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Florbela Espanca

País de origem: Portugal
Nascimento: 22 de outubro de 2018
Site:
Gêneros Poesia
Florbela Espanca nasceu em Vila Viçosa no dia 8 de dezembro de 1894, foi batizada como Flor Bela Lobo, e que opta por se autonomear Florbela d'Alma da Conceição Espanca e foi uma poetisa portuguesa. A sua vida, de apenas trinta e seis anos, foi plena, embora tumultuosa, inquieta e cheia de sofrimentos íntimos que a autora soube transformar em poesia da mais alta qualidade, carregada de erotização, feminilidade e panteísmo.

Entre 1899 e 1908, Florbela frequentou a escola primária em Vila Viçosa. Foi naquele tempo que passou a assinar os seus textos Flor d’Alma da Conceição. As suas primeiras composições poéticas datam dos anos 1903 - 1904: o poema "A Vida e a Morte", o soneto em redondilha maior em homenagem ao irmão Apeles e um poema escrito por ocasião do aniversário do pai "No dia d'anos", com a seguinte dedicatória: «Ofereço estes versos ao meu querido papá da minha alma». Em 1907, Florbela escreveu o seu primeiro conto: "Mamã!" No ano seguinte, faleceu a sua mãe, Antónia, com apenas vinte e nove anos.

Em 1916, de volta a Redondo, a poetisa reuniu uma seleção da sua produção poética desde 1915, inaugurando assim o projeto “Trocando Olhares”. A coletânea de oitenta e cinco poemas e três contos serviu-lhe mais tarde como ponto de partida para futuras publicações. Na época, as primeiras tentativas de promover as suas poesias falharam.

Em 1919 saiu a sua primeira obra, “Livro de Mágoas”, um livro de sonetos. A tiragem (duzentos exemplares) esgotou-se rapidamente.

Em 1922, em 1 de Agosto, a recém fundada Seara Nova publicou o seu soneto "Prince charmant…", dedicado a Raul Proença. Em Janeiro de 1923 veio a lume a sua segunda coletânea de sonetos, “Livro de Sóror Saudade”, edição paga pelo pai da poetisa. Para sobreviver, Florbela começou a dar aulas particulares de português.

Em 1927 a autora principiou a sua colaboração no jornal D. Nuno de Vila Viçosa, dirigido por José Emídio Amaro. Naquele tempo não encontrava editor para a coletânea Charneca em Flor. Preparava também um volume de contos, provavelmente O Dominó Preto, publicado postumamente apenas em 1982. Começou a traduzir romances para as editoras Civilização e Figueirinhas do Porto. No mesmo ano, Apeles Espanca, o irmão da escritora, faleceu num trágico acidente de avião. A sua morte foi devastadora para Florbela.

Em homenagem ao irmão, Florbela escreveu o conjunto de contos de “As Máscaras do Destino”, volume publicado postumamente em 1931. Entretanto, a sua doença mental agravou-se bastante.

Em 1930, Florbela começou a escrever o seu “Diário do Último Ano”, publicado só em 1981. Florbela tentou o suicídio por duas vezes mais em Outubro e Novembro de 1930, na véspera da publicação da sua obra-prima, Charneca em Flor. Após o diagnóstico de um edema pulmonar, a poetisa perdeu definitivamente a vontade de viver. Não resistiu à terceira tentativa do suicídio. Faleceu em Matosinhos, no dia do seu 36º aniversário, a 8 de Dezembro de 1930. A causa da morte foi a sobredose de barbitúricos.

A poetisa teria deixado uma carta confidencial com as suas últimas disposições, entre elas, o pedido de colocar no seu caixão os restos do avião pilotado por Apeles quando sofreu o acidente.

“Ela escreveu poesia, contos, um diário e epístolas; traduziu vários romances e colaborou ao longo da sua vida em revistas e jornais de diversa índole, Florbela Espanca antes de tudo é poetisa. É à sua poesia, quase sempre em forma de soneto, que ela deve a fama e o reconhecimento. A temática abordada é principalmente amorosa. O que preocupa mais a autora é o amor e os ingredientes que romanticamente lhe são inerentes: solidão, tristeza, saudade, sedução, desejo e morte. A sua obra abrange também poemas de sentido patriótico, inclusive alguns em que é visível o seu patriotismo local: o soneto ‘No meu Alentejo’ é uma glorificação da terra natal da autora.”

Em 1949 a Câmara Municipal de Lisboa homenageou a poetisa dando o seu nome a uma rua junto à Avenida da Igreja, em Alvalade. Existe uma biblioteca com o seu nome em Matosinhos.

Somente duas antologias, “Livro de Mágoas” (1919) e “Livro de Sóror Saudade” (1923), foram publicadas em vida da poetisa. Outras, “Charneca em Flor” (1931), Juvenília (1931) eReliquiae (1934) saíram só após o seu falecimento. Toda a obra poética de Florbela foi reunida por Guido Battelli num volume chamado “Sonetos Completos”, publicado pela primeira vez em 1934. Em 1978 tinham saído 23 edições do livro.
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