Artboard 33 Artboard 16 Artboard 18 Artboard 15 Artboard 21 Artboard 1 Artboard 2 Artboard 5 Artboard 45 Artboard 45 Artboard 22 Artboard 9 Artboard 23 Artboard 17? Artboard 28 Artboard 43 Artboard 49 Artboard 47 Artboard 38 Artboard 32 Artboard 8 Artboard 22 Artboard 5 Artboard 25 Artboard 1 Artboard 42 Artboard 11 Artboard 41 Artboard 13 Artboard 23 Artboard 10 Artboard 4 Artboard 9 Artboard 20 Artboard 6 Artboard 11 Artboard 7 Artboard 3 Artboard 3 Artboard 12 Artboard 25 Artboard 34 Artboard 39 Artboard 24 Artboard 13 Artboard 19 Artboard 7 Artboard 24 Artboard 31 Artboard 4 Artboard 14 Artboard 27 Artboard 30 Artboard 36 Artboard 44 Artboard 12 Artboard 17 Artboard 17 Artboard 6 Artboard 27 Artboard 19 Artboard 30 Artboard 29 Artboard 29 Artboard 26 Artboard 18 Artboard 2 Artboard 20 Artboard 35 Artboard 15 Artboard 14 Artboard 48 Artboard 50 Artboard 26 Artboard 16 Artboard 40 Artboard 21 Artboard 29 Artboard 10 Artboard 37 Artboard 3 Artboard 3 Artboard 46 Artboard 8

A Mulher Foge (Cód: 2680678)

Grossman, David

Companhia Das Letras

Ooops! Este produto não está mais a venda.
Mas não se preocupe, temos uma versão atualizada para você.

Ooopss! Este produto está fora de linha, mas temos outras opções para você.
Veja nossas sugestões abaixo!

R$ 77,90 em até 2x de R$ 38,95 sem juros
Cartão Saraiva R$ 74,01 (-5%) em até 1x no cartão ou em até 3x de R$ 25,97 sem juros

Crédito:
Boleto:
Cartão Saraiva:

Total: R$0,00

Em até 2x sem juros de R$ 0,00


A Mulher Foge

R$77,90

Quer comprar em uma loja física? Veja a disponibilidade deste produto

Entregas internacionais: Consulte prazos e valores de entrega para regiões fora do Brasil na página do Carrinho.

ou receba na loja com frete grátis

X
Formas de envio Custo Entrega estimada

* Válido para compras efetuadas em dias úteis até às 15:00, horário de Brasília, com cartão de crédito e aprovadas na primeira tentativa.

X Consulte as lojas participantes

Saraiva MegaStore Shopping Eldorado Av. Rebouças, 3970 - 1º piso - Pinheiros CEP: 05402-600 - São Paulo - SP

Descrição

Orah e Avram (Abrão), os protagonistas deste romance, são nomes primordiais. Abrão, o nome do patriarca do judaísmo antes da aliança com Deus, e Orah, derivação feminina de “luz”, a primeira entidade criada no Gênesis sobre o céu e a terra. E é no território do primordial que esse romance acontece, em meio a uma caminhada sem rumo pela Galileia.
Por temer receber a notícia da morte do filho, que serve no exército, Orah foge para o norte de Israel, levando consigo Avram, um amigo e antigo amante que conheceu quando jovem no setor de isolamento de um hospital e que, mais tarde, foi severamente torturado pelos egípcios na guerra de Yom Kippur, em 1973. A consequência dessa experiência, para ele, foi
uma vida inteira de negação, frustração e niilismo. Para Orah, divorciada e sozinha, restou ser mãe de dois rapazes em
Israel, onde os jovens servem no exército durante três anos e para quem morrer com uma bomba é um dever banal, diante
da opção bem pior de que essa bomba exploda dentro de um ônibus. Orah, que deveria ser a mulher iluminada, não consegue encontrar mais em si mesma a luz necessária para compreender essa realidade e foge. Mas é na fuga que ela revela sua força.
Enfrentar a guerra e o medo; as diviEnfrentar a guerra e o medo; as divisões internas de Israel; o casamento e a separação; o passado e a recuperação de algum sentido na vida pelo encontro com a natureza e com o diálogo — os temas das conversas entre Orah e Avram são tão fundamentais quanto os nomes que protagonizam. Dentro de uma situação de
conflito coletivo e duradouro, como conciliar as preocupações individuais de uma mãe que, afinal, prefere a companhia do
filho à missão patriótica? Como manter a causa pacifista, se aqueles que podem atirar contra um filho são justamente aqueles
com quem se quer fazer a paz?
É no limite de Israel e no limite de si mesmos que Orah e Avram descobrem um ao outro, a si próprios e a sua condição de israelenses irreversivelmente exilados. Viver em Israel, afinal, é viver em exílio permanente — estar sempre de fora da normalidade e ver o mundo a distância. Mas é também no fim da terra conhecida, na fronteira com o inimigo, que se podem restaurar alguns caminhos há tanto tempo bloqueados.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Companhia Das Letras
Cód. Barras 9788535915174
Altura 23.00 cm
I.S.B.N. 9788535915174
Profundidade 3.60 cm
Tradutor George Schlesinger
Ano da edição 2009
Idioma Português
País de Origem Brasil
Peso 0.99 Kg
Largura 16.00 cm
AutorGrossman, David

Leia um trecho

Eles falavam em voz alta, vozes graves, como sempre fazem quando estão falando do exército; mas talvez seja também porque as orelhas de Ofer estão sempre cheias de pó e graxa, ela explica a Avram. Orah e Ilan não paravam de rir, deliciados, enchendo a boca de pedaços de pão temperado. Sua função aqui era muito clara: eles são o pano de fundo suficientemente embaçado, a caixa de ressonância, sobre a qual se declaram repetidamente a maturidade e a independência dos filhos, e da qual ecoa essa declaração para os próprios filhos, em toda e qualquer idade, para que eles possam finalmente acreditar. Os rapazes começaram a conversar sobre pequenos e grande acidentes—havia uma ordem praticamente constante nessas conversas—, e Adam contou que no início do seu serviço militar nos blindados um dos oficiais demonstrou o que poderia acontecer a um piloto de tanque que ficasse preso na plataforma lateral do canhão: o oficial colocou um caixote de madeira sobre o casco, girou a base e mostrou como o cano espatifava o caixote, e é exatamente isso que pode acontecer com quem sai do tanque sem que haja coordenação, Adam advertiu seu irmão mais novo, e Orah sentiu um arrepio. Conosco, contou Ofer, há um soldado, coitado, é um fodido, é o saco de pancadas do batalhão, todo mundo que passa apronta alguma com ele, e mais ou menos um mês atrás, num exercício de camuflagem, ele caiu do tanque e seu braço inchou. Então o mandaram de repouso para a BOD—barraca de ordem e disciplina, traduziu Ofer de má vontade ante o olhar indagador de Orah—, e lá um mastro de antena caiu na sua cabeça e fez um corte enorme... Ilan e Orah trocaram olhares furtivos de ansiedade; mas sabiam muito bem que não deviam reagir à história com uma única palavra. Qualquer coisa que dissessem, qualquer expressão de preocupação, seria recebida com uma gozação—“um vestido à esquerda”, era como Adam costumava avisar Ofer da presença de Orah—, mas Adam e Ofer obviamente captaram a troca de olhares, e assim ficaram todos satisfeitos, e agora, assentadas as fundações, tendo devidamente explicitado aos pais os múltiplos e variados perigos dos quais não podiam mais proteger seus filhos, Ofer contou em tom casual que o terrorista suicida que se explodira duas semanas antes na estação rodoviária central de Tel Aviv, matando quarenta civis, tinha aparentemente passado pela sua barreira de estrada, quer dizer, a barreira pela qual seu batalhão era responsável. Ilan perguntou cautelosamente se já sabiam exatamente quando o terrorista tinha passado por lá, e se alguém tinha lançado a culpa nos soldados do batalhão, e Ofer explicou que era impossível saber em que turno de guarda o homem havia passado, e era provável que levasse preso ao corpo algum tipo novo de explosivo, impossível de ser detectado na barreira, e Orah foi incapaz de falar, sua voz sumiu, e Ilan engoliu em seco e disse, sabe o quê?, eu estou contente que o terrorista tenha se explodido em Tel Aviv, e não em cima de você na barreira, e Ofer protestou com veemência, mas, pai, essa é a minha função, eu estou lá exatamente para que ele se exploda em cima de mim, e não em Tel Aviv. E Orah—o que fez ela naquele momento? Aquele momento está um pouco nebuloso na memória, ela não consegue reconstruí-lo direito—só lembra que de repente se sentiu oca, só uma casca em torno de si mesma. Tinha algo engasgado na boca, provavelmente pão de centeio com pinole temperado com pesto de nozes. Ofer e Adam já tinham mergulhado numa conversa sobre outro sujeito, um soldado que ambos conheciam, que no dia da visita dos pais no fim dos treinamentos foi de braços abertos em direção a um casal de pais totalmente estranhos, gritando, papai, mamãe, vocês não estão me reconhecendo? E Ofer e Adam, e pelo visto também Ilan, rolaram de rir, e Orah ficou sentada de boca entreaberta enquanto garçonetes pareciam ninfas pairando entre as mesas e sussurrando: está tudo bem?, gostaram da comida? E duas semanas atrás um terrorista carregado de explosivos tinha passado ao lado de Ofer, e a função de Ofer era estar lá exatamente para que o terrorista se explodisse sobre ele, e não em Tel Aviv.

Avaliações

Avaliação geral: 0

Você está revisando: A Mulher Foge