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Comandante - A Venezuela de Hugo Chávez (Cód: 4877387)

Carroll, Rory

Intrinseca

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Descrição

Presidente da Venezuela durante catorze anos, Hugo Chávez foi um verdadeiro fenômeno. Eleito de forma democrática, reinou pela televisão como um monarca em seu trono, incitou adoração e repulsa em proporções equivalentes e procurou se perenizar no poder por mandatos sucessivos. Chamado de “comandante” por seus seguidores, ele desafia definições clássicas. O jornalista Rory Carroll, correspondente do jornal britânico Guardian em Caracas de 2006 até 2012, transpõe os muros do Palácio de Miraflores para traçar um minucioso perfil de Chávez e dos bastidores da vida política venezuelana. Da populosa capital até os rincões mais distantes do país, Carroll retrata as mudanças vividas pelo povo venezuelano, num relato enriquecido por entrevistas com assessores, ministros, cortesãos, adversários políticos e cidadãos comuns. É um registro arrebatador de um experimento único de governo que oscilou entre a iluminação, a tirania, a comédia e a farsa.

Características

Peso 0.26 Kg
Produto sob encomenda Sim
Editora Intrinseca
I.S.B.N. 9788580573213
Altura 23.00 cm
Largura 16.00 cm
Profundidade 1.00 cm
Número de Páginas 312
Idioma Português
Acabamento Brochura
Tradutor George Schlesinger
Cód. Barras 9788580573213
Número da edição 1
Ano da edição 2013
AutorCarroll, Rory

Leia um trecho

1

 ¡ALó, PRESIDENTE!

Numa sossegada manhã de domingo, em fevereiro de 2010, décimo primeiro ano da revolução, o comandante dava um passeio fora dos muros cor de pêssego do palácio. O sol brilhava, havia leveza no ar. De longe, ele era reconhecível pelo andar familiar, braços e pernas em uníssono, um dois, um dois, ainda um soldado.
O tempo registrara sua passagem no rosto mais cheio, com papadas, e no alargamento do tronco; mas a velhice parecia ainda distante. Nem um fio de cabelo grisalho na cabeça, e o volume extra, distribuído por igual, era arregado sem esforço. Um urso. Vestia calça preta e uma camiseta vermelha sob uma jaqueta militar verde-oliva.
Uma peça simples, sem medalhas, listras ou insígnias, que lhe assentava perfeitamente. Um de seus trajes favoritos. Sua filha María, com uma corrente de ouro cintilando em volta do pescoço, segurava sua mão e acompanhava o passo. Assessores e ministros de camisetas vermelhas aglomeravam-se alguns metros atrás.
Quando o séquito entrou na praça, o sino da igreja soou e os pombos voaram.
— Que canção é essa? — perguntou o comandante, reduzindo o passo. — Você se lembra dessa canção, María?
A jovem sacudiu a cabeça. Ele parou concentrado, e os versos ressoaram:
— Caminhando por Caracas, Caracas / as pessoas passando e me saudando / eu erguia minha mão fraterna / e Caracas me abraçava.
Tinha uma bela voz de tenor e cantava bem. Em acessos de modéstia, às vezes gracejava dizendo ter uma voz ruim, e gerava protestos. “¡No, i comandante!”
Virou-se para a filha: — María, lembra-se de quando você era pequena? Você corria por aqui atrás dos pombos e chorava porque não conseguia pegar nenhum.
— Ela corou e sorriu. — María, olhe, aí vem um, agarre! Todo mundo riu.
O comandante circundou lentamente a praça, cercada de açacus verdejantes e construções do período colonial, examinando as fachadas; depois caminhou até o centro, onde havia uma gigantesca estátua equestre sobre um pedestal de mármore.
O corcel de bronze negro empinava-se nas patas traseiras, veias e músculos saltando dos flancos reluzentes. Tinha uma crina curta, pescoço largo e grosso, e a cabeça inclinada para o lado, como se procurasse onde pisotear com os poderosos cascos.
O cavaleiro que montava essa vibrante energia vestia culotes, botas e uma magnífica túnica com ombreiras e galões. Uma capa esvoaçava sobre seu ombro. Estava tranquilo sobre a sela, segurando as rédeas com uma das mãos. Por mais de um século observara a praça lá embaixo, sereno e autoritário, segurando o chapéu como se fizesse uma saudação para uma multidão entusiástica e para a glória eterna. — Olhem Bolívar — disse o comandante. — Bolívar, Bolívar — repetiu, saboreando cada sílaba.
Todos olharam. Um movimento minúsculo e esquivo atraiu seu olhar.