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Alexandre, o Grande (Cód: 168240)

Rice,E. E.

Nova Fronteira

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Alexandre, o Grande

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Descrição

Alexandre, o Grande é um dos mais conhecidos personagens da Antigüidade. Os livros que descrevem sua trajetória e mesmo os filmes que o retratam enaltecem mais o mito do que os seus feitos. Em pouco mais de cem páginas, a autora E.E. Rice conta a incrível trajetória do homem que se tornou rei da Macedônia com apenas vinte anos, e, ao morrer, aos 33, já havia conquistado grande parte daquilo que os helênicos entendiam como mundo. Nesta biografia, ilustrada com um mapa da trajetória de Alexandre e com um rico caderno de imagens, percebemos que o amor de Alexandre pela batalha era mais forte do que qualquer outro sentimento. A autora aborda aspectos polêmicos de Alexandre, como o alcoolismo, o provável homossexualismo e a morte precoce por possível envenenamento. E ainda: a infância e a juventude de Alexandre, a estreita ligação com os ideais gregos de sua mãe Olímpia, a amizade de Hefestião, o inseparável Bucéfalo, o casamento com Roxana, e tantos outros episódios. 'Alexandre, o Grande' é uma boa pedida para aqueles que querem conhecer mais sobre a vida do grande rei da Macedônia, principalmente neste momento em que estréia o filme 'Alexandre', dirigido por Oliver Stone e estrelado por Colin Farrell, Angelina Jolie e Anthony Hopkins.

Características

Produto sob encomenda Não
Editora Nova Fronteira
Cód. Barras 9788520917077
Altura 21.00 cm
I.S.B.N. 8520917070
Profundidade 0.70 cm
Acabamento Brochura
Número da edição 1
Ano da edição 2005
Idioma Português
País de Origem Brasil
Número de Páginas 120
Peso 0.16 Kg
Largura 14.00 cm
AutorRice,E. E.

Leia um trecho

1 Os primeiros anos A Macedônia Na Antiguidade, a Macedônia cobria uma vasta região ao norte da Grécia, e é preciso atenção para não a confundirmos com a província homônima da Grécia moderna, nem com a antiga república eslava da Macedônia. Consistia basicamente numa planície entrecortada pelos rios que desembocavam no golfo Térmico (área que atualmente inclui a cidade de Tessalônica, fundada em 316 a.C., depois da morte de Alexandre). Atingindo seus limites máximos no século IV a.C., a Macedônia incorporava, a leste, a península tridentada de Chalkidiki, além de terras que atravessavam a Trácia e chegavam ao mar Negro; ao sul, estendia-se até a Tessália; a oeste, cruzava os montes Pindo (a maior cordilheira da Grécia, que divide o norte em duas metades) e chegava à atual Albânia; ao norte, cobria grande parte das antigas repúblicas eslavas e partes da Bulgária. Tratava-se de um território vasto, geograficamente diverso, rico em recursos naturais e sede de várias comunidades tribais.Ao longo do período clássico, a Macedônia foi comandada por uma linha hereditária de soberanos, em que o mais forte dos candidatos a rei ascendia ao trono. Portanto, diferenciava-se politicamente das cidades-estado da vizinha Grécia, apesar dos contatos seculares entre as duas culturas. Cidades gregas foram fundadas ao longo da costa ocidental da Macedônia e na região de Chalkidiki, e escavações arqueológicas recentes evidenciam que a cultura macedônia, pelo menos nas classes aristocráticas, era tão sofisticada quanto qualquer outra ao sul das fronteiras. No início do século IV, uma nova capital foi fundada em Pela (a oeste da atual Tessalônica), e foi ali que Eurípedes, o célebre dramaturgo grego, passou os últimos anos de sua vida. Pisos de mosaicos extraordinários, casas, uma área comercial e o palácio foram encontrados (à época da primeira edição deste livro, as descobertas do centro comercial e do palácio ainda não haviam sido integralmente reveladas ao público), atestando a existência de uma sociedade afluente, instruída e sofisticada, completamente versada na cultura da Grécia. Contudo, havia uma profunda Alexandre, o Granderivalidade étnica entre gregos e macedônios, agravada pela hostilidade política entre os dois povos.O pai de Alexandre, Filipe II, foi o principal soberano macedônio do século IV. Entre suas maiores realizações encontram-se: a conciliação de diversas tribos rivais nas regiões norte e oeste da Macedônia, a exploração de vastas minas de prata e ouro (que muito o enriqueceu) e a transformação do exército macedônio numa poderosa máquina de guerra, da qual, mais tarde, seu filho lançaria mão com mortal eficácia. Embora sua principal rainha (e mãe de Alexandre) fosse Olímpia, uma princesa de Epiro (região a oeste dos montes Pindo), Filipe era poligâmico e contraiu diversos matrimônios que lhe garantiram uma sólida rede de alianças com líderes vizinhos. O poder autocrático e o caráter expansionista de Filipe eram temidos na maioria das cidades da Grécia continental. Isso fica bastante evidente na poderosa retórica do orador ateniense Demóstenes, que em muitos de seus famosos discursos alertava os gregos para a ameaça que Filipe representava para seus governos democráticos. O medo dos gregos não era infundado: Filipe derrotou de forma categórica a coalizão militar grega na Batalha de Queronéia, na Grécia central, em 338 a.C. A partir de então, tornou-se, para todos fins e efeitos, o árbitro final de eventuais querelas entre as cidades gregas. O jovem Alexandre desempenhou relevante papel nessa batalha, na condição de tenente do pai.Numa cartada típica de sua astuta diplomacia, Filipe controlou a segmentada Grécia por meio da Liga de Corinto, uma federação de cidades não muito rígida, que com ele formava uma aliança iníqua e sem qualquer respaldo na amizade ou na boa-fé. Na reunião inaugural realizada em Corinto, conquistou a concordância das cidades em apoiá-lo na guerra contra a Pérsia, e foi eleito comandante supremo das forças aliadas gregas para a expedição. Não se sabe ao certo quais eram as verdadeiras intenções de Filipe com relação à Pérsia, mas o pretexto para a invasão, claramente concebido para agradar os helênicos, era libertar do domínio persa as cidades gregas da Ásia Menor. Uma hostilidade profunda instalara-se entre Grécia e Pérsia desde a primeira guerra persa (imortalizada pelo historiador Heródoto), no início do século V a.C. O motivo do embate fora a revolta das cidades gregas da Ásia Menor contra a Pérsia e a idéia de “liberdade aos gregos” sob domínio persa tornara-se então um poderoso grito de guerra. Sob o comando dos generais Parmenião e Atalo, uma força avançada conseguiu alcançar o Helesponto, mas foi sitiada em Perinto, e a expedição viu-se em situação ainda mais embaraçosa diante do assassinato de Filipe II, em 336 a.C. Na antiga capital do reino, Aigai (atual Vergina), Filipe foi assassinado por um jovem que tinha por ele um certo ressentimento, supostamente de natureza romântica. O assassinato aconteceu enquanto Filipe presidia à cerimônia de casamento de sua filha Cleópatra, fruto de sua união com Olímpia (assim como Alexandre), com um tio epirense. Observando-se a tradição real, Filipe foi enterrado em Aigai. Exames forenses bastante convincentes evidenciaram que era ele o ocupante da câmara principal da Tumba II no jazigo real de Vergina, descoberta em 1979 (supõe-se que o corpo encontrado na antecâmara era o de sua última mulher, também chamada Cleópatra). O túmulo de Filipe, um dos poucos túmulos reais que escaparam à pilhagem ao longo do tempo, continha uma verdadeira fortuna em ouro, prata e marfim, o que mudou por completo nossa compreensão da cultura macedônia do século IV. (Estes túmulos em Vergina são hoje abertos à visitação pública, e os objetos ali encontrados estão expostos no Museu Arqueológico de Tessalônica. O teatro em que supostamente Filipe foi assassinado foi descoberto sob uma colina próximo ao palácio de Vergina, datado do século IV.)A juventude de Alexandre Assim, aos vinte anos, o jovem príncipe Alexandre viu-se inesperadamente órfão de pai, e o reino, órfão de um líder. Vejamos o que é sabido de seus primeiros anos de vida. Alexandre nasceu em 356 a.C. (possivelmente no palácio de Pela, ou no de Aigai/Vergina), primogênito do rei Filipe II e da rainha Olímpia. As fontes descrevem Olímpia como uma mulher terrível, de temperamento forte e afeita a rituais religiosos associados ao culto a Dioniso, o deus grego do vinho e de tantas outras coisas, amplamente adorado na Macedônia. Olímpia estava convencida de que Alexandre deveria ascender ao trono e defendia com veemência a posição do filho na disputa sucessória, especialmente em relação aos filhos ilegítimos gerados por Filipe. Ao que parece, Alexandre herdara a determinação da mãe e permaneceu muito próximo a ela durante toda a vida. (Olímpia protegeu a autoridade do rei ausente durante toda a expedição, e várias fontes mencionam cartas trocadas entre eles naquele período.) Alexandre passou a infância na companhia de “pajens reais”, garotos de famílias aristocráticas que eram levados à corte para se educarem (junto aos filhos dos aliados de Filipe, os quais, dadas as circunstâncias, eram praticamente reféns do rei macedônio). Muitos desses companheiros de infância tornaram-se, mais tarde, oficiais do exército de Alexandre, como Ptolomeu, filho de Lagus (a fonte histórica utilizada por Arriano), e Nearco, que ascenderia ao posto de almirante da frota. Seguindo a tradição, Filipe contratou como preceptor de seu filho o famoso filósofo Aristóteles, um grego natural de Estagira, na península de Chalkidiki (ilustração 4). Plutarco nos informa que Aristóteles ensinava Alexandre no santuário das Ninfas, em Mieza, onde os bancos de pedra e as alamedas ainda existiam à sua época. Descobriu-se que o tal santuário situava-se a noroeste da atual Beréia (não muito distante do Grande Túmulo de Leocádia). As escavações arqueológicas ainda estão incompletas, mas o belo santuário, em meio a bosques e lagos, pode ser vislumbrado como um lugar condizente com a escola de Aristóteles. Muito se especula acerca da influência filosófica de Aristóteles sobre o jovem discípulo. As opiniões variam entre a ausência de qualquer influência até a hipótese extrema de que a expedição de Alexandre tenha sido em grande parte uma pesquisa de campo incitada pelo mestre. Esta última suposição baseia-se numa carta certamente fictícia de Alexandre para Aristóteles, perpetuada em certas fontes, em que ele escreve ao seu preceptor sobre espécies raras de fauna e flora que encontrou ao longo de suas viagens. A verdade talvez resida em algum lugar entre os dois extremos e jamais seja descoberta. De que a expedição de Alexandre trouxe à tona um grande número de curiosidades naturais não tenho a menor dúvida; que este tenha sido o foco principal da empreitada não posso acreditar. Autores antigos subseqüentes, seguidos por estudiosos modernos, especulam sobre a influência do ensino da filosofia no caráter de Alexandre (o conceito de “rei bom”, a virtude da moderação etc.), mas sem chegar a conclusões aproveitáveis.Várias anedotas simpáticas sobre a infância de Alexandre estão registradas nos escritos de Plutarco e revelam, entre outras coisas, a precocidade, a inteligência, a ânsia de conhecimento, a coragem e a inquestionável predestinação ao poder do jovem macedônio. Um dos mais conhecidos episódios que ilustram os traços de personalidade de Alexandre é a domesticação do cavalo Bucéfalo (literalmente, em grego, “cabeça de boi”). Este corcel indomável fora comprado pelo rei Filipe, mas como não se deixava montar por ninguém, foi afastado por ordens do próprio rei. Depois de muito suplicar, Alexandre teve permissão para tentar domá-lo. Se falhasse, teria de pagar uma quantia equivalente ao preço do animal. Notando que o cavalo se assustava com a própria sombra, conduziu-o na direção do sol de modo a torná-la invisível. Fazendo isso, conseguiu apaziguar o cavalo e por fim montá-lo, frustrando todas as expectativas em contrário (ilustração 8). Mais tarde, Bucéfalo acompanhou o dono até a Índia, onde morreu, para grande tristeza de Alexandre. Todas as fontes registram a devoção do conquistador ao animal, e acredita-se que ele tenha dado o nome de Bucefália a uma cidade da Índia, em homenagem ao inseparável amigo.Alexandre crescera como herdeiro legítimo de Filipe, acompanhando o pai em campanhas militares e assumindo o trono na ausência do rei. No entanto, os ressentimentos que haviam se acumulado entre Filipe e Olímpia — decorrentes de seus casamentos posteriores e do nascimento de filhos ilegítimos — culminaram numa disputa de grandes proporções por ocasião do último matrimônio de Filipe com Cleópatra (por vezes chamada de Eurídice), sobrinha do general macedônio Átalo. Numa festa regada a muito vinho, depois de ouvir Átalo invocar a providência divina para que um sucessor legítimo nascesse daquela união, Alexandre teve um acesso de fúria. Filipe sacou da espada, mas a embriaguez impediu-o de atacar o próprio filho. Depois do episódio, Alexandre e Olímpia foram exilados da corte (ela para Epiro, ele para Ilíria), junto com muitos dos companheiros de Alexandre.Com o assassinato de Filipe, os exilados voltaram à Macedônia, e Alexandre tomou todas as providências necessárias para se firmar no trono do pai. Muitos acreditam que ele estivera envolvido na morte do rei, sobretudo por ser o principal beneficiário do crime, mas nenhuma evidência foi encontrada no sentido de confirmar as suspeitas. Alexandre matou, ou mandou matar, os principais candidatos à sucessão, inclusive um primo de sangue real. Disputas como essa eram típicas na sucessão da realeza na Macedônia, onde o mais forte entre os pretendentes ao trono ascendia ao poder. Olímpia providenciou o assassinato de Cleópatra e da filhinha dela. E o príncipe Alexandre tornou-se o rei Alexandre III da Macedônia.Alexandre retomou os projetos do pai em relação à Grécia e às expedições contra a Pérsia. Em 335 a.C., convocou uma reunião entre os membros da Liga de Corinto e convenceu-os a elegê-lo supremo comandante numa guerra de retaliação contra a Pérsia, exatamente como Filipe fizera dois anos antes. Todas as cidades gregas votaram a favor da investida, à exceção de Esparta, cuja desfeita causou grande irritação. Antes que pudesse se dedicar à Pérsia, Alexandre precisava assegurar sua posição na Europa. No curso de sua bem-sucedida campanha para dominar as revoltas que haviam eclodido em tribos nativas na Ilíria, na Trácia e no Danúbio diante da notícia da morte de Filipe (operação registrada em detalhes no Tomo I da Anabasis de Arriano), Alexandre tornou-se um general excepcional, e suas investidas naquele território hostil marcaram-se pelo brilhantismo tático e estratégico que se faria presente em toda a sua carreira.Na ausência de Alexandre, uma rebelião estourou na Grécia central. A cidade de Tebas, na Beócia, vinha sendo ocupada por uma guarnição macedônia desde a Batalha de Queronéia em 338, e, a convite dos tebanos, expatriados revoltosos voltaram à cidade, mataram os comandantes da guarnição e incitaram o populacho a se rebelar contra os invasores, alegando que Alexandre havia sido morto no norte. O soberano levou a sério essa ameaça e dirigiu-se para o sul, rumo a Tebas. Tal decisão é ilustrativa da natural desconfiança dos macedônios em relação aos gregos, característica de todo o reinado de Alexandre e decorrente da rivalidade étnica que se desenvolvera entre os dois povos ao longo do século IV. Comentando a rebelião de Tebas, Arriano revela que Alexandre suspeitava de Atenas havia muito e decidira subjugar os tebanos por medo de que outros estados gregos, incluindo Esparta, se juntassem a eles num movimento revolucionário. Essa atmosfera de desconfiança é recorrente em toda a história do conquistador.O cerco de Alexandre a Tebas é relatado em todas as nossas fontes, embora variem os detalhes. O exército macedônio chegou tão depressa que os tebanos sequer notaram sua aproximação (a rapidez era uma das principais características das tropas de Alexandre). Antes de atacar, Alexandre estabeleceu-se nas cercanias e aguardou o momento apropriado, mas logo a cidadela foi atacada em sucessivas e vigorosas investidas, permitindo que o exército macedônio se deslocasse para o interior da cidade. Depois de uma matança selvagem, Tebas rendeu-se e foi inteiramente destruída; suas terras foram divididas entre os “aliados” de Alexandre na Liga de Corinto, e seus habitantes, escravizados. O episódio chocou as outras cidades da Grécia, bem como os próprios aliados, e muitos atribuíram a derrota de Tebas à fúria divina que se abatera sobre os tebanos depois de sua adesão à Pérsia durante a Guerra Persa, no século V. O tratamento rigoroso teve interessantes exceções: sacerdotes e sacerdotisas (de modo que Alexandre pudesse clamar a reverência dos deuses), amigos e embaixadores locais dos reis macedônios (de modo a provar o valor da lealdade), a suposta casa do famoso poeta Píndaro (há, contudo, de se questionar a probabilidade de que a casa de um poeta do início do século V ainda estivesse de pé e fosse identificada à época) e os descendentes de Píndaro. Este último gesto ilustra o profundo respeito que Alexandre tinha pela cultura e pelo saber gregos. Cabe ainda ressaltar que o tratamento especial reservado a Píndaro deve-se também ao fato de que o poeta havia escrito um encomium (elogio) em honra do antepassado do nosso Alexandre que vivera no século V, rei Alexandre, “o Fileleno”.A supressão da revolta tebana teve o efeito desejado. Outras cidades enviaram comitivas para felicitar o rei vitorioso e puniram habitantes que haviam aderido à causa tebana. Ao receber a comitiva ateniense, Alexandre exigiu a rendição imediata de vários cidadãos eminentes (incluindo o orador Demóstenes), a título de punição pelos agravos cometidos na Batalha de Queronéia e pela recente oposição oferecida ao rei Filipe e ao próprio Alexandre. Porém, diante de uma segunda comitiva, o rei macedônio revogou a exigência — menos por generosidade e mais pelo desejo de deixar para trás uma Grécia pacificada, conforme voltava sua atenção para a Ásia e o império persa.

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