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Cinema de Animação (Cód: 3410890)

Denis,Sébastien

Texto & Grafia

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Cinema de Animação

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Descrição

 

Os filmes de animação (que encontramos nas salas, mas também na internet, na
televisão, nas galerias de arte, etc.) conhecem hoje um sucesso que no passado
nunca tiveram, inclusive nos tempos de glória dos estúdios Disney. Limitado
durante um tempo excessivo ao público infantil, o cinema de imagem a imagem
ganhou os seus trunfos também junto do “grande público”, com o surgimento de um
desenho animado comercial adulto, e nos meios da cinefilia, do cinema
experimental e da arte contemporânea, onde, com outras técnicas e assuntos, ele
começa enfim a ser reconhecido como um campo de investigação de corpo inteiro.
Mas a animação está também em plena efervescência. As técnicas digitais
alteraram consideravelmente a relação dos espetadores com ela, e mudaram a
própria produção a nível internacional. A imagem de síntese (o 3D) tornou-se,
desde há alguns anos, dominante, sinal aparente do fim das técnicas mais
artesanais. Mas embora ela seja certamente um movimento de fundo, outras
técnicas digitais permitem contrabalançar essa homogeneização do virtual. Graças
a uma simples máquina fotográfica digital e a um software de montagem, qualquer
um pode realizar um filme de animação sem câmara recorrendo à sua própria
criatividade, misturando fotografia, pintura, desenho ou objetos. Devido à
representação subjetiva da realidade que impõe, a animação é claramente a forma
cinematográfica mais próxima do imaginário. Nessa conceção, como indica
Francesco Casetti (1999: 50), “o cinema não é uma máquina anónima que regista
automaticamente o existente e o restitui como tal: o cinema encena universos
inteiramente pessoais e pede ao espetador a sua adesão individual. O cinema tem
a ver com a subjetividade, e é dessa subjetividade que nasce o imaginário”.
Embora essa seja uma conceção evidentemente distante do realismo ontológico da
imagem cinematográfica caro a Bazin, ela explica melhor um gosto pelo
espetacular e pelo íntimo que podem nascer na mente do criador e ressoar no
imaginário do espetador. «(…) «A multiplicação de longas-metragens, assim como a
melhor difusão da animação comercial nas salas e em casa graças ao DVD, são os
fatores mais importantes no sucesso atual da animação. Dantes a produção animada
consistia essencialmente em curtas-metragens exibidas em festivais ou em séries
programadas nas cadeias de televisão. Isso continua a verificar-se, e devido a
esse formato, a maioria dessas curtas-metragens, por vezes muito inovadoras,
nunca encontra um público mais vasto. Mas após os repetidos fracassos dos filmes
Disney e dos seus concorrentes em “desenho animado” (a técnica tradicional do
celuloide), o sucesso global recente de muitas longas-metragens em imagem de
síntese (Toy Story, Shrek, etc.), em plasticina (Wallace & Gromit), e em 2D
“misto” no mundo japonês (A Princesa Mononoke), demonstrou o forte potencial
comercial e estético que as técnicas de animação podiam sempre encerrar. Os
críticos passaram a interessar-se mais profundamente pelo que parece um
“fenómeno”, de que agora abundam exemplos nos festivais internacionais, chegando
a arrebatar prémios importantes (o Urso de Ouro em Berlim para A Viagem de
Chihiro, de Hayao Miyazaki, em 2002; o prémio do júri em Cannes para Persépolis,
de Marjane Satrapi, em 2007). Desde então, assistimos a uma forma de
intensificação na produção e distribuição desses filmes, em paralelo com um
empobrecimento dos argumentos. O segundo grau e a autorreferência passaram a
fazer parte do universo da animação comercial. Mas a par dessas produções
convencionais, pensadas para render lucros consideráveis aos seus criadores,
continua a existir uma animação de autor em permanente busca de inovações
visuais e narrativas. Essas experiências são acolhidas em festivais
especializados (Annecy, Zagrebe…), mas também nos generalistas (especialmente em
Cannes e Veneza), e em retrospetivas (por exemplo, Norman McLaren em Beaubourg,
em 2006) ou no novo mercado do DVD. «(…) «O objetivo desta obra, que é
essencialmente um manual (…), não é tanto dar uma definição da animação mas
fazer o ponto da omnipresença dessas imagens animadas e propor-lhes uma leitura
simultaneamente histórica e temática. Escrito por um historiador de cinema que
trabalhou sobre a propaganda cinematográfica, mas igualmente realizador de
filmes de animação antes de passar a agregação de artes plásticas, este livro
pretende demonstrar as diferentes perspetivas a partir das quais a animação pode
fazer sentido. Embora o ponto de vista seja essencialmente histórico, outras
dimensões teóricas e estéticas são convocadas para dar visibilidade a um campo
artístico plural que desarruma as classificações habituais do cinema, das artes
plásticas e das ciências da informação.»

Características

Produto sob encomenda Não
Marca Texto & Grafia
Cód. Barras 9789898285140
Altura 21.00 cm
I.S.B.N. 9789898285140
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Ano da edição 2011
Idioma Português
Peso 0.44 Kg
Largura 14.00 cm
AutorDenis,Sébastien