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Agustina Bessa-Luís

País de origem: Portugal
Nascimento: 17 de outubro de 2018
Site:
Gêneros Romance
Agustina Bessa-Luís nasceu em 15 de outubro de 1922 em Vila Meã, Amarante. Filha do empresário Artur Teixeira de Bessa e de Laura Jurado Ferreira, desde muito jovem se interessou por livros, começando por ler alguns da biblioteca do avô materno, Lourenço Guedes Ferreira. Foi através destas primeiras leituras que tomou contato com alguns dos melhores escritores franceses e ingleses, os quais lhe despertaram o amor pela literatura.

Em 1932 Agustina vai para o Porto estudar, onde passa parte da adolescência, mudando-se para Coimbra em 1945, e, a partir de 1950 fixa definitivamente a sua residência no Porto. Estreou-se como romancista em 1948, ao publicar a novela “Mundo Fechado”, mas seria o romance “A Sibila”, publicado em 1954 que constituiu um enorme sucesso e lhe trouxe imediato reconhecimento geral. E é com “A Sibila” que Bessa-Luís atinge a total maturidade do seu originalíssimo processo criador.

Além da atividade literária, a escritora envolveu-se em diversos projetos, sendo ainda membro da Academie Européenne des Sciences, des Arts et des Lettres(Paris), da Academia Brasileira de Letras e da Academia das Ciências de Lisboa (Classe de Letras). Foi distinguida com o grau de Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada, a 9 de Abril de 1981, tendo sido elevada ao grau de Grã-Cruz da mesma ordem em 26 de Janeiro de 2006.

Vários dos seus romances foram já adaptados ao cinema pelo realizador Manuel de Oliveira e a sua criação é extremamente fértil e variada. A autora escreveu até o momento mais de cinquenta obras, entre romances, contos, peças de teatro, biografias romanceadas, crônicas de viagem, ensaios e livros infantis. Foi traduzida para alemão, castelhano, dinamarquês, francês, grego, italiano e romeno. O seu livro-emblema, A Sibila, já atingiu a vigésima quinta edição.

Em 2004, aos 81 anos, recebeu o mais importante prémio literário da língua portuguesa: o Prémio Camões. Na ata do júri da XVI edição do Prêmio, pode ler-se que "o júri tomou em consideração que a obra de Agustina Bessa-Luís traduz a criação de um universo romanesco de riqueza incomparável que é servido pelas suas excepcionais qualidades de prosadora, assim contribuindo para o enriquecimento do património literário e cultural da língua comum".

Em 2005 foi-lhe atribuído o título ‘doctor honoris’ causa pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Desde Julho de 2006, pouco depois de terminar a sua última obra, “A Ronda da Noite”, que Agustina Bessa-Luís deixou de escrever e se retirou da vida pública, devido a razões de saúde.

Escreveu livros de diversos tipos, mas a maioria são romances, sendo “A Sibila” que lhe trouxe enorme prestígio. A sua escrita opõe-se a qualquer tentativa de contextualização, em termos de correntes, na história da literatura portuguesa. A escritora surgiu no panorama literário português numa altura em que a oposição entre o neo-realismo e o modernismo do movimento da Presença atingia o seu auge. Dedicou-se quase inteiramente à criação literária e desde sua estreia em 1948 manteve um ritmo de publicação pouco usual nas letras portuguesas.

Conhecida não só como romancista, mas também como autora de peças de teatro, cinema, biografias, ensaios e livros infantis, a sua obra conta até ao momento com mais de meia centena de títulos. A autora revela grande preocupação pela condição social e cultural dos portugueses, particularmente interessada em explorar o passado, recorrendo à ficção para problematizar o conhecimento histórico e vivencial.
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