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Dilúvio - Teardrop Vol. 2 (Cód: 8540628)

Kate, Lauren

Galera Record

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Descrição

Com apenas uma lágrima, Eureka inundou o mundo e deu início à ascensão de Atlântida. Se derramar mais duas, nada impedirá o maligno rei Atlas. Herdeira da Linhagem da Lágrima, ela é a única capaz de detê-lo, e precisará atravessar o oceano para encontrar Solon, um Semeador foragido que sabe como enfrentar o rei. Mas a revelação que o amor de Ander e Eureka faz o menino envelhecer mais rapidamente a faz se sentir ainda mais incapaz de vencer Atlas. Se continuarem juntos, ele morrerá em breve. Agora Eureka precisa se reconciliar consigo mesma e com o que seu sofrimento causou ao mundo. E um segredo sobre a Linhagem da Lágrima pode mudar tudo, passado, presente e futuro. Com esse conhecimento, ela é capaz de conseguir a chave para derrotar Atlas. Mas seu coração partido pode pôr tudo a perder.
- O primeiro livro da série Teardrop vendeu 20 exemplares no país.
- A série Fallen, que vendeu mais de 1 milhão de exemplares no Brasil, chega aos cinemas em 2015 em uma superprodução da Disney.

Características

Peso 0.41 Kg
Produto sob encomenda Sim
Editora Galera Record
I.S.B.N. 9788501102690
Altura 23.00 cm
Largura 16.00 cm
Profundidade 1.00 cm
Número de Páginas 316
Idioma Português
Acabamento Brochura
Cód. Barras 9788501102690
Número da edição 1
Ano da edição 2015
AutorKate, Lauren

Leia um trecho

O céu chorava. A tristeza inundava a terra. Starling abriu a boca para capturar as gotas de chuva que caíam pelo buraco em seu cordão de isolamento. O abrigo transparente da Semeadora estava armado sobre a fogueira como uma aconchegante barraca de acampamento. Ele a isolava completamente do dilúvio, exceto pela pequena abertura no topo, feita para dar vazão à fumaça e permitir que um pouco de chuva entrasse. As gotas umedeciam a língua de Starling. Estavam salgadas. Sentiu o gosto de árvores antigas desenraizadas, oceanos retomando terras. Sentiu o gosto de água negra nos litorais, golfos engolfados. Flores silvestres murchando, montanhas sedentas, tudo envenenado pelo sal. Um milhão de cadáveres decompondo-se. As lágrimas de Eureka tinham causado aquilo — e mais. Starling estalou os lábios, tentando sentir algum outro gosto. Fechou os olhos e ficou passando a chuva pela língua, como um sommelier degustando vinho. Ainda não conseguia sentir os pináculos atlantes interrompendo o céu. Não conseguia sentir as extremidades de Atlas, o Maligno. O que era algo bom, mas confuso. As lágrimas derramadas pela garota da Linhagem da Lágrima se destinavam a trazer Atlântida de volta. Impedir aquelas lágrimas de cair era o único objetivo dos Semeadores. Tinham fracassado. E o que acontecera? A inundação estava ali, mas onde estava o comandante? Eureka trouxera o cavalo sem seu cavaleiro. A Linhagem da Lágrima teria mudado de direção? Algo teria dado errado da maneira certa? Starling curvou-se perto do fogo e examinou suas cartas náuticas. Uma torrente de lágrimas escorria pelas paredes do cordão, intensificando o calor e o brilho daquele espaço fechado com aroma de citronela. Se Starling fosse outra pessoa, teria se aninhado com uma caneca de chocolate quente e um livro, deixando a chuva nina-la até entrar em outro mundo. Se Starling fosse outra pessoa, a idade avançada a teria matado milênios antes. Era meia-noite na Floresta Nacional de Kisatchie, no centro de Louisiana. Starling estava aguardando os outros desde meio-dia. Sabia que chegariam, apesar de não terem combinado aquele local. A garota começara a chorar tão de repente. A inundação dispersara os Semeadores por aquele novo e abominável pântano, e não tiveram tempo de planejar o reencontro. Mas era ali que ele aconteceria. Ontem, antes de Eureka chorar, o local ficava a 250 quilômetros do Golfo. Agora não passava de um fragmento do litoral que desaparecia. O bayou — suas margens, estradas de terra, salões de baile, carvalhos vivos e retorcidos, mansões coloniais e picapes — estava sepultado num mar de lágrimas egoístas. E por ali, em algum lugar, nadava Ander, apaixonado pela garota que fizera aquilo. O ressentimento cresceu dentro de Starling quando pensou na traição do garoto. Além do brilho da chama, contra a chuva, emergiu uma silhueta da floresta. Critias usava seu cordão como uma capa de chuva, perceptível apenas aos olhos de Semeadores. Starling teve a impressão de que parecia menor. Sabia o que ele estava pensando: O que deu errado? Onde está Atlas? Por que ainda estamos vivos? Ao chegar à beirada do cordão de Starling, Critias se deteve. Os dois prepararam-se para o impacto que indicaria a união dos cordões. O momento da junção os atingiu como um raio. Starling cruzou os braços para resistir à ventania; Critias fechou fortemente os olhos e caminhou com dificuldade. O cabelo dela balançava sobre o couro cabeludo como uma teia de aranha; as bochechas dele tremulavam como bandeiras. Starling observou aqueles aspectos pouco lisonjeiros de Critias e o viu observar o mesmo nela. Tranquilizou-se ao lembrar que Semeadores só envelhecem quando sentem afeto. — Veneza já era — disse Starling, enquanto Critias aquecia as mãos perto do fogo. Ela havia combinado o que suas papilas gustativas lhe disseram com as informações das cartas náuticas. — Boa parte de Manhattan, todo o Golfo... — Espere os outros. — Critias fez um gesto com a cabeça na direção da escuridão. — Chegaram. Vinda do leste, Khora apareceu cambaleante enquanto Albion surgia do oeste — a tempestade fazendo seus cordões brilharem. Aproximaram-se do cordão de Starling e enrijeceram os corpos, preparando-se para a entrada desagradável. Após o cordão de Starling absorve-los, Khora desviou o olhar, e Starling soube que a prima não queria correr o risco de se sentir nostálgica ou ridícula. Não queria correr o risco de sentir. Era assim que vivia fazia milhares de anos, sem nunca parecer ou se sentir mais velha que uma mortal de meia-idade. — Starling está listando as terras destruídas — disse Critias. — Isso não importa. — Albion sentou-se. Seu cabelo grisalho estava encharcado, e o elegante terno cinza, rasgado e manchado de lama. — Milhões de mortes não importam? — perguntou Critias. — Não viu a destruição que as lágrimas de Eureka causaram? Você sempre disse que éramos os protetores do Mundo Desperto. — O que importa agora é Atlas! Starling desviou o olhar, envergonhada com o acesso de raiva de Albion, apesar de compartilhar sua aflição. Havia milhares de anos que os Semeadores esforcavam-se para impedir a ascensão de um inimigo que jamais tinham conhecido em carne e osso. Sofriam com as projeções de sua terrível mente fazia muito tempo. Presos na realidade submersa do Mundo Adormecido, Atlas e seu reino não envelheciam nem morriam. Se Atlântida ressurgisse, seus moradores seriam restaurados à vida exatamente como estavam quando a ilha afundou. Atlas seria um homem robusto de 20 anos, no zênite de seu poder juvenil. O Despertar faria o tempo recomeçar para ele. Atlas estaria livre para concretizar o Dilúvio. Mas, até Atlântida ascender, as únicas coisas em ação no Mundo Adormecido eram intelectos doentios, calculistas e fantasiosos. Ao longo do tempo, a mente de Atlas fizera muitas viagens sombrias ao Mundo Desperto. Toda vez que uma garota atendia às condições da Linhagem da Lágrima, a essência de Atlas trabalhava para se aproximar dela, para tirar de seus olhos as lágrimas que restaurariam seu reino. Agora, ele estava dentro de Brooks, amigo da garota. Os Semeadores eram os únicos que reconheciam Atlas sempre que este possuía o corpo de uma pessoa próxima à garota da Linhagem da Lágrima. Atlas nunca atingira seu objetivo — em parte porque os Semeadores tinham assassinado 36 garotas da Linhagem antes de Atlas provocar-lhes o choro. No entanto, cada uma de suas visitas levara ao Mundo Desperto sua maldade ímpar. — Estamos todos nos lembrando das mesmas coisas sombrias — disse Albion. — Se a mente de Atlas tem sido assim tão destruidora dentro de outros corpos, travando guerras e assassinando inocentes, imagine o que a mente e o corpo não fariam unidos, despertos e no nosso mundo. Imagine se ele concretizar o Dilúvio. — Então onde ele está? — perguntou Critias. — O que está esperando? — Não sei. — Albion cerrou o punho sobre a fogueira, até que o cheiro de carne queimada o fez puxar a mão. — Nós todos estávamos lá. Nós a vimos chorar! Starling relembrou aquela manhã. Quando as lágrimas de Eureka começaram a escorrer, seu sofrimento parecera ilimitado, como se nunca fosse acabar. Era como se cada lágrima derramada fosse multiplicar por dez os danos causados ao mundo... — Espere — disse ela. — Depois que as condições da profecia fossem atendidas, três lágrimas precisavam ser derramadas. — A garota estava aos prantos. — Albion desconsiderou o que ela disse. Ninguém levava Starling a sério. — Claro que as três lágrimas necessárias foram derramadas. — E depois, mais que isso. — Khora olhou para a chuva. Critias coçou a barbicha grisalha do queixo. — Temos certeza disso? Houve uma pausa, e um trovão estrondeou. A chuva respingava pelo buraco do cordão. — Uma lágrima para estilhaçar a pele do Mundo Desperto — entoou Critias, baixinho, o verso das Crônicas, ensinado pelo antepassado Leandro. — Essa era a lágrima que teria iniciado a inundação. — Uma segunda para se infiltrar nas raízes da Terra. — Starling podia sentir o gosto de fundo do mar se espalhando. Sabia que a segunda lágrima tinha sido derramada. Mas e a terceira lágrima, a mais importante de todas? — Uma terceira para o Mundo Adormecido despertar, e cada antigo reino recomeçar — disseram os quatro Semeadores em uníssono. Era a lágrima que importava. A lágrima que traria Atlas de volta. Starling olhou para os outros. — A terceira lágrima caiu ou não na Terra? — Deve ter sido retida por alguma coisa — murmurou Albion. — Pelo aerólito, pelas mãos dela... — Ander — interrompeu-o Critias. A voz de Albion estava aguda de nervoso. — Mesmo que ele tenha pensado em pegar a lágrima, não saberia o que fazer com ela. — É ele que está com a garota agora, não nós — disse Khora. — Se a terceira lágrima foi derramada e capturada, o destino dela está nas mãos do garoto. Ander não sabe que a Linhagem da Lágrima é ligada ao ciclo lunar. Ele não está preparado para enfrentar Atlas, que fará de tudo para pegar a terceira lágrima antes da próxima lua cheia. — Starling, para onde o vento levou Ander e Eureka? — perguntou Albion bruscamente. Starling recolheu a língua, refletiu e engoliu, arrotando baixinho. — Ela está protegida pela pedra. Mal consigo sentir seu gosto, mas creio que Ander está indo para o leste. — É óbvio para onde ele foi — disse Khora —, e quem está procurando. Tirando nós quatro, apenas uma pessoa conhece as respostas que Ander e Eureka buscam. Albion encarava a fogueira furiosamente. Ao exalar, a labareda dobrou de tamanho. — Perdão. — Ele inspirou calculadamente para domar o fogo. — Mas quando penso em Solon... — Ele deixou os dentes à mostra, reprimindo algo terrível. — Estou bem. Havia anos que Starling não escutava alguém dizer o nome do Semeador perdido. — Solon está perdido — disse ela. — Albion procurou e não conseguiu encontra-lo... — Talvez Ander procure com mais empenho — sugeriu Critias. Albion agarrou Critias pelo pescoço, ergueu-o do chão e o segurou acima da fogueira. — Não acha que estou procurando Solon desde que ele fugiu? Eu aceitaria envelhecer mais um século só para encontra-lo. Critias chutou o ar. Albion soltou-o. Eles ajeitaram as roupas. — Calma, Albion — pediu Khora. — Não deixe uma rivalidade antiga falar mais alto. Ander e Eureka precisarão subir à superfície para respirar em algum momento. Starling vai descobrir sua localização. — A pergunta é — começou Critias —, será que Atlas não vai descobrir o paradeiro deles primeiro? No corpo de Brooks, ele vai ter como faze-la sair de lá. Um relâmpago ressoou em volta do cordão. A água cobria os tornozelos dos Semeadores. — Precisamos descobrir uma maneira de nos impor. — Albion encarava a fogueira. — Não há nada mais poderoso que as lágrimas dela. Ander não pode ficar no controle de tal poder. Ele não é como nós. — Precisamos nos concentrar no que sabemos — disse Khora. — Sabemos que Ander revelou a Eureka que, se um Semeador morrer, todos os Semeadores morrem. Starling concordou com a cabeça; era verdade. — Sabemos que ele a protege de nós usando artemísia, o que nos exterminaria caso algum de nós a inalasse. — Khora dedilhou os lábios. — Eureka não vai usar a erva. Ela ama Ander demais para mata-lo. — Hoje ela o ama — disse Critias. — Não existe nada mais inconstante que os sentimentos de uma adolescente. — Ela o ama. — Starling pressionou os lábios. — Os dois estão apaixonados. Sinto no gosto do vento dessa chuva. — Ótimo — disse Khora. — Como o amor pode ser ótimo? — Starling estava surpresa. — É preciso amar para ter o coração partido. E um coração partido causa lágrimas. — Se mais uma lágrima cair na Terra, Atlântida ascende — disse Starling. — E se conseguíssemos as lágrimas de Eureka antes que Atlas chegue até ela? — Khora deixou os outros assimilarem a pergunta. Um sorriso surgiu aos poucos no rosto de Albion. — Atlas precisaria de nós para completar o Despertar. — Nós teríamos um imenso valor para ele — disse Khora. Starling removeu com um peteleco a lama de uma dobra de seu vestido. — Estão sugerindo que fiquemos do lado de Atlas? — Acho que Khora está sugerindo que chantageemos o Maligno. — Critias riu. — Pode chamar do que quiser — disse Khora. — É um plano. Encontramos Ander, pegamos as possíveis lágrimas. Podemos até provocar mais algumas. Depois as usamos para seduzir Atlas, que vai nos agradecer pelo grande presente de sua liberdade. Um trovão estremeceu a terra, e uma fumaça preta começou a sair pela abertura do cordão. — Você é louca — acusou Critias. — Ela é um gênio — rebateu Albion. — Estou com medo — confessou Starling. — Medo é para os perdedores. — Khora agachou-se e atiçou o fogo com um graveto molhado. — Quanto tempo temos antes da lua cheia? — Dez noites — respondeu Starling. — Tempo suficiente — Albion abriu um sorriso malicioso — para tudo mudar na última palavra.