Artboard 33 Artboard 16 Artboard 18 Artboard 15 Artboard 21 Artboard 1 Artboard 2 Artboard 5 Artboard 45 Artboard 45 Artboard 22 Artboard 9 Artboard 23 Artboard 17? Artboard 28 Artboard 43 Artboard 49 Artboard 47 Artboard 38 Artboard 32 Artboard 8 Artboard 22 Artboard 5 Artboard 25 Artboard 1 Artboard 42 Artboard 11 Artboard 41 Artboard 13 Artboard 23 Artboard 10 Artboard 4 Artboard 9 Artboard 20 Artboard 6 Artboard 11 Artboard 7 Artboard 3 Artboard 3 Artboard 12 Artboard 25 Artboard 34 Artboard 39 Artboard 24 Artboard 13 Artboard 19 Artboard 7 Artboard 24 Artboard 31 Artboard 4 Artboard 14 Artboard 27 Artboard 30 Artboard 36 Artboard 44 Artboard 12 Artboard 17 Artboard 17 Artboard 6 Artboard 27 Artboard 19 Artboard 30 Artboard 29 Artboard 29 Artboard 26 Artboard 18 Artboard 2 Artboard 20 Artboard 35 Artboard 15 Artboard 14 Artboard 48 Artboard 50 Artboard 26 Artboard 16 Artboard 40 Artboard 21 Artboard 29 Artboard 10 Artboard 37 Artboard 3 Artboard 3 Artboard 46 Artboard 8
Promoção Visa Checkout

Carlos Gracie - O Criador de uma Dinastia (Cód: 2581245)

Gracie,Carlos

Record

Ooopss! Este produto está temporariamente indisponível.
Mas não se preocupe, nós avisamos quando ele chegar.

Ooops! Este produto não está mais a venda.
Mas não se preocupe, temos uma versão atualizada para você.

Ooopss! Este produto está fora de linha, mas temos outras opções para você.
Veja nossas sugestões abaixo!

R$ 77,90 em até 2x de R$ 38,95 sem juros
Cartão Saraiva R$ 74,01 (-5%) em até 1x no cartão ou em até 3x de R$ 25,97 sem juros

Crédito:
Boleto:
Cartão Saraiva:

Total: R$0,00

Em até 2x sem juros de R$ 0,00


Carlos Gracie - O Criador de uma Dinastia

R$77,90

Descrição

Um personagem absolutamente fascinante. A saga de um clã que mudou a história das artes marciais. Um livro que irá rapidamente para a lista dos mais vendidos. A história da polêmica família Gracie é contada pela primeira vez em detalhes. Alvo da imprensa, para o bem e para o mal, sabe-se que tudo o que leva a 'grife' Gracie conquista grande repercussão. A autora faz um panorama das principais lutas e da história pessoal daquele que foi o responsável por criar o que é conhecido como jiu-jítsu brasileiro.

Características

Peso 0.44 Kg
Produto sob encomenda Sim
Editora Record
I.S.B.N. 8501080756
Altura 0.00 cm
Largura 0.00 cm
Profundidade 0.00 cm
Número de Páginas 560
Idioma Português
Cód. Barras 9788501080752
Número da edição 1
Ano da edição 2008
País de Origem Brasil
AutorGracie,Carlos

Leia um trecho

1 | DA ESCÓCIA PARA O BRASIL, Carlos Gracie pertencia à terceira geração dos Gracie nascidos no Brasil. Sentia-se genuinamente brasileiro, porém seu sobrenome e seu tipo físico não escondiam sua ascendência escocesa, levando-o, desde pequeno, a ser visto freqüentemente como europeu. Acostumou-se cedo com essa aparente estrangeirice, mas a necessidade de fortalecer sua identidade brasileira acentuou nele um apreço maior pela cultura e pelas coisas de seu país. Embora três gerações pareça pouco tempo, a história dos antepassados escoceses de Carlos é pouco conhecida pela maioria de seus descendentes. Certo mesmo sabe-se apenas que o sobrenome é escocês — e mais nada. Vamos então voltar um pouco no tempo antes de entrar no relato da vida do criador do jiu-jítsu brasileiro, ou do Gracie jiu-jítsu, como alguns o denominam. O primeiro Gracie a pisar em solo brasileiro foi George Gracie, o bisavô de Carlos. Ele nasceu em Dumfries, Escócia, no dia 4 de agosto de 1801. Foi batizado na paróquia de Morton e estudou no Wallace Hall, no condado de Closeburn. De formação protestante calvinista, era um homem vistoso e de porte elegante, que possuía um rosto bem talhado, nariz reto, pele muito clara, cabelos louros e olhos azuis. Assim como George, bem antes dele, outros da família Gracie haviam migrado para o continente americano. O mais famoso foi Archibald Gracie, que escolheu a América do Norte, instalou-se em Nova York e fez fortuna, tornando-se um cidadão proeminente. Depois de adquirir um terreno na ilha de Manhattan, construiu uma casa e deu-lhe o nome de Gracie Mansion, situada na atual East End Avenue, na altura da Rua 88, hoje a residência oficial do prefeito de Nova York. Há também uma praça na cidade chamada Gracie Place, em sua homenagem. George desembarcou no Brasil em 1826, aos 25 anos de idade, com quatro amigos. Não era incomum um escocês se radicar no Brasil do Primeiro Reinado. Nos 18 anos transcorridos desde que a corte portuguesa se instalara no Brasil, o comércio com a Inglaterra e a Escócia se intensificara, e muitos hábitos europeus já haviam sido incorporados à mentalidade brasileira e ao estilo de vida tropical. O porto do Rio de Janeiro, onde atracou o navio de George, era o mais importante e movimentado do país. Por ali entravam mercadorias e pessoas dos mais variados tipos, vindas do outro lado do Atlântico, inclusive os milhares de escravos negros trazidos da África para trabalhar nos engenhos, nos cafezais e nas residências das famílias abastadas. Apesar da beleza natural, a imundície da cidade era notável. Os recémchegados, mal desciam dos navios e pisavam no Cais Pharoux (atual Praça XV), tinham de levar o lenço ao nariz, pois o mau cheiro, agravado pelo calor, era insuportável. Escravos tinham por hábito jogar no mar os excrementos, transportados em tinas de madeira conduzidas sobre a cabeça ou apoiadas no ombro. A confusão de raças — uma mistura de brancos, pretos, índios e até alguns poucos amarelos — impressionava os que vinham de países com uma população exclusivamente branca. O Rio era foco de constantes epidemias: varíola, febre amarela, peste bubônica e tuberculose matavam anualmente milhares de habitantes. As listas de óbitos só encontravam rivais nas listas de novos imigrantes. Sem resistência física para enfrentar o clima tropical, um dos amigos que viajavam com George Gracie, Peter McNichols, contraiu febre amarela, falecendo pouco depois. Em sua memória, os sobreviventes mandaram cunhar um anel de ouro e esmalte preto contendo um escudo gravado com as iniciais “P.McN” e, na parte interna do aro, as palavras In memory of. Prometeram usar o anel a vida inteira. George, pelo menos, cumpriu a promessa, já que a jóia permaneceu na família por mais três gerações, até seu bisneto, Américo de Faria, perdê-la. Dos outros companheiros de viagem de George só se conhece o nome de um, James Andrew, que manteve uma longa relação de amizade com os Gracie. George fez sólida carreira como homem de negócios, seguindo o exemplo de muitos britânicos e escoceses. Seu pai, James Gracie, raramente recebia notícias do filho; a mãe, Jean Paterson, já era falecida. Dos seis filhos de James e Jean, somente George e William vingaram; os outros morreram na infância. William instalou-se em Liverpool, Inglaterra, e não há registro de que ele e George mantivessem contato. George Gracie não chegou a ficar tão rico quanto o primo da América do Norte, mas fez fortuna. Quando conheceu a brasileira Mariana Antônia Malheiros, apenas quatro meses mais nova do que ele, já falava um português fluente e estava bem estabelecido na cidade. Mariana Antônia nasceu na cidade do Rio de Janeiro e tinha 29 anos quando engravidou e foi viver com George Gracie. O fato de ele ser protestante e ela, católica impediu que oficializassem o casamento, o que só ocorreria dez anos mais tarde, quando foi duplamente registrado: na Igreja de São Francisco Xavier, no Engenho Velho, e na Christ Church (Igreja Anglicana). Não era comum em 1830 uma mulher de boa família ter a coragem de ir viver com um homem sem estarem casados, o que significa que a base da família Gracie no Brasil já se formou subvertendo os costumes sociais da época. O primeiro filho de George e Mariana nasceu em 1830, uma menina chamada Inácia Maria; vieram a seguir James Mac Kinnel (ou Diogo), Peter Mac Nichols (ou Pedro, como ficou sendo chamado), Thomazia Graham e George Kroker. Dos cinco, apenas Pedro e Thomazia deixaram descendentes. Quando Pedro Gracie, avô de Carlos, nasceu, em 18 de outubro de 1834, seu pai já era sócio da firma Stockmayer, Gracie, Hobkirk & Co, que, entre outras atividades, publicava um boletim econômico chamado Price Current. E em 1853, quando o Banco do Brasil foi inaugurado na sua terceira versão, o nome de George Gracie constava da lista dos diretores empossados. Dois anos depois, George foi naturalizado brasileiro. Nas atas do banco referentes a esse período não há qualquer menção específica à atuação de George, que, entretanto, permaneceu na diretoria até 1862, quando se ausentou para fazer uma viagem à Inglaterra. Nessa viagem providenciou para que colocassem na sepultura do pai, já falecido há sete anos, a lápide com o crédito: George Gracie of Brazil. Pouco depois de regressar ao Brasil, no entanto, no mesmo ano de 1862, George Gracie faleceu de causa desconhecida, aos 61 anos de idade, deixando Mariana Antônia viúva e os cinco filhos, já adultos, encaminhados. Mariana só veio a falecer 35 anos depois, aos 96 anos, e ambos estão sepultados no Cemitério de São Francisco Xavier, no Caju. Dos cinco filhos do casal, Pedro Gracie foi o único a perpetuar o sobrenome do pai. Aos 21 anos casou-se com Maria Carolina Martins Pinheiro, também com 21 anos, membro da família dos Barões da Lagoa Dourada, filha do médico Antônio Martins Pinheiro e de Albina Maria do Amparo. Nove meses e dois dias depois nasceu Alberto, o primeiro neto de George e Mariana Antônia. Durante os 21 anos que se seguiram, o ventre de Maria Carolina funcionou como máquina parideira, trazendo ao mundo 15 filhos. Depois de Alberto, em ordem cronológica, vieram: Pedro, Alice, Albina, Samuel, Frederico, Maria Carolina (Mary), Lívia, Sara, Carlos, Maria, Gastão, Ernesto, Sylvia e Dulce, dos quais 13 vingaram, pois Carlos e Maria faleceram na infância. Muito trabalhador, em 1864 Pedro Gracie já era corretor juramentado para fundos de investimento, com escritório à rua da Quitanda, 143, em cima do Banco Mauá. Depois, tornou-se um bem-sucedido banqueiro, em cooperação íntima com o Barão de Mauá, de quem era amigo. Mais tarde, dirigiu a firma Gracie-Ferreira, foi primeiro-comissário da Casa do Café e presidente do Banco da Lavoura. Freqüentador dos salões e saraus do Segundo Reinado, recebeu das mãos do monarca a Comenda da Rosa, em 1883. Seguindo o costume das famílias abastadas da época, mandou todos os filhos homens cursarem a universidade na Alemanha. As meninas permaneceram no Brasil e foram educadas por professores particulares, antes de Apesar de no final do século XIX já estar sendo difundido na Europa um novo conceito de educação, que contrariava a metodologia até então aplicada de valorizar apenas o intelecto no processo de aprendizado dos jovens, os filhos de Pedro Gracie não chegaram a se sentir atraídos pela vida esportiva. De seus cinco filhos homens, três passaram pela diplomacia: Alberto, Samuel e Gastão. Gastão Gracie, pai de Carlos Gracie, nasceu em 30 de julho de 1872, morou por dez anos na Alemanha e falava oito idiomas fluentemente, inclusive grego e latim. Formou-se em química em Berlim, mas ingressou na carreira diplomática. Porém, segundo ele, ao perder para outro diplomata o posto que lhe havia sido reservado, decidiu abandonar a carrière e retomar o projeto de ser químico comercial.