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Entrevista Jamie Dornan – Saraiva.com.br

Na sua opinião, o que faz de Christian Grey um personagem tão interessante?
Christian Grey é uma fantasia de certo modo. Do mesmo modo que um super-herói ou algo imprevisível, inatingível. Não existe ninguém como Christian Grey de fato... foi interessante fazer algo desse tipo.


Como você se preparou para o papel? Teve que entrar em forma?
Bem, soube que ia fazer o filme e quatro semanas depois já estávamos filmando. Qualquer um diria que seria preciso um pouco mais de tempo para ficar em forma fisicamente. Mas fiz tudo o que podia.


Como foi trabalhar com a diretora, Sam Taylor-Johnson?
Sam Taylor- Johnson (diretora) é incrível. Acima de tudo, Sam se tornou uma grande amiga, minha e de minha esposa. Ela e marido são muito próximos. Sam (Taylor-Johnson) é uma ótima pessoa e tão talentosa. Foi a pessoa certa para fazer esse filme.


Por que Sam Taylor-Johnson foi a pessoa certa?
Sam Taylor- Johnson (diretora) tem uma habilidade incrível de criar uma atmosfera calma… Ela é muito calma, controlada e contida. Sua arte é também muito visual e sexual, muito mesmo, o que foi muito adequado para esse trabalho. Por essas razões, foi uma escolha correta. Mas Sam (Taylor- Johnson) também tem isso… Toda a vigilância externa sobre esse trabalho, a quantidade de pessoas com opiniões próprias sobre o livro e a produção do filme – toda essa carga, ela foi capaz de dissipar. Ela fez com que sentíssemos que estávamos fazendo apenas mais um filme e não algo como um acontecimento extraordinário, como todos viam.


Você se achou adequado para o papel?
Provavelmente nem todos vão achar que me encaixo no personagem. Os livro são ótimos, todos nós lemos e formamos uma ideia em nossa mente, obviamente eu não serei o Christian Grey ideal para todos. Para minha sorte, Erica (autora do livro, E. L. James), a Universal, a Focus, Sam Taylor-Johnson (diretora), todas as pessoas que decidiam sobre o elenco, pensaram que eu era a melhor escolha.


Houve divergência de opiniões entre E. L. James (autora) e Sam Taylor-Johnson (diretora) sobre a concepção do filme?
Quando se faz um filme, não é o ponto de vista de um contra o de outro. Centenas de vozes dão opiniões criativas em um filme – o estúdio, os câmeras, os roteiristas. Sempre haverá divergência de opiniões, pois somos todos humanos e todos têm paixão pelo que fazem. Mas essencialmente, no final obtivemos um filme com o qual todos concordaram. Não acho que houve algum tipo de grande divergência que já não tivéssemos vivido em algo que fizemos antes.


Foi difícil filmar? Foi incômodo ou embaraçoso o tempo todo?
É claro que foi incômodo e embaraçoso algumas vezes. Não é fácil fazer cenas de sexo. Tenho certeza de que todo mundo acha. No começo é assustador. Mas o set é fechado, não há muita gente e Sam criou um ambiente seguro, protegido. Tentamos eliminar toda a ansiedade, dominar mesmo a arte daquelas cenas… O principal é que não queríamos que parecesse que estavam acidentalmente vendo pessoas fazendo sexo. Para o espectador, deve parecer um ambiente sensual, como se estivesse vendo a história em sua própria imaginação, como estariam vendo essas cenas.


O filme é uma história de amor?
Completamente. Em primeiro e último lugar, acima de tudo, acho que é uma história de amor, no sentido bem clássico… Há um certo aspecto Shakespeariano, do casal improvável, duas pessoas que realmente não deveriam ficar juntas, mas sentem que precisam e querem ficar juntas, querem muito se adaptar e mudar completamente para ficar juntas. Por todas essas razões, é uma história de amor.


O livro tem sido descrito como ‘pornô para mamães’...
Se as pessoas querem pensar assim, é direito delas. Obviamente não foi uma expressão que usamos durante o processo criativo do filme… Sexo, um tipo particular de sexo, faz parte da história, é claro, e é essencial para contar essa história e grande parte do relacionamento. Mas só estávamos tentando fazer um filme.


A necessidade de Christian Grey por dominação sexual se origina de seu tédio pelo poder?
Não. Acho que ele precisa desse tipo de sexo, por causa do que aconteceu com ele quando era mais jovem e pelo tipo de trauma que o deixou perturbado. Coisas que acontecem, como tragédias, perdas, ou coisas que presenciamos na juventude, sempre nos afetam. Ele apenas foi afetado de forma a enxergar o amor diferentemente do restante das pessoas.


Ao ser escolhido, como você quebrou o gelo com Dakota Johnson (Anastasia Steele) para fazer um filme tão íntimo?
Por sorte, o maior conteúdo sexual do filme foi feito no final, quando Dakota e eu já tínhamos passado muito tempo juntos. Estivemos juntos no set todos os dias. E obviamente desenvolvemos um bom relacionamento e um fez o outro rir. Nesse período, como qualquer amizade, ou como qualquer colega de trabalho, desenvolvemos confiança mútua. É preciso confiança para fazer as coisas que tínhamos que fazer, nesse ambiente em que estaríamos vulneráveis... Não são situações fáceis, então se você confia no outro, isso é o mais importante. Fizemos isso de imediato e a confiança foi aumentando com o tempo.