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Esposa 22 (Cód: 4260147)

Gideon,Melanie

Intrinseca

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Esposa 22

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Descrição

Alice e William Buckle se casaram apaixonados. Mas, dois filhos e quase vinte anos depois, Alice está entediada. Por isso, quando recebe um convite por e-mail para participar de uma pesquisa on-line sobre casamentos, ela aceita num impulso.
Respondendo às perguntas enviadas por um pesquisador anônimo e carismático, Alice tem a oportunidade de reexaminar a história do próprio relacionamento. Protegidos pelos pseudônimos
'Esposa 22' e Pesquisador 101, Alice e o condutor da pesquisa iniciam uma intensa troca de mensagens que acaba tomando um rumo cada vez mais íntimo.
Numa trama que se desenvolve através das respostas ao questionário, e-mails, postagens no Facebook, mensagens de texto e até mesmo por diálogos estruturados na forma de cenas de teatro (embora sua única peça tenha sido um fracasso, Alice ainda mantém a alma de dramaturga), 'Esposa 22' faz um retrato honesto e divertido de uma mulher divida entre seus desejos e responsabilidades e as aventuras permitidas pelo anonimato da comunicação digital.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Intrinseca
Cód. Barras 9788580572414
Altura 23.00 cm
I.S.B.N. 9788580572414
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Tradutor Adalgisa Campos da Silva
Número da edição 1
Ano da edição 2012
Idioma Português
Número de Páginas 400
Peso 0.59 Kg
Largura 16.00 cm
AutorGideon,Melanie

Leia um trecho

Parte 1

Olho no espelho do banheiro e me pergunto por que ninguém me disse que minha pálpebra esquerda formou uma espécie de bolsa. Durante muito tempo aparentei menos idade do que tinha. E agora, de repente, todos os anos se somaram e pareço ter a minha idade — quarenta e quatro, talvez mais. Levanto o excesso de pele com o dedo e dou uma esticada. Existe algum creme que eu possa comprar? Ou uma flexão de pálpebra?
 — Qual é o problema com o seu olho? Peter mete a cabeça no banheiro, e, apesar da irritação por estar sendo espionada, fico feliz de ver o rostinho sardento do meu filho. Aos doze anos, suas necessidades ainda são pequenas e fáceis de satisfazer: waffles Eggo e cuecas Fruit of the Loom — aquelas com elástico de algodão.
— Por que você não me avisou? — pergunto. Eu dependo de Peter. Somos próximos, principalmente em questões de aparência. Temos um acordo. A responsabilidade dele é o meu cabelo. Ele me avisa quando estou com as raízes aparecendo, para eu poder marcar uma hora com Lisa, minha cabeleireira. E, em troca, a minha responsabilidade é o cheiro dele. Garantir que ele não exale nenhum odor. Por alguma razão, os garotos de doze anos não conseguem sentir o fedor do próprio sovaco. De manhã ele passa correndo por mim, com o braço levantado, mostrando uma axila para eu poder sentir o cheiro. “Chuveiro”, digo quase sempre. Muito de vez em quando minto e digo “Tranquilo”. Garoto deve ter cheiro de garoto. — Avisou o quê?
— Sobre a minha pálpebra esquerda.
— O quê? Que ela cai em cima do seu olho? Solto um gemido.
— Só um pouquinho. Torno a olhar no espelho. — Por que você não me disse?
— Bom, e por que você não me contou que Peter era gíria para pênis?
— Mas não é.
— Parece que é sim. Um peter e duas bolas?
— Juro que eu nunca ouvi essa expressão antes.
— Bom agora você entende por que estou mudando o meu nome para Pedro.
— Desistiu de Frost? — Isso foi em fevereiro. Quando a gente estava estudando sobre Robert Frost.
— Então agora você mudou de ideia e quer ser Pedro?
— pergunto. Todo o ensino médio, me disseram, gira em torno de experimentar a própria identidade. Como pais, nosso dever é deixar nossos filhos ensaiarem personas diferentes, mas está ficando difícil acompanhar. Frost em um dia, Pedro no outro. Ainda bem que Peter não é EMO, ou será ENO? Não tenho idéia do que EMO/ENO significa — até onde sei, trata-se de uma sub-seita gótica, uma garotada da pesada que pinta o cabelo de preto e usa lápis de olho, e não, isso não é Peter. Peter é um romântico.
— Tudo bem — digo.
 — Mas já pensou em Peder? É a versão norueguesa de Peter. Seus amigos poderiam dizer “Quando vamos nos ver, Peder?” Nada rima com Pedro. Tem durex aqui em casa? Quero puxar a minha pálpebra para cima — ver como ficaria se eu a corrigisse.
— Fadedro — diz Peter. — E eu gosto da sua pálpebra flácida. Deixa você com cara de cachorro. Meu queixo cai. Sabe de uma coisa? Isso me deixa louca.
— Não, parecida com o Jampo
— diz ele. Peter está se referindo ao nosso vira-lata de dois anos, mestiço de spaniel tibetano com sabe-se-lá-o-que-mais: um cachorro de cinco quilos muito nervoso, tipo Mussolini, e que come o próprio cocô. Nojento, sim, mas bem prático, pensando bem. Não precisamos andar carregando sacolas plásticas.
— Larga, Jampo, seu merdinha! — grita Zoe lá de baixo. Dá para ouvir o cachorro correndo feito um doido no assoalho de madeira, muito provavelmente carregando um rolo de papel higiênico, que, depois de cocô, é sua guloseima favorita. Jampoquer dizer suave em tibetano, o que, obviamente, acabou sendo o extremo oposto da personalidade dele, mas eu não me importo. Prefiro um cachorro animado. O último ano e meio foi como ter um bebê em casa de novo, e adorei cada minuto desse período. Jampo é o meu bebê, o terceiro filho que nunca terei.
— Ele precisa sair. Querido, você o leva para passear? Preciso me preparar para hoje à noite. Peter faz cara feia.
— Por favor…
— Tudo bem.
 — Obrigada. Ei espere aí. Antes que você vá, tem durex aqui em casa?
— Acho que não. Mas eu vi uma fita adesiva na gaveta das coisas inúteis. Considero a minha pálpebra.
— Mais um favor?
 — Qual?
— Peter suspira.
— Você traz a fita adesiva depois de passear com o cachorro? Ele confirma com um aceno de cabeça.
— Você é o meu filho preferido — digo.
— Seu único filho.
— E o melhor em matemática — complemento, dando-lhe um beijo no rosto. Hoje à noite vou acompanhar William no lançamento da vodca FiG, um trabalho ao qual ele e sua equipe na KKM Advertising vêm se dedicando há semanas. Estou ansiosa. Vai ter música ao vivo. Uma banda nova bem bacana, três mulheres com violinos elétricos dos Adirondacks, ou dos Ozarks — não lembro qual. “Traje formal”, disse William, então saco o meu velho tailleur vermelho da Ann Taylor. Nos anos 1990, quando eu também trabalhava com publicidade, essa era a minha escolha quando queria arrasar. Visto-o e me olho no espelho de corpo inteiro. O tailleur parece um pouco fora de moda, mas se eu usar o pesado cordão de prata que Nedra me deu de aniversário no ano passado talvez dê para disfarçar. Conheci Nedra Rao há quinze anos, num grupo de atividades infantis “Mamãe e Eu”. Ela é minha melhor amiga e, por acaso, também é uma das melhores advogadas especializadas em divórcios da Califórnia, portanto posso sempre contar com alguns conselhos dela, muito sensatos e muito sofisticados, que custariam quatrocentos e vinte e cinco dólares a hora, mas que ela me oferece de graça porque me ama. Tento ver o tailleur com os olhos de Nedra. Sei exatamente o que ela diria: “Você não pode estar falando sério, querida”, com aquele seu sotaque inglês carregado. Que pena. Não tem mais nada no meu armário que se classifique como “traje formal”. Calço meus sapatos de salto e desço. Sentada no sofá, com seus longos cabelos castanhos presos num coque desmazelado, está minha filha de quinze anos, Zoe. Ela é vegetariana dia sim dia não (hoje não), defensora ferrenha da reciclagem de lixo e adepta da fabricação artesanal de hidratante para lábios (hortelã com gengibre). Como a maioria das garotas da sua idade, ela também é uma ex-profissional: ex-bailarina, ex-guitarrista e ex-namorada do filho de Nedra, Jude. Jude tem alguma fama por aqui. Conseguiu chegar à fase de Hollywood do American Idol, mas foi eliminado por “soar como um eucalipto californiano em chamas, pipocando e chiando e explodindo, mas que no fim das contas era uma espécie não nativa”.

Avaliações

Avaliação geral: 5

Você está revisando: Esposa 22

JulianaCR recomendou este produto.
04/07/2014

Muito bom!!!

Vale muito a pena ler, história leve que te prende do começo ao fim. Quando você termina é quase impossível não querer ler de novo. Recomendo!
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ThataRamos recomendou este produto.
04/01/2014

Divertido

História leve e descontraída. Com tema bem atual e uma história que te instiga a ler sem parar. 
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