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Livre - A Jornada de Uma Mulher Em Busca do Recomeço (Cód: 4869820)

Strayed, Cheryl

Objetiva

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Livre - A Jornada de Uma Mulher Em Busca do Recomeço

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Descrição

Aos 22 anos, Cheryl Strayed achou que tivesse perdido tudo. Após a repentina morte da mãe, a família se distanciou e seu casamento desmoronou. Quatro anos depois, aos 26 anos, sem nada a perder, tomou a decisão mais impulsiva da vida: caminhar 1.770 quilômetros da Pacific Crest Trail (PCT) – trilha que atravessa a costa oeste dos Estados Unidos, do deserto de Mojave, através da Califórnia e do Oregon, em direção ao estado de Washington – sem qualquer companhia. Cheryl não tinha experiência em caminhadas de longa distância e a trilha era bem mais que uma linha num mapa. Em sua caminhada solitária, ela se deparou com ursos, cascavéis e pumas ferozes e sofreu todo tipo de privação.
Em Livre, a autora conta como enfrentou, além da exaustão, do frio, do calor, da monotonia, da dor, da sede e da fome, outros fantasmas que a assombravam. “Todo processo de transformação pessoal depende de entrega e aceitação”, afirma. Seu relato captura a agonia, tanto física quanto mental, de sua incrível jornada; como a enlouqueceu e a assustou e como, principalmente, a fortaleceu.
O livro traz uma história de sobrevivência e redenção: um retrato pungente do que a vida tem de pior e, acima de tudo, de melhor.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Objetiva
Cód. Barras 9788539004744
Altura 23.00 cm
I.S.B.N. 9788539004744
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Tradutor Débora Chaves
Número da edição 1
Ano da edição 2013
Idioma Português
Número de Páginas 376
Peso 0.58 Kg
Largura 16.00 cm
AutorStrayed, Cheryl

Leia um trecho

Capítulo 1 – As 10 Mil Coisas

Minha caminhada solitária de três meses pela costa oeste dos Estados Unidos teve muitos começos. Houve a primeira e repentina decisão de fazer a trilha, seguida pela segunda decisão, mais séria, de realmente fazer e então o longo terceiro começo, composto de semanas de compras, empacotamento e preparação. Houve o pedido de demissão no emprego de garçonete, a conclusão do divórcio, a venda de quase tudo que eu tinha a despedida dos amigos e uma última visita ao túmulo da minha mãe. Houve a viagem de carro pelo país, de Mineápolis a Portland, no Oregon, e dias depois o embarque em um vôo para Los Angeles, a carona para a cidade de Mojave e outra para o local onde a Pacific Crest Trail cruzava uma auto-estrada.
Em que momento, afinal, aconteceu de fato o fazer, rapidamente seguido pelo assustador entendimento de o que fazer significava, seguido pela decisão de desistir de fazer, porque seria absurdo, sem sentido e ridiculamente difícil e muito mais do que eu esperava que seria fazer, e eu estava totalmente despreparada.
E então houve a decisão de realmente fazer a trilha.
Ficar e fazê-la, apesar de tudo. Apesar dos ursos, das cascavéis e das fezes dos pumas que nunca vi; das bolhas e cascas de feridas, dos arranhões e machucados. Da exaustão e da privação; do frio e do calor; da monotonia e da dor; da sede e da fome; do orgulho e dos fantasmas que me assombravam enquanto caminhava sozinha por 1.770 quilômetros do deserto de Mojave ao Estado de Washington.
Por fim, uma vez que realmente fui e fiz que caminhei todos aqueles quilômetros durante todos aqueles dias, houve a percepção de que o que eu achava ser o começo não tinha sido de fato o começo. Na realidade, minha caminhada pela Pacific Crest Trail não começou quando tomei a repentina decisão de fazê-la. Começou antes de eu sequer imaginar fazê-la, mais precisamente quatro anos, sete meses e três dias antes, quando estava em um pequeno quarto da Clínica Mayo, em Rochester, Minnesota, e soube que minha mãe ia morrer.
Eu estava vestida de verde. Calça verde, camisa verde, arco verde nos cabelos. Era uma roupa que minha mãe tinha costurado — ela fez roupas para mim a vida toda. Algumas eram exatamente o que eu sonhava ter, outras nem tanto. Não era louca pelo conjunto verde, mas o usei de qualquer forma como se fosse uma penitência, uma oferta, um talismã.
Durante todo aquele dia com o conjunto verde, acompanhando minha mãe e meu padrasto Eddie de andar em andar na Clínica Mayo enquanto minha mãe era enviada de um exame para outro, uma oração não me saía da cabeça, embora oração não seja a melhor palavra para descrever aquela repetição de palavras. Eu não era humilde diante de Deus. Nem mesmo acreditava em Deus. Minha oração não era: Por favor, Deus, tenha piedade de nós.
Eu não pediria misericórdia. Não precisava. Minha mãe tinha 45 anos. Ela parecia bem. Por muitos anos foi quase vegetariana. Plantava cravos nos canteiros do jardim para afastar os insetos em vez de usar pesticidas. Meus irmãos e eu éramos obrigados a engolir dentes de alho cru quando ficávamos resfriados. Pessoas como minha mãe não têm câncer. Os exames na Clínica Mayo provavelmente confirmariam isso, desmentindo o que os médicos de Duluth disseram. Eu tinha certeza. Quem eram afinal de contas aqueles médicos de Duluth? O que era Duluth? Duluth?Duluth era uma cidadezinha fria do interior onde os médicos que não sabiam droga nenhuma do que estavam falando diziam a vegetarianos comedores de alho, usuários de remédios naturais e não fumantes de 45 anos que eles tinham câncer de pulmão em estágio terminal, isso era o que era.
Que se fodam.
Essa era minha oração: que se fodam que se fodam que se fodam que se fodam.
Ainda assim, ali estava minha mãe na Clínica Mayo, ficando exausta se tivesse que permanecer de pé por mais de três minutos.
— Quer uma cadeira de rodas? — Eddie lhe perguntou quando nos deparamos com uma fila de cadeiras no longo corredor acarpetado.
— Ela não precisa de uma cadeira de rodas — falei.
— Só um pouquinho — disse minha mãe, quase desmoronando em uma, seus olhos encontrando os meus antes que Eddie a empurrasse em direção ao elevador.
Fui atrás, não me permitindo pensar em nada. Estávamos finalmente prestes a encontrar o último médico. O médico de verdade, sempre o chamávamos assim. Aquele que reuniria tudo que foi coletado sobre a minha mãe e nos diria a verdade. Enquanto o elevador subia, minha mãe segurou minha calça, esfregando o algodão verde entre os dedos com propriedade.
— Perfeito — ela falou.
Eu estava com 21 anos, a mesma idade que ela tinha quando estava grávida de mim. Ela sairia da minha vida no mesmo momento em que cheguei à dela, pensei. Por alguma razão aquela frase surgiu inteira em minha cabeça naquele instante, temporariamente apagando a oração que se fodam. Quase urrei de agonia. Quase morri sufocada com o que eu sabia antes de saber. Viveria o resto da vida sem a minha mãe. Afastei esse pensamento com todas as forças. Não podia me permitir acreditar nisso naquele momento, ali no elevador, e ao mesmo tempo continuar respirando, então, me permiti acreditar em outras coisas. Como por exemplo, se um médico lhe dissesse que em breve você morreria você seria levada para uma sala com uma mesa de madeira brilhante.
E não foi assim.
Fomos levados para uma sala de exames onde uma enfermeira instruiu minha mãe a trocar a blusa por um avental de algodão com tiras penduradas nos lados. Depois de fazer isso, ela subiu em uma cama coberta por um papel branco esticado. Cada vez que ela se mexia a sala se enchia com o ruído do papel rasgando e enrugando sob seu corpo. Eu podia ver suas costas nuas, a pequena curva do corpo abaixo da cintura.
Ela não ia morrer. Suas costas nuas pareciam comprovar isso. Estava olhando para ela quando o médico de verdade entrou na sala e disse que minha mãe teria sorte se vivesse por mais um ano. Ele explicou que não tentariam curá-la, que era incurável. Não havia nada que pudesse ser feito, ele nos disse. Descobrir o câncer tão tarde era comum quando se tratava de câncer de pulmão.
— Mas ela não é fumante — retruquei como se pudesse mudar o diagnóstico, como se o câncer evoluísse de forma racional e negociável.
— Ela só fumou quando era jovem. Não fuma um cigarro há anos.
O médico balançou a cabeça com tristeza e foi em frente. Ele tinha um trabalho a fazer. Poderiam tentar amenizar a dor nas costas com radiação, ofereceu. A radiação poderia reduzir o tamanho dos tumores que estavam crescendo ao longo de toda a extensão da coluna vertebral.
Eu não chorei. Apenas suspirei. Horrivelmente. Intencionalmente. E então me esqueci de respirar. Uma vez eu desmaiei, furiosa, aos 3 anos de idade, prendendo a respiração porque não queria sair da banheira, jovem demais para me lembrar disso. O que você fez? O que você fez? Perguntei a minha mãe durante toda a minha infância, fazendo com que me contasse a história várias vezes, impressionada e contente com minha própria impetuosidade. Ela tinha estendido as mãos e me observado ficar azul, minha mãe sempre me contava. Tinha esperado eu desmaiar até minha cabeça cair em suas mãos e eu inspirar e voltar à vida.
Respire.
— Posso montar meu cavalo? — minha mãe perguntou ao médico de verdade. Ela se sentou com as mãos firmemente cruzadas e os tornozelos enganchados um no outro. Acorrentada a si mesma.
Como resposta, ele pegou uma caneta, segurou-a reta na beira da pia e bateu com força na superfície.
— Isso é sua coluna depois da radiação — ele disse. — Um solavanco e seus ossos podem esfarelar como um biscoito água e sal.

Fomos ao banheiro feminino. Cada uma se trancou em um compartimento, chorando. Não trocamos uma palavra. Não por nos sentirmos muito sozinhas em nossa dor, mas por estarmos muito imersas nela, como se fôssemos um único corpo em vez de dois. Podia sentir o peso do corpo da minha mãe contra a porta, suas mãos lentamente socando a madeira e fazendo com que toda a estrutura das molduras das cabines balançasse. Um tempo depois saímos para lavar as mãos e o rosto, olhando uma para a outra no espelho brilhante.

Assista o Trailer

Avaliações

Avaliação geral: 5

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fabiana recomendou este produto.
30/11/2015

Ótimo livro. Uma historia emocionante.

Ótimo livro. Uma historia emocionante. Recomendo.
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LuPaulino recomendou este produto.
04/11/2013

Excepcional!

Tinha planos de ler este livro em bastante tempo, afinal ele tem quase 400 páginas, mas devorei em 9 dias. Levei-o para todos os lugares, li em ônibus, salas de esperas, ele viajou comigo dentro da mochila mesmo sendo pesado. Fiz a caminhada da trilha toda com Cheryl e me senti sempre ao lado, só lendo para saber. Incrível, simplesmente demais! É muito inspirador. Eu recomendo a leitura e como presente para pessoas que precisam de um estimulo na vida.
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