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Dançando com a Morte - Sobre o Viver e o Morrer (Cód: 2604696)

Keizer Bert

Globo Editora

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Descrição

Dançando com a morte - Sobre a vida e a morte, do médico holandês Bert Keizer, em competente tradução de Ana Ban (a partir de versão em inglês do próprio autor), é um livro surpreendente. Tão surpreendente quanto a visão que apresenta da morte. A morte, para o senso comum, pode ser mais ou menos resumida numa equação: corpo + tristeza = morte. Se se trata de um crente, junta-se uma subtração: corpo - alma + tristeza = morte. Resta apenas acrescentar a variável acidente/doença/velhice (ou, mais raramente, assassinato e suicídio) como causa, razão, motivo ou explicação. Nada disso, porém, trata da morte, e sim da pós-morte. Do resultado da morte. A morte, na verdade, é o que antecede a morte. A morte é o morrer. O livro do Dr. Keizer não trata afinal da morte, mas do morrer.

Morrer, porém, neste caso não se confunde com as causas da morte, ou seja, a tríade acidente/doença/velhice? O livro, então, seria apenas a descrição do trabalho de um médico. Seria, se o Dr. Keizer fosse um médico comum. Ele o é, de fato, no dia-a-dia profissional. Mas não o é absolutamente, na sua visão da medicina - ou melhor, da impotência da medicina. Em parte, porque o Dr. Keizer não trabalha num hospital, mas numa casa de repouso, instituição em que os pacientes estão para morrer. Ou porque são muito velhos, ou porque têm doenças incuráveis. Mas isto é apenas parte da equação. Pois para além da circunstância profissional, o que informa a visão do autor é seu raro realismo, sua lucidez cortante, sua cultura literária e seu humor mordaz. Para os pacientes, é uma situação mórbida ou trágica. Para os leitores, o ponto de partida para um livro irresistível.

Trata-se, em primeiro lugar, de um livro abrangente. Nas palavras do autor - também formado em filosofia - '[são discutidos] a história infelizmente desprezada e ignorada da medicina, a natureza da discordância com a medicina alternativa, o efeito do placebo, a escassez de conteúdo científico na clínica médica, o fracasso das pesquisas contra o câncer, as idéias sobre a anatomia da pessoa mediana, a incrível superestimação do poder da medicina, as coisas que as pessoas fazem para apaziguar seu medo da morte, a maneira inescrutável como nossa mente se ancora no cérebro (ter uma mente - ser um corpo). Estes e outros temas estão entremeados às histórias de vida e de morte dos diversos personagens da narrativa'. Porém, sua abrangência não é apenas temática.

O grande humanismo e a não menor inteligência do autor permitem-lhe tecer comentários sobre os mais variados assuntos sem nunca perder o vigor - ou seja, sem jamais cair no clichê. Incluindo a teodicéia (a justiça divina), a propaganda laboratorial, o anti-semitismo etc. Mas, principalmente, a eutanásia (hoje legal na Holanda). Tudo entremeado de citações de e referências a Dostoievski, Beckett, Proust, Wittgenstein, Kafka, feitas com pertinência, parcimônia, clareza e, sim, humor.

Numa casa de repouso, às vezes é o paciente que quer morrer, às vezes são seus parentes que querem aliviar seu sofrimento. 'Seu', ou seja, do paciente, ou 'seu', isto é, deles parentes? A descrição dos diálogos e procedimentos é de um realismo que, se jamais é cru, até por força do estilo literário, é sempre agudo. E invariavelmente surpreendente, no modo como enfoca as minúcias instrumentais e alterna para as questões existenciais. Não há nada de horripilante, nada de semelhante a um filme de terror, mas muito de uma banalidade, esta sim, atroz. A verdadeira vítima deste livro é o senso comum.

Características

Peso 0.45 Kg
Produto sob encomenda Sim
Editora Globo Editora
I.S.B.N. 9788525045195
Altura 20.70 cm
Largura 14.00 cm
Profundidade 0.00 cm
Número de Páginas 412
Idioma Português
Acabamento Brochura
Cód. Barras 9788525045195
Número da edição 1
Ano da edição 2008
País de Origem Brasil
AutorKeizer Bert