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Como Eu Era Antes de Você (Cód: 4889143)

Moyes,Jojo

Intrinseca

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Descrição

Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Trabalha como garçonete num café, um emprego que não paga muito, mas ajuda nas despesas, e namora Patrick, um triatleta que não parece interessado nela. Não que ela se importe.
Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Tudo parece pequeno e sem graça para ele, que sabe exatamente como dar um fim a esse sentimento. O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida. E nenhum dos dois desconfia de que irá mudar para sempre a história um do outro.

Características

Produto sob encomenda Não
Editora Intrinseca
Cód. Barras 9788580573299
Altura 23.00 cm
I.S.B.N. 9788580573299
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Tradutor Beatriz Horta
Número da edição 1
Ano da edição 2013
Idioma Português
País de Origem Brasil
Segmento 4650
Número de Páginas 320
Peso 0.26 Kg
Largura 16.00 cm
AutorMoyes,Jojo

Leia um trecho

Capitulo 1

2009

São cento e cinquenta e oito passos entre o ponto de ônibus e minha casa, mas é possível esticar esse número para cento e oitenta se você não estiver com pressa, ou, por exemplo, se estiver usando sapatos de plataforma. Ou se estiver com os sapatos que você comprou num brechó e que possuem borboletas nos dedos e nunca ficam bem presos nos calcanhares, o que explica por que custaram a pechincha de uma libra e noventa e nove centavos. Virei a esquina na nossa rua (sessenta e oito passos) e logo pude ver a casa — uma casa geminada de quatro quartos numa sequência de outras casas geminadas de três e quatro quartos. O carro de papai estava do lado de fora, o que significava que ele ainda não tinha ido para o trabalho.
Às minhas costas, o sol se punha atrás do castelo Stortfold, sua sombra escura escorrendo pela colina feito cera derretida para me engolir. Quando eu era pequena, costumávamos fazer com que nossas sombras alongadas participassem de tiroteios, nossa rua era o O.K. Corral. Em outro dia, eu poderia contar tudo o que vivi nessa rua: onde papai me ensinou a andar de bicicleta sem rodinhas; onde a Sra. Doherty, com sua peruca torta, fazia bolos galeses para nós; onde Treena, aos onze anos, prendeu a mão numa cerca viva e perturbou um ninho de vespas nos fazendo correr aos gritos por todo o trajeto até o castelo.
O triciclo de Thomas estava jogado no meio do caminho e, ao fechar o portão atrás de mim, eu o arrastei até a entrada e abri a porta. O calor me atingiu com a força de um air bag. Mamãe é torturada pelo frio e mantém a calefação ligada o ano inteiro. Papai está sempre abrindo janelas, reclamando que ela vai nos levar à falência. Ele diz que nossa conta de luz é maior que o PIB de um pequeno país africano.
— É você, querida?
— Sou eu. — Pendurei minha jaqueta no gancho, lutando para conseguir um espaço no meio das outras.
— Eu quem? Lou? Treena?
— Lou.
Da porta da sala, olhei ao redor. Papai estava de bruços no sofá, o braço enfiado entre as almofadas, como se elas estivessem tentando engoli-lo. Thomas, meu sobrinho de cinco anos, o observava atentamente logo atrás.
— Lego. — Papai virou-se para mim, o rosto vermelho devido ao esforço.
— Não sei por que eles fazem as malditas peças tão pequenas. Você viu o braço esquerdo de Obi-Wan Kenobi?
— Estava em cima do aparelho de DVD. Acho que ele trocou o braço do Obi pelo do Indiana Jones.
— Bom aparentemente Obi não pode ter braços bege agora. Temos de achar os braços pretos.
— Eu não me preocuparia. Darth Vader não arranca o braço dele no segundo episódio? — Apontei para minha bochecha para Thomas dar um beijo. — Cadê a mamãe?
— No andar de cima. Veja o que eu achei! Uma moeda!
Olhei para cima bem a tempo de escutar o conhecido ranger da tábua de passar. Josie Clark, minha mãe, jamais se senta. É uma questão de honra. Era conhecida por ficar numa escada do lado de fora pintando as janelas, parando de vez em quando para acenar, enquanto o restante de nós jantava rosbife.
— Você pode achar o bendito braço para mim? Thomas está me obrigando a procurar por isso há meia hora e preciso me arrumar para o trabalho.
— Você está no turno da noite? — Sim. São cinco e meia. Dei uma olhada no relógio.
— Na verdade, são quatro e meia. Ele retirou o braço de baixo das almofadas e estreitou os olhos para conferir o relógio de pulso.
— E o que você está fazendo em casa tão cedo?
Balancei a cabeça vagamente, como se não tivesse entendido a pergunta direito, e entrei na cozinha.
Vovô estava sentado na cadeira ao lado da janela, completando umsudoku. O assistente social nos tinha dito que o jogo seria bom para melhorar a concentração dele, que ajudaria nisso depois dos derrames. Desconfio de que eu era a única a perceber que ele apenas preenchia os quadradinhos com o primeiro número que lhe viesse à cabeça.
— Oi, vovô.
Ele me olhou e sorriu.
— Quer uma xícara de chá?
Ele balançou a cabeça e abriu um pouco a boca.
— Uma bebida gelada?