesmo com a morte do corpo físico.
No entanto, se você ler este livro com cuidado, com a mente aberta e com generosidade no coração, estará caminhando na direção da verdade e do amor.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Sextante / Gmt
Cód. Barras 9788543103235
Altura 21.00 cm
I.S.B.N. 9788543103235
Profundidade 1.60 cm
Acabamento Brochura
Tradutor Fabiana Colasanti e Luiz Antônio Aguiar
Número da edição 1
Ano da edição 2016
Idioma Português
Número de Páginas 208
Peso 0.30 Kg
Largura 14.00 cm
AutorWeiss, Brian

Leia um trecho

“Passamos por tantos outros estágios, quando estamos aqui. Deixamos um corpo de bebê, passamos para o de criança, daí para o do adulto, até envelhecermos. Por que não poderíamos dar mais um passo, abandonando o corpo adulto, para atingir um plano espiritual? É o que fazemos. Nunca paramos de crescer; estamos sempre crescendo. Quando alcançamos o plano espiritual, continuamos nos desenvolvendo. Passamos por estágios diferentes de desenvolvimento. Ao chegarmos, estamos exauridos. Precisamos passar por um estágio de renovação, de aprendizado, e por um estágio de decisão. Decidimos quando, onde e por que queremos voltar. Há quem prefira não voltar. Preferem seguir para um outro estágio de desenvolvimento. E continuam na forma espiritual... alguns por mais tempo do que outros, antes de retornarem. Tudo é crescimento e aprendizado. Nosso corpo é apenas um veículo que nos serve enquanto estamos aqui. É a nossa alma e o nosso espírito que vivem para sempre.” Nossas vidas não resultam de acontecimentos e ações aleatórias. O período de cada vida é cuidadosa e sabiamente planejado para nos dar uma oportunidade de aprendizagem e evolução. 21 Escolhemos nossos pais, que são geralmente almas com que interagimos em nossas vidas anteriores. Aprendemos na infância, na juventude e na idade adulta, evoluindo espiritualmente em paralelo com nossa evolução física. Depois que nossa alma deixa o corpo, no momento da morte física, a aprendizagem continua em planos mais elevados de consciência. Revemos a vida que acabamos de deixar, aprendemos nossas lições, planejamos nossa próxima vida. A aprendizagem é permanente e não termina com a morte do corpo. Passamos por vários níveis de consciência quando nossa alma deixa o corpo físico no momento da morte. Um dos níveis importantes é o da aprendizagem, onde revemos nossa vida. Revivemos cada encontro, cada relacionamento. Sentimos as emoções das pessoas que ajudamos e das que ferimos, das que amamos ou odiamos, das que atingimos positiva ou negativamente. Sentimos suas emoções muito profundamente, porque este é um meio poderoso de aprendizagem, uma espécie de retorno instantâneo de tudo o que fizemos enquanto estávamos em nosso corpo físico. Aprendemos sobretudo através dos relacionamentos. O conceito de reencarnação explica e esclarece os relacionamentos na vida presente. Constantemente, o que aconteceu no passado distante continua influenciando os relacionamentos de hoje. Tomar consciência das causas dos problemas, enraizadas em vidas anteriores, pode curar o relacionamento presente. Essa tomada de consciência e um aprofundamento da compreensão das coisas são poderosas forças de cura. Quero apresentar um exemplo de regressão, já neste ponto do livro, porque ele explica o processo que utilizo, incluindo as técnicas e a interpretação. Até agora, este material permaneceu inédito, apesar da riqueza da experiência. Decidi fazer uma descrição detalhada dessa sessão para que você a vivencie como se tivesse estado presente. Certa vez me pediram que demonstrasse a regressão a vidas passadas em um programa de grande audiência na televisão americana. Uma repórter da rede de tevê, interessada no meu trabalho, ofereceu22 -se como voluntária. Nessa regressão, usei a técnica conhecida como Relaxamento Progressivo, uma imersão suave e gradual no estado de hipnose. A hipnose em si é apenas uma maneira de relaxar e focalizar a concentração, estimulando as funções da memória. Já falei muitas vezes, mas nunca é demais repetir: a hipnose é um processo muito simples, que não envolve nenhum risco. A sessão foi impressionante, vívida e intensa. A repórter demonstrou capacidade de vivenciar tanto sua infância quanto o período pré-natal e existências passadas, com resultados muito benéficos para sua vida e seus relacionamentos. h Era um dia quente e úmido de maio, na cidade de Nova York. A luz ofuscante e o calor emanando das poderosas luzes instaladas para a gravação da tevê só faziam aumentar o abafamento. Apesar de ter pedido um lugar calmo e silencioso, os produtores escolheram um apartamento no Centro, sem refrigeração e sufocante. Se abríamos as janelas para deixar entrar alguma brisa, havia a invasão de uma torrente de ruídos. Nessas condições tão adversas, somadas à tensão provocada pelas câmeras, comecei a pensar que as chances de ocorrer uma regressão bem-sucedida eram bastante reduzidas. Finalmente, Andrea, a repórter, chegou. Parecia menos afetada pelo calor e pelo barulho das buzinas do que pelas fortes cólicas menstruais que castigavam seu corpo. Antes de começar a gravação, reservei alguns minutos para nos conhecermos e para conversarmos sobre o processo de hipnose. Os microfones foram ativados e três câmeras estavam prontas para gravar. Iniciamos a indução hipnótica e Andrea rapidamente entrou em transe profundo. Mais tarde, ela me contou que, logo, as cólicas desapareceram. No começo, ela apenas me ouvia, enquanto eu, suavemente, lhe passava instruções: 23 – Vamos bem devagar. Quero que você fique muito à vontade. Feche os olhos. Basta seguir minhas instruções. Está tudo bem com você? Andrea assentiu com a cabeça. Estava começando a relaxar. – Muito bom. Há métodos mais rápidos, mas quero que você relaxe primeiro. Seus olhos vão ficar fechados durante toda a sessão. Primeiro, concentre-se em sua respiração. Agora, use a imaginação. Imagine que você pode de fato jogar fora, junto com o ar que sai, todas as tensões e o estresse que estão em seu corpo, e que pode inspirar uma energia belíssima, que está em torno de você. Isso vai ajudá-la a ir cada vez mais fundo. A cada respiração você irá mais fundo. Fiz uma pausa, deixando que ela respirasse profundamente algumas vezes. Prossegui fazendo-a relaxar, orientando-a para soltar cada músculo do corpo. Sua respiração foi se tornando cada vez mais lenta. Pude perceber que ela havia mergulhado num transe profundo. Eu escutava os operadores movendo-se com agilidade para fazer as tomadas, focalizando as pesadas câmeras em diferentes ângulos, enquanto a cabeça de Andrea ia pendendo devagar, absolutamente relaxada. Aqueles que já ouviram minhas fitas ou cds de meditação e os que já participaram dos workshops conhecem o processo. Quando senti Andrea relaxada, fiz com que ela visualizasse uma luz portadora de um extraordinário poder espiritual de cura. Na visualização, a luz entra pelo alto da cabeça e flui por todo o corpo, inundando células, tecidos e órgãos, e depois envolvendo toda a pessoa, como um casulo. Contei então de dez a um, levando Andrea a aprofundar ainda mais seu transe hipnótico. Conduzi-a, através da visualização, por uma escada que, descendo, chega a um jardim cheio de paz, segurança e amor. Propus então que ela começasse a voltar no tempo e descrevesse o que lhe viesse à mente. A cabeça de Andrea pendia para a frente. Ela estava num nível tão profundo, que nenhuma outra técnica tornava-se necessária. Decidi iniciar a viagem de volta no tempo, contando de cinco a um, pedindo- lhe que descrevesse uma lembrança de infância. 24 Andrea começou: – É inverno. Papai e eu estamos passeando pela vizinhança. Ele sempre me levava para esses passeios, no inverno. Estamos com o nosso cachorro, o vento está forte, cai neve, e eu adoro isso, porque é uma hora só minha com o papai, porque nenhum dos meus irmãos foi chamado. Faz muito frio, e meu pai está usando aquele lindo casaco que ele sempre veste. A voz de Andrea tornara-se infantil. O tom impostado da profissional, repórter de televisão, havia desaparecido. – Nós andamos, e chutamos a neve para cima. É noite e não há nenhum carro por perto. Nós vamos andando no meio da rua. É como se o mundo inteiro tivesse parado e só existíssemos eu e o meu pai. Um sorriso radiante iluminou seu rosto. – Quando chegarmos em casa, mamãe deve ter preparado um chocolate quente para nós. – Parece ser uma época muito feliz. Você está com o seu pai e o seu cachorro, em completa paz. – Observei algumas lágrimas nos cantos dos olhos dela. – Existe alguma tristeza nessa lembrança? Andrea fez que não com a cabeça. – Somente alegria? Ela sorriu ao responder, suavemente: – É que me dá vontade de ser criança outra vez. – Muito bem, neste momento, você pode realizar seu desejo. Vivencie isso. Você está bem ali, na neve. Você pode até mesmo, se quiser, escutar o barulho dos flocos sob seus pés e ver o seu cachorro brincando na neve. Eu queria que Andrea vivenciasse plenamente essa bonita lembrança de infância, usando todos os seus sentidos e emoções. O zumbido das câmeras começou a desviar minha atenção. Decidi abreviar a experiência e tentar alcançar níveis ainda mais profundos. Devido ao tempo limitado de gravação, eu precisava dirigir mais a sessão, fazendo conexões e interpretações de maneira diferente da que emprego com os pacientes em meu consultório. Também estava preo25 cupado com o fato de haver outras pessoas presentes que não deveriam ter acesso a informações de caráter particular. Assim, deixei que Andrea vivenciasse algumas lembranças em silêncio. Além do mais, tratava-se de uma demonstração e não de uma sessão de terapia. – É muito bonita a lembrança que você viveu agora. Gostaria que você retivesse o amor e o carinho que existem entre você e o seu pai, você e sua mãe. São lembranças maravilhosas de amor, de pureza, de afeto. Depois que você despertar, vai se lembrar disso tudo e guardar essa lembrança com cuidado: a bondade, a felicidade e a alegria. A vida é para ser assim. Há tantas oportunidades de amar, de usufruir da afeição. Tudo pode ser muito simples: um passeio com o seu pai numa noite de inverno, a companhia do seu cachorro e o chocolate quente tão amorosamente preparado por sua mãe. Nada que o dinheiro possa comprar. Você vai recordar tudo isso quando despertar. Está pronta para ir mais longe, agora? – Estou – ela respondeu sem hesitação. Eu a fiz flutuar sobre a lembrança de infância e orientei-a para voltar mais atrás no tempo, para antes do seu nascimento, quando ainda estava no útero de sua mãe. Contei novamente de cinco até um, pedindo-lhe que deixasse vir a lembrança à consciência, sem julgar nem criticar, apenas vivenciando. Andrea respondeu com um ligeiro sorriso, e percebi que ela conseguira transpor uma grande quantidade de anos, emergindo no exato começo de sua vida. – Mamãe está feliz – disse ela, com simplicidade. E seu sorriso continuou luminoso. – Pode sentir a felicidade dela? Ela assentiu com a cabeça. – Muito bom. Então, você é de fato desejada. Isso é importante. O que mais? Do que mais você está tomando consciência? Como se sente? – Não sei direito... – Alguma outra impressão ou sensação? – Minha mãe está com um corte de cabelo muito engraçado. 26 – Então, você pode enxergar isso. Descreva o cabelo dela. Por que é engraçado? – Parece que ela pegou uma navalha e cortou o cabelo, ela mesma. Está um bocado curto. Meu pai gosta. Ele é muito bonito – acrescentou. Ela também tinha consciência dos sentimentos do seu pai. – Então, você também pode vê-lo. Estou contente que você perceba que é desejada. Eles estão felizes. É um bom lar para vir ao mundo. – Eles estão felicíssimos. Andrea se sentia contente de estar ali, experimentando de novo aquelas sensações maravilhosas. Ela não se importava com o tempo que estávamos gastando, nem com as câmeras gravando a cena. – Muito bom. Então, vamos vivenciar o seu nascimento, enquanto eu conto até três, sem nenhuma dor ou desconforto. Apenas observe tudo a respeito do seu nascimento. Um, dois, três. Agora, nasça! Tudo o que vier à sua mente, deixe fluir. Como é a sua experiência? Andrea ficou em silêncio por dez ou quinze segundos. Finalmente, respondeu: – Lugares escuros. Eu não sabia onde ela estava, não sabia o que eram esses lugares escuros. – Como você está se sentindo? – É como... não acabou ainda – ela explicou. Agora, eu entendia. – Ah, você ainda não saiu por completo. Mas, vamos, venha. Sem dor nem desconforto. Você vai nascer agora! – Minha mãe não tomou anestesia. Eu nasci rosada e chorando. Minha mãe está muito bem. – Ela não quis tomar anestesia? – Ela recusou. Ela não queria que nada me afetasse. – Andrea começou a rir muito alto. – Todo mundo está contente. Está muito azul lá fora. É um dia de sol. 27 Andrea continuou descrevendo, com a maior precisão, detalhes dos acontecimentos, personagens e cenários que cercaram seu nascimento. A alegria e o carinho da acolhida dos pais ocupavam um lugar predominante em suas lembranças. – Tome consciência do amor com que foi desejada e recebida. É o que há de mais importante na vida de qualquer pessoa, e você foi privilegiada nesse sentido. Agora, veja as conexões que existem aí e permaneça algum tempo assim, porque é um lugar muito bom para se ficar, com recordações felizes. Você tem sido capaz de receber esse amor que existia antes de você nascer, porque tinha consciência, mesmo antes de vir ao mundo, do amor que a esperava, da felicidade da sua mãe, da alegria do seu pai. Você pode enxergar todas as conexões que têm estado presentes em sua vida, você é capaz de reproduzir esse amor e não apenas de recebê-lo. Você tem sido capaz de dar amor a quem você amou. Imersa nesses pensamentos, Andrea sorria novamente. – Isso não foi apenas sorte, você fez por merecer, você mereceu esse amor, e não existe nada tão importante quanto o amor. Agora, estamos prontos para recuar ainda mais no tempo. Tudo bem? Ela concordou e eu a fiz flutuar acima da cena do nascimento, que foi se apagando aos poucos. Depois, pedi que imaginasse uma porta que, ao se abrir, a conduzisse para suas vidas passadas, a fim de compreender as situações de sua vida atual. Ao contar de cinco a um, Andrea entrou em transe profundo e começou a ver uma luz. – Você pode ver a luz? Então, atravesse a porta. Há um cenário do outro lado. Pode ser de um tempo antigo. Pode ser uma vida passada. Entre nesse cenário, penetre nele. Atravesse a porta e essa luz, enquanto eu estiver contando. Cinco, a porta se abre. Ela atrai você, está puxando você. Há alguma coisa para você aprender do outro lado dessa porta. Quatro, você dá um passo, atravessando a porta e para dentro dessa luz. Três, movendo-se através da luz, você toma consciência do cenário, da pessoa ou da figura que está do outro lado. Deixe que ela se torne bem nítida, agora, enquanto continuo a contar. 28 Dois, está se tornando mais nítida, você pode lembrar tudo. Um, você está lá! Olhe para os seus pés e veja que espécie de calçado está usando, se são sapatos, sandálias, botas ou algo feito de pele. Talvez esteja descalça. Olhe para as suas roupas, preste atenção em todos os detalhes. Sinta as texturas, porque, além de ver, você pode sentir também. Pode usar todos os seus sentidos. – Estou usando botas masculinas, mas não sou um homem. Sou uma menina. Estou usando botas de menino porque não podemos comprar outras. Sinto vergonha. – E o resto de suas roupas? – Estou com uma saia que vai até o chão. É vermelho-escura, com um avental ou um bordado na frente. É como se fosse uma outra peça de roupa. E estou usando um tipo de touca. Os olhos de Andrea se mexiam por baixo das pálpebras, enquanto ela examinava suas roupas. – Sim, uma touca. E quantos anos você tem mais ou menos? – Uns 9 ou 10. – Certo. Há outras pessoas à sua volta? Alguém que você possa notar? A casa... é uma casa? Eu desejava extrair mais alguns detalhes da época. – Uma cabana bem primitiva. Moramos numa pradaria, em algum lugar. Mas não vejo nenhuma outra casa por perto. Existe apenas a minha casa. Tenho um irmão mais velho e as botas são dele. Eu as uso, agora. É algum lugar na pradaria. Fica a oeste, mas não na região das Rochosas. Estamos na planície. Somos fazendeiros. Andrea estava recordando uma existência anterior nas planícies do Meio-Oeste americano. – Muito bom. Agora, tome consciência dos seus pais, também, e não apenas do seu irmão. Vou contar até três, e você verá toda a família. Um, dois, três. Permita-se tomar consciência da família inteira, agora. – Estão todos parados, em frente da casa, como se alguém estivesse tirando o retrato deles. 29 – Muito bom. Então, pode vê-los agora. – É, são minha mãe e meu pai. Os mesmos de agora. Os mesmos olhos. Normalmente, reencarnamos com outros relacionamentos, mas, nessa existência nas planícies, os pais de Andrea aparentemente eram os mesmos de sua vida atual. – Às vezes, acontece. Nós nos reencontramos várias vezes com nossos entes queridos. Você pode ver seu irmão? – Tenho somente um irmão. É um irmão menor. Mas não consigo vê-lo. Acho que não o conheço. – Você não o reconhece? – Não posso nem mesmo ver o seu rosto – ela explicou. – E as botas que você está usando são dele? – Não, são do meu irmão mais velho, mas ele não está aqui. – Ele está bem? – indaguei. Podia perceber que havia algum problema. – Acho que não. Ninguém fala nada a respeito. Resolvi que deveria ir mais a fundo nesse ponto. – Vamos descobrir o que aconteceu com ele. Vou tocar em sua testa e contar de trás para a frente, de três até um, para descobrir o que houve com o seu irmão mais velho. Três, dois, um. Agora, você já pode lembrar-se. Esse tipo de toque, uma batidinha na testa, ajuda a aprofundar ainda mais o nível hipnótico do paciente, estimulando a memória, trazendo as lembranças. – Ele foi baleado – ela recordou de repente. – Baleado? – Estou tão triste... – ela começou a soluçar, todo o seu corpo tomado por estremecimentos. – Tudo bem... Você está bem... Vamos voltar até antes de ele ter sido baleado, para que você o veja. Vamos encontrá-lo. Você pode lembrar. Está tudo bem. Isso tudo aconteceu há muito, muito tempo. Quando eu contar até três, retorne no tempo, para antes de ele ter 30 sido baleado, e então você poderá lembrar-se dele. Volte no tempo... um, para antes de ele ter sido baleado... dois, seu irmão mais velho... três, agora, você pode lembrar. – Meu Deus! É o John, meu irmão, John! Andrea descobriu que seu irmão mais velho nessa existência passada retornou na vida atual também como seu irmão, John. Ela ainda estava muito triste, mas agora eu podia ajudá-la a curar sua dor. – Agora, você sabe. E está tudo bem, porque ele retornou como seu irmão outra vez. Você não precisa mais ficar triste. Você pode perceber as conexões e ver que ele está bem. Ele está bem. Mas você sentia muitas saudades dele, naquela época, e isso explica muita coisa sobre a sua relação atual com o seu irmão John. Na verdade, eu não sabia nada sobre o relacionamento de Andrea com o irmão. Mas, diante da intensa reação emocional que ela manifestou quanto à morte dele na existência passada, presumi que padrões remanescentes e seus efeitos deviam ter emergido no seu relacionamento. – Ele é um jornalista, como eu. – Você tem medo de perdê-lo? – Ele era um bebê doente. – Como assim? – Ele nasceu prematuro. Depois de mim. – Parecia que Andrea ia recomeçar a chorar. Decidi que devia prosseguir explorando aquela sua existência. – Vamos seguir em frente com a vida dessa menina. Estamos logo depois de o irmão dela ter sido baleado. Vamos para algum outro evento importante na vida dela. Ela está mais crescida, agora, depois do que aconteceu com o irmão. A face dela imediatamente se abriu em um sorriso. – Agora, sei atirar com armas – ela proclamou orgulhosa. O aspecto de Andrea havia mudado completamente. – Sou muito boa em tiro ao alvo. Atiro melhor do que os outros garotos. E tenho diversos pares de calçados. 31 – Agora, usa calçados que são seus? – E todos os garotos dão em cima de mim, porque me acham atraente e me admiram. – Você não está mais sozinha, então? – Não... há outras casas. Não muitas, mas há também uma estrada e pessoas por perto. Sou mais velha agora e é divertido. – Você pode se ver? Qual é a sua aparência? Você devia ser muito bonita, para atrair a atenção de todos esses garotos. – Cabelos castanhos, caindo em cachos um pouco abaixo dos ombros. Tenho uma fita azul nos cabelos e visto uma saia com um desenho estampado, uma blusa branca. Mas, não, eu sinto como... meu irmão não está lá, então eu aprendi a... eu queria... como se fosse pressionada... a ser como um dos garotos. – Mais ou menos para ocupar o lugar dele? – Eu só queria ser capaz de tomar conta de mim mesma. – Sim, e você conseguiu isso. Você aprendeu a atirar, a lidar com armas, faz tudo tão bem ou melhor do que os garotos. E quanto a esses namoros? Existe alguém que seja especial ou... – Eu não gosto muito de nenhum deles – ela me contou. – Entendo. Vamos nos mover adiante no tempo outra vez. Vou contar até três. Vá para o próximo evento importante nessa existência. Um, dois, três. Você está lá. Você é um pouco mais velha agora. O que está acontecendo? – Ela tem a sua própria casa. Eu a estou vendo. Andrea havia mudado para a posição de observadora. – Muito bom. Você pode observá-la ou pode entrar nela, como quiser. – Ela vive sozinha. – Ela não se casou? – Nunca encontrou ninguém. Sempre achou que era boa demais para qualquer daqueles garotos. Mas ela não se sente solitária. Possui uma espécie de rancho e tem gente trabalhando para ela. Gostam dela. Ela é uma boa pessoa... 32 Andrea falava lentamente, enquanto observava a cena. Comecei a conduzi-la à frente no tempo. – Bem, então ela é uma pessoa muito, muito competente. Ela construiu seu próprio rancho, tem empregados, é capaz de se cuidar. Era uma coisa difícil para mulheres, naquele tempo. Deve ser uma pessoa muito forte. Vamos para o final da vida dela agora, para o seu último dia de vida, os últimos momentos. Se for uma experiência dolorosa, você pode flutuar acima da cena, mas, se não, fique com ela. Um, dois, três. Você está lá. Veja o que está acontecendo e quem está por perto. Andrea parecia muito serena: – Nada excitante. Ela está em completa paz. É bem idosa. Não há ninguém com ela. Mas parece bem. Teve uma vida muito boa, não está doente. Está sentada na varanda, quieta, olhando a paisagem. – É ali que ela morre. – Acho que sim. – Agora, flutue acima da cena. Deixe seu antigo corpo. Você irá se sentir livre, absolutamente leve, quando o seu espírito flutuar acima de tudo isso. Talvez possa olhar para baixo, enxergar o corpo dela. E então, sentindo-se livre, poderá rever essa vida, as lições que ela aprendeu, que você aprendeu. O que você aprendeu? O que ela aprendeu? – Ela aprendeu a não ter medo de ficar sozinha. Aprendeu a tomar conta de si mesma. Andrea respondeu de uma perspectiva mais elevada. – A ser independente! – ressaltei. – Muito independente. Ela gostava mesmo de viver assim. As pessoas debochavam dela porque nunca se casou nem teve filhos. Mas ela nunca pareceu se importar com isso. As pessoas da comunidade, então, passaram a gostar dela... As pessoas gostavam de trabalhar para ela. E ela possuía muito gado. – Agora, nesse estado de flutuação, veja se consegue tomar consciência do que vem a seguir. Você deixou aquele corpo, está flutuando. O que acontece depois? O que vem à sua mente? 33 – Estou subindo. Ela vai ficando menor. Estou apenas flutuando. Estou numa luz muito azul, apenas flutuando. – Muito bom. Você está se sentindo bem, não há mais enfermidades, nem velhice, está apenas flutuando. Sua consciência continua ativa. O que acontece depois? – Estou vendo apenas raios de uma luz azul, estão passando por cima, à esquerda da minha cabeça, mas é um grande cone de luz azul e não posso enxergar nada além do cone... Novamente, seguiu-se um longo período de silêncio. – Mais alguma coisa? – perguntei, finalmente, querendo descobrir algo mais sobre o cone de luz azul. – Não... – Certo. Está pronta para voltar agora? Andrea assentiu com a cabeça. – Ótimo. Mas, antes, faça as conexões entre a vida daquela pessoa, a independência dela e a sua própria vida. Andrea estava aprendendo algumas lições importantes. Ela refletiu em silêncio sobre a informação nova que havia recebido e então sorriu. Um sorriso aberto: – Gosto muito dela! – Isso é bom. Você guardou muito da força dela, trouxe isso com você. E também já sabe que o seu irmão retornou. Assim, a morte não é o que parece. As pessoas voltam. – Eu sentia muito a falta dele. – Eu sei... E, mesmo assim, ela amadureceu forte e independente. Os relacionamentos são muito importantes e a independência também, quando são coisas equilibradas. E seu irmão está de volta! E, dessa vez, mesmo com os pequenos problemas de saúde da infância, ele continua vivo. Assim, vocês puderam se reunir. É dessa forma que as almas e o amor funcionam. Sempre nos reunimos. Deixe de lado a tristeza e o medo de sofrer uma perda com a morte de alguém querido. Nós sempre voltamos a nos reunir, muitas vezes. Lembre-se do amor e do orgulho do seu pai, do amor de sua 34 mãe, retornando a esta vida para junto de você, lembre-se de que os reconheceu naquela existência passada. Todo esse amor que você trouxe para esta vida, em que você conseguiu desenvolver seus relacionamentos, sua independência, sua força e seu amor. Você conseguiu equilibrar todas essas coisas. Assim, sentindo a força daquela mulher, a independência dela e a sua capacidade de desenvolver relacionamentos saudáveis, traga todos esses pensamentos positivos e esses sentimentos de volta com você. Nesse ponto, depois de refletir sobre todas essas informações e de fixar todas essas emoções, Andrea parecia cansada. Decidi despertá- -la. Ela já havia aprendido o bastante por um dia. – Daqui a pouco, eu vou despertar você, fazendo uma leve pressão na sua testa, entre as suas sobrancelhas. Quando eu fizer essa pressão, você poderá abrir os olhos e estará acordada. Estará totalmente desperta e com total controle sobre a sua mente e o seu corpo, sentindo- -se maravilhosa, poderosa, como se uma carga houvesse sido retirada dos seus ombros, porque a tristeza de perder o seu irmão, naquela existência, terá ido embora. Você sabe que ele retornou. Irá sentir-se em paz, relaxada, e ainda assim em pleno controle. Quando eu pressionar a sua testa, você despertará completamente. Pressionei a testa de Andrea e ela começou a despertar. – Não se apresse, espere até ter retornado completamente. Você foi muito bem. Como se sente? – Exausta. – Exausta – eu repeti, empaticamente. Eu me dei conta de que também estava cansado. Havia sido um enorme esforço de concentração. – É uma experiência muito intensa. Trabalho duro! Mas foi o que você esperava? – Eu não sabia o que podia esperar. Nunca pensei que fosse ver o meu irmão, achei que veria minha filha, mas ela não estava lá. Depois, senti como se estivesse sendo empurrada para um outro momento no tempo, uma vida diferente, mas que eu não conseguia alcançar. Eu podia ver onde era, mas não conseguia alcançar. 35 – Você sabe em que época era? – Não, alguma coisa antes da existência nas pradarias. Era como se tivesse essa corrente de luz azul, mas era somente um cone e eu cheguei ao final dele... Era parecido com o primeiro, estava por toda a minha volta e de repente eu vi pés. Esses eram... Eu podia ver o limite da luz, dava para ver onde terminava. Era escuro do lado de fora. Foi como se alguém tivesse me coberto com aquele cone. Aparentemente, Andrea tivera uma rápida visão de uma outra existência passada, talvez uma vida que tivesse compartilhado com sua filha, mas não conseguiu ultrapassar a luz azul brilhante. – É só para você saber que existe essa outra dimensão, mas que não é para conhecê-la agora. Tudo bem. Essa outra vida está lá e tenho certeza de que você já teve conexões com sua filha. Mas você encontrou o seu irmão e não o que esperava encontrar. Essa é uma das características desse processo. Nem sempre encontramos o que esperávamos. Foi uma surpresa. Mas, aparentemente, havia também alguma tristeza. Andrea imediatamente concordou. – Foi, sim, uma enorme surpresa, porque hoje eu tenho uma vida muito feliz. Meu irmão e eu somos muito próximos, mas, de todos os irmãos, ele foi o único que adoeceu logo depois de nascer. Não esperava vê-lo... – E a intensidade da emoção é muito poderosa, porque está tudo ali, diante de você, e é real. Você pode sentir a tristeza da separação. Mas, nesta vida, aos 7, 8 anos, você sentiu a emoção positiva do passeio com o seu pai, que foi... – Uma lembrança muito feliz! Eu podia sentir o vento na face. Podia ver tudo, cada curva, os postes de iluminação... E eu tinha esquecido tudo isso. Ela estava maravilhada e seus olhos brilhavam, ao recordar mais uma vez aquela cena de infância. – Acredito que podemos lembrar tudo o que já vivemos. Não apenas as emoções, mas também as sensações físicas. 36 – Fico muito grata. – Eu é que agradeço. Foi muito, muito interessante. E houve detalhes que você vivenciou sobre os quais não lhe perguntei. Podemos conversar mais a respeito, mas acho que você já teve muitas experiências para uma primeira vez. E tudo muito nítido. – Há alguma regra para a primeira vez? – Andrea perguntou, reassumindo o seu papel de repórter. – Algo em torno de 50% das pessoas têm algum tipo de lembrança. Mas as suas eram tão vívidas e intensas, que você ficaria entre os 15% ou 20% dos melhores casos, para uma primeira vez. E essa técnica pode funcionar para você em diferentes níveis, não apenas para reviver lembranças. Você pode aprender a controlar o seu corpo. Por exemplo, se precisar baixar a sua pressão arterial, provavelmente será capaz de conseguir isso sem nenhum medicamento. Você pode usar a técnica para obter resultados físicos, ou por razões de saúde. Se apresentar algum tipo de fobia, pode encontrar a causa e se livrar dela. Mesmo com a gravação terminada, Andrea continuou refletindo sobre a sua experiência de regressão e dando detalhes. Pessoas submetidas a regressão algumas vezes tomam consciência de uma quantidade muito maior de detalhes do que os que transmitem enquanto estão mergulhados em transe profundo, recordando-se da infância e de existências anteriores. Andrea se lembrou: – Quando John nasceu, nesta existência, ele tinha a pele amarelada e minha mãe achou que ele ia morrer. Como esposa de um médico, a mãe de Andrea deveria saber que a vida de John não corria perigo. Com o desenvolvimento do fígado, a icterícia desaparece inteiramente. O processo de cura pode demorar alguns dias, duas semanas no máximo. Mas ela reagiu daquela forma à icterícia de seu recém-nascido e entregou-o às enfermeiras, iniciando uma espécie de afastamento do seu bebê, como se estivesse se preparando para a morte dele. Apesar de amá-lo muito, esse afastamento persistiu mesmo depois de John ter se curado. De certa forma, a mãe sempre esteve antecipando a morte de seu filho. 37 – Você percebe a conexão? – perguntei a Andrea. – A sua mãe foi também a mãe de John, naquela existência nas pradarias. E ele foi morto naquela vida. Ela o perdeu. Quando ele voltou, como seu filho outra vez, nesta vida, e nasceu com icterícia, ela recordou a perda anterior. Talvez não tenha recordado conscientemente, mas emocionalmente, subconscientemente, ela lembrou. Assim, procurou proteger- se, mantendo suas emoções em estado de alerta. Ela não suportaria perdê-lo outra vez. E acreditou mesmo que ele tivesse nascido com saúde frágil, e que a deixaria, como da outra vez. Andrea estava na maior felicidade. Sua regressão havia explicado o relacionamento entre sua mãe e seu irmão mais novo. Ela agora conhecia as raízes verdadeiras do comportamento de sua mãe e da reação de seu irmão contra a barreira de defesa que a mãe havia erguido, com medo de perdê-lo mais uma vez. E estava disposta a explicar tudo a eles. Sua regressão foi do tipo clássico, repleta de lembranças curativas, de emoções intensas, de uma recuperação de detalhes, junto com a capacidade de aprender com o passado e de conectar essas lições a aspectos da vida atual, numa única caminhada. A matéria nunca foi ao ar na tevê. Um executivo da rede ficou com medo de que Andrea perdesse a credibilidade como repórter, porque as cenas eram tão vívidas e cheias de emoção. Assim, devido às preocupações dessa única pessoa, milhões de outras foram privadas da oportunidade de aprender um pouco mais a respeito do significado da vida, sobre como todos estamos ligados e somos responsáveis uns pelos outros, sobre o horror e a devastação causados por um assassinato e seus efeitos sobre as existências subsequentes. Andrea mais uma vez calou-se e eu notei que ela tinha um ar contemplativo, como se ainda experimentasse os sentimentos intensos e pensamentos que a regressão trouxera à tona. Senti intensa solidariedade por ela. Minha própria consciência, então, começou a elevar-se. O ambiente em torno apagou-se. O baru38 lho do tráfego, as sirenes e o ininterrupto fundo de vozes de pessoas conversando afastaram-se de meus sentidos. Eu já não percebia completamente meu corpo. Uma belíssima luz apareceu no meu campo de visão. Uma voz ressoou, nas fronteiras da minha mente, como se um Mestre estivesse falando comigo, me dizendo como realmente deveria entender Andrea, os meus pacientes e qualquer outra pessoa. “Quando você olhar para outra pessoa, em seus relacionamentos, na terapia, na vida, veja a alma dela através de muitas existências, do tempo infinito. Não olhe apenas para o ser transitório à sua frente. Você também é uma alma.” Voltei-me devagar para Andrea, vendo tanto ela quanto a outra menina da existência nas pradarias. Sabia que ela havia tido, também, muitas outras vidas, muitos outros nomes. Mas sua alma foi sempre a mesma. E eu precisava enxergar essa parte do ser humano, a alma imortal, não a sua forma física transitória, para poder de fato compreender e ajudar. Para ajudá-los e para me ajudar, porque eu também sou uma alma. Assim como você. A experiência de regressão de Andrea reflete o tema principal deste livro, da mesma forma que cada face de um diamante reflete o todo. Ela recordava acontecimentos e sensações do seu período fetal. Também tinha conhecimento das emoções de seus pais, demonstrando que a consciência não é localizada, nem limitada ao corpo físico ou ao cérebro. Isto nos faz concluir que, no outro extremo da vida, quando morremos, nossa consciência continua a existir, justamente porque não depende de uma base física. Acredito que as recordações da morte em vidas passadas e do que acontece depois da morte confirmam a permanência da consciência. Andrea foi capaz de observar o corpo da mulher idosa que ela havia acabado de abandonar. Foi capaz também de recordar incidentes ocorridos apenas alguns momentos, minutos ou horas depois do seu nascimento. Bebês e crianças tomam consciência de muito mais do 39 que suspeitamos. Eles captam nossas emoções e nossos atos. O fluxo de nossos sentimentos amorosos e de nossos pensamentos em relação a eles, tanto antes como depois do nascimento, alimenta sua alma e é um fator essencial para o desenvolvimento saudável de suas vidas. Por meio de recordações surgidas em sua regressão, Andrea aprendeu sobre relacionamentos, sobre como os acontecimentos em vidas passadas podem influenciar profundamente as ligações na vida presente. Andrea encontrou seus pais e seu irmão atuais na lembrança da vida passada. Ela aprendeu que sempre nos reuniremos com aqueles a quem amamos. Algumas vezes, essa reunião se dá no outro lado, em outras dimensões; mas pode também acontecer numa existência futura, aqui mesmo na Terra. Ela conseguiu distinguir os valores importantes dos que não importam ou são prejudiciais. Amor, responsabilidade, coragem, compaixão e capacidade de criar relacionamentos amorosos foram alguns dos valores cuja importância ela confirmou. Andrea encontrou-se num cone de uma luz azul, bela e intensa, depois de morrer em sua existência nas pradarias. Há muitas descrições diferentes, tanto neste livro como em outras fontes, dessa luz que as pessoas encontram ao deixar seus corpos. O encontro com essa luz também é relatado por quem viveu experiências de quase morte. Um parente querido, um amigo ou um ser espiritual estão sempre esperando, ao final dessa luz, para nos receber e para transmitir- nos importantes informações ou mensagens. A profunda experiência de regressão de Andrea a fará compreender melhor a natureza da vida e da alma. Esse conhecimento é um passo sagrado. Uma das características desse passo é que vem acompanhado de mudanças positivas na vida presente: melhorias na saúde física e emocional, relacionamentos mais saudáveis, maior alegria e satisfação. Ao compartilhar as experiências de outras pessoas que você encontrará neste livro, ao refletir sobre as mensagens dos Mestres, sobre os casos que vou apresentar e sobre minhas conclusões, tenho a esperança de que você possa dar os mesmos passos no rumo da sabedoria. 40 Se for assim, será capaz de enfrentar os obstáculos e as frustrações em sua vida com mais paciência e serenidade. Entenderá suas lições passadas, e as dívidas que deixaram, e tomará mais consciência de seus objetivos na sua vida atual. Sentirá uma grande plenitude, deixará de lado a sensação de confusão, de estar perdido. Aprenderá a superar o medo, a ansiedade, a melancolia e outros sentimentos e emoções que dificultam a vida. Poderá usufruir mais plenamente de tudo o que a vida presente lhe oferece, com mais liberdade nas suas escolhas. E, acima de tudo, será capaz de entender o que temos em comum: somos mais do que vida e morte, mais do que espaço e tempo. Somos deuses, e os deuses são cada um de nós.

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