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A Sátira e o Engenho (Cód: 155527)

Hansen, João Adolfo

Atelie

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A Sátira e o Engenho

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Descrição

'A Sátira e o Engenho' reconstitui a primeira legibilidade normativa da sátira atribuída ao poeta seiscentista Gregório de Matos e Guerra. O autor nos apresenta um vasto painel da vida literária e cultural da Bahia no século XVII. Aborda os poemas satíricos de Gregório de Matos, os tratados retóricos da época e os documentos históricos, como as delações de pecados e heresias ao Santo Ofício e as atas da Câmara de Salvador. Entre tais papéis, encontram-se as cartas endereçadas a um certo Dr. Gregório de Matos e Guerra, procurador da Bahia em Lisboa em 1673. A poesia de Gregório de Matos não é transgressora, pois o autor nos mostra que a sátira não é contra a moral. A sátira barroca fala mal de tudo e de todos, do governador despótico aos mulatos atrevidos, passando pelos padres sodomitas, comerciantes safados, mulheres adúlteras e cornos conformados. Mas essa crítica retórica e poética de costumes se faz, segundo Hansen, para corrigir excessos e desvios e preservar as normas e hierarquias sociais. O riso da sátira é assim incidental, colocando as convenções do ridículo a serviço da prudência e da moderação. Rompendo com a crítica biográfica, Hansen se afasta dos clichês românticos sobre a suposta vida do poeta, retratado habitualmente como ébrio, boêmio, obsceno e libertino. Para chegar a essa visão inovadora da poesia barroca brasileira, o autor analisou a sátira de Gregório de Matos a partir da tradição retórica do século XVII, em que a obscenidade e a maledicência estão previstas por regras precisas.

Características

Peso 0.82 Kg
Produto sob encomenda Não
Editora Atelie
I.S.B.N. 8574801364
Altura 23.00 cm
Largura 16.00 cm
Profundidade 2.80 cm
Número de Páginas 528
Idioma Português
Acabamento Brochura
Cód. Barras 9788574801360
Número da edição 1
Ano da edição 2004
País de Origem Brasil
AutorHansen, João Adolfo