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Corrida do Membro (Cód: 1851708)

Muarret, Ubiratan

Objetiva

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Descrição

Gerard está no fundo do poço. Está ali desde que descobriu, nos emails da mulher, que ela praticava todas as posições do Kama Sutra num tórrido caso extraconjugal. É o fim do casamento do Homem Primitivo e do Ser Adorado. É o início de um Novo Homem – jovem profissional bem-sucedido, no auge da sua energia sexual, ferido no seu orgulho de macho. Hora de recuperar o tempo perdido naquela relação estável e estagnada. Doce ilusão. Ao sair em campo, Gerard confirma que a oferta no mercado erótico feminino dos bares e clubes da noite paulistana é realmente farto, mas muito mais perigoso e arriscado do que imaginava. O que está acontecendo? As mulheres estão dando as cartas (não por acaso, o título do livro refere-se a uma posição sexual de um Kama Sutra do século 15, em que o domínio é da mulher). Elas atordoam Gerard, o deixam perplexo, impotente - e ele não pode confiar nem no melhor amigo. O Novo Homem está rendido.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Objetiva
Cód. Barras 9788573028393
Altura 21.00 cm
I.S.B.N. 9788573028393
Profundidade 1.50 cm
Acabamento Brochura
Ano da edição 2007
Idioma Português
País de Origem Brasil
Número de Páginas 256
Peso 0.36 Kg
Largura 14.00 cm
AutorMuarret, Ubiratan

Leia um trecho

O FUNDO DO POÇO Por aqui não há coincidências, nada é por acaso... Você acha que só você se fodeu, velho!... que só você foi atingido... o único!... que voltava sempre pra casa, direto... ao final de um dia extenuante de trabalho... dirigindo seu automóvel e parando a cada sinal vermelho... — e o meteoro caindo, caindo... — ... e você se matando pra sustentar tudo isso e pensar no futuro e… sonhar e fazer planos e o caralho!... e se violentando pra ainda acreditar nessa conversa de... foda-se!! Foda-se essa história de... Dois seres que um dia se encontram, como dois esquilos… (foda-se!! como dois gambás!!)...que se unem em seus destinos!... dois pequenos organismos, que um dia se aproximaram e se descobriram inebriados e confusos... e trocaram sentimentos e esperanças... e odores!...e se afagaram ternamente numa planície que se estendia silenciosa pela linha do horizonte... como um tapete!...um horizonte juntos, dali em diante!... na alegria e na tristeza...na saúde e na... — ... o meteoro caindo, caindo... — ...e o sol descendo ao longe, como uma esfera dourada de algodão suspensa... e rútila... fecundando a planície infinita!...oferecendo seus doces e derradeiros raios como um banho cálido saudando a noite que se aproxima... para abrigar dois seres em perfeita sintonia!... como dois relógios!... colocados para sempre lado a lado... no mesmo horário... com os ponteiros perfeitamente alinhados e sincronizados entre si e com a ordem natural da vida que brota nessa planície maravilhosa e infinita e você indo fundo, se violentando pra acreditar nesse papo e... — o meteoro caindo, caindo e...PÓÓÓÓÓÓÓFFFFFFFFFFFF!!!!!!... que porrada!!... que impacto!!... que choque profundo!!... o tempo... é uma fábrica de monstros, bicho!... surpreendidos e abandonados numa cratera aberta pela força de todas as bombas nucleares juntas!... quilômetros e quilômetros de... estrago!... e a gente é pego sobrando no meio dela, velho!... Nós e todos os outros!... como um exército de predadores se arrastando de um lado pro outro!... sem rumo, como répteis famintos!... por entre detritos e restos... no rastro de furacões, tsunamis, maremotos, vulcões, erupções... raios ultravioleta!... pragas!... degelos!...emboscadas!... o caralho! Eu insisto com você, irmão: nada é por acaso!... você pensa que é só você que duvida da sua competência pra existir nessa cagada toda! Mas é só abrir os olhos: quantos iguais a nós!... eu, você e pelo menos mais uns dez, só dos que eu conheço! Todos seres especializados, cara!... que só sabemos fazer a coisa assim, desse jeito!... através dos séculos!...sem o menor talento pra se adaptar, entende?... sem a menor aptidão pra se desviar dos buracos e furacões e se proteger dessa chuvinha ácida escrota... que agora não pára de cair sobre a nossa cabeça... como uma goteira eterna de cerveja morna!... pingando e ardendo como o mijo do diabo! E sabendo que tudo sempre pode piorar, cara!... já vou te avisando... como piorou praqueles que botaram a cabeça comprida... entre outras coisas também compridas!... pra espiar fora do buraco... e receberam o meteoro bem na testa, velho!... caindo, caindo e atingindo o cara... bem na Idéia!... perfurando completamente o Entendimento!... Que é o que acontece, cara!...pode apostar!... Aconteceu com um amigo meu... pra te dar um exemplo concreto... entre os tantos que eu conheço!...pra você não ficar achando aí que é só você o fodido!... o miserável!... o estúpido!!... Pra te dar um mísero exemplo de alguém que... porque não teve outro remédio!... deu uma espiadinha... uma olhadinha na... paisagem, velho!... pra ver o contexto!... o que sobrou pra fora do fosso em que ele tava enterrado... até o pescoço! Um cara como outro qualquer... e que tinha tudo!... ou o que a gente sempre achou que podia chamar de tudo: carro, emprego, casa, mulher, planos... e um cachorro!... um vira-lata que chegou da rua, entrou na garagem da casa do cara, gostou do lugar e se instalou... e de lá ele saía para cagar, mijar e receber o novo dono — esse exemplo concreto!... que um dia chegou em casa vindo do trabalho, imaginando e pensando e se esforçando pra acreditar nessa e o caralho!...incomodado com a chuvinha ácida escrota e o caralho!... e com os terremotos e os vulcões e essa merda toda e... desceu do carro e... Aihn... aihn... aihn... AAAIIhnnnnnnnnnnn!!.... ... era uma alma em ruínas a desse meu amigo chegando em casa! Tão desolado, tão incômodo de si mesmo, tão...primitivo!... entrando pela porta de casa como se entrasse numa Caverna. Ele, um Homem Primitivo que um dia se orgulhou disso, acreditando ser um legítimo representante dos que... descobriram o fogo!... inventaram a roda!... chegaram à Lua!... e em lugares ainda mais remotos!!... e que nos seus momentos de enlevo e poesia pensou amar as mulheres...amar sobretudo A Mulher!... na qual ele iria encontrar repouso e afeição e... todo o resto!... ele, legítimo representante... dos que inventaram a neurociência, a neurolingüística, a neurorrobótica, a... sei lá!, os caras vivem inventando coisas!... Aihn... aihn... aihn... AAAaihnnnnnnnnnnn!!... ... é apenas um neurótico esse que se arrasta com o rabo entre as pernas para entrar na Caverna e lá encontrar... o Ser Adorado!... batendo a porta de entrada da Caverna atrás de si e tentando desesperadamente inventar uma desculpa qualquer pra cancelar... o jantarzinho!... com aquele casalzinho!...um programinha que ele mesmo marcou, percebe? Contra a vontade do Ser Adorado, sacou? Que também estava perturbada com seus próprios pensamentos na cozinha, entende? Atônita entre os ganidos do cachorro lá fora, um pedaço de salmão que secava no calor do forno ultramega-rooter e uma manga que escorregava por entre suas mãos viscosas e...plóoooft!... caía no chão imaculado de cerâmica da cozinha! Aihn... aihn... aihnnnnnn!!... — O que são esses gemidos? — perguntou o Ser Adorado ao Homem Primitivo estacionado na porta. — O que é isso que eu estou ouvindo? O que aconteceu... com o cachorro lá fora... foi isso? — Que gemidos? — rebateu com firmeza o Homem Primitivo. — Que cachorro?! — Você... bateu no cachorro?! Foi isso mesmo o que eu ouvi?! Eu ouvi tudo!! Meu Deus, você fez isso? Não é possível... você é... um monstro!! — Essa porra desse jantar maldito! — respondeu com veemência o Homem Primitivo, ciente de que só uma Nova Neura pode afastar o Ser Adorado da Neura Imediatamente Anterior. — Não dá pra cancelar, telefonar pra eles... inventar que, sei lá, alguém ficou doente... o caralho!? — Não acredito! — disse o Ser Adorado, agachada no chão, tentando segurar a manga... que escapava novamente das suas mãos cada vez mais viscosas. — Não creio no que estou ouvindo! Maldito o quê? O jantar?? Você ficou louco? Foi você mesmo quem inventou esse jantar! Não é importante ter relacionamentos e contatos? Essa brilhante idéia foi invenção sua! Só sua!! Eu falei que não queria; eu tô sem tempo, tô cansada e eu odeio jantarzinho com casalzinho em casa, você sabe muito bem disso!... e também fora de casa, inclusive... você tá careca de saber... aliás, eu odeio comer!!... e você também sabe muito bem disso... Telefona você! Não são seus amigos? Inventa qualquer coisa! Fala que o doente é você! O que aconteceu lá fora? Meu Deus!... o que ele te fez??... o que você fez com o cachorro? O Homem Primitivo apenas observava... e ouvia... Aihn... aihn... aihn... aihnnnnnnnnnnn!!... ... o cachorro gania ao longe, na rua. Ele sabia que não iria telefonar pra desmarcar nada com casalzinho nenhum porra nenhuma; o Ser Adorado também sabia disso. Se não ocorresse o jantarzinho, com vinhozinho, salmãozinho e papinho, o que seria da noite deles, afinal? O que seria da Vida Eterna na Planície Encantada sem a terrina de chocolate e amêndoas... que o Ser Adorado comprou na padaria travestida de pâtisserie que tinha acabado de abrir no bairro? O que eles fariam, afinal, entre as oito e meia e a meianoite?...depois que acabasse... o seriado... o noticiário... o caralho... e um olhasse para o outro e... Aihn... aihn... aihn... aihnnnnnnnnnnn!.... ... o que sobraria para dois ponteiros de relógio, perfeitamente alinhados, se não fosse a Alegre e Descompromissada Discussão Entre Casaizinhos... sobre a ousadia que é o sabor da manga doce sobre o tênue salmão rosado... sobre o atentado que se tornou a mensalidade da escola do casalzinho de filhos... do casalzinho!... e, claro, da parte deles, do canto masculino da mesa (que, no entanto, se espraia por toda a sala, contaminando os ouvidos e as conversas no canto delas da mesa), o que seria dessa noite sem a Incrível e Interessante Aventura do Próspero e Misterioso Mundo dos Negócios? — ... esse é o problema, entende? — disse o Amigo Empreendedor, em pleno jantarzinho, avançando o corpanzil sobre a mesa, em direção ao Homem Primitivo, que ouvia, aparentemente bastante interessado no assunto, à sua frente. — Você entendeu qual é a raiz do problema? — Não sei se entendi bem... — disse o Homem Primitivo, tomando, animado, mais um bom gole de vinho. — O problema todo está nas guias de importação, é isso? — Mais do que isso! O problema vai muito, mas muuuuito além disso! — exclamou o Amigo Empreendedor, animando-se, por sua vez, com o interesse do Eterno Colega de Faculdade sentado à sua frente, ao mesmo tempo que segurava as mãos da Fiel Parceira, ao seu lado na mesa. — O problema todo está no mecanismo de controle das guias, percebe? É um problema político, na verdade! É todo um sistema complexo e entrelaçado, compreende? Que eu nem sei se posso falar aqui, agora... — Você não pode falar? — estranhou o Homem Primitivo. — Por que você não pode falar? Vai, fala, você está entre amigos... — Não, não sei se eu posso falar... — justificou-se, com aparente pesar, o Amigo Empreendedor. — Não sei se devo...nem se é bom para vocês saberem disso tudo!... é uma coisa muito maior, sabe?... que envolve pessoas e interesses... que vocês nem imaginam, não é, querida? — O que foi, querido? — perguntou a Fiel Parceira, interrompendo a conversa do canto delas da mesa e apertando com mais força a mão do marido. — O que você disse que não pode falar? — Eu não vivo falando pra você que o problema das guias de importação é, na verdade, um problema muito maior... é um problema político? — disse o marido, dirigindo o olhar para... o Ser Adorado. — Vocês têm dimensão do que significa isso? — Ai, relaxa, querido, relaxa um pouco! — aconselhou a Fiel Parceira, balançando levemente a mão do marido sobre a toalha branca da mesa. — Eu vivo falando pra ele relaxar, sabe?... — continuou ela, dirigindo-se ao casal à frente e voltando-se para o marido em seguida. — Nós temos sim a dimensão do que é isso, esse problema com as guias, as pessoas, os interesses... Mas a vida não é só importação, exportação, importação, exportação!... Não, não, não! Vocês acreditam que até hoje só usamos uma vez o barco? — Não acredito! Só uma vez? — perguntou o Homem Primitivo, fingindo espanto atrás do seu Sorriso Amarelo, mas fazendo questão de demonstrar... que ele se lembrava, sim! que eles tinham comprado um barco! — Então vocês mal usaram o barco desde que compraram?! — Só uma vez, você acredita? — disse a Fiel Parceira, dirigindo-se ao Ser Adorado, que acompanhava sonolenta o desenrolar... da conversinha. — A gente ia fazer um longo cruzeiro no réveillon, sabe? Tipo uns 15 dias de barco... Acho que eu cheguei a comentar com você... — Ah?!... — exclamou o Ser Adorado, como se estivesse tentando se lembrar, das profundezas do seu ser, do tal comentário. — ... mas aí decidimos esquiar e... — Você decidiu esquiar! — interrompeu o marido, voltando-se para o Homem Primitivo. — Ela e os meninos decidiram. Eu cansei de esquiar! Não agüento mais esquiar! — Aliás, você não sabe esquiar! — exclamou a Fiel Parceira, olhando para o Ser Adorado numa espécie de cumplicidade feminina e irônica. — Mas quem é que vai numa estação de esqui para esquiar? — disse o Amigo Empreendedor, buscando, por sua vez, ironia e cumplicidade no Homem Primitivo. — Nas mais de 15 vezes que fomos para uma estação de esqui, pergunta para mim o que eu fiz lá... Pergunta! — Eu também não sei esquiar! — exclamou o Homem Primitivo, ensaiando um Sorriso Amarelo para o Ser Adorado...sem ser retribuído, no entanto. — Adivinha, adivinha o que eu fiz lá? — insistiu o Amigo Empreendedor junto ao Homem Primitivo, sempre inconformado quando faz uma pergunta sem volta... — Vai, adivinha... — Você ficou... — disse o Homem Primitivo, tentando desesperadamente imaginar o que se faz quando não se esquia... numa estação de esqui. — ... talvez... lendo? — Isso! — disse o Amigo Empreendedor — ... claro, eu também lia muito, mas... — Mentira! — contestou a Fiel Parceira, que estava especialmente impossível... nesse jantarzinho específico. — Nas mais de 15 vezes que fomos para uma estação de esqui você nunca levou um livro!

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