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Bala na Agulha (Cód: 1914408)

Paiva, Marcelo Rubens

Objetiva

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Descrição

Thomaz é um brasileiro que tenta a vida nos Estados Unidos. Ex-garoto de programa no Brasil, agora é um traficante de oportunidade em Nova York. Apesar da atividade de risco, Thomaz se aborrece numa vida sem emoções. Ele se sente estagnado, frustrado, e anseia, pela primeira vez em muitos anos, por uma mudança que o tire da mesmice.
A agitação que tanto queria chega como um furacão, na forma de um recado na secretária eletrônica, e trazendo uma reviravolta de conseqüências perigosas para sua vida. Thomaz passa a ser perseguido e se vê envolvido num brutal assassinato em Manhattan. Acostumado ao submundo das drogas e da prostituição - mas também aos círculos mais requintados -, o jovem precisa escapar de uma grande conspiração que se armou contra ele.
Ele pensa em voltar para o Brasil, mas não sabe o que o espera. Afinal, seu pai acaba de ser eleito primeiro-ministro. Mas isso não significa que seus problemas teriam fim - ao contrário, com sua volta para a casa dos pais, sua situação fica cada vez pior e o número de pessoas envolvidas não pára de aumentar.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Objetiva
Cód. Barras 9788573028461
Altura 21.00 cm
I.S.B.N. 9788573028461
Profundidade 0.00 cm
Idioma Português
País de Origem Brasil
Número de Páginas 168
Peso 0.44 Kg
Largura 14.00 cm
AutorPaiva, Marcelo Rubens

Leia um trecho

As palavras falam por si, e estas são minhas. Quer mesmo saber? NOVA YORK - 23h50 Enquanto ela estava no chão, amarrei a extremidade da corda no seu pulso. Fui arrastando-a para o quarto. Gritou (mesmo com o lenço preso na boca), mas ninguém ouviu. Coloquei-a na cama, joguei meu corpo sobre o dela e ameacei: — Vou usar esta faca se não colaborar! Seus olhos azuis perderam o brilho que, antes, ela tinha me lançado. Agora, olhos vermelhos, olhar assustado, cheio de ódio. — Eu vou ser rápido. Costumo ficar a noite toda, mas hoje não posso. Um dia, se eu tiver a oportunidade, te explico...Interrompi o discurso confidente lembrando que a cliente era ela, não eu; suas fantasias deveriam ser representadas, não as minhas; se alguém tinha o direito de desabafar, era ela, que pagava por isso. Voltei a agir profissionalmente. Amarrei seus braços na borda da cama. Fui amarrar os pés, e ela enfiou um chute no meu peito que me jogou no chão. — Quer parar com isso! Eu nunca tinha estado com uma cliente tão resistente; demência! — Você está pagando, mas me dá um tempo! Eu quero acabar logo! Relaxou. Deixei seus pés soltos. Vestia uma saia até o joelho. Fiquei na dúvida se levantava ou tirava. Acabei tirando. Desabotoei sua blusa. Nua. Contraiu o abdômen. Nua. Cruzou as pernas e fechou os olhos. Merda de vida! Por que me compram, se para eles o prazer é um sacrifício? — Tiro minhas roupas? Nenhuma reação. O contato tinha exigido que eu a comesse vestido de carregador, tal qual um estupro. Ignorei o contato. Tirei os sapatos e a calça. Em pé, olhando seu corpo indefeso, a pele lisa, branca, bateu uma dúvida: ela não precisa contratar um michê pra fazer aquilo, é o tipo de mulher que todos os homens desejam. Agora não. Antes, algumas horas antes. Seja paciente. É melhor começar com o que me aconteceu naquela tarde; existem detalhes que não podem passar em branco. Se nos acusam de sermos desconhecidos de nós mesmos, vou me situar melhor e escavar. Tentarei ser o mago que evoca o passado. Agora sim, me lembro bem. À tarde. O tempo deve ser registrado, hora a hora, minuto a minuto. Estava e continuo sem pátria, nome e futuro. O tempo era, é, meu único bem. O tempo não controlo. Ele corre. Tento agarrá-lo, antes que seja tarde, e eu seja condenado por ter deixado escapar. O que não muda? Tudo muda. O registro do tempo não. É uma sina: se agarrar ao tempo. É a nossa salvação. QUARTA-FEIRA O grunhido: — Ex? Ex? Ex? O sujeito perguntava a quem passasse à sua frente cruzando a Washington Square, porta de entrada do Village. A primeira vez que o vi, imaginei que se tratasse de mais um michê alugando o corpo para uma trepada: — Sex? Sex? Sex? Não. Um reles traficante oferecendo uma viagem de ácido por dez dólares: — Acid, acid, acid... Há um bom tempo eu morava no Village. O bairro e eu, uma dupla. Atravessar a Washington Square era rota obrigatória para voltar para casa. O traficante me conhecia. Assim que me via, e mesmo sabendo que eu nunca parava, declamava, insistindo: — Acid, acid, acid... Eu amava sua persistência, sinal do regresso, prova de que eu continuava vivo. Talvez eu fizesse, durante toda minha vida, aquele percurso. Ele estaria sempre no mesmo lugar, oferecendo ácido, a despeito das transformações do mundo. Bom e ruim. Bom porque, na minha profissão, era agradável, harmônico, o alerta diário de que eu estava vivo. Ruim porque, na minha vida não havia transformações, como se a história fosse o encontro de repetições. Talvez um dia eu pare e compre aquele maldito ácido. 16h30 Verão em Nova York. Muita gente nas ruas, muito calor, tudo em excesso. Voltando para casa, o soneto: — Acid, acid, acid... Hino do regresso, eu estava vivo, e nada tinha mudado, e pela primeira vez, depois de anos, desejei que algo de muito sério me acontecesse, me tirasse do círculo. Que parassem de girar! Uma mudança. Ao abrir a porta de casa, um número foi o prenúncio da transformação. A luz vermelha no visor da secretária eletrônica. Um número digital reluzindo. Seis. Um mau pressentimento. Não era comum ter seis recados gravados na secretária e eu sabia, por experiência, que o excesso tinha um significado perturbador: alguém estava ansioso atrás de mim, atrás de uma presença. O número seis brilhando, eu, na dúvida se ouvia os recados, se ignorava, quando o telefone tocou. Seria o sétimo se eu não atendesse. — Porra, caralho, estou o dia inteiro atrás de você! Era a voz de Marcos de Sotto, do outro lado da linha, assessor de não-sei-o-quê do consulado brasileiro em Nova York. Deduzi que era ele o cliente ansioso. — Onde você está? — perguntei num tom cordial, procurando ganhar tempo. Não fazia a menor diferença saber onde ele estava. A prática tinha me ensinado: a relação traficante e usuário é mais que comercial, é sobretudo paternal. Numa negociação, a sede de consumo, a desconfiança e a paranóia estão abertamente envolvidas (fraturas expostas). Nós, traficantes, temos de freqüentemente esfriar os ânimos de certos clientes ansiosos.

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