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Catástrofe – 1914: A Europa Vai À Guerra (Cód: 7423180)

Beukes, Lauren

Intrinseca

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Catástrofe – 1914: A Europa Vai À Guerra

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Descrição

Em 1914, a Europa mergulhou num conflito sem precedentes. A Primeira Guerra Mundial desfez
impérios, aniquilou dinastias e transformou toda a geopolítica do Velho Mundo, marcando de fato
o início do século XX. Cem anos após a eclosão da “guerra para acabar com todas as guerras”, Max
Hastings examina as causas que conduziram ao início das hostilidades e acompanha as agruras de
incontáveis homens e mulheres durante os primeiros meses de luta.
Em Catástrofe - 1914: a Europa vai à guerra, Hastings relata como, após o assassinato do arquiduque
Franz Ferdinand, as relações diplomáticas se degeneraram e os países europeus lançaram-se numa
calamidade que deixaria um saldo de milhões de mortos. Com estilo característico, o autor explora
detalhes da realidade da guerra pelos olhos de estadistas, aristocratas, soldados e camponeses,
oferecendo uma análise brilhante das decisões de líderes políticos e militares e pintando um retrato
vívido do começo do conflito.
O autor contesta a visão romântica sobre o despropósito da guerra e oferece uma resposta categórica à
controvérsia de quem teria sido o grande responsável pela abertura das hostilidades.

Características

Peso 0.92 Kg
Produto sob encomenda Sim
Editora Intrinseca
I.S.B.N. 9788580575057
Altura 23.00 cm
Largura 16.00 cm
Profundidade 1.00 cm
Número de Páginas 704
Idioma Português
Acabamento Brochura
Tradutor Editora Intrínseca
Cód. Barras 9788580575057
Número da edição 1
Ano da edição 2014
AutorBeukes, Lauren

Leia um trecho

Introdução Winston Churchill escreveria mais tarde: “Nenhuma parte da Grande Guerra é tão interessante como o começo. A concentração calculada, silenciosa, de forças gigantescas, a incerteza sobre seus movimentos e suas posições, o número de fatos desconhecidos e impossíveis de conhecer fizeram da primeira colisão um drama jamais superado. Também não houve nenhum outro período da guerra em que a batalha geral fosse travada em tão grande escala, em que a matança fosse tão rápida, ou os riscos, tão elevados. Além disso, no início, nossa capacidade de espanto, horror e comoção ainda não tinha sido cauterizada e amortecida pela fornalha dos anos.” Foi exatamente assim, mas poucos companheiros de Churchill e participantes daqueles vastos eventos os aceitaram com apetite tão ardoroso. Em nosso século XXI, a visão popular da guerra é dominada por imagens de trincheiras, lama, cercas de arame farpado e poetas. É opinião corrente que o primeiro dia da Batalha do Somme, de 1916, foi o mais sangrento de todo o conflito. Mas não é bem assim. Em agosto de 1914, o exército francês, avançando num dia de sol brilhante por uma imaculada paisagem bucólica, em massas compactas trajando sobretudos azuis e calças vermelhas, sob o comando de oficiais a cavalo, com estandartes desfraldados e bandas tocando, travou batalhas bem diferentes das que viriam depois, e a um custo diário ainda mais terrível. Embora as perdas francesas sejam objeto de controvérsia, as melhores estimativas sugerem um número que supera em muito um milhão de baixas*nos cinco meses de guerra em 1914, incluindo 329 mil mortos. Numa companhia que entrou em sua primeira batalha com 82 homens, restaram apenas três vivos e ilesos no fim de agosto. Os alemães sofreram oitocentas mil baixas no mesmo período, com três vezes mais mortos do que durante toda a Guerra Franco-Prussiana. Isso também representava uma proporção de baixas maior do que em qualquer período posterior da guerra. Os britânicos travaram dois combates em agosto, em Mons e Le Cateau, que entraram para a mitologia nacional. Em outubro, sua pequena força foi lançada no pesadelo da Primeira Batalha de Ypres, que durou três semanas. A frente de combate foi mantida com dificuldade, com uma contribuição francesa e belga maior do que os chauvinistas reconheciam, mas boa parte do velho Exército britânico repousa para sempre nos cemitérios da região: em 1914, morreram quatro vezes mais soldados do rei do que durante os três anos da Guerra dos Bôeres. Enquanto isso, no leste, poucas semanas depois de abandonar lavouras, lojas e tornos mecânicos, soldados russos, austríacos e alemães recém-mobilizados travaram imensos confrontos; a minúscula Sérvia infligiu aos austríacos uma série de derrotas que deixou zonzo o império dos Habsburgos, tendo este, até o Natal, sofrido 1,27 milhão de baixas pelas mãos de sérvios e russos, o equivalente a um em cada três soldados mobilizados. Muitos livros sobre 1914 se limitam a descrever a convulsão política e diplomática da qual fluíram os exércitos em agosto, ou a oferecer uma narrativa militar. Tentei juntar esses fios, dar aos leitores pelo menos algumas respostas à enorme pergunta: “O que aconteceu na Europa em 1914?” Os primeiros capítulos descrevem como a guerra começou. Depois acompanho a trajetória do que veio em seguida nos campos de batalha e em seus bastidores, até o momento em que, com a chegada do inverno, a luta chegou a um impasse, adquirindo a característica militar que se manteria, em grande medida, até a última fase, em 1918. O Natal de 1914 é um ponto arbitrário de encerramento; porém, eu recorreria mais uma vez ao já citado comentário de Winston Churchill, chamando a atenção para o caráter singular da fase inicial do conflito, que justifica um exame isolado. No capítulo final, ofereço algumas reflexões mais amplas. O começo tem sido descrito com justiça como a mais complexa série de acontecimentos da história, muito mais difícil de compreender e explicar do que a Revolução Russa, o início da Segunda Guerra Mundial ou a crise dos mísseis de Cuba. Essa parte da história é, inevitavelmente, a dos estadistas e dos generais que a legaram, de manobras rivais da Tríplice Aliança — Alemanha e Áustria-Hungria, com a Itália como membro não combatente — contra a Tríplice Entente — Rússia, França e Grã-Bretanha. Na Grã-Bretanha de hoje, existe a crença generalizada de que a guerra foi tão horrenda que a validade das causas dos beligerantes quase não tem importância. Essa postura parece equivocada, ainda que não se concorde totalmente com a opinião de Cícero de que as causas dos acontecimentos são mais importantes do que os próprios acontecimentos. O sábio historiador Kenneth O. Morgan — nem conservador, nem revisionista — afirmou, numa palestra realizada em 1996 sobre a herança cultural dos dois desastres globais do século XX, que “a história da Primeira Guerra Mundial foi sequestrada pelos críticos nos anos 1920”. O mais destacado desses críticos foi Maynard Keynes, apaixonado simpatizante dos alemães, que criticou severamente a suposta injustiça e loucura do Tratado de Versalhes, assinado em 1919, sem apresentar qualquer conjetura sobre que tipo de paz a Europa teria alcançado se fosse ditada por um Kaiserreich vitorioso e seus aliados. É notável, e absurdamente enfatizado, o contraste entre a aversão do povo britânico logo depois da Primeira Guerra Mundial e seu triunfalismo depois de 1945. Estou entre os que rejeitam a ideia de que o conflito de 1914-1918 pertence a uma ordem moral diferente daquele de 1939-1945. Tivesse a Grã-Bretanha cruzado os braços enquanto as Potências Centrais predominassem no continente, seus interesses estariam diretamente ameaçados por uma Alemanha cujo apetite para dominar, sem dúvida alguma, ficaria mais aguçado com a vitória. John Aubrey, que manteve um diário no século XVII, escreveu: “Por volta de 1647, fui ver Parson Stump para matar a curiosidade de contemplar seus manuscritos, dos quais eu tinha visto um pouco quando menino; mas naquela altura estavam perdidos e dispersos; seus filhos eram artilheiros e soldados e limpavam suas armas com eles.” Todos os historiadores conhecem essa frustração, mas o fenômeno contrário também aflige os estudiosos de 1914: há uma abundância de material em muitas línguas, e boa parte é suspeita ou francamente corrompida. Quase todos os atores principais falsificaram, em graus variados, o registro do próprio desempenho; muito material de arquivo foi destruído, não só por descaso, mas, às vezes, por ser considerado nocivo à reputação de países ou indivíduos. A partir de 1919, os líderes da Alemanha, em busca de vantagem política, empenharam-se em produzir um registro que exonerasse seu país da culpa pela guerra, eliminando sistematicamente provas constrangedoras. Sérvios, russos e franceses fizeram o mesmo. Além disso, pelo fato de tantos estadistas e soldados terem mudado vá-rias vezes de opinião nos anos que precederam 1914, seus pronunciamentos públicos e privados podem ser usados a fim de fundamentar uma grande variedade de juízos possíveis sobre suas convicções e intenções. Um acadêmico certa vez definiu oceanografia como “uma atividade criadora realizada por indivíduos que procuram (...) satisfazer a própria curiosidade. Eles tentam descobrir padrões significativos nos dados de pesquisa, próprios e alheios, e, com muito mais frequência do que se poderia supor, a interpretação é francamente especulativa”. O mesmo se aplica ao estudo da história em geral e à de 1914 em particular. Debates acadêmicos sobre a responsabilidade pela guerra têm-se desenrolado por décadas e com fases distintas. Uma opinião teve grande aceitação a partir dos anos 1920, influenciada pela crença de que o Tratado de Versalhes, de 1919, havia imposto condições desnecessariamente severas à Alemanha: a de que todas as potências europeias tinham culpa. Então a obra inspiradora de Luigi Albertini, The Origins of the War of 1914[As causas da guerra de 1914], apareceu na Itália em 1942 e na Grã-Bretanha em 1953, lançando os alicerces de muitos estudos subsequentes, especialmente devido à sua ênfase na responsabilidade alemã. Em 1961, Fritz Fischer publicou outro livro revolucionário, Germany’s War Aims in the First World War[Os objetivos bélicos da Alemanha na Primeira Guerra Mundial], sustentando que o Kaiserreich deveria arcar com o ônus da culpa, porque provas documentais mostravam a liderança do país empenhada em lançar uma guerra europeia antes que o desenvolvimento e o armamento acelerados da Rússia provocassem uma mudança sísmica de vantagens estratégicas.