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A Esposa Bórgia (Cód: 1914422)

Kalogridis,Jeanne

Suma De Letras

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A Esposa Bórgia

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Descrição

Itália, 1492. O papa Alexandre VI é eleito, e assim começa o domínio sangrento da família Bórgia. Alexandre mata, suborna e trai para estabelecer sua dinastia. O rio Tibre amanhece a cada dia tomado por novos cadáveres.
É este o cenário quando Sancha de Aragão, filha ilegítima do rei Afonso II de Nápoles, chega a Roma para se casar com o filho mais novo do pontífice, Jofre. A união protege Nápoles da cobiça do rei da França e garante o apoio da Espanha para os Bórgia.
Cercada pela opulência e pela corrupção política da cidade, Sancha faz amizade com a cunhada, Lucrécia, cujo ciúme é tão lendário quanto seu poder de sedução. Há quem afirme que Lucrécia envenenava suas rivais, particularmente aquelas com quem seu irmão, César, se envolvia.
Assim, ao sucumbir aos encantos de César, Sancha tem que esconder seu segredo ou perder a vida. Presa na rede sinistra dos Bórgia, ela usa sua astúcia para derrotá-los em seu próprio jogo. Entremeando vividamente detalhes históricos e criação literária, A Esposa Bórgia é uma história instigante de conspiração e intrigas sexuais...

Características

Peso 0.88 Kg
Produto sob encomenda Sim
Editora Suma De Letras
I.S.B.N. 9788560280131
Altura 23.00 cm
Largura 16.00 cm
Profundidade 3.00 cm
Número de Páginas 512
Idioma Português
Acabamento Brochura
Cód. Barras 9788560280131
Número da edição 1
Ano da edição 2007
País de Origem Brasil
AutorKalogridis,Jeanne

Leia um trecho

Outono de 1488 Sou Sancha de Aragão, filha natural do homem que se tornou Afonso II, rei de Nápoles, durante um ano e um dia. Tal como os Bórgia, meu povo veio para a península italiana pela Espanha, e, tal como eles, eu falava espanhol em casa e italiano em público. Minha mais vívida lembrança infantil formou-se no fim de meu décimo primeiro verão, no dia 19 de setembro do ano da graça de 1488. Era Dia de São Januário, o padroeiro de Nápoles. Meu avô, o rei Fernando I, escolhera essa data particular para comemorar o trigésimo aniversário de sua ascensão ao trono napolitano. Normalmente, nós, da realeza, não comparecíamos à cerimônia realizada no grande Duomo de São Januário, a catedral construída em sua homenagem. Preferíamos celebrar no conforto da Chiesa Santa Bárbara, a igreja encerrada nos magníficos jardins murados do palácio real, o Castel Nuovo. Naquele ano, porém, meu avô julgou político comparecer à cerimônia popular, dado o aniversário. Assim, nosso grande cortejo entrou em procissão no Duomo, observado a certa distância pelas zie — as tias — di San Gennaro, as carpideiras vestidas de negro que imploravam ao santo que protegesse e abençoasse Nápoles. Nápoles precisava de bênçãos. Fora palco de muitas guerras; minha família, pertencente à nobreza aragonense, havia conquistado a cidade numa batalha sangrenta fazia apenas 46 anos. Embora meu avô tivesse recebido pacificamente o trono de seu pai, o reverenciado Afonso, o Magnânimo, Afonso arrancara Nápoles com violência dos angevinos, que apoiavam o francês Carlos de Anjou. O rei Afonso fora amado por haver reconstruído a cidade, erigido grandiosos palácios e piazzas, reforçado as muralhas e reabastecido a biblioteca real. Meu avô era menos querido. Interessava-se mais por manter um controle rigoroso dos nobres locais em cujas veias corria sangue angevino. Passara anos em guerrinhas com diferentes barões e nunca chegara a confiar em seu próprio povo. Em troca, o povo nunca confiou nele. Nápoles também fora palco de terremotos, inclusive um a que assistira o poeta Petrarca, em 1343, que arrasara meia cidade e afundara todos os navios no porto, normalmente plácido. E havia também o monte Vesúvio, que ainda era propenso a erupções. Por essas razões, fôramos fazer nossas súplicas a São Januário naquele dia e, com sorte, assistir a um milagre. A procissão para o Duomo foi simplesmente magnífica. As mulheres e crianças da realeza entraram primeiro, escoltadas até a frente do santuário por guardas em trajes azuis e dourados, passando pelos plebeus de roupas negras, que se curvavam diante de nós qual trigo ao vento. A rainha de Fernando, a núbil Joana de Aragão, ia à nossa frente, seguida por minhas tias Beatriz e Leonor. Atrás delas ia minha meiairmã Isabel, ainda solteira, a quem fora confiada a tarefa de cuidar de mim e de meu irmão de 8 anos, Afonso, assim como da filha caçula de Fernando, minha tia Giovanna, nascida no mesmo ano que eu. As mulheres mais velhas usavam o traje tradicional das nobres napolitanas: longos vestidos negros de saia rodada, corpetes firmemente apertados sobre os espartilhos e mangas estreitas nos ombros, que depois desabrochavam até a largura de sinos nos pulsos, de tal modo que desciam em drapeados até bem abaixo dos quadris. A nós, crianças, as cores eram permitidas: eu usava um vestido longo de seda verde viva, com um corpete de brocado bem amarrado sobre os seios ausentes. De meu pescoço pendiam pérolas marinhas e um pequeno crucifixo de ouro; sobre a cabeça eu levava um diáfano véu preto. Afonso usava túnica e calções de veludo azul pálido. Meu irmão e eu caminhávamos de mãos dadas logo atrás de minha meia-irmã, tomando cuidado para não tropeçar em sua saia volumosa. Eu fazia o máximo para parecer orgulhosa e segura, restringindo o olhar às costas do vestido de Isabel, enquanto meu irmão fitava livremente a assembléia. Permiti-me uma olhadela de esguelha para as grandes rachaduras de um arco entre duas altas colunas de mármore; acima dele, uma pintura redonda de São Domingos dividira-se em duas. Logo abaixo havia um andaime, que marcava os últimos reparos de um terremoto que havia devastado o Duomo, dois anos antes de Fernando subir ao trono. Eu me sentia desapontada por ter ficado aos cuidados de Isabel, e não de minha mãe. Meu pai costumava convidar minha mãe, a sra. Trusia Gazullo, uma extasiante nobre de cabelos dourados, para todas as cerimônias. Deleitava-se particularmente com a companhia dela. Creio que meu pai era incapaz de amar, mas decerto teria chegado bem perto disso nos doces braços de mamãe. O rei Fernando, contudo, havia considerado impróprio levar para o interior de uma igreja a amante de meu pai, como parte do cortejo real. Com igual vigor, meu avô insistira em que meu irmão Afonso e eu comparecêssemos. Éramos crianças, não podíamos ser responsabilizados pelo acidente de nossa ascendência. Afinal, o próprio Fernando era filho ilegítimo. Por essa razão, meu irmão e eu fomos criados como filhos da realeza, com todos os direitos e privilégios, no Castel Nuovo, o palácio do rei. Mamãe tinha liberdade de ir e vir conforme os desejos de meu pai e, muitas vezes, permanecia no palácio com ele. Apenas alguns lembretes sutis de nossos meio-irmãos, e outros mais contundentes de nosso pai, recordavam-nos que éramos criaturas inferiores. Eu não brincava com os filhos legítimos de papai, que eram muitos anos mais velhos, nem com minha tia Giovanna ou meu tio Carlos, ambos próximos da minha idade. Por outro lado, meu irmãozinho Afonso e eu éramos companheiros inseparáveis. Embora fosse xará de meu pai, ele era o inverso deste: louras madeixas encaracoladas, rosto meigo, bem-humorado e uma inteligência aguçada, singularmente isenta de malícia. Tinha os olhos azuis claros da sra. Trusia, enquanto eu tinha uma semelhança tão notável com nosso pai que, se fosse um filho varão, seríamos gêmeos separados por uma geração. Isabel conduziu-nos para uma nave na frente do santuário, que tinha sido isolada por um cordão; mesmo depois de nos em nosso lugar no Duomo, meu irmão e eu continuamos de mãos dadas. A imensa catedral nos apequenava. Lá no alto, a uma distância de vários Paraísos, ficava a maciça cúpula dourada, deslumbrante sob o sol que se infiltrava em réstias pelas janelas em arco. Logo depois vinham os homens da realeza. Meu pai — Afonso, duque da Calábria, aquela rústica região esparramada bem ao sul, no litoral leste — liderava a procissão. Herdeiro do trono, era famoso por sua ferocidade na batalha; na mocidade, arrancara dos turcos o estreito de Otranto, numa vitória que lhe trouxera a glória, se não o amor do povo. Cada movimento seu, cada olhar e gesto, era imperioso e intimidativo, efeito este que era acentuado por seu severo traje carmesim e negro. Ele era mais belo que qualquer das mulheres presentes, com um nariz perfeitamente reto e as maçãs do rosto altas, inclinadas para cima. Seus lábios eram vermelhos, cheios e sensuais sob o bigode fino, e os olhos azuis escuros, grandes e marcantes, eram encimados por uma coroa de reluzentes cabelos negros. Só uma coisa maculava sua beleza: a frieza da expressão e dos olhos. Sua mulher, Hipólita Sforza, morrera quatro anos antes; os criados e nossas parentas murmuravam que ela havia desistido da vida para escapar à crueldade do marido. Eu tinha dela a vaga lembrança de uma mulher frágil, de olhos protuberantes, uma mulher infeliz; meu pai não se cansava de lhe recordar suas falhas nem o fato de que eles tinham feito um casamento de conveniência, porque ela vinha de uma das famílias mais antigas e poderosas da Itália. Ele também garantia à pobre Hipólita que sentia muito mais prazer nos braços de mamãe que nos dela. Observei-o passar adiante de nós, mulheres e crianças, formando uma fileira bem em frente ao altar, num dos lados do trono vazio que aguardava a chegada de seu pai, o rei. Atrás dele vinham meus tios, Frederico e Francisco. Depois, o filho primogênito de papai, que recebera o nome do avô, mas era afetuosamente chamado de Ferrandino, o “pequeno Fernando”. Estava com 19 anos, era o segundo na linha sucessória e o segundo homem mais bonito de Nápoles, porém era o mais atraente, pois tinha um temperamento caloroso e expansivo. Quando passou pelos fiéis, ecoaram suspiros femininos às suas costas. A ele se seguiu seu irmão mais novo, Pedro, que tinha o infortúnio de se parecer com a mãe.