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A Visita Cruel do Tempo (Cód: 3736637)

Egan, Jennifer

Intrinseca

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Descrição

Bennie Salazar é um executivo da indústria fonográfica. Sasha é sua assistente cleptomaníaca. E é a partir da história desses dois personagens que Jennifer Egan retrata, em uma narrativa caleidoscópica, a passagem do tempo e a transformação das relações. Da São Francisco dos anos 1970 até a Nova York de um futuro próximo, a autora cria um romance de estilo ímpar sobre continuidade e rupturas, memória e expectativas. Surpreendente, A visita cruel do tempo combina diferentes pontos de vista sobre histórias que se entrelaçam de maneiras inesperadas. Ao longo dos sabores e dissabores da vida dos personagens, Egan traça um interessante e envolvente panorama sobre crescimento,
perda e ambição e sobre o que acontece entre o que esperamos de nossa vida e o que se torna realidade.

Características

Produto sob encomenda Não
Editora Intrinseca
Cód. Barras 9788580571295
Altura 23.00 cm
I.S.B.N. 9788580571295
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Número da edição 1
Ano da edição 2012
Idioma Português
País de Origem Brasil
Número de Páginas 336
Peso 0.44 Kg
Largura 16.00 cm
AutorEgan, Jennifer

Leia um trecho

Começou como sempre começa, no banheiro do Hotel Lassimo. Sasha estava retocando a sombra amarela dos olhos no espelho quando reparou em uma bolsa no chão ao lado da pia, que devia pertencer à mulher cujo jato de urina se podia vagamente escutar através da porta do cubículo semelhante à de um cofre-forte. Na borda da bolsa, quase imperceptível, havia uma carteira de couro verde-claro. Ao relembrar o ocorrido, ficava evidente para Sasha que a confiança cega da mulher a provocara: Nós moramos em uma cidade onde as pessoas são capazes de roubar os cabelos da sua cabeça se tiverem a mínima chance, mas mesmo assim você deixa seus pertences totalmente à vista e conta com que estejam à sua espera quando você voltar? Aquilo lhe deu vontade de ensinar uma lição à mulher. Mas esse desejo só fez camuflar a sensação mais profunda que Sasha sempre tinha: aquela carteira gorda e macia, oferecendo-se à sua mão – parecia tão sem graça, tão lugar-comum simplesmente deixá-la ali em vez de aproveitar a ocasião, aceitar o desafio, dar o salto, sair correndo, mandar a cautela às favas, viver perigosamente (“Já entendi”, disse Coz, seu terapeuta) e pegar a porcaria da carteira. – Roubar, você quer dizer. Ele estava tentando fazer Sasha usar essa palavra, que era mais difícil de evitar no caso de uma carteira do que no de muitas outras coisas que ela havia furtado ao longo do último ano, quando o seu distúrbio (era assim que Coz o chamava) começara a se intensificar: cinco chaveiros, óculos escuros, um cachecol infantil listrado, um binóculo, um ralador de queijo, um canivete, 28 sabonetes e 85 canetas, desde as esferográficas baratas do tipo que ela usava para assinar os recibos do cartão de débito até a Visconti cor de berinjela que custava 260 dólares na internet e que ela havia roubado do advogado de seu ex-patrão durante uma reunião para assinar contratos. Sasha agora não roubava mais em lojas – suas mercadorias frias e inertes não a seduziam. Só roubava de pessoas. – Tá, é, roubar – disse ela. Sasha e Coz haviam batizado a sensação que a acometia de “desafio pessoal”, ou seja: pegar a carteira era para Sasha uma forma de afirmar sua coragem, sua individualidade. O que precisavam fazer era modificar seu pensamento para que o desafio não fosse mais pegar a carteira, mas sim deixá-la onde estava. Isso seria a cura, embora Coz nunca usasse palavras como “cura”. Ele vestia suéteres moderninhos e a deixava chamá-lo pelo apelido, mas era muito tradicional e tão inescrutável que Sasha não saberia dizer se era gay ou hétero, se havia escrito livros famosos ou se (como ela às vezes desconfiava) era um daqueles presidiários foragidos que se fazem passar por cirurgiões e acabam esquecendo bisturis e outros instrumentos dentro da cabeça dos pacientes. Essas dúvidas, é claro, poderiam ter sido solucionadas no Google em menos de um minuto, mas (segundo Coz) eram dúvidas úteis, e até ali Sasha havia resistido.