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Freud - Col. Breves Biografias (Cód: 2602835)

Kramer,Peter D.

Objetiva

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Descrição

Conhecido como 'o pai da psicanálise', Sigmund Freud deu impulso à 'cura pela fala' e mapeou o inconsciente humano. Porém, apesar de Freud ter se comparado a Copérnico e a Darwin, é problemática sua história como médico clínico. Os historiadores têm averiguado que, freqüentemente, Freud distorcia o curso e o resultado de seus tratamentos para que os fatos casassem com suas teorias. Hoje, o legado de Freud não está claro, com os comentaristas polarizados entre defensores e ferozes detratores.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Objetiva
Cód. Barras 9788573028812
Altura 21.00 cm
I.S.B.N. 9788573028812
Profundidade 1.00 cm
Peso 0.44 Kg
Largura 14.00 cm
AutorKramer,Peter D.

Leia um trecho

CLIMA DE OPINIÃO Em 1922, UM marido profundamente perturbado propôs um desafi o a Sigmund Freud: “Grande Doutor, o senhor é sábio ou charlatão?” Embora ele só a tivesse conhecido numa breve entrevista, Freud aconselhara a esposa do homem a abandoná-lo e a casar-se com seu antigo analista, um paciente e protegido de Freud. A parte lesada, Abraham Bijur, era uma pessoa de posses. Pretendia tornar pública a sua queixa no New York Times. Mas Bijur morreu pouco depois de escrever a carta. Quase sete décadas se passariam, antes que seu conteúdo fosse partilhado com os leitores do Times. Durante a maior parte desses anos, Freud foi sobretudo o “sábio” de Bijur — uma imponente figura intelectual. Era, para início de conversa, o maior psiquiatra da época. Parecia possuir poderes especiais de observação que lhe permitiam transformar o trabalho com os pacientes em ciência inovadora. Usando métodos que ele próprio desenvolvera, Freud havia descoberto e mapeado o inconsciente. Nomeara os componentes da mente e explorara os princípios pelos quais eles operavam. Havia traçado a seqüência do crescimento psicológico humano, da primeira infância à maturidade do adulto. Havia identifi cado as causas da maioria das doenças mentais e inventado um método para tratá-las. Freud era mais do que o médico perfeito. Era também um homem sábio, cuja descrição da mente doente teve profundas implicações para nossa compreensão da condição humana. Por baixo da racionalidade aparente, Freud havia discernido impulsos obscuros e anseios contraditórios que se uniam em padrões previsíveis, que ele chamava complexos. Havia demonstrado que, na cultura e na vida dos indivíduos, existia uma abundância de símbolos ocultos; os nossos costumes e comportamentos escondem e revelam, ao mesmo tempo, pulsões sexuais e agressivas incompatíveis com os requisitos da sociedade civilizada. As teorias de Freud pareciam atualizar antigas fi losofi as, delineando nossas vidas como dramas trágicos de um tipo nitidamente moderno. Era como se, antes de Freud, nunca tivéssemos conhecido a nós mesmos. Há um quarto de século, o status de Freud começou a mudar. Documentos esquecidos vieram à luz. Mostravam que Freud havia regularmente deturpado o desenvolvimento de suas idéias e os detalhes de sua própria história de vida. A nova compreensão do trabalho clínico de Freud era particularmente perturbadora. Ele havia alterado fatos para que se ajustassem à teoria, realizado terapias de maneiras que guardavam escassa relação com seus preceitos e declarado sucesso em terapias que tinham fracassado. Até que ponto foram danosas essas descobertas à luz das contribuições de Freud? A resposta a essa pergunta talvez dependa, em parte, do status das idéias de Freud, que foram elas próprias perdendo a aprovação. Os defensores e os detratores de Freud adotaram posições opostas, na controvérsia conhecida como “Freud Wars”. O desafi o de Bijur passou para o centro do palco: sábio ou charlatão? O caso que tanto desgosto causou a Abraham Bijur contribuiu para a reavaliação. Bijur, um fi nancista, era casado com uma mulher mais jovem, Angelika, que tinha riqueza própria. Angelika Bijur encetara uma relação sexual com seu antigo analista, o eminente psiquiatra americano Horace Frink. Frink era casado, tinha dois filhos pequenos. Havia muito tempo era propenso a transtornos de humor e, ao longo do caso amoroso, tornou-se emocionalmente perturbado. Incerto quanto a como proceder, Frink viajou para Viena à custa de Angelika Bijur a fi m de fazer um curso de análise com Freud. Frink tinha uma história difícil. Quando estava com 8 anos, seu pai sofreu um fracasso fi nanceiro. O pai se mudou em busca de trabalho, levando a esposa junto com ele e deixando Frink aos cuidados dos avós. Quando Frink tinha 15 anos, sua mãe morreu de tuberculose. No meio de seus 20 anos, Frink sucumbiu à depressão. Apesar do tratamento psicanalítico, tornou a sentir-se deprimido nos seus 30 anos. Frink sabia estar sujeito a alterações de humor. Em 1921, com 38 anos, Frink consultou Freud. Frink estava num estado de agitação, às vezes euforia. Acordava às três da madrugada. Descrevia-se como “mais falante e divertido do que jamais fui na minha vida”, embora também experimentasse uma “sensação de irrealidade”. Em retrospectiva — e aos olhos do médico que assumiu o tratamento depois que Freud se retirou do caso —, Frink estava entrando na fase maníaca de um transtorno maníacodepressivo havia muito estabelecido. Nas primeiras horas do tratamento, Freud lançou-se a uma formulação baseada num dos aspectos menos desenvolvidos de sua própria teoria: Freud decidiu que Frink tinha tendências homossexuais latentes. Aparentemente, a postura admiradora de Frink no consultório e a sua indecisão na vida privada é que levaram Freud a essa conclusão. Frink resistiu a essa linha de pensamento. Freud foi infl exível. Qualquer demora em buscar uma vigorosa satisfação heterossexual colocaria em perigo a saúde psíquica de Frink. Em questão de semanas, Freud fez com que Frink insistisse para que Angelika Bijur se reunisse a eles. Numa carta, ela mais tarde relatou: “Quando vi Freud, ele me aconselhou a conseguir o divórcio por causa de minha existência incompleta... e porque, se eu abandonasse o dr. F. agora, ele nunca mais tentaria voltar à normalidade e era provável que se tornasse um homossexual, ainda que de um tipo altamente dissimulado.” Essa intervenção forçada — a cura pela ação, em vez de pelo insight — não estava de acordo com os princípios da psicanálise, e Freud agiu para manter o seu papel em segredo. Numa carta a Frink, observou que havia alertado Angelika Bijur para não “repetir a pessoas estranhas que eu a aconselhei a casar-se com você diante da ameaça de um colapso nervoso. Isso lhes dá uma falsa idéia do tipo de conselho que é compatível com a análise, e muito provavelmente será usado contra a análise”. Nem Frink nem Angelika Bijur fi caram plenamente persuadidos. Ainda assim, por sugestão de Freud, os amantes se encontraram com Abraham Bijur em Paris para lhe dar a má notícia. Bijur fi cou ofendido. Dirigindo-se a Freud por escrito, Bijur perguntou: “Como pode fazer um julgamento que arruína o lar e a felicidade de um homem sem ao menos conhecer a vítima para ver se ela merece o castigo ou se, por meio dele, não seria possível encontrar uma solução melhor?” Pouco depois, Bijur morria de câncer.