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Espelhos Gêmeos - Pequeno Tratado Das Perversões (Cód: 8612925)

Prade,Péricles

Iluminuras

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Descrição

Em um remoto 1980, no posfácio de Os faróis invisíveis, quinto livro de poemas de Péricles Prade, eu citava estes versos: “O vício é medula / de suposto sabor / A ele me devoto / [...] resistindo sempre”. Poderiam ser epígrafe de Espelhos gêmeos. Comentava: “O vício é também per-versão e in-versão, o contrário do previsível, o solapamento do ‘natural’, do estabelecido e da sequência lógica do discurso”, a propósito de poemas “povoados de paradoxos, descrições de aberrações, variando desde a perversão manifesta até agressões mais sutis contra aquilo que seria a ordem ‘natural’ das coisas”. Citava Roland Barthes, em Par lui même: “A Lei, a Doxa, a Ciência não querem compreender que a perversão, muito simplesmente, torna feliz; ou então, mais precisamente, produz um mais: torno-me mais sensível, mais perceptivo, mais loquaz, distraio-me mais etc., e neste mais vem situar-se a diferença (e a partir daí o Texto da vida, a vida como texto)”. E Severo Sarduy, em Escrito sobre um corpo, sobre a “transgressão do pensamento”: “A única coisa que a burguesia não suporta, o que a ‘tira dos eixos’, é a ideia de que o pensamento possa pensar sobre o pensamento, de que a linguagem possa falar da linguagem, de que um autor não escreva sobre algo, mas escreva algo”.
A evidente atualidade desses comentários atesta a consistência dos dezoito títulos de poesia já publicados por Péricles Prade, mais alguns inéditos e aqueles de narrativas em prosa. Mostram a unidade na diversidade. É inconfundível, mesmo alternando o poema curto, o epigrama, rigorosas disposições gráficas e formas fixas, prosas poéticas e narrativas. E, na produção recente, obras temáticas: a erótica; impressões de viagem; mitos e seus símbolos; as disciplinas e os campos do hermetismo e ocultismo. A intensidade lírica e a expressão do maravilhamento harmonizam-se com a ironia e a sátira. Seus temas e tratamentos interagem e se confundem.
Principalmente, é um poeta da palavra, da leitura, da própria poesia; autor de uma grande paráfrase desta indagação vertiginosa apresentada por Octavio Paz (no ensaio Claude Lévi-Strauss ou o novo festim de Esopo): “se a linguagem – e com ela a sociedade inteira: ritos, arte, economia, religião – é um sistema de signos, que significam os signos?”. Enfrentar essa questão, disse ainda o poeta e ensaísta mexicano, é abrir as portas para o “demônio da analogia” (é o título de uma prosa poética de Mallarmé).
Possuído pelo mesmo demônio, Prade nos traz o inventário de transgressões e perversões deste novo livro, mostrando sua dimensão poética e filosófica. Apenas complementando o substancioso posfácio de Álvaro Cardoso Gomes neste volume, observo que o título, Espelhos gêmeos, é revelador. O que acontece quando espelhos são postos um diante do outro? Enxerga-se o infinito, pelo desdobramento da mesma imagem. Não se sabe mais o que é objeto refletido ou reflexo, representação e coisa representada. Daí a proposital confusão de símbolos e significados, palavras e coisas. O que pode parecer irrealidade delirante também é literalidade, tomando expressões ao pé da letra, pelo sentido concreto, como aquilo que designa ou simboliza. Por exemplo, nesta frase: “Sua extensa obra, por ser erótica, depois de pronta, é encapada com camisinhas de Vênus, importadas, dizem as boas línguas, diretamente do planeta que lhes dá o nome”. E no “Diário de um sapato acima de qualquer suspeita”, com a evidente troca de lugar do sentido manifesto e latente ou do signo e significado: o objeto é um fetiche; portanto, atua como tal. Através das substituições que vão se multiplicando ao infinito, realiza a poética tão claramente exposta por um de seus personagens: “O que me agrada é o fluxo da imaginação pura, o crime pensado, organizado e executado na mente”.
Em um remoto 1980, no posfácio de Os faróis invisíveis, quinto livro de poemas de Péricles Prade, eu citava estes versos: “O vício é medula / de suposto sabor / A ele me devoto / [...] resistindo sempre”. Poderiam ser epígrafe de Espelhos gêmeos. Comentava: “O vício é também per-versão e in-versão, o contrário do previsível, o solapamento do ‘natural’, do estabelecido e da sequência lógica do discurso”, a propósito de poemas “povoados de paradoxos, descrições de aberrações, variando desde a perversão manifesta até agressões mais sutis contra aquilo que seria a ordem ‘natural’ das coisas”. Citava Roland Barthes, em Par lui même: “A Lei, a Doxa, a Ciência não querem compreender que a perversão, muito simplesmente, torna feliz; ou então, mais precisamente, produz um mais: torno-me mais sensível, mais perceptivo, mais loquaz, distraio-me mais etc., e neste mais vem situar-se a diferença (e a partir daí o Texto da vida, a vida como texto)”. E Severo Sarduy, em Escrito sobre um corpo, sobre a “transgressão do pensamento”: “A única coisa que a burguesia não suporta, o que a ‘tira dos eixos’, é a ideia de que o pensamento possa pensar sobre o pensamento, de que a linguagem possa falar da linguagem, de que um autor não escreva sobre algo, mas escreva algo”.
A evidente atualidade desses comentários atesta a consistência dos dezoito títulos de poesia já publicados por Péricles Prade, mais alguns inéditos e aqueles de narrativas em prosa. Mostram a unidade na diversidade. É inconfundível, mesmo alternando o poema curto, o epigrama, rigorosas disposições gráficas e formas fixas, prosas poéticas e narrativas. E, na produção recente, obras temáticas: a erótica; impressões de viagem; mitos e seus símbolos; as disciplinas e os campos do hermetismo e ocultismo. A intensidade lírica e a expressão do maravilhamento harmonizam-se com a ironia e a sátira. Seus temas e tratamentos interagem e se confundem.
Principalmente, é um poeta da palavra, da leitura, da própria poesia; autor de uma grande paráfrase desta indagação vertiginosa apresentada por Octavio Paz (no ensaio Claude Lévi-Strauss ou o novo festim de Esopo): “se a linguagem – e com ela a sociedade inteira: ritos, arte, economia, religião – é um sistema de signos, que significam os signos?”. Enfrentar essa questão, disse ainda o poeta e ensaísta mexicano, é abrir as portas para o “demônio da analogia” (é o título de uma prosa poética de Mallarmé).
Possuído pelo mesmo demônio, Prade nos traz o inventário de transgressões e perversões deste novo livro, mostrando sua dimensão poética e filosófica. Apenas complementando o substancioso posfácio de Álvaro Cardoso Gomes neste volume, observo que o título, Espelhos gêmeos, é revelador. O que acontece quando espelhos são postos um diante do outro? Enxerga-se o infinito, pelo desdobramento da mesma imagem. Não se sabe mais o que é objeto refletido ou reflexo, representação e coisa representada. Daí a proposital confusão de símbolos e significados, palavras e coisas. O que pode parecer irrealidade delirante também é literalidade, tomando expressões ao pé da letra, pelo sentido concreto, como aquilo que designa ou simboliza. Por exemplo, nesta frase: “Sua extensa obra, por ser erótica, depois de pronta, é encapada com camisinhas de Vênus, importadas, dizem as boas línguas, diretamente do planeta que lhes dá o nome”. E no “Diário de um sapato acima de qualquer suspeita”, com a evidente troca de lugar do sentido manifesto e latente ou do signo e significado: o objeto é um fetiche; portanto, atua como tal. Através das substituições que vão se multiplicando ao infinito, realiza a poética tão claramente exposta por um de seus personagens: “O que me agrada é o fluxo da imaginação pura, o crime pensado, organizado e executado na mente”.

Características

Peso 0.44 Kg
Produto sob encomenda Não
Editora Iluminuras
I.S.B.N. 9788573214635
Altura 23.00 cm
Largura 16.00 cm
Profundidade 1.00 cm
Número de Páginas 91
Idioma Português
Acabamento Brochura
Cód. Barras 9788573214635
Número da edição 1
Ano da edição 2015
AutorPrade,Péricles