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A Quinta Testemunha (Cód: 4869706)

Connelly, Michael

Suma De Letras

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Descrição

Em mais um suspense policial ao melhor estilo de Raymond Chandler, Michael Connelly retoma a figura de um de seus maiores protagonistas: Mickey Haller. O autor best seller, sucesso de crítica e público, situa seu melhor advogado de volta à defesa, após uma rápida e bem-sucedida incursão como promotor.



Haller vive tempos difíceis. A procura por advogados criminalistas em Los Angeles praticamente sumiu graças à crise econômica. Com cada vez menos clientes pagantes, ele se vê obrigado a expandir seus negócios para a defesa de processos de despejo, mudando de clientela. Em vez de manter os réus fora da prisão, ele agora precisa manter os inadimplentes dentro das próprias casas, na contramão da onda de despejos causados pela crise do mercado imobiliário.



O cenário muda quando Lisa Trammel, uma de suas novas clientes, é acusada de assassinar o banqueiro que supostamente tentou lhe tomar a casa. Após oito meses da luta de Lisa, o CEO de seu banco, Mitchell Bondurant, é encontrado morto com um tiro na cabeça. Ela é a suspeita mais óbvia, graças à atenção negativa que havia recebido por suas atitudes contrárias à política de despejos.



Mickey se vê de volta ao seu lugar: protagonizando um caso que conquistou a atenção da mídia. Ele coloca sua equipe em ação para inocentar Lisa, tentando superar uma longa lista de provas comprometedoras, um promotor impiedoso e suas próprias suspeitas quanto à sua cliente. Logo, suas investigações começam a incomodar indivíduos poderosos, capazes de qualquer coisa para ocultar seus erros.



Ao desbravar uma trilha infestada de segredos e ciente do perigo que corre, o advogado luta para montar a melhor defesa de sua carreira, em um julgamento no qual nada é exatamente o que parece. Para descobrir a verdade sobre o assassinato de Bondurant, Mickey será forçado a desenterrar duras verdades sobre si mesmo.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Suma De Letras
Cód. Barras 9788581051253
Altura 23.00 cm
I.S.B.N. 9788581051253
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Tradutor Cássio Arantes
Número da edição 1
Ano da edição 2013
Idioma Português
Número de Páginas 424
Peso 0.65 Kg
Largura 16.00 cm
AutorConnelly, Michael

Leia um trecho

Um

A sra. Pena me olhou por sobre o banco e ergueu as mãos num gesto suplicante. Ela falou com um sotaque pesado, escolhendo o inglês para lançar seu último apelo diretamente a mim.
— Por favor, você ajuda eu, senhor Mickey?
Olhei para Rojas, que estava virado no banco da frente, mesmo sem que eu precisasse da sua tradução. Então olhei mais adiante, por cima do ombro da sra. Pena, através da janela do carro, para o lar ao qual ela queria tão desesperadamente se agarrar. Era uma casa em um tom desbotado de rosa, dois dormitórios, com um quintal abandonado atrás do alambrado da cerca. O degrau de concreto para a varanda da frente estava pichado com uns sinais indecifráveis, a não ser pelo número 13. Não era o endereço. Era um juramento de lealdade.
Meus olhos finalmente voltaram a ela. Era uma mulher de 44 anos, atraente de um jeito um pouco abatido. Uma mãe solteira com três filhos adolescentes que não pagava a hipoteca havia nove meses. Agora o banco executara o imóvel e tomava as medidas para vender a casa.
O leilão aconteceria em três dias. Não fazia diferença que o imóvel valesse pouco nem que ficasse num bairro infestado de gangues, no sul de Los Angeles. Alguém apareceria para comprar, e a sra. Pena passaria a ser uma inquilina, em vez de uma proprietária — quer dizer, se o novo proprietário não a expulsasse. Por anos ela contara com a proteção do Florência 13, a maior gangue hispânica de Los Angeles. Mas os tempos eram outros. Agora, nenhuma lealdade a gangues poderia ajudá-la. O que ela precisava era de um advogado. Precisava de mim.
— Fala pra ela que vou fazer o melhor que puder — eu disse. — Explica que eu tenho quase certeza que consigo impedir o leilão e impugnar a validade da execução. Pelo menos isso vai atrasar um pouco as coisas. A gente ganha tempo pra pensar num plano de longo prazo. Quem sabe ajudar ela a se reerguer.
Acenei com a cabeça e esperei enquanto Rojas traduzia. Eu vinha usando Rojas como meu motorista e intérprete desde que comprara o pacote de anúncios das rádios hispânicas.
Senti o celular vibrando no meu bolso. A parte superior de minha coxa interpretou o sinal como uma mensagem de texto, não como uma ligação telefônica, que vibrava por mais tempo. Fosse como fosse, ignorei. Quando Rojas completou a tradução, falei antes que a sra. Pena pudesse responder.
— Fala aí que ela precisa entender que isso não é uma solução para os problemas dela. Eu posso adiar as coisas e a gente pode negociar com o banco. Mas não estou prometendo que nós não vamos perder a casa. Na verdade, ela já perdeu. Eu vou conseguir de volta, mas, depois, ela ainda tem que brigar com o banco.
Rojas traduziu, fazendo gestos com as mãos, quando eu não tinha feito. A verdade era que a sra. Pena teria de ir embora da casa mais cedo ou mais tarde. Era só questão de saber até onde queria que eu fosse com o caso. A falência pessoal acrescentaria mais um ano para a defesa, na execução da hipoteca. Mas ela não precisava decidir imediatamente.
— Agora fala pra ela que eu também preciso receber pelo meu trabalho. Explica como é o procedimento. Mil adiantados e o pagamento mensal.
— Quanto por mês e por quanto tempo?
Olhei para a casa outra vez. A sra. Pena me convidara para entrar, mas preferi fazer a reunião no carro. Aquele era um território para passar sem parar e eu estava em meu Lincoln Town Car BPS. As letras querem dizer Ballistic Protection Series. Eu comprei usado da viúva de um agente morto pelo cartel de Sinaloa. As portas eram blindadas e as janelas foram construídas com três camadas de vidro laminado. Eram à prova de bala. As janelas na casa cor-de-rosa da sra. Pena não eram. A lição que o sujeito de Sinaloa tinha aprendido era que você não sai do carro a menos que seja obrigado.
A sra. Pena explicara antes que as parcelas da hipoteca que ela havia parado de pagar nove meses atrás eram de setecentos por mês. Ela continuaria sem entregar esse dinheiro ao banco enquanto eu trabalhasse no caso. Iria morar de graça contanto que eu mantivesse o banco enrolado, então dava para receber alguma coisa ali.
— Vamos combinar 250 por mês. É o plano mais em conta que eu tenho. Explica direito pra ter certeza que ela entendeu que é muito barato e diz que o pagamento nunca pode atrasar. A gente pode fazer no cartão, se ela tiver algum funcionando. Só precisa ter certeza que não vence pelo menos até 2012. Rojas traduziu, com mais gestos e palavras do que eu havia usado, enquanto eu pegava meu celular. A mensagem era de Lorna Taylor.

ME LIGA.

Eu só podia retornar a ligação depois da reunião com minha cliente. Um advogado normal teria uma gerente de escritório e uma recepcionista. Mas o único escritório que eu tinha era o banco traseiro do meu Lincoln, de modo que Lorna cuidava da parte financeira do negócio e atendia as ligações no apartamento de West Hollywood onde ela morava com meu investigador-chefe.
Minha mãe era natural do México e eu entendia a língua nativa dela melhor do que deixava transparecer. Quando a sra. Pena respondia, eu sabia o que ela dizia — o sentido geral, pelo menos. Mas permiti que Rojas traduzisse tudo de volta para mim, de um jeito ou de outro. Ela prometeu que iria na casa buscar os mil dólares em dinheiro do adiantamento e que não atrasaria nenhum pagamento mensal. Para mim, não para o banco. Pensei que se eu conseguisse aumentar a permanência dela na casa por um ano minha parte seria 4 mil no total. Nada mal para o que eu ia ter de trabalhar. Provavelmente, nunca mais veria a sra. Pena outra vez.
Eu entraria com uma ação contestando a execução da hipoteca e retardaria o processo. Possivelmente nem precisaria aparecer diante de um juiz. Minha jovem sócia cuidaria de todas as idas e vindas em um tribunal. A sra. Pena ficaria feliz e eu também. No fim, porém, o martelinho iria descer. Como sempre faz. Eu imaginava ter um caso praticável mesmo que a sra. Pena não se mostrasse uma cliente muito prestativa. A maioria de meus clientes parava de pagar ao banco depois de perder o emprego ou passar por alguma catástrofe médica. A sra. Pena parou quando seus três filhos foram para a cadeia por vender drogas e o sustento financeiro semanal deles secou de uma hora para outra. Não é uma história das mais edificantes. Mas o banco tinha jogado sujo. Eu havia dado uma olhada no arquivo dela em meu laptop. Estava tudo ali: um histórico de notificações exigindo pagamento e depois a execução. Só que a sra. Pena afirmava nunca ter recebido as notificações. E eu acreditava nela.
Não era o tipo de bairro em que oficiais de justiça podiam andar à vontade.
Eu suspeitava que os documentos tinham ido parar no lixo e que o oficial encarregado simplesmente mentira a respeito. Se conseguisse montar minha base legal nesse caso, então eu conseguiria fazer o banco recuar com a alavancagem que obteria com isso.
Minha defesa seria esta: que a pobre mulher nunca fora advertida sobre o perigo que estava correndo. O banco tirou vantagem dela, executou sua hipoteca sem lhe dar a devida oportunidade de pôr os pagamentos em dia e deveria ser repreendido pelo tribunal por fazer isso.
— Ok, estamos combinados — disse eu. — Fala pra ela entrar e pegar o dinheiro enquanto eu imprimo um contrato e um recibo. Vamos dar andamento nisso hoje mesmo.
Sorri e balancei a cabeça para a sra. Pena. Rojas traduziu e depois saiu para contornar o carro e abrir a porta para ela.
Assim que a sra. Pena saiu, abri o formulário eletrônico de contrato em espanhol no meu laptop e digitei os nomes e números necessários. Mandei para a impressora que havia na bancada de aparelhos no banco da frente. Depois comecei a preencher o recibo do dinheiro a ser depositado em minha conta jurídica. Tudo dentro dos conformes. Sempre. Era a melhor maneira de manter a ordem da Califórnia longe do meu pé. Eu podia ter um carro à prova de balas, mas era a ordem dos advogados que com mais frequência me fazia olhar por cima do ombro.
Tinha sido um ano difícil para a Michael Haller e Associados. A defesa criminal virtualmente secara com a crise econômica. Claro que o crime não estava em crise. Em Los Angeles, a criminalidade vai de vento em popa esteja a economia como estiver. Mas os clientes pagantes eram poucos e entre um e outro havia uma longa espera. Era como se ninguém mais tivesse dinheiro para gastar com um advogado. Consequentemente, o gabinete da defensoria pública tinha casos e clientes saindo pelo ladrão, enquanto caras como eu estávamos quase passando fome.